O meu ponto de vista

Dezembro 31 2019

Não sou grande fã de menções. Hoje, porém, não resisto a citar o Capítulo 3 do Eclesiastes:

Para tudo há uma ocasião certa.

Há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu:

tempo de nascer e tempo de morrer,

tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou,

tempo de matar e tempo de curar,

tempo de derrubar e tempo de construir,

tempo de chorar e tempo de rir,

tempo de prantear e tempo de dançar,

tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las,

tempo de abraçar e tempo de se conter,

tempo de procurar e tempo de desistir,

tempo de guardar e tempo de jogar fora,

tempo de rasgar e tempo de costurar,

tempo de calar e tempo de falar,

tempo de amar e tempo de odiar,

tempo de lutar e tempo de viver em paz.

 

BOM ANO NOVO

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:34

Setembro 02 2019

O que era bom acabou. Mais um ano lectivo se iniciou. Reuniões atrás de reuniões, preparação e aprestação de dossiers, ouvir este e aquele, atender novos paradigmas, blá, blá e blá. É o pão nosso de cada recomeço e não vale a pena dizer mais, pois caso contrário é como chover no molhado. Só para quem passa por elas é que sabe.

Vestir a camisola da casa, enfrentar os dias dos próximos onze meses de sorriso na cara e prestar o melhor serviço possível são propósitos que ficam bem a cada um. Sentir orgulho de uma vasta equipa profissional e dedicada é algo que conta e muito para o sucesso. Como costumo dizer são palavras bonitas e ficam bem a quem as profere. Todavia, contrariando o que o nosso primeiro-ministro disse outro dia, o trabalho docente não é uma missão. Senão houverem as condições físicas, financeiras e sociais minimamente aceitáveis só excepcionalmente se alcançará o que anteriormente descrevi.

Por isso, BOM ANO LECTIVO para todos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:47

Dezembro 30 2017

Tempo natalício, no qual, sem dúvida, está associado o festejo do fim-de-ano. Reconhece-se ao longe o cheiro inconfundível desta época. Aliás, perde-se no tempo o consumo de determinada gastronomia, preparada segundo tradições ancestrais, transmitidas de geração em geração, aperfeiçoada em cada gesto e em cada rito da sua confecção.

Ultrapassando as fronteiras físicas, quer interna e/ou externas, o Natal, assim como o Fim-de-Ano, são hoje sinónimos de conforto e prazer, desfrutados em cada prato e doce. Hábitos inculcados na rotina diária desta quadra, são hoje um acto social e cultural, como também profissional.

Nesta ordem de ideias, custa-me, durante estes dias, falar de outros assuntos. Fraude, corrupção, lavagem de dinheiro são claramente ensinamentos – observe-se, por exemplo, a nova lei de financiamento dos partidos – que, por ora, me repugna tratar.

Bem sei que, infelizmente, por estes dias a maldade não faz tréguas. A mistura inebriante de ilicitude e talento para a má liderança são formas erradas de estar na vida, em qualquer altura do ano, mas sobretudo nesta época.

Por ser daqueles que infantilmente ainda acreditam na bondade humana – naïf me confesso – aproveito estas palavras mal-alinhavadas para desejar a todos

BOM ANO

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:32

Dezembro 31 2015

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Em tempos que já lá vão, dizer “gosto muito de ti” revestia-se de grande profundidade e simbolismo. Porém, com tantos “gostos/likes” que postamos diariamente, perdeu-se, infelizmente, o sentido desta frase.

 

Por isso, para 2016 desejo que, num gesto aparentemente simples, caiba um voo de enorme ternura traduzido em:

GOSTO MUITO DE TI

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:27

Dezembro 30 2011

 

Nesta altura do ano recuso-me a falar do aprofundamento das nossas dificuldades financeiras que nos levaram a uma situação de pré-bancarrora, tal como não quero fazer qualquer alusão a todo um sector de economia em enorme crise, com a consequente encerramento de milhares de empresas e dezenas de milhares de emprego que se encontram ameaçados.

O que quero, sim, é dar uma contribuição, por pequena que seja, para desatar o nó deste catastrofismo que diariamente nos entra casa dentro – eliminar é irrealista, mas reduzir é possível –, incentivando, deste modo, o optimismo e, assim, fazer fé no futuro.

É fácil? É evidente que não. Todavia, o acabrunhamento que vemos estampado, nos últimos tempos, no rosto da maioria dos portugueses também não nos leva a bom porto. Sorrirmos, por muito que a alma nos doa, é fundamental.

Por isso, dando valor a pequenos/grandes gestos, desejo

BOM 2012

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:55
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Dezembro 30 2010

Esta é a altura propícia para se fazer o balanço do ano que está prestes a findar, bem como formular votos para o próximo. Quanto àquele desiderato, o mesmo ficará para um próximo texto.

Sem descortinar qual a vantagem de enunciar muitos e variados objectivos, recusando, por outro lado, entrar no campo da demagogia e muito menos no do populismo, fica desde já assente, que as minhas aspirações para o próximo ano serão poucas e, na medida do possível, concisas.

Existem decisões que custam pouco ou nada e que geram actos de elementar justiça, essenciais para quem delas deve beneficiar. Essas, sem a menor dúvida, deverão ser tomadas e de imediato. Contudo, apesar do optimismo que me caracteriza, seria ingenuidade da minha parte acalentar esperanças que a simplificação burocrática, a gestão rigorosa da “coisa” pública, o fim da corrupção, o aumento da produtividade, o fim do desemprego, entre muitos outros propósitos, seja uma realidade em 2011.

Assim, antes de mais, precisamos, como pão para a boca, de um sinal claro de um Estado preocupado em exercer uma intervenção eficaz e segura junto dos cidadãos.

Como é evidente se isto fosse alcançado já não era pouco. Todavia, permitam que não me fique apenas por este desejo. É que necessitamos também uma mediação que seja ágil e assertiva, de modo a facilitar a vida das pessoas e das organizações, bem longe das velhas e bafientas práticas de sufoco burocrático, as quais, como é óbvio, geraram, quase sempre, uma indesejável desconfiança em relação ao poder.

Na prática, para 2011 desejo fundamentalmente que haja menos Estado, mas melhor Estado.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:54
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Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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