O meu ponto de vista

Maio 08 2018

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Depois de meses e meses em que a chuva praticamente não nos abandonou nenhum dia, eis que a Primavera parece querer-se instalar com temperaturas amenas que convidam a um passeio pela natureza.

Observar aves, percorrer trilhos serra adentro, pedalar por salinas, mergulhar nas profundezas do Atlântico ou aprender a surfar são algumas das experiências que podemos desfrutar, por estes dias, num local bem perto. Isto sem olvidar a gastronomia tão rica. Por exemplo, degustar um robalo grelhado com migas, escoltado por um branco bairrada Casa do Canto, no “ Maré Viva”, ou umas petingas frescas acompanhadas por um arroz escorrido de tomate, seguidas por um “Colinas de S. Lourenço", no “Gafanhoto”, são prazeres inolvidáveis. E, ao final da tarde, à beira-mar, uma cerveja bem gelada, acompanhada de um prato de caracóis, existe melhor?

Sozinhos ou de companhia, de preferência, não faltam, por estes dias, alternativas, pois existem sugestões à medida de todos e a preços muito convidativos.

Descobrir o evento ideal, sustentável, natural e activo como é óbvio, é o objectivo. Acredito, porém, não ser tarefa fácil. Todavia, o mais fácil - é sabido –, na maior parte das vezes, não dá tanto prazer.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:27

Abril 18 2018

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Os deputados da AR, representantes dos Açores e Madeira, para além de receberem mais que os do continente 500 € por semana (subsídio de deslocação), têm direito ao pagamento de uma viagem semanal, de ida e volta, nunca inferior àquele valor (subvenção de mobilidade). O problema coloca-se quando este bónus é pago aos aludidos deputados independentemente de efectuarem ou não as ditas viagens.

Ora, tal procedimento pode ser legal, mas não é defensável eticamente, por muito que o presidente da AR diga o contrário em abono dos seus camaradas, claro está. E adianta que este assunto não deve ser discutido fora do local apropriado. Leia-se exclusivamente na AR.

Esta posição, criticável a todos os títulos, ainda por cima pretende colocar uma rolha na boca dos portugueses. Autêntica censura.

Claro que não são apenas deputados do PS. Outros do PSD também fazem o mesmo. Infelizmente, acrescento. Saúde-se a posição do deputado BE, o qual apresentou a sua demissão e promete repor o dinheiro recebido pelo mencionado esquema.

Depois queixem-se de que os políticos são mal vistos pelos portugueses.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:13

Novembro 29 2017

Através de uma leitura rápida da proposta de Orçamento de Estado para o próximo ano, observamos que este é o governo que mais irá gastar em viagens e estadias, ou seja, “qualquer” coisa para cima dos 98 milhões de euros. Somente esta rúbrica é de nos deixar os cabelos em pé – depois dizem que o dinheiro não chega para tudo. Contudo, o mais grave é, como dizia hoje um cartoon de Henrique Monteiro no “Sapo”, que tal farta verba sirva para ida e volta. É que se fosse só ida … ainda se tolerava.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:54

Dezembro 09 2016

Foi por amor e posterior casamento que António Branquinho, beirão abastado e com gosto pela vida, arrancou Julieta Morais das fragas transmontanas. É um homem com mundo, mas bem agarrado à terra. Nunca lhe deu para sair dali. Melrose é o seu refúgio, explica ele, com a força de um facto natural.

É um mestre em propaganda e publicidade. António diz-nos que a Romaria de S. João de Melrose é a maior de Portugal. É conveniente não discutir, pois é a forma calorosa de nos convidar, pois os melrosenses adoram receber. E vale a pena entrar na festa. Pelo menos uma vez na vida. Só não se recomenda a quem tem fobia a multidões, foguetes e música a rodos.

Quando faz sol, Melrose brilha em luz tão intensa que se confunde com o céu e o rio. Mas isso é só o lado visível. A alma colectiva cintila ainda mais. As raparigas de Melrose dão corpo ao mito, com fama e proveito, de serem as mais belas de Portugal. O exibicionismo, quase insolente, a elas fica-lhes bem. E atraem multidões!

Nos últimos vinte anos, a vila cedeu finalmente ao pedido de namoro do rio. Muros e grades foram derrubadas e os espaços adjacentes devidamente ajardinados. Passear em Melrose é um dever e, então, no Bairro dos Álamos é um exercício indispensável para quem quer conhecer o espírito dos melrosenses. Têm, neste velho bairro, aberto muitas tabernas e restaurantes. Outros ganharam vida nova, como o Refúgio, mais conhecido pela “Tasca do Ti Alberto”.

Já não são apenas os homens do campo que frequentam assiduamente aquele antigo aglomerado habitacional. Locais e visitantes – estes, por vezes, excessivamente – ali se reúnem para saborear uns enchidos, uns queijinhos e outros petiscos de ocasião.

O António, esse continua enamorado pela sua Julieta. Porém, apesar dos setenta e muitos, é incapaz de não virar a cara e arregalar o olho à passagem de uma rapariga bonita. Diz que há-de ser sempre assim e que se Deus lhe deu dois olhos foi para apreciar as coisas belas. E beleza aos montes e por montes tem aquela terra. Depois, acrescenta, a minha cachopa – é assim que trata a mulher – agora já não se incomoda. Sabe que sou cão que ladro mas não mordo. Porém, é incapaz de não acrescentar a palavra "infelizmente"!

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:42

Setembro 23 2016

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Desde há muito que conhecia o local. Aliás, já por ali passara centenas, senão milhares de vezes. Porém, naquele dia algo houve que lhe despertou a atenção. Talvez um sol diferente a brilhar por entre farrapos de pequenas nuvens, talvez a sua felicidade, não sabe. Sim, o que percebeu é que aquele foi diferente dos demais.

À beira do rio Ledo, com cidade de Tafona no horizonte, ergue-se o emblemático Farol de Mar-Morto. Situado no terminal fluvial, junto a uma série de fragatas e a curta distância do velho submarino Lagedo, este património da marinha marca, de forma indelével, a imagem da frente ribeirinha de S. Cipriano. Assumindo-se como uma referência da história local, o Farol de Mar-Morto, que aqui funcionou entre 1856 e 1969, é um dos pontos mais bonitos.

Quem vem da zona ribeirinha, encontra à entrada da Rua Bendita, junto ao Largo do Timoneiro, o chafariz monumental da segunda metade do século XIX. Era aqui, neste sítio histórico, que aguadeiros, particulares e animais se abasteciam de água até meados do século passado, altura em que o fontanário foi demolido. Reconstruído recentemente dá novamente de beber a quem por ali passa.

Na pedra que delimita este património pode ler-se o poema de Mário de Sá-Carneiro “A Inigualável”:

Água fria e clara

Numa noite azul

Água, devia ser

O teu amor por mim!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:35

Fevereiro 29 2016

Um bom repto jamais é de desprezar. E quando é lançado por uma bela mulher ainda muito menos. A sua voz melodiosa, o seu tom de pele onde o tom trigueiro sobressaía, a sua forma de vestir casual, mas ao mesmo tempo chique, o seu andar, qual manequim em passerele, deixaram-me as poucas resistências completamente reduzidas a zero.

E aí fomos nós, sem compromissos, à procura de um Portugal desconhecido. O fim da deambulação foi o litoral alentejano, por terras de Alcácer do Sal.

Ocupando a casa original do que um dia foi um a quinta agrícola e que hoje dá lugar a um dos maiores e luxuoso resort do país, o novo espaço oferece um contraste entre o tradicional e o moderno desfrutando, por outro lado, das mais impressionantes vistas sobre o Atlântico.

Tomando partido da arquitectura tradicional, o novo design da autoria de Lázaro Rosa-Viólon vai buscar a sua inspiração a materiais tradicionais como os azulejos e a calçada portuguesa para os transformar num espaço refinado e cosmopolita.

Juntamente como novo restaurante, rebaptizado de Quinta Velha, renasce também a Casa Velha, agora com nova cara, bem como um pool lounge&bar, o qual oferece vistas panorâmicas sobre o lago, trazendo o conceito urbano dos hotéis citadinos mais exclusivos.

Num ambiente mais relaxado, o também jovem Souck Bar foi introduzido no Verão passado. Uma simples plataforma de madeira debruçada sobre o lago, onde a extensiva carta de bebidas e cocktails pode ser acompanhada pela criativa selecção de petiscos.

A moradia, isolada como convinha, que nos coube em sorte, rodeada de uma zona jardinada, aqui e além salpicada por pinheiros mansos que nos escondiam dos olhares mais indiscretos - se é que os havia -, proporcionou momentos de relax extraordinários, principalmente os passados em frente da ladeira suspensa ao meio da sala.

O resto fica para outras publicações! Que me perdoem os meus caros leitores, mas os compromissos assim obrigam.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:30

Abril 30 2015

Agora que a chuva finalmente regou os campos e reverdejou a paisagem, é a altura ideal para o sol nos inundar com os seus raios. Todos, sem exclusão, agradecíamos, tanto mais que a chuva quando se prolonga por vários dias e/ou semanas também é maléfica. O seu regresso num dia ou melhor, numa noite por semana, evitando desse modo a rega, seria o ideal. O resto do tempo que venha calor sob um céu azul.

Os dias são mais longos, todos notamos, e precisamos que sejam mais luminosos, de modo a que – preferentemente de mansinho – o calor se instale. Necessitamos que a vida possa girar em torno da oportunidade de desfrutar de tudo o que tem de melhor, debaixo do mais convidativo dos sóis. Um aparte para dizer que, muitas vezes, o trabalho também se transforma em prazer.

Não querendo, de modo algum, contradizer o que há dias aqui escrevi, começa a apetecer estar com os amigos, colocando, assim, a conversa em dia, recuperando energias num ou noutro fim-de-semana mais prolongado, deixando-se conduzir pelos prazeres da gastronomia ou pela (re)descoberta da história.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:22

Novembro 05 2014

Saímos sem destino certo. Não foi bem à aventura, mas quase. E quando assim é a paisagem pode ser tão vasta como o mar. Aliás, causa, de certo modo, a mesma impressão de infinito. Estávamos, afinal, num dos mais belos lugares de Portugal, quiçá mesmo do planeta. A planície ondulada começou por definir o território, impar, inigualável. E a paisagem nunca é igual, pois ganha novas e variadas cores em cada estação do ano. No Inverno domina o verde, na Primavera o solo cobre-se de mantos floridos, enquanto no Verão a sensação de secura e calor abrasador é-nos transmitida pelo dourado da erva seca e das colheitas e, por fim, no Outono, os campos são charruados e semeados. É o tempo do castanho e onde tudo recomeça!

A origem da sua gastronomia assenta na cozinha mediterrânica, onde o pão e o azeite são elementos essenciais. De tantos e tentos deliciosos pratos destaco a açorda, as migas, as sopas e os gaspachos, temperados com muitas ervas e cheiros da terra. Para condimentar e equilibrar o repasto tão nobre região oferece uma panóplia de vinhos, a maior parte deles de excelente qualidade.

Muito houve para ver. Nada como uma passeata por uma das mais belas regiões de Portugal, de preferência fora do estio, porque lazer rima mal com sofrimento, e o calor faz-se sentir com mais vigor nesta época. Para além do campo, muito mais há para descobrir nas suas cidades e vilas.

Agora para quem adivinhar de que região estive a falar oferecerei a viagem na próxima saída.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:48

Julho 08 2014

À nossa frente surgia uma outra ilha, esta completamente diferente de todas as outras que compõem o arquipélago. A aridez que caracteriza a maioria das ilhas dava lugar a um chão húmido proveniente de uma vegetação que, não sendo densa, era, em comparação, luxuriante. Daí o genuíno espanto de todos.

A manhã estava calma e clara naquela nova ilha. A luz do Sol reflectia-se nos vales e encostas verdejantes. A temperatura, mais amena, era afagada por uma brisa serena.

Após atracarmos num pequeno e modesto molhe, reentramos em cena com um autêntico ataque ao almoço. A cachupa, prato tradicional à base de milho, carnes e enchidos de porco, algo que se pode comparar à nossa feijoada, foi a refeição servida, a qual foi completada com papaia acabada de colher. A cerveja, por sinal bem fresca, foi a bebida que ajudou a digestão. Teríamos preferido vinho, mas …

Findo repasto, eis-nos a verificar o nosso equipamento, pois o reconhecimento desta ilha esperava-nos. Um resguardo, algumas bolachas e, sobretudo, água, tudo foi convenientemente acomodado na pequena e leve mochila de cada um.

Desta vez o cenário confunde-se com o palco. É a ilha de Santo Antão em todo o seu esplendor. Dividimo-nos em dois pequenos grupos de quatro pessoas cada. A missão do primeiro é a exploração da região ocidental da ilha. Já o segundo tinha como objectivo a parte oriental. Calhou-me este último.

 

(Continua)

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:35

Fevereiro 14 2013

Apesar do tempo não ter ajudado, nos últimos dias viajei. Ao princípio pensei que a solidão era o mais propício ao meu estado de espírito. Todavia, à última hora, a companhia proposta pareceu-me a melhor, opção, aliás, que se tornou deveras agradável.

Partimos, sem destino certo, pois não são todos os dias em que temos oportunidade de nos aventurar por terras desconhecidas. O mais comum, bem o sabemos, é partir com destino traçado e com horas de chegada e de partida.

Depois de almoçarmos em Coimbra, mais concretamente n’A Taberna, local onde não manjava há mais de uma dúzia de anos e onde nos foi servido opiparamente um cabrito assado em forno de lenha, rumamos a Sul, aportando a Tomar ao final da tarde, local onde pernoitámos, após visitarmos uma parte da cidade, mais concretamente, passeando dolentemente pelas margens do Nabão, apesar do frio que nos tolhia, obrigando, cada um, a procurar o calor através do aconchego do outro.

A visita continuou na manhã do dia seguinte, principalmente ao Convento de Cristo. O respeito pelo preexistente e a serena integração dos elementos contemporâneos são uma das imagens de marca desta obra monumental. A recuperação assente no valor histórico e arquitectónico do edificado levou, antes de mais, a que fosse rigorosamente respeitado o sistema de espaços abobados que estruturam todos o interior do edifício. Para tal, foi necessário libertá-lo de todas as construções que o adulteravam e ocultavam para tornar novamente visíveis as magistrais arcadas. Um processo que implicou a limpeza de todas as superfícies de pedra onde se procedeu à remoção de argamassas degradadas e das manchas provenientes de oxidações e outros elementos corrosivos.

Após o almoço, no “Chico Elias”, restaurante situado nos arredores da cidade nabantina, onde saboreámos um soberbo coelho na abóbora, aptámos por passar por Fátima. Ambos, por razões distintas, é certo, há uns bons anos que não visitávamos aquele Santuário, magnificamente cognominado como o altar do Mundo.

Aqui rezámos, tanto na Capelinha como na imponente e nova Basílica da Santíssima Trindade onde, cada um, de modo individual, tenho a certeza, teve a oportunidade de pedir e solicitar ao Senhor tudo o que necessitava para a sua existência e dos seus: inspiração, discernimento, disposição e perseverança. Isto sem esquecer que rezar não é só para solucionar os problemas e dificuldades que surgem no quotidiano, mas sobretudo, para agradecer ao Senhor, todos os bens que Ele nos concede independentemente de nosso merecimento pessoal. Por isso mesmo, tão importante como pedir, é saber agradecer, é dar graças a Deus pelo êxito conseguido em cada jornada e em cada empreendimento de nossa trajectória, que nos ajudam a vencer com dignidade, os diferentes obstáculos de nossa caminhada existencial.

 

Adenda: Não esquecendo, de modo algum, o dia de hoje, e apesar de se comemorar a festa litúrgica dos Santos Cirilo e Metódio, padroeiros da Europa, pelo nosso lado, vamos festejar o S. Valentim, “sem pecar”, como é óbvio.

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:52

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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