O meu ponto de vista

Fevereiro 07 2020

Coisas existem que uma pessoa vê, ouve e lê, uma vez, outra, mil vezes que sejam, e não acredita. Então, não é que o ex-ministro da Defesa, Azeredo Lopes, afirmou perante o juiz de instrução, sem mostrar cara envergonhada, que desapareciam daquele Ministério dossiers inteiros, bem como haviam documentos que entravam e saiam sem haver lugar ao respectivo registo?
A pergunta que se impõe: como é possível alguém com funções de chefia – neste caso máximo – que ao saber destas ilegalidades/crimes e não comunica a quem quer que seja? Não digo, informar, de imediato, o Ministério Público, mas em cada ministério existe uma inspecção. Certo? Foram participadas a esta? Se sim, quando e onde estão os resultados? Se não, o primeiro-ministro não diz nada? E o Presidente da República o que diz?
Aliás, sobre o célebre memorando de Tancos aquele ex-político também afirmou que soube da encenação sobre o achamento das armas mas não informou ninguém por achar que tal não estava dentro das suas competências funcionais. Simplesmente inacreditável.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:39

Setembro 27 2019

Em termos de dicionário a palavra tancos não existe e o que aparece mais aproximado, numa simples busca, no Priberam, é tansos. Ora, sem sombra para dúvidas, sobre o furto de Tancos e novela posterior, o que António Costa e consequentemente o PS/governo nos querem fazer passar é por tansos, i.e., por patetas, simplórios, tolos e totós.

É que das duas uma: ou o ex-ministro da Defesa, Azeredo Lopes, falou sobre tal matéria com o primeiro-ministro e automaticamente este mentiu, tal como aquele, ao dizer que jamais soube o que quer que seja; ou, o ex-ministro nada disse a António Costa, bem como nada falou, durante meses e meses, em Conselho de Ministros, o que se traduz numa enormíssima falta de lealdade governamental.

Como é lógico este é mais um caso que não pode ser varrido para debaixo do tapete, com a desculpa de ser algo entregue aos meandros da Justiça. Não, este é um facto político e como tal deve ser julgado pelos cidadãos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:20

Outubro 29 2018

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Não, não vou falar da eleição de Bolsonaro e muito menos da azia que fez a muitos e da alegria que tal provocou a poucos. Portugueses, entenda-se. Também não vou falar da vitória (in)contestada do FC do Porto e da derrota, esta sim, irrefutável do Benfica. Igualmente não direi palavra sobre Tancosgate, uma vez que os mais altos responsáveis nada souberam, agora ainda menos, e se tiveram conhecimento não compreenderam patavina do que estava escrito num memorando, apesar de serem professores universitários e catedráticos. Porém, sempre direi que rejeito veementemente que me queiram fazer passar por trouxa.

Por conseguinte, irei falar de algo que toca a todos nós, o frio. Foi um Verão longo e extremamente seco. Gozámos à fartazana o calor que tivemos desde Junho até aos finais de outubro. Quatro meses a trabalhar para o bronze. De repente, eis que uma massa de ar polar nos coloca a todos a tiritar. Os agasalhos, cachecóis e outros tais são tirados de imediato, alguns a cheirar a mofo, das gavetas e dos armários. O vento forte e sobretudo gelado empurram-nos para onde haja uma lareira. A minha, por exemplo, esteve ontem a queimar lenha desde as nove até cerca da meia-noite. Agradeceu a minha neta que brincou, brincou em mangas de camisa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 09:27

Julho 05 2017

Foram quase mil milhões de euros, mais concretamente 942,7, que o governo cativou o ano passado, de modo a vangloriar-se por quanto é lado que, sem austeridade – mentiroso sou eu e não minto tanto -, conseguiram o mais baixo défice da história da democracia portuguesa.

Para bom entendedor e em português claro, quando se fala em cativar, fala-se em não gastar o que estava programado. Como é evidente, o “poupar” deste modo significa também que existiram necessidades que não foram supridas, obras que não se realizaram e pagamentos que foram adiados para o futuro. Incerto, acrescento eu.

Por isso não admira os carros móveis do SIRESP avariados e cuja reparação foi adiada sine die, o não conserto da rede metálica e a inexistência de videovigilância nos depósitos militares de Tancos, bem como muitas outras situações, umas que nunca saberemos, outras que, pouco a pouco, vamos tendo conhecimento.

Entretanto, não existe qualquer assunção de responsabilidades e o primeiro-ministro vai de férias como nada de grave se passasse.

Os nuestros hermanos gozam connosco, chegando ao cúmulo do El País afirmar que “em Portugal é mais fácil furtar armas de instalações militares do que encontrar iogurtes no frigorífico das nossas casas”. Mas isso não importa nada.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:49

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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