O meu ponto de vista

Setembro 28 2020

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Uns mais que outros, mas é verdade que todos sentimos inveja pelos sucessos de quem conhecemos ou de quem nos rodeia. Todavia, indagar do porquê de uns terem mais sucesso que outros é deveras muito importante. Não digo que não haja azares na vida, porém o sucesso é muito mais que sorte. Aliás, não é por acaso que amiúde se ouve dizer que a sorte dá muito trabalho.

A proactividade, o trabalho em equipa, a capacidade de comunicação e a clara demonstração de ambição são fundamentos essenciais para a progressão na vida. Aproveitar todas as oportunidades, levantar-se sempre e o mais rapidamente possível depois de uma queda, valorizar quem nos ajuda ou pode ajudar, empatia e resiliência são outros factores que coadjuvam o crescimento.

Nunca acreditei naquele ditado que diz “quem nasceu para ser 20 jamais chegará a 50”. Se tiver força de vontade, se não encolher os ombros face ao decorrer da vida, se for à luta, se souber poupar e, sobretudo, aproveitar todas e quais quer ajudas, então a superação das suas limitações – sim, porque limitações todos temos – é certa e garantida. Não só chegará a 50 como até ultrapassará.

 

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:38

Janeiro 09 2019

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Isto de possuir espírito de abertura tem muito que se diga. No plano dos princípios, i.e., à priori, todos o temos. Contudo, a experiência, bem como a prática do dia-a-dia, ensina-nos que temos de tomar posições, senão contrárias, pelo menos colidem em muitos aspectos quem aquele exórdio.

Juntar atributos de valores éticos, assim como entreajuda e solidariedade é a melhor forma de criar um ambiente de segurança e confiança, algo essencial para o sucesso e para a criação de cumprimento de objectivos.

Tudo ou quase falha, porém, quando nos deparamos com injustiças e pirronices, o que leva a não honrar as regras do jogo. Neste âmbito a comunicação das expectativas, algo primordial, torna-se menos clara, impedindo a focagem no mesmo objectivo.

Num ambiente em todos nos sintamos seguros, é fácil focarmo-nos na inovação, na criatividade e na ambição. Como o conseguir sempre é a chave que vale milhões.

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:32

Maio 10 2017

Anda por aí, ainda que, na maior parte das vezes, de forma sub-reptícia, até mesmo subterrânea, uma campanha contra as retenções fundamentalmente dos alunos do ensino básico, vulgarmente conhecidas por chumbos. A última moda é o torcimento das estadísticas de modo que as mesmas demonstrem, e de forma exponencial, que tal acontece em muito maior escala nos discentes provenientes de estratos sociais mais baixos.

Deste modo, e novamente, a Escola é chamada a intervir. Não nego, bem pelo contrário, que as crianças e jovens provenientes de famílias com inferior poder de compra tenham menor preponderância para os estudos, tanto mais que são aquelas a, numa primeira linha, desvalorizarem a importância do conhecimento e consequentemente da Escola.

Todavia, não é por imposições administrativas e muito menos pela aplicação de pedagogias salvíficas que o dito problema é debelado. Esqueçam, de uma vez para sempre, em solicitar à Escola a resolução de todos e quaisquer problemas da sociedade. Se a questão se encontra a montante da Escola, como todos dizer estar, então que a comunidade, os governantes, os gestores públicos e privados se mobilizem para acabar com tais bolsas de pobreza.

Não tenho a menor dúvida que jamais a pobreza, e pior ainda a sua perpetuação, será combatida com facilitismo, pancadinhas nas costas, solidariedade balofa, punhos no ar e batidas no peito jurando fraternidade eterna. O combate será feito através da consciencialização, da entrega denodada, do querer ir mais longe, e nunca através de “dar o peixe sem lhe dar a cana e/ou ensinar a pescar”.

Por muito que todos os alunos transitassem ano após ano se desvanecia a desigualdade. Reafirmo veementemente o oposto. Acentuava-se e não era pouco, pois a sociedade encarregar-se-ia de, mais cedo que tarde, premiar quem sabe ou não sabe.

Já agora e em tom irónico, pergunto: não seria melhor, então, entregar, logo à nascença, o diploma de licenciado?

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:04

Janeiro 29 2016

Nos últimos anos, à medida que ganharam notoriedade, as escolas de alto desempenho dependem, cada vez mais e como é óbvio, das pessoas que as integram e quando tentamos identificar as principais características encontramos a capacidade de mudar, a participação activa e, sobretudo, a coragem para se reinventar diariamente.

Sobre a primeira muito já escrevi e qualquer manual sobre recursos humanos e gestão a aborda sistematicamente e melhor que eu. As outras duas, porém, parecem-me esquecidas ou pouco mencionadas. De uma forma sucinta tentarei ir ao seu encontro.

Que me perdoem os superentendidos em análise futebolística por recorrer a tal analogia, mas diria que, para entender aquelas duas vertentes do sucesso, é necessário controlar os seguintes factores:

  • Exógenos – conhecer o adversário, ou seja a concorrência; dominar o terreno, i.e., o tipo de discentes; e por último o meio ambiente onde se está inserido.
  • Endógenos – ter consciência das próprias forças e fraquezas; desenvolver estratégias contendo propostas de valor e planeamento; focagem na vitória.

Depois, na acção concreta, no terreno, é fundamental jogar com disciplina e exercer constantemente uma pressão alta ou, dito por outras palavras, jogar ofensivamente. E tal e qual como no futebol, dependendo da fase do jogo, toda a equipa, repito, toda a equipa apoia o ataque ou a defesa e todos os jogadores do modo mais assertivo possível participam no jogo.

Como é evidente, momentos haverá para celebrar, para levantar uma, duas, três vezes do chão, alturas em que são observadas faltas ou foras de jogo inexistentes num golo que foi anulado, colocando-nos em desvantagem, entre outras situações.

Importa, contudo, focarmo-nos no jogo, garantir que cumprimos as regras e, acima de tudo, acreditar que somos os melhores.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:28

Dezembro 13 2015

Contra a vontade de alguns, mas tendo a certeza de que muitos outros esperam por esta análise, eis novamente a compilação dos dados relativamente aos exames efectuados nas nossas escolas durante o ano lectivo transacto, à semelhança do que fiz em 2012, 2013 e 2014.

Como é obvio, a leitura de tais dados é subjectiva e, por isso, ela é diferente de publicação para publicação, de indivíduo para indivíduo. Há aqueles que são radicalmente contra, há os que são totalmente a favor e, como não podia deixar de ser, os restantes nem são sim nem não, mas antes nim.

Uma coisa é certa, a importância da divulgação deste assunto é tanta que não existe órgão de comunicação que não lhe dê realce de primeira página. Sintomático!

Bem se pode argumentar com os mais variados factos que têm uma influência nos resultados escolares - os alunos e respectivos progenitores, o contexto sócio-cultural e económico, o interior mais desertificado versus litoral mais rico, o mundo rural versus meio urbano, mais cosmopolita, entre outros – que isso não retira interesse ao tema.

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 (Dados extraídos do DN)

Uma vez que a tabela é de fácil leitura, não tecerei grandes comentários adicionais. Permitam-me, no entanto, acrescentar uma decisão que falta tomar na Mealhada. Algo que será fácil de executar, mas extremamente difícil de tomar. Mudar os docentes da Pampilhosa para a Mealhada e vice-versa, bem como colocar outros docentes a ministrar o ensino secundário. Todos ganhariam, sobretudo os discentes em particular e o concelho em geral. Haverá força e vontade para tal? Fica o repto.

Uma nota para a “minha” escola, a qual retiro de um dos jornais de maior referência do país, senão mesmo o maior, i.e., do Expresso de ontem: Quase tantas (288) conseguiram alcançar resultados bem melhores do que o expectável. O ME chama-lhes “promotoras do sucesso”. Por exemplo, a Escola Básica nº 2 da Pampilhosa, na Mealhada: 68% dos seus alunos chegaram ao 9º ano sem chumbos e com positiva nos dois exames, um verdadeiro feito, tendo em conta que, a nível nacional, apenas 41% dos estudantes que há três anos estavam no mesmo ponto de partida o conseguiram.

Todavia, sem querer desmerecer os resultados, há que ter em conta, em anos anteriores, a existência de CEFs, Vocacional e PCA, as quais retiraram muitos maus alunos das turmas ditas normais. Ora, com o fim daquelas, receio que os resultados se possam agravar e não pouco. Mais uma chamada de atenção para quem de direito!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:44

Setembro 02 2014

Mais um ano letivo se iniciou. A esperança renasce e os sonhos continuam a mover montanhas. O entusiasmo, neste momento, está no auge – p.f. não confundir com máximo. As emoções sentem-se no bater mais acelerado dos corações e nos abraços e beijos que se estendem quase sem fim. Sim, bem sei que rapidamente, i.e., num ápice se desvanecem, mas enquanto perdura é de aproveitar.

Há muito que deixei de estar convencido de que toda a ciência dos números era exacta. Rapidamente percebi que a leitura dos números depende das perspectivas e das intenções de cada um. Quando se quer os números dão para que todos ganhem sempre.

Ora, como vivemos numa época civilizacional – não é para rir – posso dizer, sem receio de ser desmentido, que até os números são “relativos” e porque todos temos “direito” a tudo o que nos apetece, a interpretação dos mesmos depende unicamente da nossa vontade.

Esta questão dos números veio-me à memória a propósito do ano lectivo que agora começou. Podemos, com ênfase, torcê-lo para a direita, espremê-lo para a esquerda, passarmos por cima ou por baixo, tocando-lhe ainda que levemente, ou até nada fazermos, que o resultado será, no final, sem margem para dúvidas, igual para todos: dever cumprido, objectivos alcançados, em suma sucesso, sucesso e mais sucesso.

Pelo meio haverá sempre alguém a dizer que trabalha imenso, que não tem tempo para nada e, principalmente, ganha tão pouco que não tem dinheiro nem para mandar cantar um cego, apesar das aparências denotarem o contrário.

Só não consigo compreender uma coisa: com tanto êxito, como é que o Ensino anda pelas ruas da amargura e, sobretudo, o país está como está?

Ah, já agora, bom ano lectivo para todos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 00:05

Novembro 11 2010

Particular destaque merece a ferramenta da experiência, imprescindível para a vida que, através desta, identifica colaborações de elevado potencial, reconhecendo os seus pontos fortes e fracos – aqueles a desenvolver, estes a eliminar – apoiando-os na sua carreira através da concretização de um plano de desenvolvimento estruturado.

Todavia, um projecto, fundamentalmente na sua fase de arranque, para ter sucesso, tem de estar, sem margem para dúvidas, pendente do seu líder. Teoricamente todos somos capazes de idealizar um projecto bem sucedido. No entanto, nem todos possuímos o talento necessário para o liderar.

Como é do conhecimento geral, a nossa missão é a de sustentar a estratégia educativa, garantindo os recursos mais qualificados e integrando-os numa estrutura eficiente, com o objectivo de sermos reconhecidos como factores de mudança.

Então, quais as razões que levam ao insucesso na implementação de um processo de melhoria? A principal razão prende-se com uma má definição da situação ou por não ser bem explicado onde começa e onde acaba a solução do problema. Outra das situações com que nos deparamos são projectos iniciados por aquilo que intitulamos de “curiosos” ou, por outras palavras, de “inexperientes”, e que estão mal implantados do princípio ao fim. No fundo, como já escrevi várias vezes, os projectos de melhoria falham porque são promovidos por entidades ou pessoas pouco credíveis e/ou com pouca experiência.

Por outro lado, também é costume, entre nós, não procedermos à avaliação dos projectos de forma independente e rigorosa. Estes, na sua esmagadora maioria, apenas são objecto de um relatório, feito pelo(s) autor(es), o qual, como é óbvio, alude somente aos frutos alcançados. Mais: a forma como é redigido denota uma espécie de alter-ego exacerbado, um auto-elogio ingénuo, bem como menciona os sucessos que unicamente aquele(s) vê(m).

Voltando ao cerne da questão, ao contrário do que é habitual, a grande primazia deve ir para as aptidões e talento dos promotores, em desfavor da autoria do projecto. Assim, o grande enfoque deve assentar no desenvolvimento de um modelo de avaliação das características e aptidões dos impulsionadores, para que existam garantias mínimas de qualidade final. Por isso, exige-se que os candidatos a promotores sejam capazes de desenvolver um projecto viável e, acima de tudo, que possuam especificidades ideais para o liderarem.

Resumindo, o sucesso alcança-se não por decreto ou porque alguém ordena que tal suceda, mas sim porque se tem talento e, sobretudo, porque se trabalha para isso. Não há qualquer segredo recôndito. É óbvio!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:58

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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