O meu ponto de vista

Maio 24 2020

É um lugar comum mas atrevo-me a anunciá-lo: a vida é feita de desafios, obstáculos, mas também de sonhos. Ora, como é do conhecimento geral, é essa a força motriz que faz com o que o esforço e o trabalho de cada um seja recompensado. Obviamente que o sonho varia de pessoa para pessoa, mas uma coisa é certa, para alguns, como é o caso deste vosso escriba, o sonho é produzir um vinho com marca própria.

O processo inerente à aquisição da vinha já lá vai. Agora, o trabalho árduo, a dedicação, o investimento e a atenção para com aquela, resultarão, estou certo, num produto final único.

Por isso, deixo-vos duas fotos do serviço efectuado na semana que findou, razão mais que suficiente para não vos acompanhar tão de perto como gostaria.

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publicado por Hernani de J. Pereira às 20:39

Julho 11 2018

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Talento é a capacidade de errar e reerguer, caminhando no sentido do desenvolvimento e da conquista. Talento é trabalhar a sorte, acreditar e reconhecer a capacidade inerente ao ser humano, é a capacidade de exceder expectativas e de se superar.

O talento não é um algoritmo ou uma fórmula fechada. Todas as formatações ou linguagens de programação continuarão a não substituir esta capacidade de criar, de pensar e de fazer o mundo girar. A cultura do talento deve ser parte integrante das organizações de uma forma transversal e de modo algum pode ser restringida a funções ou a hierarquias. Mais: jamais pode apenas ser assumida em posições estratégicas.

O talento é um conceito abrangente que se revela através das pessoas e para as pessoas, da sua aptidão de entrega e dedicação e que, quando identificado e alimentado, leva à felicidade de todos, à felicidade de quem se revê no que faz e de quem sabe comemorar sucessos e aprender com os erros.

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:29

Janeiro 17 2018

Todos sonhamos. Aliás é uma necessidade, pois um homem sem sonhos é alguém sem futuro. É nestes dias de imenso frio e abundante chuva, em que o Inverno - principalmente este - é pródigo, que digo, com toda a sinceridade, que me apetece falar de férias. E, para mim, falar de férias é, para além de nada fazer, calor e praia.

Bem sei que férias e escapadelas não são, pelo menos para já, para marcar na minha agenda. Não quero decidir o destino concreto e muito menos desejo iniciar os preparativos. Não estou minimamente preocupado com passaportes e vistos, guias de viagem, que roupa levarei ou, então, onde deixar o cão ou o gato. A questão das vacinas, caso o rumo me possa levar a um local mais exótico, também não se coloca.

Verdadeiramente, o que, neste momento, gostava era de gozar umas férias. Económicas, uma vez que o dinheiro está pela hora da morte, e bem acompanhado. Durante o dia, muito sol e o mar a banhar os pés. Saborear um peixe acabado de grelhar, acompanhado por um bom vinho branco fresco. A terminar o dia, um passeio tranquilo para apreciar a noite cálida, bebendo aqui e/ou ali uma cerveja gelada.

Careço de me perder num trajecto qualquer, deixando-me seduzir pela beleza da sua paisagem – todos os locais são belos -, de modo a conhecer o seu património natural e descobrir os seus locais pitorescos e a sua gastronomia.

Há quem afirme que sozinho ou acompanhado o bom é ir. Não comungo, de modo algum, desta opinião. Por isso, mais concretamente, por falta de companhia, é que não parto já amanhã.

publicado por Hernani de J. Pereira às 12:15

Setembro 30 2016

Sim, é verdade, também sonho. Nem sempre, mas sonho. Umas vezes acordado, mas a maior parte das vezes a dormir. E o outro dia tive um sonho. Se é irónico, pretensioso, falacioso ou não, vocês, caros leitores, dirão melhor que eu. Em resumo, a aludida quimera pode contar-se do seguinte modo.

A direcção de um agrupamento de escolas aqui bem perto, do qual me abstenho de nomear, cansada das intromissões da autarquia, da “rebeldia” de alguns docentes, da displicência de outros, esgotada por ser criticada por tudo e por todos - apesar do suor, sangue e lágrimas derramadas -, apresenta a sua demissão.

Antes, porém, resolve ter um “bate-papo” com o je. E, nos intróitos, vem à baila os dissabores, as arrelias, os contratempos e, sobretudo, a incompreensão manifestada, principalmente, pelo corpo docente, o qual, apesar de terem feito vista grossa, i.e., terem deixado que este navegasse com mar à vista, se tem mostrado ingrato.

É certo que a direcção conhece mal ou nada mesmo sobre a realidade das várias unidades orgânicas que compõem a maior instituição do concelho (!!!) – as palavras não são minhas -, limitando-se, quanto muito, a aparecer nesta ou naquela, género visita de médico ou para almoçar. Todavia, no seu alto esplendor – aqui a lavra já é minha – acham-se uns verdeiros injustiçados.

O desenrolar da conversa continuou, afirmando aquela que se emana instruções, os docentes queixam-se de que são tratados como meros alunos; senão enviam é porque não fazem o trabalho de casa. É caso para dizer que tanto faz levar o burro – salvo seja – à água como não. Porrada é sempre certa! E deram um exemplo. Para as reuniões de avaliação do final do ano, a determinada altura, afirmam ser dever dos directores de turma “………”. Ora, logo um coro de críticas se levantou, dizendo estes que, de antemão, sabem – aliás, sempre o fizeram – que devem entregar todos os documentos devidamente em ordem. Mais: que não se pode dizer a docentes com vinte, trinta ou mais anos de serviço, o que devem fazer, tintim por tintim, como fossem autênticas crianças.

Por outro lado, os docentes da secundária queixam-se que, logo às 8:30 horas, o director se passeia pelos corredores, qual polícia, - onde é que eu já ouvi isto? – sem que faça o mesmo noutros estabelecimentos de ensino pertencentes ao agrupamento. Caramba, uma pessoa já não pode deambular por onde quer? Tem que ser por onde os outros querem?

Sei que se falou muito mais, num desfiar de rol de queixas e azedumes até mais não. Infelizmente não me recordo de tudo.

A verdade é que, de repente, acordo e observo que tudo, afinal, não tinha passado de um sonho.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:15

Outubro 06 2014

Somos um país de excelência, onde o mérito e a qualidade determinam as contratações e fazem evoluir os profissionais. Um país cada vez mais aliciante, onde procuramos oportunidades de carreira e, por isso, sem necessidade de recorrer para além das fronteiras.

Um país em crescimento e a justificá-lo está o engrandecimento assente numa sólida politica de natalidade e que incentiva os casais a terem filhos. Aliás, oportunidades não faltam a começar pela engenharia, passando pela saúde, educação, restauração e em funções mais técnicas como canalizadores, soldadores, mecânicos, camionistas, trabalhadores da indústria metalúrgica, cozinheiros, padeiros e até cabeleiros.

Os políticos são sérios e a corrupção é quimérica ou, quanto muito, residual. Por isso, o desenvolvimento da vida profissional e pessoal dos cidadãos, bem como a integração na sociedade é quase plena.

O custo de vida é diminuto, pelo que viver no país é relativamente fácil, tanto mais que os ordenados e as pensões/reformas são elevadas. Bem, também não admira uma vez que a produtividade é elevada e a dívida externa praticamente inexistente.

De repente acordei e, infelizmente, notei que estávamos em Portugal. Afinal, não tinha passado de um sonho, belo é certo, mas sonho.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:50

Junho 02 2014

Confesso que sou um sonhador nato. A dormir ou acordado sonho muito, cumprindo o que diz um célebre poema de António Gedeão: eles não sabem que o sonho/ é uma constante da vida/ tão concreta e definida/ como outra ... que o sonho comanda a vida/ que sempre que um homem sonha …

Sonho em organizações mais humanas, pois nunca como agora as questões ligadas à gestão das pessoas e, sobretudo, dos talentos assumiram tanta importância. Num cenário de adversidade nacional que tem feito imensas vítimas entre os profissionais portugueses, há que procurar contrariar a tendência e, para lá de qualquer contrariedade, não abrir mão de uma estratégia de gestão centrada nas pessoas, na sua felicidade e na retenção das suas capacidades.

Ninguém tem dúvidas que a realidade - apesar de nos parecer, muitas vezes, o contrário – se altera de modo vertiginoso e, por isso, as organizações são constantemente desafiadas a fazer mais e melhor e, principalmente, com menos recursos. Assim, a estratégia de valorização dos colaboradores deverá ser parte intrínseca dos planos da instituição, respondendo, deste modo, às questões que são determinantes para o seu desempenho final.

Por exemplo, nas escolas, muito mais que uma classificação de desempenho, a qual não nego que seja importante, a tónica deve ser colocada no orgulho, no respeito e compromisso sentido pelos professores e funcionários, bem como nos aspectos relacionados com a diversidade, com a inclusão e, fundamentalmente, com a ética.

Necessita-se de uma aposta significativa na gestão das vocações e no desenvolvimento de práticas diferenciadoras e de valor, com realce para aquelas que são orientadas para a dinamização de massas críticas.

Carece-se de uma nova abordagem – work force one – que ajude as instituições a gerar, a reter, a motivar e a multiplicar as aptidões dos seus trabalhadores, obtendo um maior retorno do investimento feito em termos de recursos humanos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:41

Abril 14 2014

Numa conjuntura em que a crise está na cabeça de todos, não faltam, contudo, motivos para fazer do sonho realidade: em qualquer latitude do nosso país não prescindamos, então, de fantasiar. Vamos arrumar a mala, viajar e trazer recordações inesquecíveis.

Os bilhetes há muito que estão marcados, à espera que a data de embarque chegue. O destino e o itinerário, esses, foram os primeiros a ser escolhidos, ainda a viagem não passava de uma miragem. A companhia estava eleita à partida, ideal para mudar de ares e desfrutar dos instantes de mais puro lazer.

Deixemos, pois, as preocupações e os afazeres em casa e rumar a novas paragens, em busca de uma jornada de aventura, de um relaxe à beira-mar ou um banho de cultura e história.

Vá, não podemos demorar mais. Espero por ti no carro!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:14

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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