O meu ponto de vista

Maio 22 2019

Um dos maiores, senão o maior, poema de Florbela Espanca diz “Eu quero amar, amar perdidamente!/ Amar só por amar: Aqui... além.../ Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…/ Amar! Amar! E não amar ninguém!”, aliás cantado divinamente por Amália Rodrigues e Cidália Moreira. Com toda a franqueza não quero, nesta idade, amar tão profundamente como o descrito por aquela poetisa nos seus verdes anos. Todavia, contentava-me viver, sempre e bem, viver perdidamente, desfrutando de tudo o que vida tem para oferecer, recordando o que ficou para trás e ansiando pelo que se anuncia mais para a frente.

Vida colorida e deliciosa? Sim, é possível, desde que se saiba fazer algumas escolhas. Começando na alimentação, de que não sou exemplo para ninguém, a qual poderá fazer toda a diferença na nossa qualidade de vida e, inclusivamente, autonomia. Dormir melhor é outro atributo. Sei de experiência feita a sua enorme importância, uma vez não saber o que é uma noite bem dormida há muita, bem como todas as consequências daí inerentes como, por exemplo, a irritabilidade.

As pessoas felizes são mais optimistas e tendem a distribuir a sua energia e a espalhar boas vibrações a quem as rodeia. O segredo dessa felicidade? Por vezes, algo tão simples como rir alto e de modo sincero, o que provoca uma quebra nas hormonas de stress e o aumento das endorfinas, hormonas responsáveis pela sensação de felicidade. Ou, então, pensar positivo. Por que razão tem o corpo de estar meio cheio quando pode estar meio cheio? Parece que não, mas faz toda a diferença

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:10

Dezembro 07 2017

Copiar num teste? É fácil e atire a primeira pedra quem nunca o fez ou tentou. Imitar uma atitude ou comportamento de um colega? Simples e, em certa medida, todos somos macacos de imitação. Todavia, reproduzir noutra circunstância uma experiência com alguém que nos marcou indelevelmente é impossível.

Num ambiente - como é hoje-em-dia e calculo que será pior no futuro - extremamente competitivo, em que a diferenciação pelas atitudes e, sobretudo, pelos valores, é cada vez mais difícil, a forma de contactar os outros e a verticalização da coluna marca a diferença.

No mundo digital, o qual, confesso, me é cada vez mais difícil de acompanhar – a idade não perdoa – multiplicam-se os canais de comunicação que são fundamentais na disseminação dos ideais. Para o bem e/ou para o mal. Para os mais expeditos, saltar de canal e dispositivo, consoante a hora e o local onde se encontram e continuar a obter e debitar respostas consistentes e fluidas é algo que é natural e transparente. Mais: é expectável que o serviço seja consistente e contextualizado com as suas anteriores interacções. Desconfio, porém, com o agravamento do relacionamento intergeracional. Contra factos não há argumentos! Será?

Todavia, será possível continuar a aumentar o nível de satisfação, genericamente falando? A resposta é afirmativa. A maioria das pessoas – 70 % de acordo com os estudos (Costumer Experience) -, copiando, imitando ou não, acha que consegue resolver os seus problemas sem solicitar ajuda. E isso, sem dúvida, é positivo. Porém ...

A grande questão é como dotarmo-nos de soluções integradas, ágeis e flexíveis que nos permitam adaptar a nossa vivência ao mundo em que estamos inseridos. É pergunta para o tão badalado milhão. No entanto, uma coisa sei com toda a certeza: interlocutores satisfeitos tornam-se promotores e defensores das nossas causas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:43

Janeiro 23 2015

Escrevi o outro dia sobre o factor da idade e a sua contribuição para as organizações. Hoje volto à carga, uma vez saber que, para muitos profissionais seniores, a idade é apontada como um potencial factor de discriminação, principalmente em processo de recrutamento ou ascensão a voos mais altos.

Muitos são os que se queixam de, apesar de toda a experiência acumulada e competência demonstrada ao longo de todo o seu percurso, se acharem colocados de parte, isto para usar uma linguagem politicamente mais correcta. Bem, também existem aqueles que de motu proprio se autoexcluem. Mas destes não reza a história!

O meu conselho é nada de queixumes. Hoje-em-dia existem alternativas para tudo. As pernas doem de tanto cansaço? As meias Relax são a solução, mesmo para longas viagens. E ainda por cima são super atraentes. Não consegue ou tem dificuldades em subir escadas? As cadeiras elevatórias Egiro resolvem o problema, mesmo que as instalações estejam completamente às escuras. Uma maravilha! Tem dificuldades de locomoção? Mas qual é o problema? As cadeiras eléctricas da Egiro levam-no a todo lado. Já tem dificuldades em cozinhar? Adquira uma Bimbo e a questão fica resolvida. E mesmo para aqueles que já usam bengala e têm fundados receios que esta escorregue, já existem no mercado bengalas desdobráveis, com ventosas e, ainda por cima, com lanterna. Querem mais? Só se for algo que responda por assobio ou por sinal de telemóvel. Mas esperem que não há-de tardar muito!

Por conseguinte, é só ir em frente e sem receios. No fundo, no fundo, é tudo uma questão de dinheiro! Aqui é que a porca torce o rabo, como se costuma dizer, mas que se lixe a taça pois ela é de barro.

P.S. – Declaro que prescindo dos direitos da publicidade que faço aos artigos supra citados.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:09

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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