O meu ponto de vista

Dezembro 09 2020

O quê? O Estado, para além dos despedimentos, com os quais, infelizmente tenho de concordar, pois não podem ser tratados diferentemente de qualquer outro sector económico, vai injectar 3 200 milhões de euros na TAP? E ninguém diz nada? Onde está o PCP e o BE?

Já em 2018 e 2019, estranhamente, a transportadora nacional registou prejuízos na ordem dos 200 milhões. Isto apesar do enormíssimo boom de transporte de passageiros, por causa do aumento do turismo e não só. E o que fez o governo? Assobiou para o lado. Quando não o fez acusou os privados de tal e, numa sanha nacionalizante, assumiu a quase totalidade do capital da companhia.

Agora, em tempo de vacas magras, pagamos todos, como é timbre dos socialistas.

É, sem sombra para dúvidas, um “Novo Banco”. Só que agora branqueado à esquerda.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:29

Fevereiro 28 2020

Todos sabemos que os políticos dizem hoje uma coisa e amanhã, sem corarem, afirmam precisamente o contrário. E ai daqueles que que os contestarem, achando, muito naturalmente, que entraram em contradição.

Por exemplo, Fernando Medina, presidente da CM de Lisboa e destacado socialista, afirmou que “uma lei que dá a um único município o poder absoluto de condicionar uma infra-estrutura nacional, nomeadamente o caso do novo aeroporto do Montijo, é desadequada e não é proporcional. É uma lei feita fora do tempo“, acrescentou.

Todavia, há uns dias declarou que ”os voos nocturnos não irão voltar a ser praticados no aeroporto Humberto Delgado. Esclareço que os voos durante a noite foram proibidos no aeroporto de Lisboa há apenas umas semanas, devido a obras no local. "Reafirmo a minha total e completa oposição a que, no momento da finalização das obras atuais, se venha a registar qualquer retomar da realização de voos nocturnos em condições sequer próximas da grosseira ilegalidade da situação que se vivia previamente a este período", asseverou na reunião da Assembleia Municipal.

Na questão do novo aeroporto do Montijo, não pode, na opinião daquele autarca e de muitos socialistas, haver alguém a contestar. Quanto ao aeroporto situado na capital, o caso muda de figura.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:08

Novembro 22 2019

Fosc@-se. Não há direito. Então, só eu não tenho nenhuma grande herança, surgida à ultima hora, e guardada num cofre? Vejam o caso de José Sócrates, há cerca de um mês, e agora da sua ex-mulher, Madalena Fava. Porr@, para azar meu, os meus progenitores nem cofre tinham.

Por outro lado, lamento andar e, sobretudo, ter andado a pedir ajuda aos amigos e … nada, enquanto outros existem que declaram, perante a justiça, que jamais pediram ajuda. Pura e simplesmente, os amigos fizeram questão - até levavam a mal o contrário - de os ajudar. Quem proferiu esta afirmação? O ex-primeiro-ministro socialista, está claro.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:33

Julho 09 2019

Há oito anos, tanto na Grécia como em Portugal, os socialistas levaram os respectivos paises à bancarrota. É um dado adquirido e irrefutável. Ponto final. Com raríssimas excepções, como é o caso do actual governo português, sobretudo pelo constante pé no travão do Centeno, os socialistas são uns mãos largas a distribuir dividendos, para depois recuarem à socapa, deixando a outros atarefa de se virarem com sucessivos planos de resgate, já que a inexistência e a sua não aplicação implicaria não ter sequer pão para a boca.

O certo é que, tanto num país como no outro, os governos que suportaram e implementaram, pela força das circunstâncias, austeridade sofreram em eleições seguintes pesadas derrotas. Em Portugal, Sócrates elevou o país ao pináculo da imperfeição. Sucedeu-lhe Passos Coelho que redimiu, à custa de imensos sacrifícios, o país, para logo a seguir perder o governo. Não as eleições que é coisa distinta. Na Grécia, os socialistas do PAZOK conseguiram que este atingisse a degradação total. Sucedeu-lhes o Syriza, como salvador da pátria. Prometeu mundos e fundos para, logo a seguir, acabar vergado ao peso dos credores. Claro que quem necessita de dinheiro, amocha. Agora, perdeu em toda a linha para a direita.

Como corolário: em tempos de vacas magras – leia-se ausência de pilim – jamais queiras governar. É que corres o sério risco de salvar o país, mas acabar afogado.

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:08

Maio 14 2019

A crer no que se ouve, o país inteiro está chocado com as declarações de Joe Berardo na AR. Que são alarves, inadmissíveis em qualquer lugar e, sobretudo, naquele, bem como são manifesto gozo com os portugueses, ninguém tem dúvida. Todavia, será que todos têm razão para manifestar tanta indignação, rasgar as vestes, quais jovens virgens, e atirar-se àquele tal como lobo esfaimado se atira à presa?

Não. Mil vezes não. Berardo não é fruto do acaso e muito menos emergiu graças a seu esforço. Este surgiu devido a uma (in)cultura desbragada, bem como foi, não digo um mero instrumento, já que de naif, para não dizer insano, não tem nada, mas um meio usado por Sócrates para um objectivo muito mais lato. A tentativa do domínio da banca, e por consequência as principais empresas nacionais, era absoluto por parte do governo PS de 2007/09, então comandado por aquele “ilustre” político, do qual António Costa e não só faziam parte e jamais se demarcaram.

Por isso, não acredito na repulsa que muitos socialistas manifestam neste caso. O primeiro-ministro considerou esta segunda-feira que Portugal está "seguramente chocado com o desplante" de Joe Berardo, quando foi ouvido na Assembleia da República, e disse esperar que o empresário pague "o que deve" à Caixa Geral de Depósitos.

Portugal continua a ser um país de hipócritas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:03

Julho 03 2018

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 (c) Antero Valério, publicado no https://guinote.wordpress.com/2018/07/02/boua-noute/

 

A Educação, ou melhor o Ensino, área que todos opinam ou pelo menos comungam daquele velho vício português que o “achismo”, é composto por diversos sistemas que se pretendem os mais naturais possíveis, mas de natureza complexa, bem expressa, concretizando-se por uma enorme diversidade e variabilidade das suas propriedades e cuja maioria dos respectivos processos geradores escapam a qualquer controlo humano.

Contudo, foi esta variedade de saberes que despertou o Homem para as vantagens que dele poderia obter e o converteu numa profissão persistente e infatigável, ora guiado por uma qualquer quimera ou princípio empírico, ora, nos tempos mais recentes, orientado por conhecimento científico sistematicamente desenvolvido.

Nesta sua gesta, duas grandes categorias de recursos se identificam: os materiais que, na forma tal como ocorrem, podem ser incorporados nas fileiras de utilização e aqueles outros, os humanos, de longe os mais relevantes, que exigem uma preparação prévia, um ganho por experiência feita e, não menos importante, uma justa progressão na carreira.

É nesta última circunstância que os sucessivos governantes, sobretudo os socialistas – recordam-se de MLR? -, que mais tem desbaratado e maltratado esta mais-valia que são os professores. Conforme dizia José Chorão, infelizmente, há muitos colegas nossos que, quando a merda vem da direita…é merda; mas quando a merda vem do PS, sabe-lhes a mousse de chocolate. É triste, mas são os colegas que temos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:27

Junho 22 2018

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A iniciativa parlamentar do CDS, sobre a descida do imposto sobre combustíveis, a qual com o apoio do PSD, o voto contra do PS, como é óbvio, e abstenção dos restantes partidos, foi aprovada, deu origem a um acalorado debate. Antes, durante e depois as reações, quer dum lado, quer doutro, não se fizeram esperar.

Abstenho-me de comentar as palavras de quem aprovou tal medida, apesar de não se saber se entra em vigor ou não ainda este ano, dirimindo somente sobre o que dirigentes e altos responsáveis socialistas proferiram.

Andou o governo e o PS a vender-nos a ideia de que os aumentos de salários, o descongelamento de carreiras e a diminuição de horas de trabalho – estas três medidas referentes à função pública -, bem como a diminuição do IRS e aumento de pensões, assentava essencialmente num novo modo de governar, numa outra abordagem política aos problemas do país, em suma devido aos excelentes gestores que actualmente nos dirigem.

Bem, pela voz morre o peixe, conforme diz o ditado popular. Ficou a saber-se, por declarações proferidas abundantemente, que é sobretudo através de impostos indirectos, como é o caso em questão, que o governo nos vai diariamente ao bolso para pagar tudo aquilo que se farta de gabar de fazer e ter feito. Ontem foi expressamente perguntado: “sem este imposto como podem querer aqueles benefícios?”

Até, efectivamente podemos ter mais dinheiro no bolso ao final de cada mês. Não é muito, mas é algum. Porém, em boa verdade, quem nos dá mais cinco ou dez é o mesmo que, posteriormente, nos retira, ainda que mansa e ordeiramente, é certo, quinze ou vinte.

Já agora, sobre a descida de IRS é importante dizer-se que sendo um imposto progressivo, ou seja, quanto mais se ganha mais se paga, é algo que mais de 50% dos portugueses, por ganharem tão pouco, estão isentos, pelo que aquela medida em nada os afectou. Outra coisa totalmente diferente se passa com o imposto sobre os combustíveis, já que todos os portugueses, mesmo os que não possuem carro, sentem a sua incidência. Aliás, não é por acaso que os impostos indirectos, como é o exemplo em apreço, assim como o IVA, são aqueles que mais atingem as classes com menores rendimentos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:40

Setembro 21 2017

Em Lisboa o candidato do PS às próximas autárquicas, Fernando Medina, quer gerir as escolas básicas e secundárias.

Já no Porto, Manuel Pizarro, igualmente candidato pelo PS, promete levar o "ensino estruturado da música" – seja lá o que isto quer dizer! - a todas as escolas básicas da cidade.

É caso para perguntar: Tiago Brandão e a sua equipe não dizem nada? Até onde vai o desvario dos socialistas? Já não lhes chega o estado a que chegou a actual municipalização da educação? Será que para estes estonteantes políticos, em pleno modo de desregulação da educação, o seu limite é o infinito? Ou será que, reféns da agenda reformista dos seus parceiros de esquerda, também optaram, nesta área, por uma política de terra queimada?

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:21

Dezembro 10 2015

A política, dos dias de hoje, está a tornar-se uma chatice. Já sabemos todos o que aí vem: aumento dos salários, descongelamento de carreiras, diminuição do IRS, reversão das privatizações, aumento das pensões, bem como outras benesses, pois enquanto durar o dinheiro vai ser uma festa, como dizia a outra, a propósito das obras da Parque Escolar. Sempre aprendi que não se poderia gastar 120 quando se aufere apenas 100. Mas os socialistas jamais aprenderão: emagrecem as receitas e aumentam as despesas.

Por isso, enquanto esta inquietação não passa, vou beber um café. A propósito do café: tomá-lo, como todos sabemos, tornou-se um hábito e, por vezes, até um ritual. Para muitos, o dia só começa com esta bebida. Para outros, um café quente e aromático é a melhor maneira de finalizar uma refeição. E, já agora, também há quem goste de beber café a qualquer hora do dia, um prazer que não lhes pode ser negado.

Assim, para os verdadeiros apreciadores de café, cada chávena pode, e deve, ser uma experiência inolvidável. E tomar um café, mesmo que seja às onze, hora a que escrevo este texto, é um momento de satisfação.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:51

Agosto 06 2015

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Não é uma questão de cartazes ou de não acertarem uma, pois a verdade impele-os no sentido da realidade, i.e., a questão do desemprego já vem do tempo de Sócrates.

Ah, já agora não despeçam os publicitários. Olhem o desemprego!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:54

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