O meu ponto de vista

Junho 15 2018

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Liga-se a televisão e somente dois casos surgem: o Mundial da Rússia, bem como o desempenho da selecção nacional, e o caso do Sporting, com conferências diárias de Bruno de Carvalho. As abordagens a ambos os assuntos são manifestamente exageradas, mas este último é ad nauseam.

Caramba, será que, neste momento, não existe mais vida para além do futebol? Não é que adore futebol, bem pelo contrário, mas tudo o que é demais enjoa.

Quem deve esfregar as mãos de contente é o governo, pois durante um mês, pela amostra, de outra coisa não se falará a não ser da performance de Ronaldo e seus muchachos. Não há greve de docentes às avaliações, não existem perturbações nos transportes, etc., etc. Até o âmbito da Saúde, sector sempre em ebulição, parece que está a funcionar às mil maravilhas.

Deste marasmo informativo só um incêndio – vá de retro Satanás – como o de há um ano nos salvava. Agora mais a sério: previnam-se, pois, no início da próxima, os termómetros subirão bem acima dos trinta graus.

publicado por Hernani de J. Pereira às 09:12

Junho 24 2016

Como outro dia dizia uma amiga minha, nos dias que correm é só futebol, futebol e futebol. A política nacional está arredada das conversas do dia-a-dia e mesmo os media só hoje, praticamente, aludem ao Brexit, mais por receio – é sempre assim – que por interesse informativo. Até mesmo a recapitalização da CGD, a qual nos vai custar a cada um de nós a módica quantia (!!!) de 500 euros, praticamente desapareceu dos radares noticiosos.

É evidente que este estado de coisas serve às mil maravilhas ao governo. Enquanto os portugueses estiverem entretidos com o desempenho da selecção nacional, se o Cristiano Ronaldo apenas brilha no Manchester City e/ou Real Madrid, se o engenheiro deve colocar o jogar A em vez de B, António Costa esfrega as mãos de contentamento, uma vez que ninguém quererá saber da diminuição das exportações, do aumento da dívida e, sobretudo, que os índices económicos estão de tal modo em baixo que as projecções financeiras governamentais para o corrente ano jamais se cumprirão.

Aliás, se observarem os editoriais dos jornais e os próprios comentadores não fogem a este estado de espírito. E aqueles que saem desta regra são relegados para segundo plano ou nem sequer lidos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:58

Junho 18 2016

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Não é por nada ou, melhor, é por tudo. Por todos os santinhos e santinhas – usando o politicamente correcto do BE – não permitam que o António Costa assista ao próximo jogo da selecção nacional.

Caso contrário, é só empates(as).

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:44

Junho 14 2016

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Jogámos hoje contra a Islândia, país que pela primeira vez chegou a uma final de um Europeu de futebol. Depois há considerar o nível de futebol praticado nos dois países, não esquecendo que somos 10 milhões, enquanto os finlandeses não vão além dos 300 mil.

Todavia, apesar dos nossos craques e super-craques, pagos a peso de oiro, não passámos de um mero empate. Vir argumentar que se sabia que era uma equipa difícil é mero paleio e falta de sinceridade.

Não jogámos nada e ponto final. Garganta é o que apenas demonstrámos.

Faço votos para que tenha sido unicamente uma entrada de sendeiro para que haja muitas saídas de leão.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:09

Setembro 11 2014

Soube-se, há pouco, que Paulo Bento chegou a acordo com a FPF com vista à rescisão do seu contrato. Até aqui, como costumo dizer, nada de mal para o mundo, bem pelo contrário. Aliás, tal decisão só peca por tardia, pois, como já escrevi por diversas vezes, Paulo Bento deveria ter colocado o seu lugar à disposição logo após a “nossa” indecorosa prestação no Mundial do Brasil.

Porém, é curial afirmar que não é o único culpado, pois a FPF insensatamente renovou o contrato com aquele antes da nossa deslocação ao Mundial de 2014. E, pior, de forma asinina, colocou a rescisão no patamar dos três milhões de euros.

Depois, como é lógico, mesmo com os resultados que se viram no Brasil e contra a Albânia, estava de tal modo com as mãos e os pés atados, que só restava um rompimento amigável, com a respectiva indemnização ao seleccionador, o qual deve ter saído com uma maquia apreciável.

Poderemos interrogarmo-nos se isto afecta ou não os nossos bolsos. A resposta é directamente não, mas em virtude da FPF ser reconhecida como instituição de utilidade pública e, por isso, estar isenta de contribuições, o caso repercute-se nos cofres do Estado, ou seja, indirectamente, em todos os portugueses.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:35

Setembro 08 2014

Ontem a selecção nacional de futebol, mais uma vez, foi uma autêntica vergonha. Perder com a Albânia, senão a mais fraca das selecções europeias, seguramente uma das piores, é mais que incompetência, é falta de carácter e, sobretudo, ausência de brio profissional.

Já aquando do Mundial do Brasil, se Paulo Bento tivesse um pingo de decoro e se os responsáveis da FPF não passassem de poços de vaidade e vacuidade, a selecção de todos nós já estaria noutras mãos. Mas não! Para além de manterem o seleccionador, com o argumento, mais que falacioso, de que fomos incompetentes, mas não somos incompetentes, promoveram-no. As únicas mexidas foram a nível médico, lembrando aquele adágio “mudam-se as moscas, mas a m… é a mesma”

Voltando ao jogo de ontem e, principalmente, ao miserável desempenho dos portugueses, depois de fortemente vaiado, apesar de desavergonhadamente terem colocado os decibéis a um nível quase insuportável, com vista a abafar os gritos de revolta de quem novamente acreditou nas boas intenções dos homens da bola, Paulo Bento, na conferência de imprensa, quando questionado sobre a reação dos presentes, afirmou “os lenços brancos são algo naturais. As pessoas não estão satisfeitas e reagem deste modo. Há que aceitar com toda normalidade”. É mesmo para dizer “ora bolas”, para não proferir outra frase que, pelo seu tom vernáculo, não é conveniente usar neste espaço.

Se as palavras de Paulo Bento revelam decência, então não sei o que é a indecência.

E a FPF não tem uma palavra?

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:24

Junho 25 2014

Amanhã, apesar da esperança ser extremamente diminuta, lá estaremos, a torcer pelas cores nacionais, em frente da televisão para vermos o Portugal – Gana. E se o futebol não nos eleva o ânimo – e tão necessitados estávamos e estamos -, então este início de Verão deixa-nos quase de rastos.

Tal contribui para baixar ainda mais – será possível? - o astral. E o pior está a dar cabo da agricultura, principalmente no concerne à viticultura. Por muito que tratamos a vinha de oito em oito dias, o míldio e o oídio não dão descanso. E para agravar a situação, as uvas ainda num estado vegetativo muito precoce - o verde continuará por muito mais tempo - já começam a sentir os efeitos da podridão. A continuar assim, para além do imenso trabalho e dinheiro gasto, pouco ou nada se salvará.

A única boa notícia é dispensa de rega. Ou seja, os produtores de hortícolas cantam hossanas. É caso para desejar sol na vinha e chuva no nabal.

Costuma dizer-se que nunca mais é sábado. Contudo, neste momento, apenas apetece dizer: nunca mais é Verão. Esta estação é sinónimo de tempo de recuperação de energias, mercê dos seus dias longos, soalheiros e temperaturas quentes, pelo que ansiamos todos pelo seu advento, a fim de podermos sair de casa e desfrutar de tudo o que natureza tem para nos oferecer.

Quem não anseia fazer as malas e partir, deixando para trás as preocupações?

P.S. – Bem sei que comecei com um tema, a meio passei para outro e finalizei com um terceiro. Há dias assim!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:36

Junho 23 2014

Tenho a certeza absoluta de que o que escreverei já foi escrito, dito e redito por muitas outras pessoas, a maioria, talvez, mais qualificada para o efeito que este vosso escriba.

Todavia, por muito que a tentação seja redigir sobre outro assunto, isso não invalida que deixe de exprimir também a minha opinião. Vale o que vale, é certo, mas quero que a mesma fique devidamente registada para a posteridade.

A selecção nacional de futebol foi tudo menos uma equipa digna do seu nome. Feira de vaidades, tentativa constante de viver à sombra do melhor do mundo – nada vi de extraordinário -, ideias fixas por certas opções que toda a gente, menos o próprio, viu que eram erradas, nítida falta de preparação física, sonho elevado sem trabalho que o suportasse, brincadeiras em vez de trabalho sério, como foram os jogos constantes de snooker e de ténis, estágio em local cujo clima era muito próximo do de Portugal, sabendo, de antemão, que iriam jogar, não em clima mediterrâneo mas, em autênticos braseiros – vejam o exemplo dos alemães que iniciaram o seu programa de trabalho no inferno da Baía – e sobretudo, manifesta ausência de garra, i.e., vontade de “comer” a relva se necessário.

Por isso, não me venham com desculpas de arbitragem, excesso de calor, pouca sorte e demais pretextos de mau pagador. Paulo Bento foi e é o principal culpado, particularmente pelas péssimas escolhas que fez, do verdadeiro embandeirar em arco, de achar que por ter o nº 1 do mundo, acompanhado de algumas “senhorinhas” e de alguns broncos – recordam-se do caso Pepe? - era mais que suficiente para vencer tudo e todos. Como é óbvio, os jogadores, senão todos, pelo menos a maioria, fizeram da deslocação ao Brasil umas genuínas férias. Aliás, só não os vimos a passear e a tomar uns banhos em Ipanema porque não estavam no Rio de Janeiro, já que trabalho a sério nada se viu.

Ah, já se começa a ouvir quem defenda Paulo Bento, afirmando que este não pode sair como saíram Artur Jorge, Humberto Coelho, António Oliveira e Carlos Queiroz. Como sempre, parecem existir homens intocáveis.

Nunca mais aprendemos que os cemitérios estão cheios de gente insubstituível.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:55

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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