O meu ponto de vista

Dezembro 03 2018

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Coloquem-me em contacto com pessoas que publicamente são escrupulosamente cumpridores da lei, mas que em privado se ASAE surgisse em suas casas estas eram imediatamente encerradas, e podem ter a certeza que rejubilo.

Por outro lado, a minha alma derrete-se sempre que recebo lições sobre segurança, modos de ser e estar de pessoas que sei, de antemão, não retiram o lixo das suas casas ou, quanto muito, varrem-no para debaixo do tapete.

Adoro todos aqueles que são incapazes de tocar numa fruta qualquer antes de ser muito bem lavada para não dizer esterilizada; trincá-la com a casca a partir da própria árvore então nem pensar; colocar as mãos – e já agora os pés também - na terra inundando-se, deste modo, de um sujo que limpa jamais. Aliás, não é por acaso que se é licenciado e, sobretudo, citadino.

Sempre muito agasalhados, pois o frio é sempre imenso e constante, à menor brisa constipam-se e a tosse surge amiúde. Pudera, sempre na incubadora, as resistências nunca se instalam.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:15

Outubro 08 2018

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Nada destrói tanto a reputação e a credibilidade de alguém como apregoar ser moralmente superior, eticamente inatacável e depois, na prática, fazer ainda pior que aqueles que acusa de não serem da sua família, a tal pura e mui digna. Estão neste campo as pessoas de esquerda, as quais se arvoram de serem os únicos detentores da solidariedade e fraternidade, bem como os eclesiásticos, sendo que estes apregoam diariamente a “verdade” e um constante amor ao próximo.

É, pois, por se “armarem” em ímpares paladinos do bem comum que o povo não lhes perdoa os deslizes, hoje-em-dia, no dizer dos mesmos, coisas corriqueiras, tais como a corrupção, os atropelos à lei, o compadrio, o olhar em primeiro lugar para o umbigo e para a família, quais “capos”, entre tantos outros defeitos. Se um capitalista viaja num carro topo de gama, veste as melhores marcas do mercado, frequenta os hotéis de sete estrelas, o povo não gosta, despreza, mas não se admira de tais atitudes. Agora, um homem de esquerda ou um padre – escuso de apontar nomes, caso contrário seriam necessárias várias páginas – ter os mesmos usos e costumes é que não há perdão.

Daí, os populismos emergentes um pouco por todo o mundo. Desde alguns países do leste europeu, passando pela Áustria, Itália, USA, sem falar no Brasil, eles pululam como pulgas em cão sarnento. Não porque o povo prefira políticos de direita, a maior parte machistas, xenófobos, racistas e ultraconservadores, mas sim porque durante décadas foram governados por elementos de esquerda que lhes prometerem cuidar deles e dos seus em termos económicos e de segurança, e mais não fizerem de que mentir e, acima de tudo, roubar.

publicado por Hernani de J. Pereira às 09:46

Abril 05 2017

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Sim, sabemos que, em termos de tamanho, “risco” é uma palavra curta. Todavia, ganha proporções hercúleas para todos aqueles que a vêem pesar-lhes sobre os ombros, sobretudo quando o infortúnio bate à porta. Tanto em matéria de saúde, como de habitação, laboral, automóvel, financeira, de negócio ou de qualquer outra ordem, a ausência de risco, a qual jamais é absoluta, é um valor imprescindível mesmo para os aventureiros mais afoitos.

Essencial em qualquer momento e circunstâncias da vida das pessoas, das famílias e das empresas, o passo certo, o caminho seguro torna-se, porém, ainda mais necessário em conjunturas de crise económica, como a que o país, em particular, e a Europa, em geral, atravessam actualmente.

A explicação é óbvia: é precisamente quando os cidadãos e as organizações se encontram mais debilitados e vulneráveis que mais necessitam de se precaver. Daí a poupança, o redobrar dos cuidados a todos os níveis e principalmente a procura de novas fontes de receita. E sendo importante o dinheiro a angariar, não é menos relevante a função social do trabalho. Podemos não aumentar de forma extraordinária o pecúlio, mas apenas o facto de sermos úteis socialmente, de não estarmos confinados a quatro paredes, chorando a sorte maldita, já é marcante. Sentirmo-nos vivos e úteis é primordial e significante.

Por isso não compreendo como é possível estarem vinte e quatro, repito vinte e quatro homens, alguns, é verdade, já reformados, numa bela tarde de sol a jogarem às cartas dentro de um café. Não quero emitir juízos de valor, mas com tanta terra em pousio, não seria melhor para eles – em termos de saúde, por exemplo – produzirem algo palpável? E já agora para o país, evitando a importação de tantos e tantos bens alimentares.

O risco de pouco ou nada ganharem é substancial. Todavia, a contrapartida que é real e nominalizante, deveria bastar para sairem dos cafés. Ah, como soube daquele número? Três horas a lavrar fizeram aumentar exponencialmente a sede. Daí o parar, por uns breves instantes, a fim de beber uma cerveja.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:32

Março 15 2016

Vivemos tempos difíceis, onde a incerteza é a coisa mais certa. Há falta de carácter junta-se a inexistência de confiança, já que uma está interligada à outra. E sem confiança não há segurança. E sem segurança não há investimento. E sem investimento não há progresso. E sem progresso aumenta o desemprego, o compadrio e a mentira. E com estas surge a desconfiança. E …

Parece um jogo, qual pescadinha com o rabo na boca. Mas infelizmente é muito mais que isso. É a nossa sina, o nosso fado. Espero somente que o bom senso prevaleça, agora que temos um novo Presidente da República. Espero que a ausência de carácter – eventualmente obnubilado por uma falsa ideia de poder absoluto – não venha a deitar todo o sacrifício a perder.

É o velho ditado que “quem tudo quer tudo perde”. Todavia, até lá, quem perde somos nós todos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:03

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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