O meu ponto de vista

Setembro 13 2020

Anda tudo doido. Então, Luís Filipe Vieira, presidente do excelso SL Benfica, desde 2014 cravou um prego, no valor de 280 milhões de euros, no caixão do Novo Banco, cuja dívida todos continuamos a pagar com língua de palmo, e o primeiro-ministro, António Costa, e o presidente da CM de Lisboa, Fernando Medina, ambos de enorme gabarito dentro da família socialista, não vêm qualquer problema em tal situação?

Não, não vêm. É que se vissem jamais aceitavam integrar a Comissão de Honra da candidatura daquele dirigente nas próximas eleições daquele clube da segunda circular. Como o próprio nome indica é uma honra fazer parte da referida candidatura.

É a promiscuidade entre o futebol e a política no seu exponente máximo.

Rui Rio pode ter todos os defeitos do mundo. Todavia, tem toda a razão do mundo quando emite os reparos muito duros sobre este assunto. É que todos nos recordamos que, enquanto presidente da CM do Porto, recusou sempre, apesar das enormíssimas pressões, ligar esta autarquia ao FC do Porto. Honra lhe seja feita.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:44

Maio 07 2019

Acabei de ver a entrevista de Rui Rio à TVI, tal como ontem o fiz com António Costa. Primeiramente, há a salientar alguma alarvidade e, sobretudo, acutilância com que o jornalista desta estação tratou o líder do PSD, isto em comparação com a benevolência denotada com o primeiro-ministro.

Depois, se bem se recordam, a colocação de António Costa foi a estar em primeiro plano, i.e., de frente para as câmaras. Rui Rio, situado de lado, as câmaras constantemente o apanharam apenas de perfil. Poderão dizer, os meus caros leitores, que são apenas questiúnculas, matéria de lana-caprina. Até pode ser. Todavia, que tem muita importância, isso é indesmentível. Pelo menos para aqueles que acham que uma imagem vale mais que mil palavras. Poder olhar os cidadãos, olhos nos olhos, dá outro sainete

Quanto ao que foi dito por um e por outro, apenas direi que o líder socialista mentiu e mentiu descaradamente, enquanto Rui Rio não conseguiu ser assertivo. Por exemplo, António Costa disse, por várias vezes, que os sindicatos foram irredutíveis relativamente à sua proposta, enquanto o governo sempre esteve de boa-fé. Então, pergunta-se: se assim foi, onde estão as outras propostas governamentais? O certo é que Mário Centeno – sim, foi este o mentor – fez umas contas mirabolantes, estabeleceu um tempo de recuperação e mais não se moveu.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:12

Março 12 2018

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O país necessita do PSD? Claro que sim, respondem todos ou quase todos. O PSD está, neste momento, para não falar nos últimos meses, a responder a essa necessidade, que classificaria de premente? Não, é a resposta da esmagadora maioria. Aliás, nem os mínimos cumpre.

Costuma-se dizer que não se deve falar mal dos nossos em público. Correcto e afirmativo, como se ouve dizer. Todavia, a excepção só confirma a regra. Por isso, e contra vontade, eis o meu grito de revolta com vista a dar um pontapé na crise que continua a assolar o PSD.

Caramba, já chega de tiros nos próprios pés? Parece que a cada tiro cai um melro. Foi e é o caso do Salvador Malheiro e a sua arregimentação de votos, algo enraizado no PSD e não só, que ainda não está cabalmente esclarecido. Foi a escolha pessoal de Rui Rio relativamente a Elina Fraga, perfeitamente escusada, e que serviu para acicatar ânimos em vez de apaziguar. A rebelião no seio do grupo parlamentar ainda está para durar. E, agora, a cereja em cima do bolo, quando o presidente recém-eleito clamou por mais ética, eis que o seu (e nosso) secretário-geral, Feliciano Barreiras Duarte, alegadamente falsificou um documento concernente às suas habilitações, uma estontaria que não passa de uma de parolice muito nacional.

Assim sendo, e elencados alguns dos “pecados”, é altura de arregaçar as mangas e mostrar que se têm ideias e projectos concretos e assertivos para fazer frente àquilo que a sociedade portuguesa padece.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:55

Fevereiro 27 2018

Pode não ser verdade, mas que parece, parece. Isto é, parece que o PSD – não falo só a nível nacional, mas também ao local – quando não é poder transforma-se num autêntico saco de gatos. É com tristeza que constato. Que me perdoem se exagero.

Foi nestes dois últimos anos com Passos Coelho e é agora com Rui Rio. Com efeito, urge que o aludido conceito volte a ser visto, pelos principais intervenientes e sobretudo por este último, como uma abordagem obrigatória pelo valor que acrescenta e não como algo de supérfluo e não prioritário que é apenas um capricho a ter em conta quando uma conjuntura favorável o permitir.

Correndo o risco de ser acusado de pessimista, é minha convicção que a qualidade das novas propostas só não passará efectivamente de ser uma moda se for capaz de se libertar de alguns dogmas ou de metodologias apelidadas de “boas práticas”, cuja aplicação, na maior parte dos casos, se revela totalmente ineficaz e ineficiente e em que o único resultado visível é o esforço da aplicação desses mesmos dogmas e metodologias.

De um discurso extremamente rígido, consubstanciado nestes dois últimos anos, coloca-se assim o desafio de simplificar. Torna-se necessário voltar à essência e retomar velhos temas como quantificar e custear, ou, dito de outra forma, não passar a fazer as coisas que são moda fazer. Utilizando um conhecido slogan, o futuro do PSD vai ter de provar novamente que “vale a pena fazer”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:33

Janeiro 13 2018

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Ter razão antes do tempo dá, não o nego, um grande contentamento. Afirmo isto, uma vez que as jogadas políticas do género “apoiamos X devido ao facto dos nossos adversários apoiarem Y” tiveram, no dia de hoje, uma resposta capaz. Já chega de seguir este ou aquele por mero taticismo em vez de acompanhar alguém por prosseguir ideias capazes. Bem, já não era sem tempo.

Como disse o outro dia, a maturidade, os propósitos sérios, o discernimento e clareza de espírito venceram o arrivismo, bem como a infantilidade aliada à constante vitimização. Hoje, sim, o bebé - há muito que já saiu da incubadora, a acreditar nas palavras do próprio – levou o tratamento que há muito merecia.

Hoje, há semelhança da maioria dos militantes do PSD, comemoro a vitória de Rui Rio.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:10

Janeiro 10 2018

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O fundamental para um líder partidário é potenciar a imagem do partido, em particular, e de Portugal, em geral, bem como da competência na área dos centros de decisão.

A idealização estratégica e a elevada qualificação são grandes aliciantes para a adesão de um número crescente de portugueses. As estruturas, muito delas completamente caducas, necessitam urgentemente de mudar, sem estar a olhar constantemente para dependência que os interesses deste ou daquele lobby tenha que ser salvaguardado.

O reconhecimento das boas práticas implementadas, assim como os bons resultados alcançados, terão, no caso da disputa interna do PSD, de ser ponderados.

Rui Rio, após o debate de hoje na TVI com Santana Lopes, levou sem dúvida a palma. Mais preparado, mais convincente e, sobretudo, mais sereno e esclarecedor. Depois ao recordar-me - sim, eu lembro-me bem das tão badaladas “trapalhadas” – da governação, em 2004, do “menino guerreiro” e comparando-a com a gestão de Rui Rio à frente da CM do Porto, tendo, por exemplo, presente a memória de independência que este manteve perante o FCP/Pinto da Costa – eu próprio pensava o contrário -, leva-me a tomar uma posição diferente daquela que aqui expressei.

Assim, e para os devidos efeitos, declaro que no próximo sábado votarei Rui Rio.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:58

Janeiro 04 2018

No final  do debate na RTP, entre Pedro Santana Lopes de Rui Rio, continuo mais confuso do que estava inicialmente. O primeiro conseguiu, na primeira parte do debate, encurralar completamente o seu adversário, com a questão das eventuais trapalhadas por si cometidas aquando do seu exercício como primeiro-ministro.

Por outro lado, em termos de escorrimento das palavras, da explanação de ideias, também Santana Lopes levou nitidamente vantagem.

Todavia, talvez devido às tais trapalhadas a que assisti e bem me recordo, não consigo vislumbrar Pedro Santana Lopes como governante máximo do meu país. Tenho muito receio das suas intempestividades e, sobretudo, da sua excessiva vaidade. Está mais maduro, mas ainda não me satisfaz.

Assim, a continuar a nadar neste grande mar de dúvidas, o mais certo é votar nulo/branco no próximo dia 13.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:19

Maio 29 2015

Duas notícias desta noite e que me alteiam sentimentos perfeitamente contraditórios.

A primeira, infelizmente verdadeira, refere-se à eleição de Joseph Blatter como presidente da FIFA por mais quatro anos, logo após o anúncio de alta corrupção nesta organização e que desavergonhadamente aquele diz desconhecer.

A outra alude à candidatura à presidência da república de Rui Rio e, a confirmar-se, tal é motivo de congratulação, acrescentando que “temos homem”. O seu longo percurso à frente da CM do Porto demonstrou tenacidade e, sobretudo, a não cedência a populismos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:00

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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