O meu ponto de vista

Abril 09 2019

Há uns séculos atrás, na Idade Média, algo muito bem retrato no filme O Nome da Rosa, baseado no livro homónimo de Umberto Eco, os monges sentavam-se à mesa a copiar, meticulosamente, as escrituras. Segundo a sua hierarquia, seria um monge superior que atribuiria o trabalho a cada um, provavelmente dando a primeira página ao discípulo mais hábil e incumbindo os mais velhos, de mãos trémulas, de lerem e conferirem os erros no final do trabalho.

O certo é que apesar da grande evolução de lá para cá, pouco mudou, i.e., os supervisores continuam a assignar trabalhos aos seus recursos humanos, baseados em perfis, aptidões e experiências.

Se até aqui nada de novo, o resultado altera-se quando se sabe hoje-em-dia que todos os processos da cadeia de valor das instituições enfrentam exigências cada vez mais rigorosos em termos de eficácia, introspecção e conhecimentos necessários à manutenção de vantagens competitivas. Ora, dar sempre o mesmo aos mesmos não acrescenta nada, bem pelo contrário. A determinada altura, mais a curto do que a médio prazo, a inovação passa a rotina e esta descamba em desmotivação, com os naturais inconvenientes daí advenientes.

Por isso, se ouve amiúde que são sempre os mesmos. Ouse-se mudar. Não mudar radicalmente, ou mudar algo para que tudo fique na mesma, mas não ter medo da renovação.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:22

Janeiro 23 2018

Todos clamamos por mudanças. Uns apenas na sua vida familiar, outros no âmbito profissional, enquanto outros existem que as clamam no que concerne à política. O elevado ritmo de transformação das sociedades modernas e consequente necessidade de conhecimento e prospectiva da sua evolução, trouxe para o centro das preocupações actuais a questão da renovação.

Com efeito, um dos aspectos estruturantes do desenvolvimento das sociedades tem sido o aperfeiçoamento da mudança. Hoje, em plena era da globalização, uma sociedade moderna e desenvolvida reconhece-se por um modelo de desenvolvimento social e económico onde os processos de aquisição, processamento e disseminação da renovação conducente à criação de alterações societárias, desempenham um papel central na actividade económica, na criação de riqueza e na definição da qualidade de vida dos cidadãos.

A produção e, sobretudo, a utilização de ferramentas de mudança, devem assentar tanto na atenção às necessidades presentes de mudança, como na antecipação de novas práticas e modos de ser-estar. A constituição e posterior desenvolvimento de redes de mudança, as quais podem e devem começar por ser do género micro, são o melhor antídoto contra a exclusão de mutação, exigindo, assim, de cada um de nós uma postura activa e atenta, um papel facilitador e exemplificador dos modos organizativos adequados.

Nos dias que correm quem não tentar prosseguir um período de profunda (re)organização, modernização e inovação, no sentido de encontrar as competências, capacidades, dinamismo e espírito de competitividade que lhe permita responder com qualidade e oportunidade aos desafios que o meio envolvente exige, não alcançará, de modo algum, os referidos níveis de renovação.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:36

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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