O meu ponto de vista

Setembro 10 2019

A Fenprof voltou ao mesmo, i.e., ao local do crime. Para além de marcar uma manifestação para 5 de Outubro, véspera das eleições legislativas, na qual prevejo grande fiasco, resolveu reincidir nas suas já mais que gastas reivindicações. Senão acreditam, observem o que voltam a pedir:

“A recomposição da carreira, a recuperação integral do tempo de serviço, o urgente rejuvenescimento da profissão docente, um regime específico de aposentação, a eliminação da precariedade na profissão, concursos mais justos, menos alunos por turma, horários de trabalho legais, uma gestão democrática das escolas e contra o processo de municipalização da educação”.

Tirando os itens por mim sublinhados, o resto não dá sequer para «mandar cantar um cego». Já todos vimos o que deu a teimosia da recuperação integral do tempo de serviço.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:54

Fevereiro 27 2019

Os enfermeiros encetam, através de um seu dirigente sindical, greve de fome, a qual, aliás, diga-se em abono da verdade, termina vinte e quatro horas depois. Os professores, tal como ontem referi, promovem, igualmente por meio dos “seus” sindicalistas, abaixo-assinados e manifestações grandiosas. Pelo seu lado, o governo, não querendo ficar-se atrás em termos de exteriorizações públicas, vai propor um dia de luto nacional contra a violência doméstica, essa enorme praga social dos dias de ontem, de hoje e talvez de amanhã.

Como bem sabemos, e estamos cansados de ouvir, muito fácil é falar. Mudar mentalidades e, sobretudo, alterar atitudes e procedimentos é algo substancialmente diferente.

Perguntar-me-ão se estas medidas não são convenientes. Direi que são meros postremeiros, uma vez que a fonte do mal se encontra noutros âmbitos, sobre os quais são raros aqueles, independentemente do credo, raça ou ideologia, se querem debruçar.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:27

Fevereiro 26 2019

Segundo últimas notícias, o ME já solicitou protecção especial às forças de segurança por causa das novas ameaças feitas pelos sindicatos de professores. Aliás, a nível governamental pensa-se até recorrer aos capacetes azuis da ONU, tal é o medo que os trespassa.

O abaixo assinado com cerca de 60 000 assinaturas, bem como a concentração no próximo dia 23 de Março, medidas que como bem sabemos são extremamente radicais e totalmente inusitadas neste rectângulo à beira-mar plantado, tudo tem contribuído para a ameaça a paz social que desde 2015 reina na 5 de Outubro.

Por isso, não tenho a menor dúvida que finalmente os docentes vão ver satisfeitas as suas reivindicações.

Claro que é indesmentível que os partidos da esquerda e da extrema-esquerda, que apoiam a geringonça, também ajudam e muito na prossecução destes objectivos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:02

Dezembro 10 2018

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É tempo de eleições. É de aproveitar, minhas senhoras e meus senhores. Este podia ser um pregão numa praça qualquer bem perto de si. Este pensamento vem a propósito do registo da extraordinária vaga de greves de que há memória.

Prometeram e asseguraram uma legislatura de progresso e, sobretudo, de paz social. A bem dizer, os três últimos anos assim aconteceu. Contudo, só os incautos poderiam pensar que tal clima teria continuação até ao final do actual mandato.

Hoje, sem margem para dúvidas, é altura para “assim se vê a forças do PC” e não só. É o momento ideal para cada um – PS e as forças à sua esquerda que parlamentariamente o apoiaram - reivindicar o que de bom foi feito e apontar o dedo aos outros para o que não foi realizado ou se sim foi mal.

A actual situação só vai cessar bem perto do Verão do próximo ano, i.e., a três meses das eleições legislativas.

Já agora, a esmagadora maioria, senão a totalidade, são greves no sector público. Sintomático!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:16

Janeiro 04 2017

Toda a gente sabe, mas a maioria continua a assobiar para o ar, que vivemos uma época caracterizada pelo descartável e pela euforia do momento. O que tivemos ontem já não vale nada nos dias de hoje e muito menos no amanhã. O relevante é o presente.

Aliás, a teoria da pós-verdade aí está a assentar arraiais e a ganhar foros de cidadania, sem se saber como e sobretudo porquê. A procura pela verdade intrínseca, absoluta, aquela que não oferece dúvidas, já pouco ou nada importa. Dizem-se umas atoardas, manifestam-se uns conceitos estranhos, torturam-se dados e, pior ainda, sem necessidade provar o que quer que seja. Desde que não se possa desmentir é verdade, ou melhor pós-verdade.

Veio-me à memória, esta demagogia futurista, a preceito do estado do país e, sobretudo, do seu muito “poucochinho” crescimento económico. Pudera, quando se dá tudo praticamente a todos não há forma de fugir a tal sina. Os funcionários públicos querem maiores ordenados, menor carga horária e reposição de regalias, tudo bem, conceda-se. Os trabalhadores das empresas públicas de transportes anseiam pela renacionalização destas, tudo bem, defira-se. Os enfermeiros, médicos, professores, psicólogos, advogados e outros que tais reivindicam maior número de lugares na administração pública, tudo bem, outorgue-se. Os reformados pretendem ter acessos a maiores e mais baratos cuidados de saúde, bem como aumento das reformas, muitos dos quais pouco ou nada descontaram para as mesmas, assim como outras regalias, tudo bem, atribua-se. Os “lesados” do BES e de outras instituições bancárias solicitam a devolução dos seus depósitos, quando a larga maioria sabia muito bem onde estava a aplicar o seu capital, tudo bem, pague-se. E a lista podia estender-se quase ad infinitum.

Não é por acaso que reputados economistas têm alertado para a factura que um dia destes iremos todos pagar. É que não aprendemos nada com as crises porque passamos. Por exemplo, sabe-se que voltamos a consumir, essencialmente à custa de crédito, como fazíamos antes de solicitar ajuda à troyka. E a consumir principalmente produtos importados. Daí o crescimento ser tão, tão anémico, isto para não voltar a usar a terminologia anterior. Poupança? O que é isso?

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:46

Novembro 24 2016

É costume afirmar-se que isto já não é o que era. Que dantes é que era bom. Não é sinónimo de velhice, tanto mais que não falo em termos etários. Agora que tudo isto mudou de há um ano para cá, mudou. E mudou substancialmente.

Os telejornais já não são o mesmo. As nossas ruas, sobretudo às sextas-feiras, deixaram de ter o encanto de outrora. São, salvo as devidas excepções, uma autêntica pachorra. Desde que o PCP e BE se aliaram ao PS, para suportarem o actual governo, não há diariamente o Arménio Carlos, a Ana Avoila e, muito menos, o Mário Nogueira a entrar pelas nossas casas adentro ameaçando-nos com o fogo do Inferno. Que saudades e, sem cair em contradição, que alegria. Que bom esta paz. Sem querer ofender quem quer que seja, parece Deus com os anjos.

E as nossas ruas à sexta-feira à tarde? Recordam-se como era há dois e mais anos atrás? As manifestações sucediam-se e o trânsito, já de si caótico, tornava-se insuportável. Agora? É vê-lo correr. Senão fossem as obras nas ruas e a fraquíssima prestação dos transportes públicos e todos fluiríamos como se fosse fim-de-semana ou férias.

Bom, não há nada como estar comprometido até à medula com a governação, apesar de, por vezes, numa tentativa de enganar o pagode, digam o contrário, chegando a anunciar uma ou outra crítica. Engolem sapos, elefantes até, mas tudo bem. É em prol da classe trabalhadora (!!!)

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:00

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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