O meu ponto de vista

Março 04 2016

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Caro(a) Companheiro(a)

Hoje-em-dia o PSD-Anadia, mercê de implementação de estratégias erradas e não assumidas, por parte dos seus ainda dirigentes, vive momentos confrangedores.

Por isso, não é poder e muito menos oposição. Comandado por interpostas pessoas, perdeu a credibilidade, sendo factor de divisão, graças ao apego aos lugares.

Existe, porém, uma esperança. Um grupo de militantes, entre os quais me incluo, desapegados de querer ocupar este ou aquele cargo público, mandatados apenas pela sua própria consciência e amor à sua terra, resolveu candidatar-se aos órgãos concelhios de modo a fazer renascer a mística do PSD em Anadia.

Porque queremos fazer desse desiderato uma realidade concreta, apelo para que no próximo dia 5 de Março, sábado, entre as 14H00 e as 20H00, na Casa do Povo de Vilarinho do Bairro,vote

Lista A

Saudações sociais-democratas

Hernâni de J. Pereira

(Candidato a Presidente da Mesa do Plenário)

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:48

Janeiro 30 2014

Passados que são quatro meses após as últimas eleições autárquicas, sem que se vislumbrem cabais esclarecimentos sobre a hecatombe, então, registada, estando consciente da conjuntura que se vive no concelho de Anadia e, sobretudo, na estrutura partidária do PSD, é chegado o momento de escrever algo sobre o que se tem, ou melhor, não se tem verificado. Refiro-me, concretamente, à ausência de análise séria e, fundamentalmente, do “enterrar a cabeça na areia” como fazem as avestruzes.

Escrevi, na altura própria, que a estratégia era errada e, consequentemente, não daria os melhores frutos. À semelhança de outros companheiros, não fui ouvido e, pior ainda, postergado, para não dizer vilipendiado. Todavia, os resultados vieram, infelizmente, dar-nos razão.

Posteriormente, face a tão grande desaire, avancei que havia um único caminho: imediata colocação dos cargos partidários à disposição dos militantes. Novamente, até pareceu que tinha “caído o Carmo e a Trindade”, uma vez que, principalmente nas redes sociais, foi dito de mim o que os muçulmanos não dizem do toucinho. Como se vê, tudo gente que convive bem com a crítica!

Explicações que sejam do conhecimento público não existem. Ilações de tão graves erros não se conhecem, bem pelo contrário. Apesar das parcas palavras que se conhecem sobre o assunto, continuam a argumentar que sempre tiveram razão, que tinham as melhores propostas e, acima de tudo, os melhores candidatos, só que o povo estúpido – é claro, digo eu - não vislumbrou a grandeza de tais propósitos e das magníficas almas que os encarnavam.

Com o acordo estuporado entre o MIAP e o PS, os sociais-democratas de Anadia ficaram reduzidos a figuras de corpo presente, uma vez que, como é fácil de compreender, os seus três vereadores, bem como os seus deputados na assembleia municipal, ficaram sem peso, por muito que digam o que disserem, podendo até colocar-se em bicos dos pés que daí não virá nada.

Chegados aqui, e apesar de continuarem a ocupar os cargos, com o argumento já muito estafado de que foram eleitos para tais, como se a demissão fosse algo desonroso, ei-los à espera de uma saída airosa: as próximas eleições partidárias estão à porta e, por isso, deixa esperar pelas mesmas. Nada de fazer ondas, já que entre portas resolveremos, mais mês menos mês, o assunto.

Bem, assim parece que vai suceder. O ainda presidente da comissão política concelhia, acha por bem não se recandidatar nas próximas eleições internas e dá ordens para que o seu “delfim” avance. É, assim, que surge o actual presidente da JSD a querer, qual passe de mágica, passar a sénior. Como é evidente, poucos ficarão enganados com mais este truque, apesar de não ter a menor dúvida da sua eleição. Os militantes votantes – não confundir com a maioria – estão devidamente controlados, para não dizer arrebanhados, e lá irão cumprir mais este frete.

Para concluir, apenas uma palavra para a carta que o candidato a presidente da comissão política concelhia escreve aos militantes, na qual expõe os motivos da formalização da sua pretensão. Para além de não falar, e bem, da sua experiência profissional, já que a mesma é inexistente, da vacuidade, dos imensos lugares comuns, realidade que não me admira, o que não posso deixar de referir é a má redacção da mesma. Será que, com tanta gente ilustre e sábia, não haverá alguém que lhe dê uma “mãozinha”? Nem que seja por espírito solidário!

 

Banhos, 2014.01.20

 

Adenda: artigo publicado na edição de hoje do Jornal da Bairrada

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:43

Agosto 29 2013

Uma vez que existem muitas pessoas com dificuldade em ler o texto que publiquei no Jornal da Mealhada e cuja digitalização aqui postei, aqui fica o mesmo na sua versão integral.

 

 

PSD-Anadia: o fado continua

 

 

Creiam que não é fácil escrever estas linhas. Seis anos depois de ter dado o melhor de mim – politicamente falando, como é óbvio - dentro da Comissão Política Alargada do PSD-Anadia, imaginam que a última coisa que gostaria de fazer seria o de alinhavar estas palavras. Todavia, o dever impele-me a fazê-lo.

Mas vamos ao início. Como o Presidente da Comissão Política, Dr. José Manuel Ribeiro (JMR), se deve recordar, quando entrou em rotura com o ainda presidente da Câmara, não fui eu que me ofereci para o apoiar e acompanhar na nova jornada que encetou. Foi ele que me convidou.

Esclarecido este ponto, passamos ao seguinte. Durante estes últimos seis anos, não houve iniciativa em que não estivesse presente, tendo em todas elas sido chamado - sim, o termo é este – a fazer intervenções, já que, segundo diziam, falava bem em público. E o certo é que, sem falsas modéstias, os presentes gostavam e aplaudiam, como foi, por exemplo, a indigitação do JMR ocorrida na Curia. Por outro lado, seria pouco curial esquecer de mencionar os diversos artigos de opinião que publiquei no website do PSD-Anadia, os quais mereceram por parte daquele os mais rasgados elogios, algo que muitos daqueles que hoje estão na primeira linha, jamais fizeram.

Até aqui, como se costuma dizer, tudo bem. O problema começou quando se começaram a perspectivar as eleições autárquicas. Aqueles que antes diziam cobras e lagartos sobre o momento político e, sobretudo, da governação, de um instante para o outro, só não se sentavam ao colo um dos outros porque parecia mal. A dança das cadeiras era tal que, num ápice, a mesa da presidência da concelhia até parecia que tinha encolhido.

Numa determinada reunião, falando das próximas autárquicas, alguém, bajulando o JMR, afirmou que só nos restava uma atitude: colocar nas mãos deste todo o processo de elaboração de listas, i.e., dando-lhe plena carta branca. Se me perguntarem se algum companheiro se opôs ou argumentou da necessidade de votação, responderei que não. Abro um parêntesis para dizer que jamais assisti a qualquer votação, mesmo em assuntos cruciais. Voltando à questão, penso, com toda a franqueza, que, naquele momento, a larga maioria dos presentes não lobrigou o que essa decisão poderia acarretar. Pessoalmente, nunca imaginei que tal proposta colocasse todo – sublinho todo - o processo de formação de listas – assembleias de freguesia, assembleia municipal e câmara - nas mãos de uma única pessoa, mesmo que esta contasse com mais dois ou três amigos e familiares para o ajudar nessa tarefa.

Sobre este ponto, estou plenamente convencido que a grande maioria dos presentes pensou, para consigo, que tal proposta não seria seguida à letra ou, quanto muito, tal passar-se-ia nas localidades longe da sua residência, isto é, naquelas cujos conhecimentos eram diminutos. Concretamente, que não fosse indagado sobre a constituição da lista, por exemplo, à Junta de Freguesia da Moita ou de Avelãs de Cima, apesar de até gostar de ter uma palavra sobre tal, não me admirava. Agora, não ser ouvido sobre a minha própria freguesia é que jamais - desculpem-me a expressão menos prosaica - me passou pela cabeça.

O certo é que foi exactamente isso que aconteceu. Não sei o que ocorreu em todas as freguesias, bem como na elaboração das listas aos restantes órgãos autárquicos. Sei, sim, o que aconteceu em Vilarinho do Bairro e em algumas freguesias vizinhas. E foi aqui que o caldo se entornou.

Em Fevereiro p.p. comecei a ouvir que havia convites a fulano A, B e C para a freguesia de Vilarinho, bem como para outras limítrofes. Que fulano tinha recusado e beltrano tinha aceite, citando-se nomes concretos. De tal facto, por nada saber, dei conhecimento a JMR, tendo este afirmado que tudo não passava de boatos.

Mais tarde, nos inícios de Abril, soube pelos próprios que, no próprio lugar em que vivo, havia pessoas a serem convidadas para integrarem a lista para a respectiva junta. Estas, muito admiradas, vieram ter comigo e indagaram porque não tinha participado na comitiva, já que fazia parte da Comissão Política. Engoli em seco, fiz a mais genuína cara de espanto, e afirmei que tudo desconhecia, ou seja, que todo o processo estava a ser “cozinhado” nas minhas costas. No fundo, era o último a saber.

No próprio dia telefonei ao JMR perguntando do porquê de ter sido colocado à margem de todo o procedimento. Respondeu-me que lhe tinham dado carta branca e, por isso, geria como muito bem entendia a questão. Inquiri, de novo, se, entre outros, o seu sogro, igual membro da Comissão Política, tinha sido ouvido, ao que me replicou que sim. Então, interpelei-o do porquê de ser menos que aquele seu familiar. Respondeu-me que não me tinha oferecido para tal tarefa, tendo objectado que durante toda a minha vida nunca tive necessidade de me colocar em “bicos de pés”, pelo que também não seria agora. Mais: sendo ele o líder, devia-o ser, fundamentalmente, em termos de aglutinação, pelo que era sua incumbência chamar-me e não eu a fazer-me convidado.

A partir daí, quebrada que estava a confiança, deixei de participar nas reuniões daquele órgão, dando-lhe conta disso.

Todavia, fiz mais uma tentativa. Assim, tive oportunidade de enviar uma mensagem pedindo-lhe um encontro a sós. Redarguiu, passados uns dias, marcando-me um encontro para o próprio dia da resposta. Em virtude de ter compromissos anteriormente assumidos respondi que não podia, mas que podíamos marcar para dias depois.

Entretanto, soube, de fonte segura, que a formação das listas estava completa, pelo que concluí nada haver a conversar. Isto mesmo lhe transmiti, via correio electrónico.

Eis, pois, em resumo, os factos que deram origem a mais um episódio rocambolesco, impróprio de quem se arvora de uma ética sá-carneirista, costumando, aliás, citar este estadista em todas as suas intervenções, dizendo “a política sem risco é uma chatice e sem ética uma vergonha”. Nota-se!

Mas o que esperar de quem fez toda a sua vida à sombra do partido? Primeiro jotinha, depois jota e agora jota sénior? Bem, se a nível governamental e oposição é assim, porque é que em Anadia havia de ser diferente? Por outro lado, para quem sempre desferiu violentos ataques ao seu adversário de eleição – leia-se o ainda presidente da CMA – acusando-o de prepotente e único decisor, está-se mesmo a ver a diferença.

Por último, serve JMR para presidente da Câmara de Anadia? Pelo exposto, tenho a certeza que não. Todavia, a última palavra caberá aos cidadãos de Anadia.

 

Banhos, 16 de Agosto de 2013

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:21

Agosto 29 2013

Um texto que obrigatoriamente teria de ser escrito . . .

 

 

 

 

 

 

  

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:01

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