O meu ponto de vista

Outubro 07 2021

Nuno Morais Sarmento, ex-ministro e actual dirigente de topo do PSD, Manuel Pinho e Vitalino Canas, ambos ex-governantes de governos PS, foram apanhados no caso Pandora Papers, situação, aliás, muito controversa e pouquíssimo dignificante.

Podem argumentar que, ao utilizarem plataformas offshore sediadas em paraísos fiscais, não cometeram qualquer ilegalidade e, pessoalmente, acredito nesta versão. Contudo, como se costuma dizer, nem tudo o que não é ilegal é curial. Então, no campo da ética e, sobretudo, em termos morais é completamente errado e motivo de forte sanção pelos eleitores.

No aspecto partidário, o PS e o PSD são autênticos lamaçais. Logo que se começa a escavar, e nem é necessário ir muito fundo, surgem logo minhocas. Isto para ser benévolo.

No PS não estranho, Porém, no PSD, Rui Rio prometeu um banho de ética no partido e na forma de fazer política. Está-se mesmo a ver …

Depois queixem-se que os portugueses, principalmente os eleitores, estão cada vez mais dissociados da política e a abstenção aumenta de ano para ano.

publicado por Hernani de J. Pereira às 09:24

Setembro 15 2021

O PSD, de entre outras boas ideias para o país, apresentou a proposta da deslocação da sede do Tribunal Constitucional(TC) de Lisboa para Coimbra, numa tentativa de acabar, pouco a pouco, com a ideia há muito arreigada entre os portugueses, que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem, bem como numa óptica de coesão territorial.

Pois bem, ou melhor mal, vêm agora os detentores do trono judicial português – leia-se juízes do TC – afirmar que a verificar-se tal seria um enorme desprestígio para a nossa mais alta magistratura. Está claro para todos: suas sublimidades residem em Lisboa, na sua esmagadora maioria, e não estão na disposição de se deslocar para a província.

Sabe-se, por outro lado, que o assunto irá subir, amanhã, ao plenário da AR, conhecendo-se já o voto do PS: a abstenção, como é lógico. De bem com Deus e com o Diabo. E falam em descentralização?

Por último, PS e particularmente António Costa continuarão a dizer que o PSD não tem qualquer ideia para o país?

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:47

Fevereiro 14 2020

Os partidos com assento na Assembleia da República, na sua maioria, preparam-se para aprovar o direito à morte assistida, sem haver lugar a debate público e muito menos referendo. Conforme disse no texto anterior, por muito que nada tenham dito aquando da campanha eleitoral para a actual legislatura, aqueles, com receio de que o povo chamado a referendo chumbasse a sua pretensão – não tenho a menor dúvida que assim seria -, preparam-se, agora e à socapa, para aprovar legislação sobre tal matéria.

Que os partidos da esquerda e extrema-esquerda o façam não me admira, uma vez que a democracia directa é para ser usada apenas e exclusivamente quando muito bem lhes interessa. Agora que o PSD, cuja matriz sempre foi moldada pela doutrina social da Igreja, bem como sabendo que a maioria dos seus militantes e, sobretudos, eleitores, professam a religião católica, vá atrás daqueles e também apoie a não realização de um referendo é que não compreendo e muito menos aceito. Respeito quem pense diferente e vote conforme muito bem entender num referendo, como é óbvio. Rejeito a clarividência de meia-dúzia de iluminados, bem sentados no Parlamento.

Estou e enquanto assim pensar estarei sempre contra este atentado à vida humana, por muito que respeite a liberdade, não qualquer liberdade, não as mais amplas liberdades e muito menos a libertinagem. Atrás da eutanásia outras “liberdades” virão. Isto é só o princípio.

Por último, acrescento: ou o PSD, no qual há muito milito, repensa a sua posição relativamente ao referendo, ou ver-me-ei, de acordo com a minha consciência, obrigado a desfiliar-me. Tenho dito.

publicado por Hernani de J. Pereira às 12:29

Fevereiro 12 2020

No próximo dia 20, a Assembleia da República (AR) irá, em princípio, aprovar do direito à eutanásia. Digo em princípio, uma vez que a esquerda e extrema-esquerda, hoje maioritária na Parlamento, já disseram que eram esses os seus propósitos. Para início de conversa, direi que não concordo com esta posição, uma vez que, senão toda a esquerda, pelo menos o PS não o declarou explicita nem implicitamente no seu programa eleitoral tal desiderato. Ora, caso o tivesse feito, i.e., de fora clara e concisa, sem tergiversações, estou perfeitamente convencido que o resultado eleitoral tinha sido diferente. Não votei PS, como muito bem sabem, mas conheço muitos socialistas que jamais teriam convertido o seu voto em cor-de-rosa caso soubessem destas nefastas intenções.

Se AR é soberana? Claro que sim. Isso é indiscutível. O problema é os deputados terem sido eleitos de acordo com um programa e, posteriormente exercerem o seu múnus em algo a que legitimamente não lhes foi dado mandato. Esclareço, desde já, que incluo neste rol o PSD, o qual, segundo as últimas notícias vindas a público, se prepara para dar liberdade de voto aos seus deputados, argumentando que se trata de uma questão de consciência. Votei PSD e, como militante li atentamente o respectivo programa - tanto mais que propaganda/aliciamento fiz – e nada vi escrito sobre tal tema.

Como católico e, sobretudo, cristão, acredito que apenas Deus é dono da vida humana, Assim, enquanto pensar deste modo, jamais imaginarei alguém, por muitos sacrifícios/dores que possa estar sujeita, a colocar fim à vida ou a solicitar a outros que o façam. O padecimento é algo, não fruto da criação Divina, mas dos males que o Mundo enferma. Como tal deve servir, independentemente do credo/situação, como expiação. Nascemos a sofrer e, na generalidade, da mesma forma havemos de perecer. No intermédio muitas alegrias temos, tendo sempre presente que estas são bem maiores que aqueles, e, como é lógico, as quais servirão de equilíbrio aos padecimentos. Quando quisermos uma vida apenas provida de felicidade então o nascimento é desnecessário.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:29

Junho 27 2018

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Quando se luta contra tudo e contra todos, por norma, não é bom sinal. Os meios materiais e humanos são parcos e bem mais escasso é o tempo. Como tudo na vida - e a natureza que há muito estudamos a isso nos ensina - é necessário ratear, fazer escolhas. Caso contrário, pretendendo atingir todos e mais alguns, do mais pequeno ao maior, acabamos, no final, por a “montanha parir um rato”.

Mais uma vez a PGR investiu hoje contra o inesperado. Os dois maiores partidos, PSD e PS, receberam a visita dos inspectores da PJ, comandados por magistrados do MP, tal como ontem o Benfica foi “bafejado” com tal sorte, isto para não falar de outros clubes. Ah, a autarquia da capital também não escapou.

De modo algum estou contra tais investigações. Receio, porém, que com tanta dispersão de meios, o peixe graúdo acabe por escapar e, no final, a culpa recaia sobre a empregada de limpeza ou sobre o electricista, por muita consideração que tenha por estas profissões.

Por outro lado, esta legislação que obriga a investigar toda e qualquer denúncia, seja anónima ou não, tem o seu quê de perverso. Sim, bem sei, que se não fosse o anonimato muito do que hoje se sabe jamais surgiria à luz do dia. Porém, o reverso da medalha está que a coberto do anonimato se coloca, muitas vezes, pelas ruas da amargura gente honrada, bem como se coloca na lama ou abaixo dela instituições mui dignas – principalmente quem as dirige – só porque alguém ressabiado - sabe-se lá porquê – decide, após uma noite de insónia, escrever cobras e lagartos, muitas vezes apenas fruto de um delírio.

 

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:56

Março 12 2018

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O país necessita do PSD? Claro que sim, respondem todos ou quase todos. O PSD está, neste momento, para não falar nos últimos meses, a responder a essa necessidade, que classificaria de premente? Não, é a resposta da esmagadora maioria. Aliás, nem os mínimos cumpre.

Costuma-se dizer que não se deve falar mal dos nossos em público. Correcto e afirmativo, como se ouve dizer. Todavia, a excepção só confirma a regra. Por isso, e contra vontade, eis o meu grito de revolta com vista a dar um pontapé na crise que continua a assolar o PSD.

Caramba, já chega de tiros nos próprios pés? Parece que a cada tiro cai um melro. Foi e é o caso do Salvador Malheiro e a sua arregimentação de votos, algo enraizado no PSD e não só, que ainda não está cabalmente esclarecido. Foi a escolha pessoal de Rui Rio relativamente a Elina Fraga, perfeitamente escusada, e que serviu para acicatar ânimos em vez de apaziguar. A rebelião no seio do grupo parlamentar ainda está para durar. E, agora, a cereja em cima do bolo, quando o presidente recém-eleito clamou por mais ética, eis que o seu (e nosso) secretário-geral, Feliciano Barreiras Duarte, alegadamente falsificou um documento concernente às suas habilitações, uma estontaria que não passa de uma de parolice muito nacional.

Assim sendo, e elencados alguns dos “pecados”, é altura de arregaçar as mangas e mostrar que se têm ideias e projectos concretos e assertivos para fazer frente àquilo que a sociedade portuguesa padece.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:55

Fevereiro 27 2018

Pode não ser verdade, mas que parece, parece. Isto é, parece que o PSD – não falo só a nível nacional, mas também ao local – quando não é poder transforma-se num autêntico saco de gatos. É com tristeza que constato. Que me perdoem se exagero.

Foi nestes dois últimos anos com Passos Coelho e é agora com Rui Rio. Com efeito, urge que o aludido conceito volte a ser visto, pelos principais intervenientes e sobretudo por este último, como uma abordagem obrigatória pelo valor que acrescenta e não como algo de supérfluo e não prioritário que é apenas um capricho a ter em conta quando uma conjuntura favorável o permitir.

Correndo o risco de ser acusado de pessimista, é minha convicção que a qualidade das novas propostas só não passará efectivamente de ser uma moda se for capaz de se libertar de alguns dogmas ou de metodologias apelidadas de “boas práticas”, cuja aplicação, na maior parte dos casos, se revela totalmente ineficaz e ineficiente e em que o único resultado visível é o esforço da aplicação desses mesmos dogmas e metodologias.

De um discurso extremamente rígido, consubstanciado nestes dois últimos anos, coloca-se assim o desafio de simplificar. Torna-se necessário voltar à essência e retomar velhos temas como quantificar e custear, ou, dito de outra forma, não passar a fazer as coisas que são moda fazer. Utilizando um conhecido slogan, o futuro do PSD vai ter de provar novamente que “vale a pena fazer”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:33

Fevereiro 17 2018

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A capa da revista do Expresso de hoje é, por demais, demonstrativa do que se passa no PSD. Cada um para o seu lado, cuidando de si.

Naquela vemos Cavaco Silva, descontraidamente só, sublinho só, encostado a uma parede amarela - não é por acaso que não é laranja, verde, azul, cor-de-rosa ou vermelha - com ar de superioridade, como querendo dizer que os tempos presentes, relativamente aos sociais-democratas, são complexos – estou a ser benévolo – em contraponto ao seu tempo.

O que verdadeiramente quer afirmar é que falta ao PSD quem tenho pulso firme e, sobretudo, que dê um murro na mesa ou mesmo até virá-la. No fundo, tenta transmitir que está cansado de falinhas mansas e falsas concórdias.

Aliás, nas entrelinhas da sua cuidadosa entrevista, outras ideias se podem descortinar. Atrevo-me até a imaginar o que na sua mente trespassa, mas, por dever de contenção, não se atreve a dizer, i.e., “ai se tivesse menos 20 ou 30 anos e veriam o que era bom e bonito”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:01

Janeiro 13 2018

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Ter razão antes do tempo dá, não o nego, um grande contentamento. Afirmo isto, uma vez que as jogadas políticas do género “apoiamos X devido ao facto dos nossos adversários apoiarem Y” tiveram, no dia de hoje, uma resposta capaz. Já chega de seguir este ou aquele por mero taticismo em vez de acompanhar alguém por prosseguir ideias capazes. Bem, já não era sem tempo.

Como disse o outro dia, a maturidade, os propósitos sérios, o discernimento e clareza de espírito venceram o arrivismo, bem como a infantilidade aliada à constante vitimização. Hoje, sim, o bebé - há muito que já saiu da incubadora, a acreditar nas palavras do próprio – levou o tratamento que há muito merecia.

Hoje, há semelhança da maioria dos militantes do PSD, comemoro a vitória de Rui Rio.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:10

Janeiro 10 2018

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O fundamental para um líder partidário é potenciar a imagem do partido, em particular, e de Portugal, em geral, bem como da competência na área dos centros de decisão.

A idealização estratégica e a elevada qualificação são grandes aliciantes para a adesão de um número crescente de portugueses. As estruturas, muito delas completamente caducas, necessitam urgentemente de mudar, sem estar a olhar constantemente para dependência que os interesses deste ou daquele lobby tenha que ser salvaguardado.

O reconhecimento das boas práticas implementadas, assim como os bons resultados alcançados, terão, no caso da disputa interna do PSD, de ser ponderados.

Rui Rio, após o debate de hoje na TVI com Santana Lopes, levou sem dúvida a palma. Mais preparado, mais convincente e, sobretudo, mais sereno e esclarecedor. Depois ao recordar-me - sim, eu lembro-me bem das tão badaladas “trapalhadas” – da governação, em 2004, do “menino guerreiro” e comparando-a com a gestão de Rui Rio à frente da CM do Porto, tendo, por exemplo, presente a memória de independência que este manteve perante o FCP/Pinto da Costa – eu próprio pensava o contrário -, leva-me a tomar uma posição diferente daquela que aqui expressei.

Assim, e para os devidos efeitos, declaro que no próximo sábado votarei Rui Rio.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:58

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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