O meu ponto de vista

Abril 09 2021

Tal como João Miguel Tavares escreveu no Público, “fácil é ser corrupto, difícil, muito difícil, é provar tal”. Apesar de ter a certeza de haver recurso, Ivo Rosa, juiz de instrução, decidiu hoje despronunciar José Sócrates do crime de corrupção.

Até aqui tudo bem! Aliás, adianto que aquele poderá inclusive ser ilibado de todos os crimes que, continuamente, lhe tem sido imputados. Quem tem o dinheiro – e que dinheiro –,  como ele tem, pode arranjar a melhor defesa que há no mundo. Todos sabemos que a justiça não é igual para todos, por muito que nos tentem atirar arreia para os olhos. Quem tem poder e, sobretudo, dinheiro …

Contudo, por muito que seja isentado ou não de todos os crimes que lhe são imputados, o certo é que a esmagadora maioria dos portugueses há muito o considerou – e bem – culpado. Lembramo-nos sempre daquele velho ditado “quem cabras não tem e cabritos vende, de algum lado vêm.

Por fim, todos os atentos sabem de há muito que o processo tem muito mais de político de que judicial. Assim, o PS está em jogo e com todas as cartas. E tanto está em cima da mesa!!!

publicado por Hernani de J. Pereira às 17:45

Maio 04 2020

A vida dá muitas voltas! Esta é uma das frases que mais comummente se ouve. Vem esta prosa a propósito uma vez que, em tempos não distantes, houve um professor contratado, de seu nome César Israel Paulo, o qual, aliás, chegou a dirigente máximo da sua organização, tendo incomodado a nada saudosa MLR, bem como o ex-ME, Nuno Crato. Daí para cá, não dando aulas, mas sem deixar de ser contratado – não é desprimor algum –, aproximou-se vertiginosamente do PS e, pasme-se ou não(!!!), foi agora nomeado, em regime de substituição, como sub-director da DGAE. Sem concurso, apenas por confiança política (dixit). Mas todos sabemos como são estas coisas, i.e., quando a CRESAP abrir efectivamente concurso contam os meses/anos de experiência no cargo, ainda que provisoriamente.

Claro que não se trata de uma nomeação género job for the boys. Caramba, trata-se de uma pessoa com créditos firmados e, sobretudo, com o cartão cor-de-rosa. É claro que os obtusos sempre gostaram de se rodear de gente da mesma espécie. Nada de admirar. Apenas uma indagação, como fim de uma crónica de enojar: ir para um ministério destes é um limite louvável? Se sim, a 5 de Outubro cai abaixo de zero.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:51

Fevereiro 12 2020

No próximo dia 20, a Assembleia da República (AR) irá, em princípio, aprovar do direito à eutanásia. Digo em princípio, uma vez que a esquerda e extrema-esquerda, hoje maioritária na Parlamento, já disseram que eram esses os seus propósitos. Para início de conversa, direi que não concordo com esta posição, uma vez que, senão toda a esquerda, pelo menos o PS não o declarou explicita nem implicitamente no seu programa eleitoral tal desiderato. Ora, caso o tivesse feito, i.e., de fora clara e concisa, sem tergiversações, estou perfeitamente convencido que o resultado eleitoral tinha sido diferente. Não votei PS, como muito bem sabem, mas conheço muitos socialistas que jamais teriam convertido o seu voto em cor-de-rosa caso soubessem destas nefastas intenções.

Se AR é soberana? Claro que sim. Isso é indiscutível. O problema é os deputados terem sido eleitos de acordo com um programa e, posteriormente exercerem o seu múnus em algo a que legitimamente não lhes foi dado mandato. Esclareço, desde já, que incluo neste rol o PSD, o qual, segundo as últimas notícias vindas a público, se prepara para dar liberdade de voto aos seus deputados, argumentando que se trata de uma questão de consciência. Votei PSD e, como militante li atentamente o respectivo programa - tanto mais que propaganda/aliciamento fiz – e nada vi escrito sobre tal tema.

Como católico e, sobretudo, cristão, acredito que apenas Deus é dono da vida humana, Assim, enquanto pensar deste modo, jamais imaginarei alguém, por muitos sacrifícios/dores que possa estar sujeita, a colocar fim à vida ou a solicitar a outros que o façam. O padecimento é algo, não fruto da criação Divina, mas dos males que o Mundo enferma. Como tal deve servir, independentemente do credo/situação, como expiação. Nascemos a sofrer e, na generalidade, da mesma forma havemos de perecer. No intermédio muitas alegrias temos, tendo sempre presente que estas são bem maiores que aqueles, e, como é lógico, as quais servirão de equilíbrio aos padecimentos. Quando quisermos uma vida apenas provida de felicidade então o nascimento é desnecessário.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:29

Fevereiro 04 2020

Por iniciativa do PAN – quem mais? – foi aprovada, com o beneplácito do PS – alguém se admira? -, na vigência do anterior governo, legislação que impede quem quer que seja, desde particulares, veterinários e sobretudo canis, de abater, por muito que o meio usado seja o mais indolor possível, canídeos, apesar destes se apresentarem, na maior parte das vezes, num estado sanitário calamitoso ou se verificar a sobrelotação de todos os locais onde possam permanecer. Já agora, recordo que não é obrigatório - e ainda bem que assim é - a adopção de pessoas e no que concerne aos animais então nem é bom falar.

Resultado: como as pessoas, em termos de aceitação, não chegam para as encomendas, com a agravante de canis mais que superlotados, não resta às câmaras mais não seja que suspender a recolha daqueles. Consequência: matilhas e matilhas de canídeos à solta por este país fora. Não há meio urbano que não sinta este flagelo. Então, nos meios rurais a preocupação atinge as raias de loucura.

Por isso não nos admira que um rebanho de cabras tenha sido ‘chacinado’ em Viana por “matilha de cães vadios”. Por outro lado, por não estar relacionado com ataques de lobos, os proprietários da exploração agrícola não terão direito a indemnização.

Custa muito aceitar que é preferível o abate do que a transmissão de doenças e/ou agressão daqueles a pessoas ou ao respectivo ganha-pão?

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:07

Janeiro 29 2020

De modo algum concordo com a proposta do Livre, proferida, na Assembleia da República (AR), por Joacine Katar Moreira no sentido de que todo o património das ex-colónias, presente em território português, possa ser restituído aos países de origem de forma a "descolonizar" museus e monumentos estatais, tal como não estou com o poste publicado por André Ventura em que propõe que aquela seja devolvida ao seu país de origem.

Não concordo, repito, mas também não apoio a posição da esquerda e extrema-esquerda, começado no Livre, passando pelo BE e terminando no PS, a qual mais não reflecte do que a postura de virgens ofendidas. Então este último, após o episódio deplorável do Presidente da AR, Ferro Rodrigues, sobre a "vergonha" de André Ventura, vê-se que não aprendeu nada com os erros.

E não me ajusto a tais posições por duas razões, a saber: primeiro, por não terem envergadura moral para lidarem com esta situação, já que em casos semelhantes deram indicações completamente antagónicas; segundo, porque seguiram o caminho que o líder do Chega! mais pretende, i.e., que falem dele, que o publicitem. André Ventura, com vantagens constantemente acrescidas, neste momento adoptou aquela velha máxima “não importa se falem mal ou bem de mim. O importante é que falem”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:29

Novembro 05 2019

A jornalista Fernanda Câncio habitou-nos, semanalmente, com as suas crónicas no Diário de Notícias. Com esta actividade demonstra um particular e nítido gozo em zurzir em tudo o que não é PS, mas a sua cereja em cima do bolo é “bater” em tudo o que se situa à direita dos socialistas.

O seu último escrito decidiu, e está no seu direito, dar umas “pancadas” em André Ventura do Chega! A determinada altura afirma que este disse e passo a citar "Estou aqui para dizer as verdades… ." - o sublinhado é da autora – e continua já sua lavra: “É a voz do povo, pois claro. Uma espécie de Jesus (o profeta, não o treinador) da política, que vai, sacrificadamente, para o templo dos vendidos partir tudo em nome da pureza".

Agora, caros leitores, pensem em alguém que, nestes últimos dias ,tem dito algo muito semelhante a André Ventura? Adivinharam! Sim, é esse. Nem mais, nem menos, que José Sócrates, aquando da fase de instrução da Operação Marquês, na qual está acusado de 31 crimes.

A pergunta, então, que se impõe: a que propósito ou a falta dele a aludida jornalista não diz uma palavra sobre o ex-primeiro-ministro? A resposta é simples: tem o rabo entrilhado! Não foi esta que, em tempos, também gozou férias, almoços e longas viagens pagas pelo amigo daquele, Santos Silva? Bem sei que, posteriormente, referiu que jamais soube disso e que limitou a aceitar a oferta do seu amigo de então. Pois, que outra coisa haveria de dizer?

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:34

Outubro 01 2019

A tensão existente, de há uns meses a esta parte, entre o PS e o BE tem muito que se lhe diga. Bem sei que em política a gratidão é palavra inexistente. Todavia, uma coisa é não agradecer, outra, completamente diferente, é, para além de ser ingrato, dar pontapés em alguém que nos fez bem.

Para aqueles que têm memória curta, o PS, em 2015, não ganhou, nem de perto nem de longe, as legislativas então realizadas. Caso não tivesse a ajuda/colaboração/participação do BE, na designada geringonça, jamais teria sido governo e, por conseguinte, não estaria hoje-em-dia na mó de cima, sobretudo pelas condições extremamente favoráveis da conjuntura económica internacional, bem como pelo apaziguamento social que aquele partido e o PCP lhes proporcionou.

Uma última nota: apesar de tudo é bem feito, pois os bloquistas ensandeceram com a perspectiva de poderem, um dia, fazer parte do governo. O caso dos professores foi paradigmático. Soçobraram, em toda a linha ao jugo, do PS. Agora aguentem.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:28
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Setembro 27 2019

Em termos de dicionário a palavra tancos não existe e o que aparece mais aproximado, numa simples busca, no Priberam, é tansos. Ora, sem sombra para dúvidas, sobre o furto de Tancos e novela posterior, o que António Costa e consequentemente o PS/governo nos querem fazer passar é por tansos, i.e., por patetas, simplórios, tolos e totós.

É que das duas uma: ou o ex-ministro da Defesa, Azeredo Lopes, falou sobre tal matéria com o primeiro-ministro e automaticamente este mentiu, tal como aquele, ao dizer que jamais soube o que quer que seja; ou, o ex-ministro nada disse a António Costa, bem como nada falou, durante meses e meses, em Conselho de Ministros, o que se traduz numa enormíssima falta de lealdade governamental.

Como é lógico este é mais um caso que não pode ser varrido para debaixo do tapete, com a desculpa de ser algo entregue aos meandros da Justiça. Não, este é um facto político e como tal deve ser julgado pelos cidadãos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:20

Setembro 24 2019

A flexibilidade curricular, implementada por este governo, e autodesignada como o pináculo da perfeição em termos de vida escolar, tem servido para tudo e para nada. Para tudo, como aconteceu ontem no debate entre os líderes partidários na RTP, onde António Costa não vendeu a coisa por menos: “todas as medidas de flexibilização… têm combatido as questões de indisciplina nas escolas”. Tem servido para nada, uma vez que a esmagadora maioria dos professores está-se c@g@ndo para tal medida.

Bem têm tentado criar a ilusão de que este programa educativo oferece estabilidade no ensino dos discentes, boas condições de trabalho aos professores, assim como factor extraordinário no combate à imprevisibilidade que advinha no futuro.

E se alguns a colocam, mais ou menos, em prática – o receio de sanções e a noção de dever assim obrigam -, é sabido de fonte segura que tal não tem qualquer influência na indisciplina que infelizmente grassa pelas nossas escolas. E se porventura tivesse influência seria para aumentar a indisciplina e jamais o seu contrário. Dou de barato que existam boys and girls rosas a acreditar em tal. Todavia, quem conhece a vida escolar sabe que tal afirmação é uma completa patranha.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:09

Maio 14 2019

A crer no que se ouve, o país inteiro está chocado com as declarações de Joe Berardo na AR. Que são alarves, inadmissíveis em qualquer lugar e, sobretudo, naquele, bem como são manifesto gozo com os portugueses, ninguém tem dúvida. Todavia, será que todos têm razão para manifestar tanta indignação, rasgar as vestes, quais jovens virgens, e atirar-se àquele tal como lobo esfaimado se atira à presa?

Não. Mil vezes não. Berardo não é fruto do acaso e muito menos emergiu graças a seu esforço. Este surgiu devido a uma (in)cultura desbragada, bem como foi, não digo um mero instrumento, já que de naif, para não dizer insano, não tem nada, mas um meio usado por Sócrates para um objectivo muito mais lato. A tentativa do domínio da banca, e por consequência as principais empresas nacionais, era absoluto por parte do governo PS de 2007/09, então comandado por aquele “ilustre” político, do qual António Costa e não só faziam parte e jamais se demarcaram.

Por isso, não acredito na repulsa que muitos socialistas manifestam neste caso. O primeiro-ministro considerou esta segunda-feira que Portugal está "seguramente chocado com o desplante" de Joe Berardo, quando foi ouvido na Assembleia da República, e disse esperar que o empresário pague "o que deve" à Caixa Geral de Depósitos.

Portugal continua a ser um país de hipócritas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:03

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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