O meu ponto de vista

Janeiro 26 2020

Na vida de um docente, ao contrário de que muita gente pensa, há momentos em que por muito que queira não consegue progredir na carreira, independentemente de ser muito bom ou excelente. É o caso de acesso ao quinto e sétimo escalão, uma vez estarem sujeitos a quotas. Explicitando: poderão haver, por exemplo, 30 docentes excelentes nos aludidos escalões, mas se o percentil apenas permitir que passem ao seguinte 20, os restantes ficarão a marcar passo.

Se até aqui tal emana da lei, outra coisa totalmente diferente são os critérios que cada escola estabelece para, nestes casos, se progredir ao escalão seguinte. Hoje, chegou-me ao conhecimento que uma escola estabeleceu como prioridade de desempate o docente pertencer ou não aos quadros.

Ora, tal quer dizer que um docente destacado, cujo desempenho é excelente e, por isso, com uma avaliação superior, numa escala de 0 a 100 %, fica postergado em relação a outro colega com valor mais baixo desde que este pertença aos quadros da escola/agrupamento.

Não tenho a menor dúvida que esta tomada de posição é ilegal, tal como em tempos foi considerado ilegítimo o facto de um indivíduo a um lugar público ver diminuído o seu valor só porque não residia no concelho para o qual se tinha apresentado.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:14

Novembro 28 2018

images.jpg

As reivindicações dos professores voltaram à ordem do dia. Todavia, com toda a sinceridade, apesar da AR obrigar o governo a reencetar negociações com os sindicatos, não acredito que tal dê em algo mais do que aquilo que este já disse há muito e ainda ontem António Costa repetiu.

Não é por acaso que nos últimos anos temos vindo a assistir a uma mudança clara em termos de necessidades de mercado, cultura de trabalho, perfis e valores profissionais. Ora, os profissionais do ensino não ficam, bem pelo contrário, de fora deste âmbito. Aliás, definir qualidade profissional é certamente um desafio à nossa criatividade e imaginação, pois cada pessoa tem uma visão muito particular do meio que o rodeia e expectativas distintas relativamente ao futuro.

Assim, sou de opinião, a qual, como é óbvio, apenas me vincula, de que as posições extremadas dos intervenientes – leia-se sindicatos e governo – não interessa à esmagadora maioria da classe. Há que fazer, por todos os meios, uma aproximação das partes. O “ganhar de quatro/cinco anos”, em vez dos 9 anos, 4 meses e 2 dias dos sindicatos por contraponto com os 2 anos, 9 meses e 18 dias do governo, deixariam todos os “jogadores” como ganhadores/perdedores, o que numa negociação é sempre uma excelente mais-valia.

Apenas uma ressalva, extremamente importante e sem a qual ninguém se entenderia. Tal tempo, por opção de cada um, poderia contar para progressão ou para o tempo de reforma.

Esta é uma proposta polémica? Acredito que sim. Todavia, é assumida por muitos e muitos professores.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:22

Dezembro 20 2017

Não quero dizer que, por breves, muito breves momentos, não sinta os meus sessenta anos. Isso é uma coisa. Outra bem diferente é dizer que a geração dos baby boomers, i.e., os nascidos entre a década de 50 e 60 tem maiores dificuldades em adaptar-se aos dias que correm e, por isso, é preferível apostar em perfis mais juniores.

Este argumento cai facilmente por terra se pensarmos, por exemplo, que dificilmente um recém-licenciado ou um profissional nos primeiros anos de carreira terá a experiência necessária para liderar uma negociação em contexto de adversidade, gerir a motivação de uma equipa num cenário de crise ou assegurar com sucesso tantos outros desafios que a gestão do quotidiano exige.

Já agora, o ME queixa-se de ter muitos professores com a aludida idade sénior e, nessa ordem de ideias, colocados não no topo da carreira - esse lugar ainda está vedado a todos, ao contrário do que dizem os apaniguados do governo -, mas lá perto, o que acarreta uma fatia do orçamento muito substancial. Muito gostaria de ver como funcionariam as escolas se os docentes com 50 e 60 anos as abandonassem de vez.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:09

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
Julho 2024
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


arquivos

Julho 2024

Junho 2024

Maio 2024

Abril 2024

Março 2024

Fevereiro 2024

Janeiro 2024

Novembro 2023

Outubro 2023

Setembro 2023

Agosto 2023

Julho 2023

Junho 2023

Maio 2023

Abril 2023

Março 2023

Fevereiro 2023

Janeiro 2023

Dezembro 2022

Novembro 2022

Outubro 2022

Setembro 2022

Agosto 2022

Julho 2022

Junho 2022

Maio 2022

Outubro 2021

Setembro 2021

Agosto 2021

Julho 2021

Junho 2021

Maio 2021

Abril 2021

Março 2021

Fevereiro 2021

Janeiro 2021

Dezembro 2020

Novembro 2020

Outubro 2020

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

pesquisar
 
blogs SAPO