O meu ponto de vista

Fevereiro 24 2021

Senão todos, pelo menos a esmagadora maioria é pai e/ou mãe. Aliás, mesmo aqueles(as) que o não são sabem que o seguinte é verdade: Os filhos, mas também os netos, passam a vida a contrariar os mais velhos, sejam eles progenitores, avós e/ou outros. É aquilo que se costuma dizer: É a lei da vida.

É um dado adquirido e sem deixar a “coisa” em lume brando, o certo é que contestar sempre, por tudo e a todos os momentos, a maior parte das vezes é pura perda de tempo. Com o passar dos anos a excitação própria da juventude – em mecânica designa-se por vibração – acabará por passar. Não digo em todos e na mesma altura, mas que passa e eles assentam é uma verdade irrefutável.

Hoje-em-dia os professores, os quais fazem e são vistos inúmeras vezes como pais/mães, são motivo de contestação de uma forma veemente e continuada. Não fossem adultos e já experimentados e poder-se-ia dizer que se estava em presença de bullyng. Se o decente diz para fazer de um modo, os alunos tentam, por todas as formas, fazer de outro. Quando no final o resultado é manifestamente mau ou pior, a culpa é do docente: Ou porque não ensinou convenientemente, na versão dos alunos, ou porque não foi persistente – estou a ser benéfico nesta adjectivação – no entender dos pais.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:26

Outubro 20 2020

A grande maioria das pessoas não faz a mínima ideia do que se passa no interior das escolas. Umas porque não têm qualquer familiar, seja filho, neto ou outro, naquelas ou porque simplesmente não querem saber e têm raiva a quem saiba. A única coisa que lhes desperta alguma curiosidade é saber se existe ou não, na escola das suas redondezas, caso positivo à Covid-19. Como se evita o respectivo contágio e as medidas tomadas nesse sentido, se existem ou não ajuntamentos, se os docentes e funcionários fazem das tripas coração a cada dia que se apresentam no seu posto de trabalho, prontos, apesar de tudo, a darem o seu melhor, se são distribuídas ou não máscaras e se estas se apresentam nas condições ideais, isso nada lhes diz.

Todavia, no interior das ditas escolas há toda uma série de vivências, despercebidas ao comum dos mortais, mas importantíssimas no dia-a-dia destas. A criação do conceito de bolha, i.e., em que cada turma representa um casulo, de onde os alunos não podem sair e poucos são os que devem entrar, passou a fazer parte do conceito diário do mundo escolar. Ora, este novo conceito trouxe à tona aquilo que há muito está legislado, mas que com o decorrer dos anos se foi desvanecendo. Falo, concretamente, das aulas de substituição/ocupação.

Ora, é sobre esta última acepção que a “porca torce o rabo”. Havendo necessidade, de hora a hora, os docentes com horas destinadas a este efeito se deslocarem a esta ou aquela turma, cujo colega está a faltar, tudo fazem para contrariarem este desiderato. Uns não aparecem, outros queixam-se disto e daquilo e ainda outros argumentam que já foram muitas vezes, etc., etc. Como todos sabem os que bem me conhecem, não é difícil saltar-me a tampa. Foi o caso de hoje. Fui substituir um colega, mas lavrei antecipadamente o meu protesto. Exigi, alto e em bom som, que aos ausentes lhes fosse marcada a respectiva falta. Responderam-me os colegas presentes: "é assim mesmo. Ou há moralidade ou comem todos".

Instala-se um mau ambiente? É natural que sim. Porém, a Covid-19 é democrática. Pelo menos aquando do contágio.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:21

Outubro 14 2020

O governo, face ao forte aumento diário de novos casos de Covid-19, decretou o estado de calamidade. De entre as várias medidas destaca-se a proibição de ajuntamentos com mais de cinco pessoas, bem como o uso de máscara na via pública sempre que estiver em causa o distanciamento social.

Ajuntamentos com mais de cinco pessoas? Mas querem-nos atirar areia para os olhos? Caramba, é só ir à entrada das escolas pelas 08h30, 12h30/13h30 e 17h00 para verem dezenas de pais e alunos todos juntos e … fé em Deus.

Distanciamento social e uso de máscara? Não brinquem comigo. Dou aulas em salas onde os alunos se encontram a menos de um metro e as máscaras, na sua maioria, continuam a ser as mesmas todos os dias. Muitas eram brancas há um mês atrás, aquando da oferta. Agora, pouco falta para serem negras. Não calculam como me apetece oferecer-lhes descartáveis e trazer aquelas para casa com vista à respectiva lavagem. Não fosse o receio de ofensa e …

Culpados? Todos menos a gestão das escolas, já que fazem das tripas coração, assim como os docentes, os quais apesar de conhecerem muito bem os riscos que correm, diariamente se apresentam nos seus postos de trabalho com vista a fomentar o surgimento uma sociedade mais justa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:36

Outubro 13 2020

A classe docente é, na generalidade, envelhecida. Alguém tem dúvidas que sim? É só ver que não chega a 1% os docentes com menos de 30 anos e que a larga maioria possui mais que 50. Que é uma profissão a necessitar de um urgente rejuvenescimento ninguém tem dúvidas. É incompreensível manter tantas pessoas mais velhos que os avós dos seus discentes a ministrarem aulas. A décalage etária é enorme e não raras vezes a incompreensão é mútua. Há um tempo para tudo.

Por isso, de vez em quando surgem notícias - mais ou menos avulsas e no género “vamos ver como cola o barro à parede” - para colocar na reforma os professores com mais idade. Neste fim-de-semana surgiu mais uma. Todavia, pelos valores apresentados, é algo para dizer que “não lembra ao careca”.

Em primeiro é uma escassíssima minoria aqueles que aos 55 anos de idade se encontram no 9º escalão. Mas, o mais grave é quererem que se aposentem com 750 euros mensais e ainda sujeitos a desconto. Passa pela cabeça de alguém, no seu perfeito juízo, que haja um único docente que aceite reformar-se nestas condições? Mais que isto recebe, apenas como subsídio de deslocação, o ME, de sua graça Tiago Brandão Rodrigues.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:39

Outubro 06 2020

Não sou o primeiro a escrever sobre este assunto, mas mais vale tarde que nunca. Aliás, sobre tal acontecimento nunca as vozes são demais.

Bem, vamos à questão. Com pompa e circunstância, reunião presencialmente o Conselho de Estado (CE), sobre a presidência do Presidente da República, como é óbvio. Afirmei com pompa e circunstância uma vez ter contado com a presença de Ursula von der Leyen, digníssima presidente da Comissão da União Europeia (EU).

Até aqui nada de muito novo, já que o anterior presidente da EU, Jacques Delors, também chegou a estar presente numa reunião do CE. Tudo mudou, porém, quando se soube que um dos conselheiros, Lobo Xavier, veio, dois dias depois, afirmar que estava positivo em termos de Covid-19. Caiu o Carmo e a Trindade. Todos os presentes, de imediato, foram avisados e submetidos a vários testes. Por exemplo, o nosso PR testou pelo menos três vezes. Felizmente todos deram negativo, pelo que prosseguiram com as suas agendas deveras importantíssimas. Aliás, como viveríamos nós se algumas daquelas excelsas personalidades tivesse testado positivo e permanecido em quarentena? Nem quero pensar.

Ironias à parte, o certo é que vimos onde o aludido órgão do Estado se reuniu. Para além dos seus membros estarem sentados a bem mais de dois metros de cada um, a sala tinha um pé alto e ar condicionado, com troca constante de ar entre o interior e exterior. Tudo bem, pois assim deve acontecer sempre que se reunirem mais de seis pessoas.

Agora, comparem com o que se passa nas nossas escolas. Na esmagadora maioria delas, existem vinte e muitos alunos em salas acanhados, sem rarefacção do ar, com distância social muito inferior a um metro e cujos ocupantes apresentam uma interacção constante. Mesmo que haja um caso positivo, somente se apresentarem sintomas graves é que são testados os colegas e professores.

É caso para dizer: quando for grande quero ser governante, conselheiro de Estado, etc., etc.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:22

Abril 21 2020

Nunca os professores trabalharam tanto como agora. Desdobram-se entre reuniões por videoconferência, as quais são marcadas por tudo e por nada, manuseiam plataformas, muitas das quais jamais tinham sequer ouvido falar, e outras pafernálias que, segundo se diz de confidencialidade nada têm, descobrem truques e malabarismos para melhor chegar a palavra e a imagem aos seus alunos, algumas vezes até parecendo líderes as novas seitas religiosas, (re)inventam formas de inovar com o fim de “malsinarem” os seus saberes, quase à semelhança de qualquer vendedor de banha da cobra.

A intenção é excelente. Damos o litro e mais alguma coisa. Transpiramos tecnologia por todos os poros. A qualquer hora do dia marcamos aulas e enviamos os respectivos convites. É com toda a sinceridade que o digo. O pior é o resultado. Se não é nulo, pouco mais é. Tanto sacrifício para depois morrer na praia.

Relativamente aos discentes, então nem é bom falar. Sempre sonolentos, esfregando constantemente os olhos e afirmando que ainda estão em jejum. Quando se descuidam nota-se o pijama ainda vestido e a desordem do quarto é soberana. Alguns, os mais espertos, longe de serem inteligentes, apresentam-se sempre de câmara desligada. Quando lhe pedimos para a ligar a resposta é pronta: “este computador não tem ou está danificada”.

Acreditem que há dois meses jamais me passaria pela cabeça dizer isto: que saudades das aulas presenciais!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:41

Janeiro 17 2020

O Ministério da Propaganda, perdão da Educação, anunciou que os professores com mais de 60 anos podem deixar de dar aulas, ficando a desempenhar outras actividades. Antes de mais, deixem-me dizer, desde já, que não acredito na concretização de tal medida, a qual, por agora não passa de mera intenção. A ir para a frente, seriam muitos milhares de professores a necessitarem de serem substituídos e isso, como bem sabemos, representa muitos milhões. Ora, o “Ronaldo” das Finanças não estará, certamente, na disposição de abrir mão destes. E ele é que manda, ainda que digam que menos que antes. Lá iria por água abaixo o superavit que tanta almeja.

E se eu estiver enganado? Suponhamos, então, que a breve prazo o ME produzirá legislação com vista a colocar em prática a aludida medida. Vamos por uma vez, sem exemplo, acreditar na “bondade” dos ocupantes da 5 de Outubro.

E, a ser verdade, repito, como se efectivará tal propósito? Os docentes nessas condições passariam a estar em ocupações de alunos, bibliotecas, salas de alunos, de tarefas e de apoio, bem como nos clubes da mais variada natureza? E isto só para citar alguns exemplos, pois bem sabemos como a criatividade nas escolas, sobretudo neste âmbito, é extraordinária. No fundo passariam a ser pau para toda e qualquer colher, i.e., uns meros tapa-buracos, uns professores faz-de-conta, sem autoridade, mas com muita responsabilidade.

Assim sendo, se for essa a decisão de Tiago Brandão Rodrigues, esse sim um verdadeiro faz-de-conta, então, desde já, declaro a minha recusa. Prefiro mil vezes ser professor de turmas indisciplinadas, ministrar aulas, muitas vezes, sem as mínimas condições, suportar burocracias que não lembram ao Diabo, vergar-me a decisões superiores, algumas delas ao arrepio do mínimo direito de justiça, presenciar reuniões atrás de reuniões onde se chega a discutir o sexo dos anjos, mas onde possuo autoridade – pelo menos aquela que me deixam ter - e sentido do cargo inerente, do que ser um pau-mandado deste ou daquele.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:55

Outubro 23 2019

Sim, à priori, é grave o sucedido numa escola de Lisboa, ou seja, a suposta agressão de um professor de TIC a um aluno do 8º ano, isto, apesar, dos contornos da situação necessitarem de mais e aprofundadas investigações. Aliás, quem o diz não sou eu, mas o juiz de instrução.

Não retirando importância ao caso e muito menos o desprezando, como alguns dirigentes sindicais, nas últimas horas, o têm feito, também sou de opinião que outros casos, tanto ou mais graves, têm merecido por parte dos media uma atenção mínima, o que contrasta com esta.

Faz-me lembrar a velha máxima do jornalismo do que é ou não notícia: “se um cão morde uma pessoa isso é banal, corriqueiro. Porém, o caso contrário é acontecimento único e honra de primeira página”.

Em boa verdade, um docente, enquanto adulto, deve ter uma postura e uma atitude, bem como um desempenho, que o levem a suportar as insolências, a má-educação e os mais variados desplantes dos discentes, sem se descompor e jamais partir para a violência. Todavia, permitam-me indagar junto de todos os pais e/ou encarregados de educação, quando uma vez ou outra, não perderam as estribeiras e deram uma palmada/estalada a um filho? Recordo que aprendi desde pequeno que quem não vai à palavra, não vai à pancada. Porém, não há regra sem excepção. Aliás, este vosso escriba, convencido que nunca foi um mau rapaz, também teve os seus momentos de desvario e, consequentemente, foi castigado pelos seus progenitores e, afiança-vos que só se perderam aquelas que caíram no chão. Mais: hoje-em-dia, choro por não apanhar. Era sinal de que …

publicado por Hernani de J. Pereira às 15:02

Outubro 14 2019

Há quatro anos, poucos dias após ter tomado posse o ainda ME, Tiago Brandão Rodrigues, Mário Nogueira teceu-lhe os maiores encómios, gabando-lhe a disponibilidade para o diálogo. Se, de facto não casaram de papel passado, pelo menos coabitaram na maior das intimidades.

Ora, como é amplamente sabido aquele governante comeu por inteiro o eterno sindicalista, sem que este tenha, alguma vez, por mínimo que seja pedido, desculpa aos professores por ter sido papado como o mais vulgar papalvo.

Assim sendo, vir agora afirmar que a recondução daquele é “acabar de vez” com os professores e “estoirar” com o corpo docente, não passa de palavras vãs, em que muito poucos ainda acreditam.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:35

Outubro 08 2019

Eleições realizadas, resultados não muito longe dos previstos, quase tudo como dantes, quartel-general em … De certo modo, poder-se-á dizer que vira o disco e toca o mesmo. Ou, por outras palavras, citando o escritor alemão do pós-guerra, Erich Marie Remarque, a oeste nada de nada.

Se politicamente não se anteveem grandes novidades, uma vez que apenas falta saber com quem o PS se coligará, no que concerne aos professores, então a esperança por melhores dias é completamente vã. A ideia de que os professores nada fazem, que são uns privilegiados em termos de vencimento, de trabalho e de férias é, infelizmente, um dado assente na opinião pública e até publicada. Aliás, foi de tal pensar que António Costa soube tirar enormes dividendos. Um dia o ensino em Portugal pagará, com língua de palmo, por estes desmandos concepcionais, bem como torcerá a orelha, mas esta não deitará sangue.

Já agora e a talhe de foice, para esclarecimentos dos mais incautos, direi a jornada semanal de um docente: 2ª feira – Reunião de equipa, através de inspiração com recurso à visualização de um filme, jogos de mesa, entre outros, todos intervalados com diversas bebidas e os mais variados acepipes; 3ª feira – Almoço com os colegas, debatendo um tema sempre aliciante sugerido pelo coaching; 4ª feira – Viagem de negócios, sendo que algumas semanas é de avião em classe executiva; 5º feira – Back to office, sendo importantíssimo a visualização dos emails e a eventual formação em regime de e-learning; 6ª feira – E o fim-de-semana a chegar … Na semana seguinte é, com toda a certeza, uma experiência a repetir.

O único senão: com tantos atractivos porque começam a faltar professores em quase todas as disciplinas e anos de escolaridade? Mas isso é outra questão que não interessa para nada

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:42

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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