O meu ponto de vista

Julho 06 2024

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  1. Soube-se hoje que a proposta do Governo dá mais 200 euros por ano aos polícias do que aos professores. E aqueles continuam a gritar por mais. Absurdos desta vida.
  2. Um recluso que beneficiou de uma saída precária tentou regressar à cadeia de Paços de Ferreira com quatro telemóveis e 130 comprimidos escondidos no ânus. O caso foi detetado na última quarta-feira e não se tratou de um episódio isolado. Mais palavras para quê? Quando muito mais ânus, ou melhor, maiores ânus.
  3. Uma nota relevante: ontem Portugal jogou contra a França com apenas 10 jogadores, uma vez que o insubstituível – já agora o invisível - não pode sair. Para piorar um dos dez falhou um penalti. Pior não podia acontecer.
  4. A finalizar, uma nota de rodapé: acabei de arrancar as batatas deste ano. Um saco de semente de batata vermelha Red Label produziu cerca de 25 sacos. Já meio saco da Agria não deu mais que seis. Anos e tragédias de um agricultor.


publicado por Hernani de J. Pereira às 21:05

Dezembro 04 2020

Um despacho do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que autoriza o recrutamento de 803 polícias e a abertura de uma reserva para recrutar, no próximo ano, mais 1200 agentes está a criar polémica. Isto porque o documento publicado, nesta sexta-feira, em Diário da República, dá orientações para que seja privilegiada a admissão de mulheres e de elementos oriundos de locais onde a PSP esteja responsável pela segurança. Também diz que deverão ser privilegiados candidatos "representativos da diversidade de contextos sociais e culturais em que atua a PSP".

Pronto, cá está mais uma jogada dos socialistas sem pés nem cabeça. Vejam apenas este caso: os habitantes dos concelhos de Oliveira do Bairro, Vagos, Cantanhede, Mortágua, Anadia e Mealhada, para apenas citar aqueles que geograficamente me são próximos, darão polícias com qualidades inferiores aos oriundos de, por exemplo, Coimbra, Aveiro, Porto ou Lisboa? Isto para não falar de sexo e etnia.

Depois queixem-se de continuar na senda do que ontem aqui anunciei: Assim, há hoje muita gente a desejar ser mulher e/ou pertencer a qualquer minoria gentílica. Já agora, esta é mais uma acha para a fogueira que o Chega! tanto almeja.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:27

Novembro 21 2019

A sério. Quase me passo como a demagogia e o aproveitamento político que os nossos políticos, tanto de esquerda como de direita, diariamente fazem, atirando-nos areia para os olhos ou se não o fazem é porque acham que somos autênticos ceguinhos.

Hoje deparamo-nos com uma utilização inaceitável por parte de André Ventura, do Chega!, relativamente às mais que justas reivindicações das forças de segurança. Até subida ao palanque, com direito a discurso e corredor de protecção teve.

O desplante, porém, não fica por aqui: também o BE solicitou a contagem, até 2026, de todo o tempo de serviço dos professores que não foi contado.

Ora, relativamente a esta última questão bem sabemos que tanto o BE como o PCP foram, sem margem para dúvidas, coniventes com a (má) prática política de António Costa. Já escrevi, e muitos outros também o fizeram, que durante a última legislatura se quisessem que a luta dos docentes tivesse bom fim bastava não terem aprovado os orçamentos de Estado. Será que agora terão “tomates” para impor tal medida? É evidente que não. De imediato o governo demitia-se e vitimizando-se provocava novas eleições onde aqueles seriam fortemente penalizados.

Portanto, vamos ser sérios e deixar de brincar a reivindicações balofas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:28

Junho 29 2015

O Verão aperta e nós queremos é praia ou um refresco à sombra da bananeira. Aliás, desde sempre ou quase sempre marcámos esta época por um grande despreendimento, olhando para o quotidiano com algum humanismo e, sobretudo, livre pensamento. O calor obligè!

Por exemplo, a Grécia é um desaforo e não há mais pachorra para ver, dia após dia, os avanços e recuos de parte a parte – leia-se Syriza-CE/BCE/FMI -, mais parecendo brincadeiras de garotos do que conversações entre gente madura e com enormíssimas responsabilidades.

Por outro lado, ou melhor, por estas bandas mais de cem polícias foram alvo de processos disciplinares por trocarem passes de transportes públicos – pagos por todos nós, entenda-se - por dinheiro. Contudo, o sindicato que os representa afirma que os vai defender. Bem, não me atrevo a classificar tal opção.

A terminar, conto-vos a melhor anedota do início desta semana: “a direcção do PS diz que os políticos não são todos iguais e que vai demonstrar isso”. Com as pessoas que rodeiam António Costa e que este privilegia, as quais já conhecemos de ginjeira e de muitos outros carnavais, é caso para dizer, parafraseando um actor brasileiro, «só contaram para você, né?»

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:50

Maio 19 2015

Não somos todos assim, mas quase. Somos o primeiro a criticar a ausência e somos também os primeiros a criticarmos a presença. E, inopinadamente, damo-nos bem com isso, uma vez não nos faltarem adágios que justificam tal. Abonamos, de entre outros, sempre com os velhos e gastos argumentos de que os extremos se tocam e não podemos ter uma prática de oito ou oitenta.

Se a polícia não ocorre, aparece tarde ou quando surge não intervém com a força que a turba, mais ou menos exaltada, assim exige “aqui d’El Rei” que não há segurança e que tudo isto se transformou num caos. Porém, se as forças de segurança intervêm, digamos de uma forma mais musculada, há logo quem afirme, alto e em bom som, aproveitando demagogicamente o momento, que vivemos num estado repressivo.

Então, no campo desportivo em geral, e no futebol em particular, esta marca é pródiga e indelével. Os adeptos, independentemente da sua clubite, apesar de mais uns que outros, podem danificar, vandalizar, roubar, chamar nomes a tudo e a todos, proclamar os maiores impropérios que nenhum dicionário se atreve a publicar, e até cuspir nos agentes da autoridade, que estes têm a estrita obrigação de se manterem impávidos e serenos.

De modo algum defendo o uso excessivo da força e por entender que vivemos num estado de direito, sou de opinião de que o respeito entre todos é a base de uma sã convivência democrática. Uma atitude digna, um valor sóbrio e uma ética cívica devem ser mantidos tanto na euforia da vitória como na adversidade da derrota.

Se não sabem ficam a saber: o policiamento dos jogos de futebol é pago como horas extraordinárias às forças de segurança, dinheiro - cerca de 3,5 milhões de euros - que sai dos nossos bolsos. Ora, com a pressão a que estas estão a ser sujeitas imaginem se estas se negassem a fazer tal serviço. Ainda quero ver quais os jogos que se realizariam!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:50

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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