O meu ponto de vista

Agosto 23 2023

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Ouve-se com frequência pessoas, da mais diversa índole, proclamarem aos quatro ventos “tenho a minha consciência tranquila, não devo satisfações a ninguém, nada devo a quem quer que seja, sou independente, não dou ouvidos aos que os outros dizem de mim, não falo da vida de ninguém e por isso não admito que tagarelem sobre a minha, a opinião dos outros não me interessa, o que tenho para dizer digo-o de frente e jamais pelas costas, a verdade, doa a quem doer, para mim é fundamental e, por isso, abomino a mentira, a cobardia é execrável e, assim sendo, é uma palavra que não consta do meu dicionário”.

Ora, manda o rigor dizer que, num momento ou noutro, todas as pessoas, sem excepção, têm a consciência pesada, calam-se quando deviam falar e vice-versa, a cobardia é mais frequente que o desejável, mentem amiúde, falam dos outros pelas costas, a opinião pública e, sobretudo, a publicada é-lhes muito importante, em que coragem dá lugar ao medo, fazendo das tripas coração para não ficarem mal na fotografia e, para não me alongar, nem sempre foram autónomas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:59

Janeiro 23 2023

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A legislação que regula os maus tratos a animais foi considerada inconstitucional, uma vez que, segundo os juízes do Palácio Raton, é imprecisa, mal definida e impossível de aplicar.

Tanto bastou para que os radicais na defesa dos animais saíssem à rua e invadissem as redes sociais. E ai daqueles que, por estes dias, advoguem opinião contrária. São trucidados, espoliados e condenados à fogueira da “nova inquisição”.

Estando de acordo que os animais não são para castigar, bem pelo contrário, devemos, na medida do possível, protegê-los, também não deixa de ser verdade que em primeiro lugar devem estar as pessoas – saúde, educação e bem-estar socioeconómico – e só depois os animais.

Defender, como vi a muitas pessoas, que os animais têm os mesmos direitos que as pessoas é inverter toda a nossa natureza, bem como a estrutura societária que construímos ao longo de milénios.

Aliás, este radicalismo quer ir mais além. Para além de criar um SNS especialmente dedicado aos animais, antemura que a morte de um animal doméstico dê direito a um período de nojo igual ao falecimento de pais e filhos, i.e., cinco dias de baixa.

 

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:43

Maio 24 2018

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E se de um momento para o outro nos tivéssemos de apresentar? Para alguns seria fácil, para outros extremamente penoso. Por exemplo, no que me diz respeito podia começar por dizer que “sou uma pessoa socialmente responsável e com mais de seis décadas de experiência no convívio humano”. Estava a dizer a verdade, ou melhor, apenas uma parte da verdade, apesar de não mentir. O que hoje-em-dia se costuma designar por pós-verdade.

Que me preocupo com as pessoas e com o papel que o trabalho desempenha nas respectivas vidas? Verdade, quase subscrita por 99,99% das pessoas. Falo no plano de intenções, claro está. Não é por acaso, que qualquer pessoa encontra comigo uma parceria experiente – gaba-te cesto que vais para vindima – para gerir as suas mais-valias de modo a atingir os patamares desejados para o sucesso pessoal, profissional e económico. Então, esta última rematação foi de truz! Concordam, não é?

Igualmente vos podia dizer, caso fosse esse o meu interesse, que fui “desenhado” para, conjuntamente convosco, realizar uma rápida e eficiente integração no mundo que nos cerca, cheios de competências.

Falando a sério. A maioria das pessoas, como é óbvio, encontra, com maior ou menor dificuldade, o caminho para a sua integração na sociedade e no progresso económico. A não ser que seja contemplado com a teoria da sorte dos três ciclos geracionais. Neste caso, porém, o destino comanda a vida …

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:10

Janeiro 11 2018

A ocorrência de situações indignas, tanto profissionalmente como politicamente – atenção que não estou a referir-me à “alta” política, mas àquela que mais de perto nos cerca -, poderá e deverá ser evitada, se, à semelhança de tantas e tantas actividades devidamente regulamentadas por entidades corporativas ou governamentais, passar a ser acautelado o acesso indiscriminado a lugares de gestão a pessoas que, apesar de se colocarem constantemente em bicos dos pés, são desqualificadas, principalmente moralmente.

O bem comum, o serviço público que deve ser prestado em termos de res publica, tal como deve acontecer em muitos outros labores, deve pautar-se por exigência de adjectivalizações positivas, competência técnica e política especializada, mas, sobretudo, o respeito por princípios, valores e códigos éticos inequivocamente definidos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:24

Novembro 28 2017

Todos os dias conhecemos pessoas novas e causar um bom impacto junto dos outros é determinante. O primeiro olhar, o modo como se cumprimenta, a saudação que se faz são fundamentais para quem se quer destacar. Nada é deixado ao acaso, tanto por nós como pelos novos interlocutores. Todavia, há falhas mais graves do que outras e que podem deitar tudo a perder.

A regra número um é quase consensual: quando se apresentar opte por um porte de leitura fácil, mas não pré-formatado. Utilize um layout simples e criatividade em dose moderada. A segunda regra é a da relevância. Se tiver oportunidade, aluda somente às experiências enriquecedoras que teve ao longo da vida e jamais faça menção dos cargos, a não ser que a outra parte o solicite. Claro que também é extraordinariamente importante, caso tenha essa oportunidade prévia, o facto de conhecer o perfil da pessoa que pela primeira vez contacta. Só que esta situação, na maioria das vezes e como bem sabemos, não se verifica.

Procure, a não ser que o conhecimento seja de mera circunstância, deixar bem claro as suas ideias e objectivos, sem redundâncias e/ou floreados. Em qualquer momento há que denotar saber o que se quer, como se quer e quando se quer. Ah, por favor, não utilize as frases-cliché tão em voga em certos quadrantes ou redes sociais.

Uma atenção especial ao modo como fala. O natural e sem erros gramaticais é primordial. É conveniente recordar-se constantemente de que não está a olhar para um puzzle ou um quebra-cabeças que tem de resolver. Do outro lado, na esmagadora maioria das vezes, está um ser evidentemente racional, mas, em menor ou maior grau, também emocional.

publicado por Hernani de J. Pereira às 09:57

Novembro 16 2016

Imensas pessoas têm perguntado do porquê de tantas vezes fazer referência ao período que engloba os meses de Julho e Agosto de 2009. É uma época longínqua, é certo, mas que passados sete anos continua extraordinariamente viva na minha memória. Foi um espaço temporal que, quer profissionalmente, quer afectivamente, muito alterou o rumo da minha existência. E sem dúvida para melhor, principalmente no que respeita ao último item.

Quanto custa investir num cargo? Quanto custa investir numa pessoa? Se o talento é tão importante quanto (da boca para fora) afirmamos quais são as nossas respostas e, sobretudo, o nosso modo de ser e estar perante tal? Sinceramente, vi excelentes exemplos, mas também fui confrontado com deploráveis atitudes.

Existe uma velha – não propriamente em termos etários - geração que ainda não percebeu que o mundo mudou. Gente que acredita ainda, por exemplo, que o talento é algo comum a quase todos. O que me choca. Resquícios, sem dúvida, de um igualitarismo sem sentido.

Nesses meses em que a estratégia se baseou no muito e bom, contrariando a máxima de “muito e depressa não há quem”, fiz jus à indagação “quanto queres crescer?”, respondendo “o máximo possível”, mas sem que isso levasse à instabilidade e muito menos destruindo a produtividade.

Foi um tempo prolongado no tempo. É que a dilatação se estendeu pelos meses e anos seguintes. Tempo em que deixei de estabelecer contratos intemporais. Tempo em que a incerteza deixou de existir e o drama (!!!) diário de acordar diferente - em termos geográficos, físicos e emocionais – passou a ser um contributo potencial para o crescimento.

Tempo esse em que recordo determinadas pessoas. Essencialmente no plano afectivo, claro está. Felizmente já “morreram”. Aliás, se viveram mais tempo que o razoável foi porque as “alimentei” com crédito insustentável, como autênticas imparidades. Em boa verdade detinha uma “empresa” cuja actividade arrastei durante anos e anos, a maior parte do tempo com recurso a bónus indevidos, até que finalmente encerrou. Algumas das pessoas que, durante anos e anos, trabalharam comigo estuporaram todas e mais algumas oportunidades, uma vez que pouco ou nada investiram. A destruição nem sempre é desvantajosa. Muitas vezes liberta o caminho para iniciativas saudáveis, de modo a investir em pessoas ganhadoras.

Muitas pessoas conheci posteriormente, dignas de mais-valias. Estes recursos humanos foram e são o que tenho de melhor. Se assim é, então, devo passar a maior parte do meu tempo a olhar para elas e não para o passado.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:41

Janeiro 28 2016

Tenho dito imensas vezes que soubesse o que sei hoje e se o tempo voltasse atrás, jamais faria as mesmas escolhas. E isto, no entanto, não tem nada com a ver com a existência ou não de coerência, mas sim com a experiência que os anos nos vão dando. O que era, para mim, ponto assente aos trinta ou quarenta anos é muito distinto do que actualmente penso.

Hoje, por exemplo, não entraria na função pública. Não porque não goste da função docente que exerço, na qual, aliás, coloco diariamente, todo o meu enlevo, mas sim pelas ideocracias a que está associada e, sobretudo, pela indiferenciação de todos os que trabalham directamente para o Estado. Nunca fomos e jamais seremos todos iguais e, por isso, igualar, pela base ou pelo mero tempo de serviço, é reduzir-nos a máquinas ou, quanto muito, a pessoas sem ânimo próprio.

Não estou com isto a querer dizer que sou o melhor dos melhores. Bem pelo contrário, uma vez que, no dia-a-dia, encontro gente bem melhor que eu. Assim, o que quero aqui, de forma veemente, (re)afirmar que, se existem alguns bem mais capazes que este vosso escriva, muitos mais existem que são nitidamente piores. E, nessa ordem de ideias, não abdico do reconhecimento por quem se esforça e por quem talento.

Esta questão de tudo igualar, tão cara à esquerda e extrema-esquerda, faz com os melhores se sintam desconfortáveis e procurem melhores horizontes. É que tal política, do género em que a antiguidade é um posto, apenas vai ao encontro dos que apenas tem como missão diária apresentar-se no respectivo serviço e, por conseguinte, para usar um termo muito suave, serem os menos eficazes.

Seguir uma política de valorização dos recursos humanos, por muito difícil e subjectiva que seja, deve assentar na captação e retenção dos melhores. Ora, isto apenas se pode encontrar quando os seus pilares estiverem assentes numa política estruturada e contínua da carreira dos melhores profissionais.

publicado por Hernani de J. Pereira às 09:45

Setembro 14 2015

Um constante ouvir, negociar, gerar consensos e servir os outros, sem deixar de manter o posicionamento vertical, estas são equações de um lema que por estes dias tenho levado avante.

Mais que idade, formação e dialéctica, interessam-me as pessoas e, sobretudo, as suas motivações e interesses para abraçar uma causa. Deste modo podemos crescer juntos.

Tenho uma filosofia de vida muito realista. Por isso vivo muito dependente daquilo que são as minhas capacidades e invisto nelas. Aliás, não é por acaso e muito menos prosápia afirmar que muitos outros reconhecem tal.

Assim, não é de admirar o uso de uma política muito vincada de up or out. No fundo, ou as pessoas se desenvolvem ou ficam estagnadas na carreira.

Há sempre um ciclo na vida em que as pessoas procuram consolidar o que sempre sonharam ser. Posteriormente há outra fase em que querem reconhecimento. Nesta altura, a avaliação do desempenho, a comunicação que apresentam e a vontade que denotam são as formas que temos para assegurar a assertividade dessa agnição.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:31

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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