O meu ponto de vista

Março 21 2018

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Mário Centeno pediu, por várias vezes, bilhetes ao Benfica, clube que tem um vastíssimo contencioso com as finanças, para assistir, de camarote, aos jogos deste. Argumenta que face à figura que é, com os riscos de segurança inerentes a tal função, não pode ir para o meio do people. Lá saberá porque é que o comum dos mortais o tem em tão má estima. Por exemplo, o Marcelo Rebelo de Sousa não teria problema algum. Até adoraria e seria adorado.

Soube-se agora que António Costa também solicitou bilhetes para o Estádio da Luz. Só que foi para os filhos. E ninguém se revolta com esta promiscuidade? Há direito de usar um cargo para favorecimento da família?

O que diriam se fosse o Passos Coelho?

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:36

Março 06 2018

No seguimento do meu texto de ontem, e uma vez que o mesmo foi objecto de várias críticas, a maioria impublicável, enquanto as restantes eram mais ou menos fundamentadas, sobretudo, na obstinação destemperada, despropositada e sectária de que jamais deveria ocupar um cargo público, uma vez que foi o primeiro e principal desbaratador, para não dizer aniquilador, dos serviços deste sector, volto a escrevinhar, aliás como é meu hábito, sem fugir de qualquer polémica.

Como é evidente, e sobre isso continuo a não ter a menor dúvida, aqueles que têm a opinião acima transcrita são os mesmos que se Passos Coelho fosse para uma empresa privada, seja ela qual fosse, diriam que tal não passaria de favores. Lá descortinariam uma visita à dita empresa, um breve encontro, uma simples troca de palavras, um olhar mais ou menos circunspecto, ocorrido há meia-dúzia de anos, para justificar aquele pensar.

Por isso, reafirmo que para certo número de pessoas, a maioria bem-quista pela generalidade da nossa comunicação social – prossigo sem perceber do porquê de enfermarem dos mesmos defeitos -, o ex-líder do PSD deveria andar de mão estendida a pedir esmola, já que se mantivesse o seu lugar de deputado na AR também o considerariam um autêntico desperdício de dinheiro.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:20

Março 05 2018

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Como é público, por vontade própria, Passos Coelho decidiu abandonar a vida política activa. Regozijamo-nos, pois, uma vez que são muito poucos os estadistas de carreira, e ainda por cima com o currículo deste, que se desprendem dos cargos políticos.

Estou perfeitamente convencido que a esquerda “bem-pensante” e/ou esquerda caviar, apesar de quererem ver o “homem” pelas costas, não comungam do acima exposto.

Aliás, não é por acaso que notícia de que Passos Coelho vai dar aulas no ISCSP (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas) de Lisboa tem provocado um intenso debate nas redes sociais, alimentada por uma esquerda enviesada, lúgubre e anquilosada, a qual, não tenho a menor dúvida, é de opinião que aquele, quanto muito, deveria ir para as arcadas do Terreiro do Paço, ou para o pé da Sopa dos Pobres, pedir esmola com vista a sobreviver.

Salve-se, entretanto a opinião esclarecida de alguns homens de esquerda como Sérgio Sousa Pinto. Este afirmou que " experiência de um ex-primeiro-ministro, qualquer que seja, é única e valiosa" e "por isso são disputados pelas melhores universidades dos seus países". No caso concreto, trata-se de "testemunha privilegiada e ator de um período crítico da vida nacional - a avaliação que fazemos dele não é para aqui chamada" que "decidiu dar aulas" quando "podia ter sido cooptado pelos "donos disto tudo", como consultor, lobista ou ornamento. E assim "a pátria, chocada, vomita insultos", com "meia dúzia de pessoal menor da Academia, devidamente encartada de títulos e graus" a " inchar de indignação". Eu, acrescento, não diria melhor!

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:05

Fevereiro 27 2018

Pode não ser verdade, mas que parece, parece. Isto é, parece que o PSD – não falo só a nível nacional, mas também ao local – quando não é poder transforma-se num autêntico saco de gatos. É com tristeza que constato. Que me perdoem se exagero.

Foi nestes dois últimos anos com Passos Coelho e é agora com Rui Rio. Com efeito, urge que o aludido conceito volte a ser visto, pelos principais intervenientes e sobretudo por este último, como uma abordagem obrigatória pelo valor que acrescenta e não como algo de supérfluo e não prioritário que é apenas um capricho a ter em conta quando uma conjuntura favorável o permitir.

Correndo o risco de ser acusado de pessimista, é minha convicção que a qualidade das novas propostas só não passará efectivamente de ser uma moda se for capaz de se libertar de alguns dogmas ou de metodologias apelidadas de “boas práticas”, cuja aplicação, na maior parte dos casos, se revela totalmente ineficaz e ineficiente e em que o único resultado visível é o esforço da aplicação desses mesmos dogmas e metodologias.

De um discurso extremamente rígido, consubstanciado nestes dois últimos anos, coloca-se assim o desafio de simplificar. Torna-se necessário voltar à essência e retomar velhos temas como quantificar e custear, ou, dito de outra forma, não passar a fazer as coisas que são moda fazer. Utilizando um conhecido slogan, o futuro do PSD vai ter de provar novamente que “vale a pena fazer”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:33

Setembro 19 2017

Dizer que foi o governo actual que retirou o país do lixo é, para além de absolutamente falso, revoltantemente desmemoriado.

Falso uma vez que senão fossem as medidas extraordinariamente restritivas implementadas – a falta de dinheiro assim o exigia – por Passos Coelho, fazendo cair a inflação de 10 para 3%, tal não seria alcançado.

Desmemoriado por esquecer que quem colocou Portugal no lixo foi o governo do PS, chefiado por José Sócrates.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:15

Abril 21 2017

Tem-se, nos últimos tempos, registado descrispação e descendimento na sociedade? É evidente que sim. Os motivos são fáceis de entender. Por um lado, porque o governo atendeu algumas das reivindicações dos trabalhadores, fundamentalmente do sector público; por outro, porque os sindicatos, os quais como é do conhecimento geral, são comandados pelo PCP, encontram-se anestesiados, por via da amarração deste partido à política geringonçal.

Assim, não é de estranhar que a maioria dos portugueses e até muitos empresários, os quais, de modo algum, comungam das ideias programáticas dos partidos que suportam este governo, se sintam satisfeitos.

Recordam-se das greves, mandatadas por tudo e por nada, sobretudo do sector dos transportes, os quais colocavam sistematicamente o país de pantanas? Pois é! Existiram e infernizaram a vida de muita gente, principalmente a que vive e trabalha nas grandes cinturas industriais. Agora é a paz dos anjos.

O governo de Passos Coelho foi acusado, até à insanidade, de querer ir além da troyka. Não se falava de outra coisa. Bem, este governo foi além dos ditames da CE – veja-se a questão do défice -, demonstrando, pelo menos nas reuniões em Bruxelas, que é um “bom aluno”, e o que acontece? Uma declaração ou outra, perfeitamente inócuas, por parte do BE e do PCP, de modo a que, de hoje para amanhã, não se diga que nem a boca abriram.

Protestos, acções de rua, manifestações é de vez em quando e quanto muito para que se diga que os sindicatos ainda existem e justificar (mal) o muito dinheiro que recebem. Greves? Nem falar nisso é bom. Até arrepia aqueles que ainda há tão pouco tempo faziam prática disso vinte e quatro sobre vinte e quatro horas.

Atente-se nestes dois exemplos. Ontem, António Costa afirmou que, devido à sustentabilidade da segurança social, não podia permitir que os trabalhadores com quarenta anos de desconto se pudessem reformar sem penalização. O Programa de Estabilidade e Crescimento não prevê qualquer actualização salarial dos funcionários públicos durante os três próximos anos. Colocadas estas questões à vista de toda a gente, observaram alguma indignação? O que aconteceria se fosse o PSD a governar?

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:18

Janeiro 11 2017

Ouço certas pessoas, algumas verdadeiramente sociais-democratas, a solicitar que Pedro Passos Coelho faça uma oposição frontal e constante à geringonça governamental. Tenho respondido que reclamar é fácil: basta abrir a boca e fazer força, como se dizia antigamente. O certo é que com um executivo que governa para o imediato, satisfazendo, não importa como, as clientelas mais exigentes e com um Presidente da República que tem horror ao choque de ideias, que dá tudo para o não surgimento de conflitos - recordam-se das presidências abertas de Mário Soares em que o confronto era constante e verdadeiramente assumido como combate político? -, como se poderá ser mais assertivo e eficaz em termos de oposição?

Nos tempos que correm, adoraria ver propostas de outras pessoas, quer sejam barões ou não, do principal partido da oposição. Mas alvitres fundamentados e que mobilizassem a opinião pública e, sobretudo, que fossem do agrado dos opinion makers, já que são estes que condicionam e muito aquela.

Só que com o estado da governação é extremamente difícil que isso aconteça. Isto não quer dizer que tudo vá bem e que a paz (podre) dos anjos que vivemos sirva os superiores interesses do país. Bem pelo contrário. Contudo, as coisas são como elas são e, segundo parece, a maioria do povo gosta deste foguetório.

Todavia, todos sabemos que muitas vezes - e a história dos partidos está repleta de casos dessa natureza - basta mudar o líder, o qual até poderá não trazer de nada de novo em termos de ideias e projectos, mas o novo nome e outras caras chegam para catapultar o partido para patamares bem superiores.

Não será, com toda a certeza, o milagre da multiplicação de intenções, mas poderá ajudar. Quem sabe?

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:48

Agosto 08 2016

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Soube-se que três secretários de Estado, com responsabilidades no âmbito da GALP, deslocaram-se e assistiram a jogos de Portugal no Euro 2016 a convite desta empresa, colocando em causa a independência e a imparcialidade governamental, isto para não falar do apoucamento da ética e dos bons costumes, e o que disse António Costa, primeiro-ministro? Nada, pois continua a banhos.

O país arde literalmente - ultrapassando, neste dia, os 5 000 soldados da paz no seu combate - colocando em causa bens e pessoas, e o que disse António Costa, primeiro-ministro? Nada, pois continua a banhos.

Já agora o que diria o PS, PCP e o BE se o primeiro-ministro ainda fosse Passos Coelho e procedesse desta forma?

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:28

Junho 16 2016

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Em Dezembro de 2011 Passos Coelho, então primeiro-ministro, afirmou e passo a citar “sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm nesta altura ocupação e o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos. Nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que ou consegue nessa área fazer formação e estar disponível para outras áreas ou querendo-se manter, sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado de língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa".

Em 12 do corrente mês, em Paris, António Costa disse ipsis verbis "muito importante para a difusão da nossa língua e é também uma oportunidade de trabalho para muitos professores de Português que, por via das alterações demográficas, hoje não têm trabalho em Portugal e que podem encontrar aqui".

A pergunta impõe-se: nota-se alguma diferença em ambas as declarações?

Aqui chegado, faço um apelo à vossa memória, o qual, aliás, não necessita de ser assim tão grande como isso. Recordam-se o que os grupelhos da esquerda e extrema radical e, sobretudo, esse paladino da defesa acérrima dos professores, que se dá pelo nome de Mário Nogueira, disseram sobre a primeira afirmação? Choveram raios e coriscos e afirmaram do então chefe do governo o que os maometanos não dizem do toucinho.

E agora? Alguém ouviu uma palavra? Não mandam o António Costa emigrar como então fizeram? Haja vergonha!

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:08

Maio 01 2015

Todos já passámos por situações menos felizes. Todos já tivemos momentos em que se estivéssemos calados teria sido uma autêntica bênção. Todos já tivemos ocasiões em que se de repente sofrêssemos de apsitria muito ganharíamos.

Hoje, Passos Coelho, em Celorico da Beira, ao elogiar Dias Loureiro - o tal do enorme desfalque do BPN e que estamos a pagar com língua de palmo - pelo seu sucesso (!!!) empresarial, perdeu uma belíssima oportunidade para estar silencioso.

Com tanto para dizer, logo tinha de lhe dar para a asneira!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:31

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