O meu ponto de vista

Fevereiro 04 2020

Por iniciativa do PAN – quem mais? – foi aprovada, com o beneplácito do PS – alguém se admira? -, na vigência do anterior governo, legislação que impede quem quer que seja, desde particulares, veterinários e sobretudo canis, de abater, por muito que o meio usado seja o mais indolor possível, canídeos, apesar destes se apresentarem, na maior parte das vezes, num estado sanitário calamitoso ou se verificar a sobrelotação de todos os locais onde possam permanecer. Já agora, recordo que não é obrigatório - e ainda bem que assim é - a adopção de pessoas e no que concerne aos animais então nem é bom falar.

Resultado: como as pessoas, em termos de aceitação, não chegam para as encomendas, com a agravante de canis mais que superlotados, não resta às câmaras mais não seja que suspender a recolha daqueles. Consequência: matilhas e matilhas de canídeos à solta por este país fora. Não há meio urbano que não sinta este flagelo. Então, nos meios rurais a preocupação atinge as raias de loucura.

Por isso não nos admira que um rebanho de cabras tenha sido ‘chacinado’ em Viana por “matilha de cães vadios”. Por outro lado, por não estar relacionado com ataques de lobos, os proprietários da exploração agrícola não terão direito a indemnização.

Custa muito aceitar que é preferível o abate do que a transmissão de doenças e/ou agressão daqueles a pessoas ou ao respectivo ganha-pão?

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:07

Janeiro 02 2019

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Hoje falarei sobre a morte de Joaquim Bastinhas. Sim, falarei sem medo do novo politicamente correcto, sobretudo daquele tentativamente implementado pelo desmiolado PAN. Aquele cavaleiro, no fundo um cavalheiro no trato e no modo como privava com todos – lembro-me de ter estado com ele, há um bom par de anos, numa corrida em Monte Gordo -, digno de memória e, por isso, não me admirou os milhares de pessoas que estiveram neste dia, no seu funeral, na sua querida terra, Elvas, cidade onde lidou um touro pela primeira e última vez.

Igualmente hoje falarei de toda uma série de trabalhos agrícolas que, nesta época natalícia, mercê da interrupção lectiva, concretizei. Falo do fim do corte dos pinheiros no terreno, que após a manteação, a qual dentro de dias se seguirá, em Março será vinha, bem como a plantação das batatas do “cedo”, couves, nabiças, assim como o semear de favas.

Por fim falarei também do reinício de aulas, algo que, como é do conhecimento geral, acontecerá amanhã. Para quem acha que os professores durantes esta época, em que os alunos não estão na escola, nada fazem, direi que ainda hoje acabei de corrigir um teste do 12º ano, realizado no último dia de aulas do primeiro período, o qual amanhã entregarei e farei a respectiva correcção. O ensino profissional, ministrado por módulos, assim obriga e ainda bem.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:17

Fevereiro 01 2018

Imaginem que organizam um almoço, jantar ou aniversário. Porém, se o número de convivas é elevado, acarretando, como é óbvio, uma enormíssima quantidade de trabalho, não é possível usar a louça que habitualmente usa. Concebam, ainda, que muito menos tem dinheiro para alugar um espaço ou contratar uma empresa de catering para o fim em vista. Solução: utilizar pratos, talheres e copos de plástico. Não é o mais adequado, mas para missões difíceis requerem-se resoluções adequadas.

Atenção que não estou a falar de espalhar, no final da festa, tais objectos no meio da praia, da floresta ou do parque, algo totalmente reprovável. Fico-me por um caso, digamos assim, caseiro, em que, no final, todo o lixo é selecionado e colocado no respectivo ecoponto.

Até aqui, venha a primeira pessoa que diga que nunca procedeu desta forma. Todavia, a ser aprovado o projeto de lei do PEV, PAN, BE e PCP, os quais defendem a proibição da utilização de louça descartável, tal deixará de ser possível.

Assim sendo, um dia destes, comeremos, com o mesmo garfo e colher, ou, então, à mão, do mesmo tacho, e beberemos da mesma garrafa, ou, melhor, será conveniente que seja do mesmo garrafão. Quanto muito, a sobremesa será servida sobre um guardanapo. E é por agora, uma vez que estes advêm das celuloses, as quais, como é público, são consideradas inimigas fidalgais daquelas franjas minoritárias da sociedade, mas, que infelizmente, obtêm o maior eco na comunicação social.

O cisma de nos imporem o que acham, agora, que é politicamente correcto, em tudo e mais alguma coisa, seja publicamente ou no mais recôndito da nossa intimidade, para além de nos transformar numa sociedade eugénica, irá transformarmo-nos, cada vez mais, em seres individuais.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:31

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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