O meu ponto de vista

Abril 08 2024

Têm sido dias muito difíceis. Primeiro, a interrupção escolar ocorrida na última quinzena permitiu que a minha neta aqui permanecesse durante todos os dias. Muito trabalho e preocupação, como é óbvio – palavra que a Laurinha diz amiúde. Foram momentos de constante vigilância, controle e extrema atenção. Não pretendo agradecimentos, mas tão-somente ser exemplo de dedicação, honradez, força de carácter e sobretudo, prova de denodada entrega à família, através de trabalho profícuo e constante.

Contudo, a referência aos dias trabalhosos não se fica pelo cuidado extremo e entrega à felicidade daquela que mais amo. É que no outro fim-de-semana a Páscoa, com a consequente Visita Pascoal, teve lugar. Ora, só quem não sabe como é vivido este evento na aldeia é que pode dizer que é mais um dia. Para além dos folares e outros acepipes, o leitão à bairrada, por mim assado, teve lugar à mesa. A logística, tendo em conta os muito familiares, nunca é fácil.

E, para acabar, este último fim-de-semana houve a matança do porco. Foram três dias de festa, onde não faltou o sarrabulho, as iscas de cebolada, os rojões, as fêveras acabadas de cortar e grelhadas de imediato. Por aqui passaram muitos e muitos amigos. Uns na sexta-feira, outros no sábado e ainda outros no almoço de ontem. É verdade e, por isso, digo-o com prazer: quase comeram o porco inteiro.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:39

Abril 12 2020

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Bem sei que, hoje-em-dia, é quase impossível não me repitir. Assim, para além de voltar a dizer o que já disse, subscrevo o que muitos têm escrito, i.e., atravessamos tempos estranhos. Tão insólitos que até aparece que não houve Quaresma, celebração da Paixão de Cristo e, principalmente, a comemoração de Cristo Ressuscitado.

Ora, por muito inabituais que sejam os momentos que actualmente habitamos, uma coisa é totalmente certa: Cristo está vivo e vive no meio de nós. Por isso,

Aleluia, Aleluia, Aleluia

CRISTO RESSUSCITOU

Demos graças a Deus.

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:20

Abril 03 2018

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Quem vive numa aldeia sabe bem que não existe época mais conturbada que a da Páscoa. São dois dias em que, de casa em casa, se visitam os amigos e os amigos dos amigos. Isto para não contar com a preparação ocorrida nos dias anteriores.

O facto é que se tem verificado alguma evolução e, hoje-em-dia, muitas casas já não abrem a porta à passagem do Compasso que anuncia Cristo Ressuscitado. Portugal tem reflectido essa tendência e começa a ver-se, amiúde e com preocupação, sinais de evolução. Todavia, uma alteração na percepção do verdadeiro sentido desta quadra dependerá também da interiorização da Fé. Há que ter em atenção de que podemos ser cada vez menos, mas os que restam, estou certo que ainda a maioria, são mais esclarecidos.

Voltando à azáfama, quase me atreveria a dizer como Cristo, ao expirar, afirmou na Santa Cruz: “Tudo está consumado”. Resta descansar estes breves dias até à labuta habitual que se estenderá – assim o espero – até finais de Julho próximo.

Uma última nota. A quem tive o grato gosto de visitar, como presidente de um dos Compassos, e que tão excelentemente me recebeu, o meu bem-haja.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:33

Abril 17 2017

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A tradição cumpriu-se uma vez mais. Não como um hábito banal. Bem pelo contrário. Tratou-se de algo sincero, devidamente apreendido e com enorme significado.

Jesus Cristo Ressuscitado entrou, hoje, aqui em casa, abençoando-a, bem como a todos os presentes.

Ah, já agora, não é demais dizer que o repasto não foi de somenos importância. Assim, depois de umas favas com entrecosto e morcela, servindo de entrada, uma sopa de legumes aconchegou o estômago preparando-o para algo mais substancial, o rei-leitão. Quentinho, com a pele a estalar como é de lei, foi magnificamente apreciado, acompanhado de um espumante bruto blanc de noir da Murganheira. Os muitos doces é que eram perfeitamente dispensáveis. Todavia, não pode haver mesa de Páscoa sem eles!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:50

Abril 15 2017

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Qual de nós não fez já a experiência da alegria

de participar o nascimento de um filho …

de passagem naquele exame …

de comunicar os projectos de uma viagem …

de dar notícias do bom andamento de um negócio …

de anunciar o regresso de Alguém muito querido?

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:59

Março 27 2016

 

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 (Imagem extraída da Net)

 

CRISTO Ressuscitou, Aleluia, Aleluia, Aleluia.

 

Feliz e Santa Páscoa para todos.

 

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:10

Abril 19 2011

A anunciada chuva voltou a escurecer o horizonte, o que aliado à previsão meteorológica muito instável, anuncia mau tempo para a Páscoa. Nada que já não estivéssemos à espera.

Como em tudo na vida, o que é bom para uns é mau para outros. Face à extemporânea onda de calor os campos estavam a ficar muito sequiosos, pelo que os agricultores foram os primeiros a agradecer e somente pedem que a chuva não seja torrencial e/ou acompanhada de granizo. Já os segundos, isto é, aqueles que se encontram de férias, a indústria hoteleira e outros prefeririam, de longe, continuar com aquele maravilhoso tempo que, pasme-se, até dava para, em meados de Abril, fazer praia.

Aparentemente, sobretudo no olhar dos mais incautos, só é bom para os que cultivam a terra, mas se atentarmos bem, já a curto prazo, é-o para os todos os actores. No fundo, cedemos facilmente ao pecado da gula – recordo o tempo quaresmal que atravessamos – que deita tudo a perder.

Na verdade, sob a aparência de uma maior equidade, o actual estado do tempo apenas trará vantagens aos lavradores, que integram nos respectivos métiers a água que, por agora, ansiavam. No entanto, pela via da diminuição da pluviosidade e, essencialmente, pelo aumento anormal da temperatura, o anterior quadro, tal como se encontrava desenhado, faria bem ao turismo, mas, não tardaria muito, traria a aquisição de mais produtos alimentares – lembro que estamos à beira da bancarrota, ou seja, sem dinheiro para comprar o que quer que seja ao estrangeiro – com o consequente detrimento da nossa já tão débil situação económica.

Num cenário de incertezas económicas, para não falar das morais e culturais, e sem ignorar a necessidade da sustentabilidade do sistema económico no seu todo, o agravamento das condições de sobrevivência de muitos agricultores jamais é uma boa solução para o país, mesmo que, no imediato, destas opções resulte um relativo aumento de receita.

É que, por muito que relutantemente tenhamos coragem em o admitir, estamos a olhar de frente para um deserto cuja travessia parece demorada, e os oásis não se encontram ao virar da duna mais próxima.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:56

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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