O meu ponto de vista

Dezembro 15 2020

Isto anda tudo louco. Numa altura em que se pede insistentemente que não haja ajuntamentos e/ou concentrações, permite-se estender o primeiro período até ao próximo dia 18, o que leva com haja reuniões de avaliação até ao final do dia 23. Como é evidente, imensos docentes existirão que no dia 24, véspera de Natal, ainda têm documentação para entregar – actas e respectivos anexos, fichas de última hora para preencher, assinaturas, etc., etc.

Pergunto: quando é que estas pessoas terão tempo para fazer compras, ainda que escassas, e preparar a ceia de Natal, mesmo que minimalista? Os centros comerciais vão entupir? Ai vão, vão. Os números da Covid-19 começarão a disparar antes do Natal? Com toda a certeza.

É certo que em Julho, aquando da elaboração do calendário escolar, não se podia prever o estado actual da pandemia. Todavia, para casos excepcionais, medidas extraordinárias. Justificava-se plenamente, desde há semanas, a saída de um despacho declarando o encurtamento do actual período. Por exemplo, as aulas terminariam hoje, dando tempo suficiente para que as avaliações decorressem esta semana. Assim, os docentes e não docentes, bem como os respectivos familiares directos, teriam tempo suficiente para preparar o mais condignamente possível, sem correrias e atropelos, esta tão importante festa familiar.

A Alemanha, com muitos menos casos que nós por 100 000 habitantes, já encerrou as escolas. Mas isso são os alemães que são doidos, responderia o ausente Tiago Rodrigues Brandão.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:40

Dezembro 26 2019

O Natal já passou. Porém o seu espírito ainda paira sobre nós. Não só hoje como pelos dias seguintes. Bem, segundo a tradição tal se estende até ao dia de Reis. E, com toda a franqueza, cada vez mais me sinto tradicionalista, para não dizer conservador. Sinais de velhice? É natural, pois não caminho para novo. Estou naquela fase em que comungo o que todos sabemos de cor e salteado, i.e., as três fases da vida: começo, meio e fim... No começo tudo é maravilha...e ... No final tudo é festa... e o meio... esqueçam isso...Não estraguem o momento por favor!!!

Ah, já me ia esquecendo: continuação de Boas Festas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:25

Dezembro 05 2019

Época natalícia. Tempo de amor por excelência. Infelizmente, também altura para muita e muita hipocrisia. Pessoas existem que apenas se lembram dos mais carenciados por estes dias. A única doação que fazem, tanto de si como o de que possuem, é momentânea, exterior, sem lastro na alma, não chegando a ser sequer como o relógio parado, já que este duas vezes ao dia dá horas certas.

Natal e família ligam muito bem. Porém, não poderá haver união destas apenas por ocasião da consoada. Dir-me-ão que mais vale uma vez por ano que nenhuma. Sim, é verdade. Todavia, não deixa de ser uma contradição, já que o conceito de família se deve exercer, senão todos os dias, muitas vezes ao ano e não apenas pela Natividade de Jesus, por festas e funerais.

O consumismo associado ao Natal é outra das chagas que nos devassa e corrói. Para que servem prendas e prendas, dadas a todos e a tudo o que mexe, sobretudo às crianças? No dia seguinte, uma parte substancial é esquecida, votada ao abandono, olvidada no canto mais obscuro de qualquer armário ou sótão. Não digo metade, mas bastava que uma pequena parte deste dinheiro fosse canalizado para quem passa fome, frio ou vive na solidão, para que o Menino Jesus voltasse a sorrir, hoje, amanhã e além.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:19

Dezembro 21 2018

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Sim, bem sei que é Natal e isso deve-nos levar a contemplar os dislates com alguma, para não dizer total, benevolência. Todavia, há alguns que não consigo engolir. Então, não é que a Administração (xuxalista) da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, segundo o Observador, decidiu dar aos seus cerca de 5500 funcionários um bónus em cartão que vale 200 euros em compras no El Corte Inglés? Agora é só fazer contas …

Com tanta gente a passar privações de ordem alimentar e sem um tecto minimamente digno desse nome onde possa deitar a cabeça e descansar, numa altura em que o acesso à saúde e respectivos medicamentos é colocado em causa diariamente, onde a justiça social e judicial apenas funciona para os mais fortes, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa apenas olha para o seu umbigo.

Não tivessem eles o monopólio das apostas e haveriam de ver para onde ia o meu dinheiro.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:56

Dezembro 30 2017

Tempo natalício, no qual, sem dúvida, está associado o festejo do fim-de-ano. Reconhece-se ao longe o cheiro inconfundível desta época. Aliás, perde-se no tempo o consumo de determinada gastronomia, preparada segundo tradições ancestrais, transmitidas de geração em geração, aperfeiçoada em cada gesto e em cada rito da sua confecção.

Ultrapassando as fronteiras físicas, quer interna e/ou externas, o Natal, assim como o Fim-de-Ano, são hoje sinónimos de conforto e prazer, desfrutados em cada prato e doce. Hábitos inculcados na rotina diária desta quadra, são hoje um acto social e cultural, como também profissional.

Nesta ordem de ideias, custa-me, durante estes dias, falar de outros assuntos. Fraude, corrupção, lavagem de dinheiro são claramente ensinamentos – observe-se, por exemplo, a nova lei de financiamento dos partidos – que, por ora, me repugna tratar.

Bem sei que, infelizmente, por estes dias a maldade não faz tréguas. A mistura inebriante de ilicitude e talento para a má liderança são formas erradas de estar na vida, em qualquer altura do ano, mas sobretudo nesta época.

Por ser daqueles que infantilmente ainda acreditam na bondade humana – naïf me confesso – aproveito estas palavras mal-alinhavadas para desejar a todos

BOM ANO

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:32

Dezembro 19 2017

É tempo de Natal e as reflexões (!!!) consumistas em torno desta temática tendem a colocar um líder, ou uma figura de chefe de armazém, no centro das estratégias de dádivas. Falo, como já compreenderam, do Pai Natal, algo que não existia na minha meninice. Há cinquenta, sessenta anos quem dava as parcas prendas, quando as havia, era o Menino Jesus. Hoje Este está esquecido no presépio e é onde ele é montado, i.e., numa minoria de casas.

Todavia, há que lutar contra este mundo materialista em todo o momento e, sobretudo, neste tempo do Advento. O papel d’Aquele que veio e virá não pode nem deve ser minimizado. Por muito que tentem demonstrar que Ele não é determinante, nada há, porém, de tão motivante.

Todos, ou melhor, a maioria de nós revela que estamos mais inclinados para prestar um bom serviço ao seu irmão quando nos sentimos comprometidos/motivados e envolvidos verdadeiramente – sem crendice ou beatice – com um ente Superior. Ora, isto sugere que um elevado nível de compromisso com os seus semelhantes é sinónimo para alcançar um maior desempenho em todos os sectores.

Afinal, os líderes terrenos não são os que mais motivam. Bem pelo contrário.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:01

Dezembro 20 2016

A consulta pública feita pelo Ministério da Educação sobre o novo programa de educação para a sexualidade do 2º Ciclo do Ensino Básico, onde se inclui se se deve ou não abordar a temática do aborto, acaba no próximo dia 25, i.e., a data em que os cristãos comemoram o nascimento do Menino Jesus. Nem de propósito! Aliás, da nova “5 de Outubro” enfeitada com novas cores, apresenta a sua árvore natalícia não com bolas vermelhas e prateadas, mas com punhos cerrados, foices e martelos, não podemos esperar outro acerto de datas. Sim, porque isto não é fruto do acaso.

Para além deste calendário, no mínimo repugnante, há que concordar que, tendo presente que a maioria do povo português professa a religião católica, é de muito mau tom, querer incutir a crianças de nove, dez, vá lá onze anos, a ideia de que a interrupção voluntária da gravidez, eufemismo para designar a palavra aborto, é perfeitamente aceitável. Para além da ofensa à larga maioria dos portugueses, há – não tenhamos medo das palavras - um certo ar animalesco e selvagem ao dizer a uma criança de tão tenra idade que uma mulher em idade de procriação pode matar um ser já com vida e, sobretudo, com alma.

Depois queixamo-nos da baixíssima taxa de natalidade? Bem, com toda a franqueza, a culpa também é, e em grande parte, dos católicos. Se estes quando vão colocar a cruz no boletim de voto, ou quando se abstêm, se se recordassem destas questões outro galo cantaria.

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:29

Dezembro 26 2014

Os telejornais debitam notícias que, na gíria, são denominadas de “enchimento de chouriços”, pois, a maior parte, por inexistência de assuntos importante, limita-se a debitar eventos triviais, os quais, noutra altura passariam totalmente despercebidos. Tudo numa tentativa estéril de preencher o horário nobre.

Entretanto, o Natal já passou, restando-nos agora esperar pelas festividades do fim-de-ano, com todos os inerentes pedidos e, sobretudo, juras de que o próximo ano é que vai ser aquele que todos ansiosamente aguardam, i.e., os tais 365 dias de mudança.

Cansados de tanto comermos, sim porque não é apenas o trabalho que fatiga, repousamos de nada fazer, ao mesmo tempo que nos penitenciamos dos excessos gastronómicos, asseverando que será a última vez que cometemos o pecado da gula. O que nos vale é que a nossa memória é curta!

Por estes lados, em tempos que já lá vão, no dia de hoje havia a Festa do Menino Jesus, com o seu cortejo de oferendas, cujo leilão – colaborei como leiloeiro durante muitos e muitos anos - servia para pagar a festividade profana que se desenrolava da parte da tarde. Nos tempos que correm, nem cortejo e muito menos música ao vivo. Até a missa se resume à Celebração da Palavra. Sinais dos tempos!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:13

Dezembro 23 2014

A correria louca – pelo que vejo na TV - que alguns, senão a maioria, andam nestes dias, numa azáfama quase a raiar a loucura, correndo de loja em loja, de shopping em shopping, numa tentativa (vã) de agradar a este, àquele ou aqueloutro, acabando por ficar sem tempo para pensar no mais importante, dá-me oportunidade para reflectir nesse grande milagre que é a diversidade da vida.

Sim, porque o dia-a-dia a que me tenho votado ultimamente, isto é, a solidão do campo, consubstanciada na poda das vinhas, dá-me tempo suficiente para cogitar no âmago deste tempo que, por definição, deveria ser, numa palavra, de simplicidade. Na verdade no nascimento somos todos iguais, apesar de, infelizmente, nos momentos seguintes começarmos a diferenciar-nos.

Nas longas horas do dia, sem necessidade de citações, sou eu e a minha circunstância, sou eu, o lavrador, e a natureza. Ou será apenas suor, sangue e lágrimas? Pouco importa! O relevante é o sentir telúrico da mãe-terra e a aquiescência para o que a vida nos reserva.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:26

Dezembro 24 2013

Podia simplesmente escrever Boas Festas e desde que os votos fossem sinceros isso chegava. Mais: para alguns – espero que poucos - dos meus leitores tudo o que escrever depois é redundante e passam bem sem isso.

Contudo, caros pacientes – sim, pacientes, porque acredito que, por vezes, é necessária paciência para me ler –, por me conhecerem bem não ficam admirados por não ficar por aquele lugar-comum, ainda que verdadeiro.

Toda a história da Salvação nos mostra que Cristo, nascido pobre, humilde entre os mais humildes, servo dos servos, é amor e que o Seu desejo é chamar os homens a aceitarem esse amor redentor.

Nós fomos chamados ao amor, e só no amor se encontra a perfeição e o caminho para Deus, feito Homem, à nossa imagem e semelhança, por meio do Seu filho Jesus Cristo.

Por isso, tendo a certeza de que há muitos modos de estar presente, sendo que o estar presente com o corpo, de maneira visível, nem sempre é a maior presença, desejo estar junto de vós de coração aberto, em união de pensamento, de sentimentos e de amor em Cristo renascido.

 

 (imagem retirada da Internet)

 

UM SANTO E FELIZ NATAL PARA TODOS

publicado por Hernani de J. Pereira às 00:36

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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