O meu ponto de vista

Maio 18 2020

De modo algum quero subverter estereótipos e muito menos negar a história. Todavia, muito gostava de provocar uma percepção sintonizada mais com a intempestividade da imaginação do que com as consensualidades tradicionalistas. Bem sei que me falta jeito e arte, mas, por outro lado, muito adorava aprender dos caminhos que percorro a identidade e a alteridade, as quais, como é conhecido, se encontram mutuamente implicadas.

Também não é menos verdade que, por muito que grite, muito pretendo valorizar a vida silenciosa, a paciência subterrânea e a alternativa da contemplação, a alma invisível. Não sou, infelizmente, referência de um território geográfico e jamais serei definição histórica de uma comunidade, por muito que seja simbólica. Igualmente me faltam quesitos para uma plena cidadania activa, génese de originalidades múltiplas, cosmopolita e experimental, centro de atracção e irradiação. Não é por não tentar, é por não poder.

É precisamente pelo que no meu passado permanece activo e operante que continuo a crescer e a robustecer-me. Não à velocidade que desejaria, mas à possível. Todavia, o presente e sobretudo o futuro não irá dar sequência ao irrealizado no passado. Quanto muito tentará compreendê-lo, mas sem entrar em paranóia, género microcosmos denso e esclarecedor.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:41

Janeiro 01 2020

Então, como é, pessoal? Já tomaram o vosso banho de mar, de modo a conseguirem uma saúde de ferro durante o resto do ano? Já foram fazer o vosso jogging matinal, de modo a queimar as calorias acumuladas na noite passada? Se a resposta a estas duas simples questões é negativa, isso é sinal de que não são bons portugueses e, acima de tudo, porque pretendem continuar a fazer a mesma “vidinha” do ano anterior.

Eu, pelo meu lado, já dei início à renovação. Depois de ir à missa, pelas 11h00, assei, na minha churrasqueira, o frango que podem visualizar na foto infra, fruto da minha criação – milho e hortaliças -, algo que já não fazia há mais de um ano.

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publicado por Hernani de J. Pereira às 20:31

Abril 09 2019

Há uns séculos atrás, na Idade Média, algo muito bem retrato no filme O Nome da Rosa, baseado no livro homónimo de Umberto Eco, os monges sentavam-se à mesa a copiar, meticulosamente, as escrituras. Segundo a sua hierarquia, seria um monge superior que atribuiria o trabalho a cada um, provavelmente dando a primeira página ao discípulo mais hábil e incumbindo os mais velhos, de mãos trémulas, de lerem e conferirem os erros no final do trabalho.

O certo é que apesar da grande evolução de lá para cá, pouco mudou, i.e., os supervisores continuam a assignar trabalhos aos seus recursos humanos, baseados em perfis, aptidões e experiências.

Se até aqui nada de novo, o resultado altera-se quando se sabe hoje-em-dia que todos os processos da cadeia de valor das instituições enfrentam exigências cada vez mais rigorosos em termos de eficácia, introspecção e conhecimentos necessários à manutenção de vantagens competitivas. Ora, dar sempre o mesmo aos mesmos não acrescenta nada, bem pelo contrário. A determinada altura, mais a curto do que a médio prazo, a inovação passa a rotina e esta descamba em desmotivação, com os naturais inconvenientes daí advenientes.

Por isso, se ouve amiúde que são sempre os mesmos. Ouse-se mudar. Não mudar radicalmente, ou mudar algo para que tudo fique na mesma, mas não ter medo da renovação.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:22

Setembro 14 2018

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Muito se tem falado ultimamente em progressões. Ser promovido e ver o mérito do seu desempenho reconhecido dentro da instituição é a aspiração de qualquer profissional, sobretudo se isso implicar um acréscimo de renumeração e outros benefícios extrassalariais.

Estão enganados, porém, aqueles que pensam que evolução ascendente é a única forma de progressão profissional. Não quero dizer que esta não seja imensamente importante e longe de mim desvalorizá-la. Aliás, nos últimos dias muitas têm sido as notícias, senão completamente falsas, pelo menos lidas e divulgadas com enorme enviesamento, como o único propósito de desvalorizar, achincalhar mesmo, a justa luta dos docentes.

Voltando ao cerne deste texto, pergunto se já ouviu falar de “crescimento lateral”? A sua avaliação anual de desempenho foi óptima, os objectivos foram plenamente alcançados e em seu redor conseguiu cimentar uma equipa motivada e comprometida com a missão da organização. Como recompensa, os seus líderes oferecem-lhe um novo desafio de carreira, noutra área que não aquela onde habitualmente exerce funções. Em suma, encaro-o como uma promoção?

Os especialistas em organização de trabalho dizem que o deve fazer, até porque é importante considerar sempre outras alternativas de evolução, entre as quais a mudança de área. Os estudiosos desta temática enfatizam que evoluir e progredir não é ser promovido. É ser mais competente e mais feliz profissionalmente e isso pode ser alcançado por vários caminhos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:52

Junho 02 2018

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Sonhar é bom e os sonhos concretizados de uns beneficiam as vidas de muitos outros. Motivação, persistência, resiliência, acreditar no sonho e, acima de tudo, nunca desistir. Sim, tem sido o meu lema, apesar de não ser fácil de levar diariamente à prática. Aliás, aqueles que transformam sonhos em ideias e empreendem para as viabilizar, não pensam apenas em números e sabem que a sorte dá muito trabalho.

Sou aquilo que sou e costumo dizer que o que tem de ser tem muita força. Procuro reestruturar, sem colocar em causa todas e quaisquer tradições. Invisto, não para aumentar o pecúlio económico, ainda que não descure as finanças, mas sim para aumentar a eficiência e para a melhoria da qualidade. Adoro ajudar e gosto de ser ajudado. Não me interessa mesmo nada a competição pela competição. Todavia, anseio constantemente por novas práticas e conhecimentos inovadores.

Sei, de antemão, o que quero e sobretudo o que hei-de oferecer. A elegância, a qualidade e o requinte são atributos que tento sempre alcançar. Sei que, na maior parte das vezes, não os consigo granjear. Porém, não deixo de tentar diariamente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:44

Fevereiro 28 2018

Sabe, pelo menos a maioria que comigo mais de perto priva, o quanto gosto da agricultura. Tal como já escrevi, este sujar para nele me lavar, dá-me um prazer inaudito. Importará, assim, neste domínio da minha vida privada, que as expectativas geradas ao longo dos anos não venham a ser postas em causa pela ausência de uma atitude integradora que maximize as potencialidades que lhes estão inerentes.

Esta visão de macroleitura sobre uma realidade que não passa de microagricultura, associada a uma consequente implantação no terreno de medidas que estimulem a minha adesão, constituirá, estou certo, o garante indispensável a uma reprodução sustentada dos pesados investimentos que são e continuarão a ser canalizados para as novas realizações que pretendo concretizar.

Todavia, o que se observa, sobretudo por quem diariamente suja as botas e as mãos, é que, na maior parte das vezes, os apoios são canalizados para os que já muito têm e pouco necessitam, fazendo-me lembrar a canção que diz “os bancos só emprestam a quem não precisa”.

Se for ao contrário do que tem sido prática até aqui, então, ultrapassada esta etapa, o futuro da minha nova agricultura ganhará um novo instrumento favorecedor de desenvolvimento que, a ser aproveitado em articulação com outros investimentos em curso e a implementar no futuro próximo, possibilitará trilhar os caminhos do progresso e adoptar processos de convergência.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:44

Fevereiro 27 2018

Pode não ser verdade, mas que parece, parece. Isto é, parece que o PSD – não falo só a nível nacional, mas também ao local – quando não é poder transforma-se num autêntico saco de gatos. É com tristeza que constato. Que me perdoem se exagero.

Foi nestes dois últimos anos com Passos Coelho e é agora com Rui Rio. Com efeito, urge que o aludido conceito volte a ser visto, pelos principais intervenientes e sobretudo por este último, como uma abordagem obrigatória pelo valor que acrescenta e não como algo de supérfluo e não prioritário que é apenas um capricho a ter em conta quando uma conjuntura favorável o permitir.

Correndo o risco de ser acusado de pessimista, é minha convicção que a qualidade das novas propostas só não passará efectivamente de ser uma moda se for capaz de se libertar de alguns dogmas ou de metodologias apelidadas de “boas práticas”, cuja aplicação, na maior parte dos casos, se revela totalmente ineficaz e ineficiente e em que o único resultado visível é o esforço da aplicação desses mesmos dogmas e metodologias.

De um discurso extremamente rígido, consubstanciado nestes dois últimos anos, coloca-se assim o desafio de simplificar. Torna-se necessário voltar à essência e retomar velhos temas como quantificar e custear, ou, dito de outra forma, não passar a fazer as coisas que são moda fazer. Utilizando um conhecido slogan, o futuro do PSD vai ter de provar novamente que “vale a pena fazer”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:33

Janeiro 23 2018

Todos clamamos por mudanças. Uns apenas na sua vida familiar, outros no âmbito profissional, enquanto outros existem que as clamam no que concerne à política. O elevado ritmo de transformação das sociedades modernas e consequente necessidade de conhecimento e prospectiva da sua evolução, trouxe para o centro das preocupações actuais a questão da renovação.

Com efeito, um dos aspectos estruturantes do desenvolvimento das sociedades tem sido o aperfeiçoamento da mudança. Hoje, em plena era da globalização, uma sociedade moderna e desenvolvida reconhece-se por um modelo de desenvolvimento social e económico onde os processos de aquisição, processamento e disseminação da renovação conducente à criação de alterações societárias, desempenham um papel central na actividade económica, na criação de riqueza e na definição da qualidade de vida dos cidadãos.

A produção e, sobretudo, a utilização de ferramentas de mudança, devem assentar tanto na atenção às necessidades presentes de mudança, como na antecipação de novas práticas e modos de ser-estar. A constituição e posterior desenvolvimento de redes de mudança, as quais podem e devem começar por ser do género micro, são o melhor antídoto contra a exclusão de mutação, exigindo, assim, de cada um de nós uma postura activa e atenta, um papel facilitador e exemplificador dos modos organizativos adequados.

Nos dias que correm quem não tentar prosseguir um período de profunda (re)organização, modernização e inovação, no sentido de encontrar as competências, capacidades, dinamismo e espírito de competitividade que lhe permita responder com qualidade e oportunidade aos desafios que o meio envolvente exige, não alcançará, de modo algum, os referidos níveis de renovação.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:36

Setembro 16 2017

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Já dizia Camões "todo o mundo é composto de mudança". Pois, mais uma vez, assim é. Novo caminho - faço votos para que seja o último - e, consequentemente, nova etapa. 

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:33

Março 08 2017

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Portugal, em termos estatísticos, está melhor. Pelo menos a nível do desemprego e défice, uma vez haver outros aspectos, não menos importantes, em que está pior. Há menos crispação, dizem uns. Temos mais estagiários formandos e menos emigrantes, dizem outros.

A verdade é que há ainda muito por fazer, dado que para as grandes reformas estruturais nem ideias ainda existem. Lado a lado com as estatísticas temos o dia-a-dia dos cidadãos, os que labutam em Portugal e os que se querem instalar no nosso país ou querem regressar. Em qualquer dos casos, a grande maioria tem partilhado um problema: a corrupção real ou a percepção de que esta é generalizada.

Muitas pessoas têm visto na corrupção uma oportunidade para resolver os seus problemas de vida. Mas como combatê-la estruturalmente? Requalificando eficazmente, de forma proactiva, a direcção da justiça, permitindo, deste modo, que não se estabeleça uma forte e formal cooperação entre o serviço público e servir-se privadamente.

Todos temos um lugar e uma importância neste ecossistema e, tal como já acontece no resto da Europa, a cooperação no combate à fraude traz inequívocos resultados. No final, sobretudo os mais frágeis, a nossa economia agradecerá. É, por isso, urgente criar tempo e espaço para consensos e é crítico que se oiçam as necessidades dos cidadãos honestos, os quais, sem sombra para dúvida, ainda são o grosso da coluna.

Se os tempos mudaram, então que se mudem também as vontades.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:32

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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