O meu ponto de vista

Junho 02 2018

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Sonhar é bom e os sonhos concretizados de uns beneficiam as vidas de muitos outros. Motivação, persistência, resiliência, acreditar no sonho e, acima de tudo, nunca desistir. Sim, tem sido o meu lema, apesar de não ser fácil de levar diariamente à prática. Aliás, aqueles que transformam sonhos em ideias e empreendem para as viabilizar, não pensam apenas em números e sabem que a sorte dá muito trabalho.

Sou aquilo que sou e costumo dizer que o que tem de ser tem muita força. Procuro reestruturar, sem colocar em causa todas e quaisquer tradições. Invisto, não para aumentar o pecúlio económico, ainda que não descure as finanças, mas sim para aumentar a eficiência e para a melhoria da qualidade. Adoro ajudar e gosto de ser ajudado. Não me interessa mesmo nada a competição pela competição. Todavia, anseio constantemente por novas práticas e conhecimentos inovadores.

Sei, de antemão, o que quero e sobretudo o que hei-de oferecer. A elegância, a qualidade e o requinte são atributos que tento sempre alcançar. Sei que, na maior parte das vezes, não os consigo granjear. Porém, não deixo de tentar diariamente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:44

Fevereiro 15 2017

Volto de novo ao tema da função pública. Muita água tem corrido em torno das medidas colocadas em prática relativamente à reposição de salários e número de horas de trabalho semanal dos funcionários públicos. Trata-se de algo eficaz? Haverá uma relação directa com a produtividade? E os encargos salariais não aumentaram?

Pessoalmente, muito mais que salários e outras regalias, penso que existe um problema de motivação no sector público. Por um lado, não se fomenta a motivação positiva: em imensos casos não há diferença remuneratória entre os colaboradores que têm um desempenho medíocre e os que fazem um bom trabalho. Por outro, a improdutividade não tem consequências se o trabalho feito é de baixa qualidade, bem como não é possível substituir o trabalhador por outro com melhor performance.

Neste contexto, acredito que o facto de o posto de trabalho não ser assegurado de forma vitalícia faz com que o colaborador tenha de demonstrar a cada dia o seu valor, traduzindo-se num incremento de mais-valia.

Historicamente, o modelo da função pública foi muitas vezes tido como sendo demasiado complacente quando comparado com as regras do sector privado. E, em termos de equidade entre estas duas vertentes da economia nacional, não me parece que o modelo adoptado por este governo seja mais eficaz. Muito embora compreenda que o número de votos em questão não seja, de modo algum, despiciendo. Este governo não se está “lixando” para as eleições!

O sector público está a travessar uma reestruturação. Duvido é que seja para melhor, apesar de ainda ser cedo para antever todas as consequências, nomeadamente a nível económico.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:45

Outubro 22 2015

É raro aquele que possa dizer que foi caldeado para estar, hoje-em-dia, sujeito a culturas e valores diferentes daqueles onde foram educados e preparados para o futuro. A velocidade de mutação da sociedade é tal que nos obriga a negar hoje o que ontem tínhamos como certo.

As nuances culturais, em termos de individualismo versus orientação grupal, tolerância da ambiguidade, orientação para o resultado a curto prazo e a valorização do trabalho em detrimento da vivência familiar, levam-nos a (re)pensar a nossa forma de viver quotidianamente.

Os estudos multinacionais conduzidos em todo o mundo, sobretudo no ocidente, confirmam que os factores relevantes para o sucesso reside sobretudo na motivação, inteligência emocional, adaptabilidade a novos desafios, orientação para resultados e determinação demonstrada no trabalho.

Até aqui, tudo bem. Contudo, e sem querer cair em contradição com o que muito tenho escrito sobre estes assuntos, pergunto: e a família e o lazer? Onde pararão?

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:16

Julho 27 2015

Existe uma natural apetência para o envolvimento em contextos de jogo, sejam eles políticos, profissionais ou afectivos, bem como na resolução de problemas/enigmas e afins. As respectivas mecânicas dos aludidos jogos são meios para (des))motivar comportamentos específicos com um elevado grau de (in)sucesso, dada a natural motivação associada.

Muitas pessoas comunicam através de comportamentos, produtos ou canais de comunicação “joguificados”. A nível afectivo, a “joguificação” está a ser usada como meio para (des)motivar outros com problemas de afiliação, formação e desenvolvimento.

Todavia, enganam-se aqueles que julgam que esta estratégia apresenta custos significativamente menores que outras soluções. À priori até pode pensar-se que sim, mas a médio e, sobretudo, a longo prazo, os custos serão exponencialmente maiores. A vida está muito longe de ser um jogo, mas que para determinadas pessoas o é não tenho a menor dúvida.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:14

Janeiro 02 2015

Infelizmente continuamos em tempos de vacas magras, apesar dos centros comerciais estarem a rebentar pelas costuras, de tal modo que, em determinadas horas, é impossível arranjar um lugar para estacionar.

E a continuação do contexto de adversidade obriga os líderes a criarem novos paradigmas na condução diária das suas organizações. Contudo, perguntar-se-á: estarão os portugueses na rota certa?

De acordo com estudos, o comportamento de um líder influencia a motivação das equipas em 30%. Abro um parêntesis para chamar a atenção que líder não é apenas o topo da pirâmide de uma organização, já que as chefias intermédias, à sua escala, também são líderes. Voltando ao cerne da questão, os portugueses são, por natureza, capazes de delegar e orientar, mas enquanto líderes tendem, à medida que o tempo passa, a assumir o palco e, simultaneamente, a serem tolerantes com os erros dos outros. Uma contradição, à primeira vista, insanável e que tem dado maus resultados.

Todavia, manda a verdade dizer, que preferimos o mando tolerante, chegando ao limite do “deixa andar”, com o argumento que todos somos responsáveis – mentira descaradíssima -, do que o controle, o rigor e, sobretudo, a disciplina. Este clima ameno faz-nos serenos, pelo menos nos deveres, já que quanto aos direitos somos os primeiros a reivindicar.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:14

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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