O meu ponto de vista

Março 09 2021

Não gostei do discurso de Marcelo Rebelo de Sousa na tomada de posse para o seu segundo mandato enquanto Presidente da República. Aliás, não é por acaso que o partido que mais encómios teceu foi o PS. Mesmo o BE e o PC não o criticaram, preferindo realçar os aspectos comuns.

O PR teve até a desdita de proclamar que não é legítimo criticar a maior parte das decisões que nos levaram a ser o pior país do mundo no combate à actual pandemia. Umas porque não se sabia o que hoje se sabe; outras porque todos fomos culpados. Contudo, mesmo que assim tivesse sido, muitas decisões houve que foram culpa, máxima culpa, dos governantes, como foi o caso da total desbunda do p.p. Natal. Não nos esquecemos que ele mesmo, dias antes daquela efeméride, afirmou que ia a vários jantares/ceias com os mais diversos familiares. Sim, bem sei que depois recuou, mas que foi dos primeiros a dar um péssimo sinal, isso é verdade.

Defensor da estabilidade? Com toda a certeza que deve ser, mas não a qualquer preço. É que tanta colagem cheira mal.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:35

Junho 24 2020

Gosto e procurei sempre alcançar maiorias, mas detesto unanimidades. Sou dos pensam que quando estamos todos a rumar para o mesmo lado, não iremos a bom porto, por muito que a rapidez imprimida à travessia seja substancialmente maior. A “carneirada” jamais foi o meu forte. Adoro divergências, desde que não sejam fracturantes.

Todavia, na actual conjuntura, parece haver conformidade quase absoluta entre o governo e o Presidente da República (PR). Imensas vezes Marcelo Rebelo de Sousa faz de primeiro-ministro e vice-versa. Aliás, a propósito do que parece uma nova vaga da pandemia, ainda hoje o PR parecia o chefe do executivo, tal era a ênfase colocada na defesa da posição governamental.

Ora, quando numa democracia não existem pesos e contrapesos algo vai mal. Quem acabará por ganhar são os extremos. É dos livros e não há como fugir-lhe. Bem sei que Marcelo Rebelo de Sousa, uma vez que tem o PSD no bolso, quer fazer quase o pleno nas próximas eleições presidenciais, abarcando, por isso, também o PS. Arrisca-se, porém, a ver o Chega! e o BE crescerem para além da sua legítima representatividade, já que muitas pessoas existem que não se reveem neste novo centrão.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:02

Junho 24 2020

Gosto e procurei sempre alcançar maiorias, mas detesto unanimidades. Sou dos pensam que quando estamos todos a rumar para o mesmo lado, não iremos a bom porto, por muito que a rapidez imprimida à travessia seja substancialmente maior. A “carneirada” jamais foi o meu forte. Adoro divergências, desde que não sejam fracturantes.

Todavia, na actual conjuntura, parece haver conformidade quase absoluta entre o governo e o Presidente da República (PR). Imensas vezes Marcelo Rebelo de Sousa faz de primeiro-ministro e vice-versa. Aliás, a propósito do que parece uma nova vaga da pandemia, o PR parecia o chefe do executivo, tal era a ênfase colocada na defesa da posição governamental.

Ora, quando numa democracia não existem pesos e contrapesos algo vai mal. Quem acabará por ganhar são os extremos. É dos livros e não há como fugir-lhe. Bem sei que Marcelo Rebelo de Sousa, uma vez que tem o PSD no bolso, quer fazer quase o pleno nas próximas eleições presidenciais, abarcando, por isso, também o PS. Arrisca-se, porém, a ver o Chega! e o BE crescerem para além da sua legítima representatividade, já que muitas pessoas existem que não se reveem neste novo centrão.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:58

Junho 24 2019

O que eles fazem para se manterem na crista da onda, no pináculo da simpatia, no ápex das sondagens? Vão a todas, sejam festas, vernissages, arruadas, cerimónias/inaugurações, eventos, etc., etc. Tiram, sem jamais se sentirem fatigados, selfies com tudo e com todos. Comem, ou fazem que comem, lambendo apenas, do mesmo prato que qualquer outro conviva. Bebem (menos, mas apenas por conveniência) da malga como o mais simples dos mortais. E sempre, sempre com um sorriso no rosto. Não fazem publicidade a qualquer marca de dentífrico, mas que têm jeito para isso é verdade.

Falo, como é evidente de Marcelo Rebelo de Sousa, o nosso excelso Presidente da República, mas não só. António Costa, por exemplo, anda ultimamente a tentar – sim porque apenas almeja tentar, já que não tem carisma para mais – imitar aquele. Ele são beijinhos, palmadas nas costas, sorrisos por tudo e por nada e até não foge de uma foto. Não acreditam? Vejam a fotografia publicada pelo Expresso de sábado passado, dia 21, em que aparece na missa, sufragada pelos mortos do grande incêndio de Pedrógão Grande de 2017, de mão dada com aquela que mais se insurgiu contra a ineficácia governamental e que é ainda presidente da Associação de Apoio às Vítimas, Nádia Piazza.

Outro facto: a noite passada, noite de S. João, o PR passou-a em Braga, onde até sardinhas assou. Por outro lado, o PM passou-a no Porto e se não assou sardinhas, pois só sabe fazer, em directo e em programa de TV, cataplana de peixe, pelo menos comeu-as no meio do povoléu, para regalo deste.

Foram convidados? Bem sei que sim. Todavia, a ida e as atitudes aí manifestadas não deixam de ter uma leitura política. E, olhem, que não é assim tão despicienda.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:43

Fevereiro 22 2019

No Verão quente de 75 e seguintes acompanhei - adorei até - a luta entre o MRPP e o PCP, aquele encabeçado pelo grande educador da classe operária, hoje falecido, Arnaldo Matos, e o segundo chefiado por Álvaro Cunhal. Então, as disputas – estou a ser meigo na linguagem – entre as respectivas juventudes estudantis nas assembleias do ensino superior raiavam o surreal, sendo ainda hoje contadas como piadas verdadeiramente dignas de antologia. Um dia destes narrarei algumas, sobretudo uma a que pessoalmente assisti no Jardim da Sereia, em Coimbra.

Lamento a morte de Arnaldo Matos, fundamentalmente pelo combate incessante que fez aos comunistas, a quem acusava de revisionistas. Agora afirmar, como Marcelo Rebelo de Sousa o fez, que aquele “foi um ardente defensor da liberdade” é demais, é ultrapassar o inexplicável. É conveniente recordar que Arnaldo de Matos era um convicto marxista-leninista e, sobretudo, maoista, o que, desde logo, o classificava como um seguro defensor da ditadura do proletariado, algo totalmente contrário à liberdade.

Nunca teve poder, por força das fraquíssimas votações nas sucessivas eleições, mas se, por mal dos nossos pecados, o tivesse tido, hoje seríamos uma segunda Coreia do Norte ou algo semelhante. Comparar isto com liberdade é, no mínimo, para não lhe chamar um nome feio, excesso de simpatia, o que o Presidente da República tem como registo contínuo, mas por vezes de uma forma exageradíssima.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:41

Janeiro 08 2019

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Ontem, no meu entendimento, a despropósito e sem necessidade, Marcelo Rebelo de Sousa interrompeu uma reunião para ver um pouco do novo programa de Cristina Ferreira, tendo-lhe, inclusive, telefonado parabenizando-a. Que haja selfies, beijinhos e abraços a todos e mais alguns, vá lá que não vá. Agora dando a primazia a uma apresentadora, por muito sucesso que tenha, já é demais. O alto cargo que ocupa também deve ser sinónimo de alguma prudência e, sobretudo, recato.

Hoje, por outro lado, ouvi uma senhora a queixar-se que a sua pensão era pouco mais de 260 €, tendo acrescentado que se não fosse a ajuda do marido morria de fome. Presumo que não saiba o significado de demagogia, mas que a exerceu lá isso é verdade. É que deliberadamente esqueceu-se de referir que jamais descontou, durante toda a sua vida activa, um cêntimo para tal fim.

Por último, ouvi a notícia, no Portugal em Direto da RTP,  que uma câmara do norte do país, salvo erro Paredes, inaugurou um complexo desportivo com piscina, sauna, massagem e jacúzi. Volto a repetir: piscina ainda compreendo. Contudo, as restantes valências a cargo de uma autarquia? A sério? O dinheiro dos contribuintes aplicado em massagens, sauna e …? A seguir, vão inserir-se no ramo do comércio a retalho, restauração, reparação automóvel, entre tantos outros?

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:05

Janeiro 24 2017

Já o outro dia aqui falei sobre o papel de Marcelo Rebelo de Sousa na vida política actual. Convenhamos que a ninguém convém um Presidente da República (PR) apático, introvertido, sorumbático, queixando-se de tudo e de todos, parecendo que nada deve a quem quer que seja, mas que todos lhe devem algo, em suma, fechado entre as quatro paredes do seu Palácio, à semelhança da Rainha de Inglaterra. Não, repito, não é isso que os portugueses esperam de um PR, tanto mais que é eleito por sufrágio directo e unívoco por todos nós, o que lhe dá uma legitimidade acrescida.

Todavia, uma coisa é alguém apático e sobrecarregado de um simbolismo já balofo e em desuso. Outra, porém, é um PR travestido em primeiro-ministro, intervindo em áreas da competência exclusiva do executivo, com a agravante de se colocar de um dos lados da contenda política em que a democracia, tal como o ocidente a concebe, é rica e em permanente acção.

O PR deve, como a Constituição preconiza, ser um árbitro e jamais um jogador de uma das equipas, por muito que uma delas tenha o poder temporário de gerir os destinos dos portugueses. Ora, na entrevista que domingo p.p. deu à SIC, o Presidente da República ao apoiar as mais recentes medidas governamentais, ao elogiar as mais variadas acções promovidas pela “geringonça” – minoração do défice, reforço da concertação social, descrispação, diminuição do desemprego, reestruturação pacífica da dívida, entre outros – está, como é claro, a colocar-se de um dos lados da barricada, tanto mais que existem muitos portugueses a pensar que tais medidas não são assim tão favoráveis como se apregoa. Bem pelo contrário.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:03

Janeiro 06 2017

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Agradável, divertido, sorridente, moderno, popular e emotivo. Marcelo Rebelo de Sousa (MRS) é, como pessoa, o oposto dos seus antecessores e sobretudo de Aníbal Cavaco Silva. Sempre o foi e, nestes primeiros meses desde que chegou ao Palácio de Belém, mostrou que também quer ser o contrário dos seus antecessores no exercício da função presidencial, apesar de alguns terem uma tendência constante de o comparar única e exclusivamente com o que o precedeu. A memória é curta e em política ainda o é mais

É incomparavelmente mais aberto do que os seus antecessores, que, por vezes, até pareciam ter receio de falar com as pessoas comuns. Ao invés, o actual PR nada como peixe na água no meio do povo. Foi um ilustre professor de Direito, mas isso não o impede de partilhar anedotas e episódios engraçados com os mais humildes, de os ouvir e falar com eles a mesma linguagem de modo que todos compreendam.

Sem dúvida que é um homem afectuoso e simultaneamente muito inteligente. Porém, como não há bela sem senão, muitas vezes, por voluntarismo ou nem tanto como isso, extravasa as suas funções, intrometendo-se na esfera governativa, mais parecendo chefe do executivo que primeiro magistrado da Nação. A sua costela de comentador, que tarda em desaparecer – será que alguma vez o vai abandonar? – leva-o a analisar tudo e todos, amealhando tempo de antena que qualquer outro político gostaria de simplesmente de lhe roçar os pés.

O seu lado frenético e impulsivo demanda-o a querer estar em todo o lado. Do ex-Presidente e fundador do PS, contava-se em tempos, e em termos de anedota, que Deus estava em todo o lado, mas Mário Soares já lá tinha estado. Por isso MRS nunca cumpre a sua agenda oficial. Quando os jornalistas, que cobrem os seus actos, contam ir a dois ou três eventos, no final do dia contabilizam sempre o dobro, senão o triplo.

Bem sabemos que, em termos de popularidade, ninguém rivaliza com ele. Todavia, sei por experiência própria que agradar a gregos e a troianos é impossível. Até Jesus - de quem um dia afirmou que nem que descesse de novo à Terra seria líder do PSD, acabando por ser desmentido por ele próprio -, até Jesus, repito, que foi o Santo que foi não conseguiu agradar a todos, como pensa ele conseguir?

Depois, com toda a franqueza, se existem coisas de que não gosto é da ausência de agradecimento. Bem sei que depois de eleito passou a ser o Presidente de todos os portugueses. E que não deve ter uma postura de facção aceito e aplaudo. Todavia, andar constantemente com este governo ao colo, com encómios perfeitamente desnecessários e, acima de tudo, com a depreciação da actuação do anterior governo, como foi a sua análise relativa ao feriado do 1º de Dezembro, também é demais.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:02

Setembro 16 2016

Quando encostado às tábuas, quando encurralado, qualquer ser tenta a fuga sem procurar saber qual o melhor modo de o fazer. Como é evidente o homem não foge a esta regra. Veja-se o caso de José Sócrates.

Depois de ter colocado o país à beira do precipício e posteriormente começar uma faustosa vida sem que ninguém descortinasse de onde vinham os meios para levar tal, a justiça iniciou o cerco e, apesar de mais vagarosa do que todos desejavam, tem vindo a acumular indícios fortes de culpabilidade, ainda que as respectivas provas sejam – ninguém duvida – extremamente difíceis de obter.

E o que tem vindo a fazer o ex-primeiro-ministro? Dispara, sempre que pode, em todas as direcções, com um azedume que roça o desespero. É vê-lo, então, a dar tiros tentando atingir não pequenos botes mas autênticos porta-aviões, começando pelo juiz Carlos Alexandre, passando pela Procuradora Geral da República e terminando na primeira figura do Estado, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Lamento tal postura, uma vez que não vê que os disparos que dá são nos próprios pés!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:59

Julho 04 2016

Marcelo vê o actual e o ex-primeiro-ministro de candeias às avessas e mesmo assim o elogio à postura de ambos é constante.

Marcelo encontra-se, por acaso e sem acaso, com António Costa e lá sai elogio.

Marcelo está no mesmo local que Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, e o elogio sai de imediato.

Marcelo encontra-se, sem contar, com José Sócrates e, para não variar, o elogio é público e publicado.

Bem, há pessoas que, invariavelmente, vêm o copo meio vazio. Outras, porém, vêm constantemente o copo meio cheio. Marcelo, até que o estado de graça dure, está sempre com estas últimas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:25

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