O meu ponto de vista

Maio 30 2018

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Num tempo em que de manhã é Outono, à tarde quase Verão e à noite Inverno, sem que se vislumbre a Primavera, não admira suspirarmos por outros ares. Assim, impõem-se as saudades do Verão, de modo a que, ainda que subjectivamente, possamos apreciarmos tudo o que de bom a vida nos tem para dar.

E proclamar nostalgias do Verão, que nunca mais chega, é falar do campo e mar, de ruralidade - com as suas festividades e manifestações mais ou menos naïfs -, sem esquecer o urbanismo citadino que também nos atrai e tem o seu encanto.

Já agora, a melancolia que este tempo nos dá leva-nos para longe do cosmopolitismo e do romantismo. Porém, como o contraditório é uma marca indelével no nosso quotidiano, tal também nos traz a reflexão sobre o realismo, a história e a modernidade, a tradição e a inovação.

Residentes ou simplesmente de passagem por este “canto” importa possuir uma faceta multifacetada e cativante de modo a ver o óptimo onde a maioria observa o péssimo. Por isso, é sempre possível deixar-se seduzir por tudo o que nos rodeia e simultaneamente fazer história a cada esquina que dobramos, renovando, deste modo, a paisagem a cada passo, mesmo que entre vales e colinas não consigamos enxergar o mar.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:59

Maio 05 2017

Nas margens do rio, bem pertinho da foz e junto a Alfomelos, aldeia onde nasceu, Mariana vai salgando a conversa. Dá sede. O que, por sua vez, proporciona a vontade de saber mais e mais de uma vida que parece sempre nova a cada frase, a cada desafio, como naquele dia em nasceu.

Nunca pensou sair daqui. Aliás, nem gosta de pensar nisso. Vai vivendo a vida dia-a-dia. É um pé à frente do outro. E a vida não é uma metáfora. A maior parte do dia de Mariana, a mulher que quis mudar Alfomelos, é para se reconfigurar consigo própria.

É missão. Juntou-se a vários grupos e foi neles que encontrou a força para recomeçar todos os dias e é através deles que quer continuar a dar a mão a quem chega.

Gosta de ver os barcos. Não que sinta desejo de embarcar em qualquer um deles, mas simplesmente da beleza que o recorte das águas produz. Contudo, agora decidiu embarcar num. Não, não é contradição. Este é feito de esperança. É o barco do amor.

Mariana solta as amarras e nesses momentos deixa o rio, o sol, os amigos e a família, e parte para aquele cantinho só deles, lá longe, a norte.

Sabes o que andas a fazer? Responde com redobrada alegria:

- Ainda não sei bem. Ou melhor, até sei … vivo intensamente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:04
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Janeiro 20 2017

Todos temos as nossas paixões. Para muitos o mar, de Inverno e sobretudo no Verão, é insubstituível. A paixão pelo mar foi, desde sempre, um símbolo e uma fonte de inspiração. O mar encanta e desafia, testa os limites, a coragem e a capacidade de qualquer um. Aliás, não é por acaso que, ao longo da história, o mar criou em todos nós, os portugueses, valores de respeito, dinamizou fontes de conhecimento e se fez familiar.

Portugal está a crescer. Por um lado, temos empresas dinâmicas, financeiramente sólidas, que se afirmam pelas suas estratégias de inovação e capacidade de internacionalização. Por outro, temos tido governos que têm sabido capitalizar o melhor que temos cá dentro e a sagacidade de mostrar ao mundo o nosso valor. Estes, sem excepção, têm tido o cuidado de ouvir o povo e tudo têm feito para criar ou remodelar serviços com vista a facilitar-lhe a vida.

Não menos importante é termos cidadãos bem formados e informados, os quais levam a imagem de Portugal e de tudo o que fazemos além-fronteiras - e não só … -, contribuindo para o desenvolvimento do país.

Eis uma pequena resenha do que penso e do que não penso. Adianto, ainda, que em alguns aspectos qualquer semelhança com a realidade não passa de mera coincidência.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:37

Maio 24 2016

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 À medida que percorro o passeio ribeirinho, coloco os olhos na calçada: as pedras negras e brancas sugerem as linhas que um velho lobo-do-mar riscou na areia da praia, para contar uma aventura imensa que envolve heróis e fantásticas figuras marinhas, tempos de bonança e de tempestades, histórias felizes e cruéis.

Levanto o olhar e reparo nos barcos que ainda persistem na praia, voltados de casco para cima, porque a faina do mar começou muito cedo. Reparo na tez morena de quem enfrenta o sol, o vento e o ar marítimo, as tempestades, as ondas, a força de quem puxa as redes do mar fundo…

A hora do almoço aproxima-se e começo a sentir o aroma do peixe na grelha, dos petiscos e das caldeiradas que apuram ao lume. A um deles nos dirigimos …

Depois, é tempo de voltar à estrada. Os pinheiros mansos descem ao longo da encosta da colina, ensombrando os caminhos de terra que culminam num talude, feito de troncos de madeira, que alongam o caminho a perder de vista. A separar-nos da estrada, do lado direito, há canteiros de flores e plantas aromáticas, típicas das regiões mediterrânicas.

De vez em quando o rio espreita por entre as casas construídas ao longo da costa, onde as águas e o mar já se misturam. E, chegados ao fim do dia, numa das casas repousamos.

A noite, sim a noite, essa é apenas nossa!!!

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:44

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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