O meu ponto de vista

Fevereiro 13 2019

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(imagem retirada daqui)

À porta do Ministério da Educação, na Av. 5 de Outubro, foi encontrado um recém-nascido abandonado. O bebé foi acolhido e alimentado pelos funcionários que decidiram dar conhecimento do assunto ao Ministro da Educação.

Passados oito dias, é emitido o seguinte despacho, dirigido ao Secretário de Estado:

“Forme-se um Grupo de Trabalho para investigar:

  1. a) Se o «encontrado» é produto doméstico deste Ministério;
  2. b) Se algum funcionário deste Ministério tem responsabilidades neste assunto."

 

Após um mês de investigação, o Grupo de Trabalho, conclui:

«O encontrado» nada tem a ver com este Ministério pelas razões seguintes:

“1 - Neste Ministério não se faz nada por prazer nem por amor;

2 - Neste Ministério jamais duas pessoas colaboram intimamente para fazerem alguma coisa de positivo;

3 - Neste Ministério tudo o que se faz não tem pés nem cabeça;

4 - No arquivo deste Ministério nada consta que se tivesse terminado em apenas 9 meses.”

 

Adenda: texto que me foi enviado por email, o qual mudei cirurgicamente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:05
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Março 10 2014

Todos conhecemos a redacção feito por um(a) aluno(a), não sei da antiga escola primária ou do primeiro/segundo ciclo actual, sobre a importância da vaca. Digo conhecemos uma vez presumir que, por email, ou de forma impressa, poucas pessoas haverá sem ter conhecimento da mesma. Aliás, esta composição esteve em bastante relevo aquando da ida aos Açores, em 2012, de Cavaco Silva, pois este, referindo-se às famosas vacas açorianas, afirmou “que até pareciam que estas estavam a sorrir com o agrado com a sua visita”.

Ei-la, então, na sua forma original:

A Vaca é um mamífero.

A Vaca tem 6 lados: o da direita; o da esquerda; o de cima; o de baixo; o de trás, que tem um cabo o qual tem um pincel pendurado. Com este pincel espantam-se as moscas para que não caiam no leite.

A cabeça serve para que lhe saiam cornos e também porque a boca tem de estar em algum lado. Os cornos são para a Vaca combater com eles. Pela parte de baixo tem leite, está equipada para que se possa ordenhar. Quando se ordenha, o leite vem e não para nunca! Como é que se desenrasaca a Vaca, nunca compreendi. Mas o leite cada vez sai com mais abundância.
O marido da Vaca é o Boi. O Boi não é mamífero. A Vaca não come muito, mas o que come, come duas vezes, ou seja, já tem bastante!

Quando tem fome muge, quando não diz nada é porque está cheia de erva por dentro. As suas patas chegam ao chão. A Vaca tem o olfacto muito desenvolvido, pelo que se pode cheirá-la desde muito longe. É por isso que o ar do campo é tão puro.

Agora, tentando parafrasear alguém, rematarei com a seguinte pérola: amanhã, dia soalheiro, como será bom, logo de madrugada, colocar as mãos nas tetas da vaca, ordenhá-la e beber o seu leite.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:12

Janeiro 22 2013

Hoje quero reivindicar. Caramba, também tenho esse direito! Assim, quero o meu ordenado por inteiro, bem como os subsídios que há muito estavam contratualizados. Ah, e sem esquecer que o aludido ordenado e subsídios devem vir acompanhados da devida correcção monetária, uma vez que desde há três anos que não vemos qualquer acrescento, pelo menos igual à inflação. Bem pelo contrário. A última ocorreu com José Sócrates, em 2009, e isso deixa-me uma imensa saudade deste grande estadista, que o país tão mal tratou e, invejosamente, ainda trata.

Aliás, não é por acaso que o seu sósia, a outra cara-metade – leia-se António José Seguro -, está em alta nas sondagens e já fala em formar governo, prometendo, inclusive, grandes surpresas neste campo. Ora, tomem lá que é de graça e, sobretudo, porque a memória do povo é curta!

Mas voltando às vindicações, solicito mais crédito – de preferência a juros baixos ou a fundo perdido, não importando para quê ou porquê – ou, um dia destes, entro em greve. E se não entrar em greve, pelo menos participarei na próxima manifestação dos indignados, da geração à rasca ou em outra qualquer.

Por outro lado, igualmente quero trabalhar menos horas, uma vez que a vida deve ser uma evolução positiva, isto é, laborando cada vez menos e ganhando cada vez mais. É que se pensarmos um pouco, foi assim que se construiu a actual sociedade. Para isso basta recordarmo-nos da evolução da força do trabalho durante o feudalismo, passando pela era industrial e acabando na modernidade: mais e mais direitos e menos, muito menos, deveres.

Afirmo e reafirmo que não quero saber da crise para nada, já que nada contribuí para a mesma. E isto se acreditar que existe crise, pois algo me diz que tal não passa de uma invenção dos capitalistas e, essencialmente, da direita neoliberal, para nos conter no que concerne às nossas mais que justas lutas. Já dizia alguém: “a quem devo que espere, a quem me deve que pague”. Rapidamente e com juros, acrescento eu.

Não posso esquecer e, nesta ordem de ideias, reivindico o fim da desvalorização forçada da mão-de-obra, só desejada por quem espreita a oportunidade de enriquecer – malditos argentários -, pois tal terá um efeito devastador na nossa economia e acabará por atingir as próprias instituições financeiras – era bem feito(!) –, as quais, no fundo, estão por trás, e já agora, pela frente e pelos lados, de tal solução. Por isso, há que voltar aos tempos do PREC e da unicidade sindical, já qua a UGT, como central social-fascista, mais não faz que fretes a este (des)governo.

Mais: exijo, por ser imperioso e amanhã já ser tarde, a constituição imediata de um verdadeiro governo de esquerda, mesmo que o povo, em eleições, não vote nos ditos partidos de esquerda, seja esta caviar ou não. Acima de tudo, quem manda é o povo na rua. Esta coisa de eleições, sempre foi e será uma coisa aberrante, inventado pela democracia burguesa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:10

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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