O meu ponto de vista

Outubro 31 2017

A forte aceitação manifestada pelos leitores, se, por um lado e em primeira análise, diz que estou, globalmente, certo (!!!) da filosofia e na metodologia adoptadas, por outro, encerra uma ideia, não menos importante, de participação e interesse dos mais directos intervenientes por esta novel e complicada fase que resolvi, recentemente, encetar.

Escrever essencialmente sobre educação, em face do cariz enciclopédico de tal tarefa, não diz tudo sobre o modo de estar e ser no ensino, tanto mais que a linha orientadora de fundo foi sempre a procura do caminho menos linear, é falar sobre a resposta atractiva de quem tem por missão – p.f. não confundir com missionarismo – ensinar e o gosto de aprender.

Evidentemente, nunca foi fácil e agora muito menos. Todas as propostas agora e então apresentadas não se limitam, nem alguma vez se limitaram, a relatar meras experiências. Consubstanciam, sim, o pensar resultante de uma forte maturação e da evidente aplicação prática.

As dificuldades são muitas, assim como é elevada a vontade em as ultrapassar. Apostar numa aprendizagem diferente, sadia e descomplexada, emprestando, simultaneamente, uma enorme dignidade na forma e conteúdo do trabalho desenvolvido, repudiando o facilitismo encerrado na pedagogia do eduquês, tanto do agrado dos pseudo-cientistas da educação.

Uma palavra final, muita sincera, de gratidão para todos aqueles que de uma forma ou de outra aceitam a palavra dos mais velhos, denotam uma querença na aprendizagem, independentemente das suas dificuldades, e, sobretudo, por saberem que apesar de abertos às múltiplas “inovações” que diariamente os cercam, sabem que “nada se cria, tudo se transforma”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:27

Dezembro 09 2016

Foi por amor e posterior casamento que António Branquinho, beirão abastado e com gosto pela vida, arrancou Julieta Morais das fragas transmontanas. É um homem com mundo, mas bem agarrado à terra. Nunca lhe deu para sair dali. Melrose é o seu refúgio, explica ele, com a força de um facto natural.

É um mestre em propaganda e publicidade. António diz-nos que a Romaria de S. João de Melrose é a maior de Portugal. É conveniente não discutir, pois é a forma calorosa de nos convidar, pois os melrosenses adoram receber. E vale a pena entrar na festa. Pelo menos uma vez na vida. Só não se recomenda a quem tem fobia a multidões, foguetes e música a rodos.

Quando faz sol, Melrose brilha em luz tão intensa que se confunde com o céu e o rio. Mas isso é só o lado visível. A alma colectiva cintila ainda mais. As raparigas de Melrose dão corpo ao mito, com fama e proveito, de serem as mais belas de Portugal. O exibicionismo, quase insolente, a elas fica-lhes bem. E atraem multidões!

Nos últimos vinte anos, a vila cedeu finalmente ao pedido de namoro do rio. Muros e grades foram derrubadas e os espaços adjacentes devidamente ajardinados. Passear em Melrose é um dever e, então, no Bairro dos Álamos é um exercício indispensável para quem quer conhecer o espírito dos melrosenses. Têm, neste velho bairro, aberto muitas tabernas e restaurantes. Outros ganharam vida nova, como o Refúgio, mais conhecido pela “Tasca do Ti Alberto”.

Já não são apenas os homens do campo que frequentam assiduamente aquele antigo aglomerado habitacional. Locais e visitantes – estes, por vezes, excessivamente – ali se reúnem para saborear uns enchidos, uns queijinhos e outros petiscos de ocasião.

O António, esse continua enamorado pela sua Julieta. Porém, apesar dos setenta e muitos, é incapaz de não virar a cara e arregalar o olho à passagem de uma rapariga bonita. Diz que há-de ser sempre assim e que se Deus lhe deu dois olhos foi para apreciar as coisas belas. E beleza aos montes e por montes tem aquela terra. Depois, acrescenta, a minha cachopa – é assim que trata a mulher – agora já não se incomoda. Sabe que sou cão que ladro mas não mordo. Porém, é incapaz de não acrescentar a palavra "infelizmente"!

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:42

Fevereiro 12 2016

Porque queres andar ou continuar a andar comigo? É a pergunta de ouro, sacramental até, que qualquer mulher faz a um homem. Parece demasiado óbvia, mas nem sempre lhe atribuímos a devida importância e muito menos há os que verdadeiramente sabem como responder.

Quer se trate de uma conversa olhos nos olhos, por telefone ou por outro meio qualquer não há como lhe escapar. O objectivo de quem indaga é tão básico quanto a questão parece ser a uma primeira análise – perceber o que leva o outro a querer andar com ela -, mas esta pode ser uma pergunta com “rasteira”.

Qualquer mulher sabe que um parceiro (ou candidato a tal) entusiasmado com a (eventual) relação, comprometido com os resultados, como hoje se costume dizer por tudo e por nada, é “produtivo” e, sobretudo, fiel. Na prática, e traduzindo isto por “miúdos”, um homem dedicado, “trabalhará” bem e será, o que é, certamente, a cereja em cima do bolo, muito pouco permeável à mudança para outra(s).

Ora, é isto tudo que um homem tem de demonstrar na resposta à questão acima formulada. Simples? Não, de todo. Dizem os entendidos que, para não parecer demasiado ansioso, genérico ou inócuo, a resposta exige sinceridade, destreza e rapidez, ainda que relativamente à primeira se possa ser o maior mentiroso do mundo. Mas como dizem que mais vale parecê-lo que sê-lo …

Fazer, nem que pela primeira vez, ou continuar a fazer uso dos tradicionais “chavões”, aludindo à beleza extraordinária, ao carácter excepcional, à postura de deusa é meio caminho andado para o desastre. Qualquer mulher gostará de perceber, antes de mais, que investiu e/ou investirá o seu tempo a conhecer aquela pessoa, a analisá-la e interpretá-la ao ponto de poder responder, com clareza, onde é que a interligação se traduz numa vantagem para si.

Neste processo deve, contudo, ter alguns cuidados da delimitação da informação que pode focar e naquela onde não deve entrar numa primeira abordagem. Nesta aponte, essencialmente, a questões ligadas à cultura geral, ao sector de actuação pessoal (o que faz, o que presta e o que cativa neles), a filosofia e a missão que o acompanha e as oportunidades de crescimento que oferece. Abordar questões como sejam, por exemplo, gestão de dinheiros, cuidado dos filhos e problemática de férias pode levar a mulher a pensar que está mais interessado na componente financeira do que nela propriamente. Deixe esses aspectos para ulteriores conversas ou para momentos antecedentes a uma efectiva ligação.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:49

Junho 17 2011

Asseguro-vos. Hoje vai ser diferente. Antes de mais, como diz o meu horóscopo – não que acredite nestas coisas, mas … não vá o diabo tecê-las(!!!), - hoje é o momento de paragem, de encontro comigo mesmo, de consciencialização, de focagem, de clarificação, de desenvolvimento de estratégias e de reforço de confiança.

Assistir – na verdadeira acepção da palavra - à potenciação do processo é a minha meta para hoje. Por isso, vou deixar que se estabeleça um clima de confiança, de empatia, de acolhimento, mas também de responsabilização e de comprometimento, sem “mexer uma palha”.

Hoje, acima de tudo, através da escuta activa, de perguntas adequadas, de feedback, facilitarei a auto-descoberta dos outros, aumentando os seus níveis de motivação. Porém, para que estes alcancem os seus desejos – alguns nem às paredes os confessam – é necessário que estejam orientados para os objectivos e, sobretudo, abertos à mudança. Em suma, é imprescindível que interiorizem que são os próprios a possuir as respostas e somente eles se podem obrigar.

Por isso, hoje, procurarei trabalhar o meu equilíbrio pessoal, de modo a encontrar a maturidade e a propensão para a qualidade, ou seja, escutar o mais profundamente possível, usar a intuição, respeitar os outros, não julgar e não criticar.

Hoje, abordarei, pela ênfase mais humanista, o homem que sou, em que a estabilidade passará certamente e necessariamente pelo equilíbrio das diferentes áreas de vida, possibilitando, desta forma, um maior compromisso e empenhamento.

Mais do que dar conselhos ou respostas, facultarei aos outros a colocação de perguntas adequadas ao momento e à situação, de forma a elevar o nível de consciência dos mesmos, clarificando o objectivo, a estratégia, aumentando os níveis de motivação.

Aliás, esta atitude será transversal no trabalho, na relação com a família e com os amigos.

Será que conseguirei? Depois vos direi!

publicado por Hernani de J. Pereira às 12:35

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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