O meu ponto de vista

Fevereiro 14 2019

Tem estado e vai continuar a estar na ordem do dia a igualdade de género. Por exemplo, a questão das quotas é considerada por uns como discriminação positiva, enquanto para outros é factor de injustiça.

Apesar da falta de consenso, é inegável que o tema da diversidade e inclusão deve ser analisada. É por demais evidente que na maioria das instituições públicas e até privadas considera que aplica medidas de promoção de igualdade entre homens e mulheres. Estas medidas focam-se, sobretudo, na oferta de oportunidades iguais de progressão de carreira e igualdade salarial.

Por outro lado, é bom registar que ao longo da última década demos passos importantes no recrutamento de mulheres para cargos de direcção. A realidade do mercado de trabalho tem vindo a evoluir lenta mas inexoravelmente. O papel da mulher na sociedade ganhou novos contornos e existe uma cada vez maior valorização da sua contribuição para as mais diversas organizações.

Todavia, acima de tudo, acredito ser importante olhar para as competências, experiência e know how dos indivíduos. A contratação e a progressão devem basear-se numa análise objectiva da qualidade profissional dos candidatos e do valor acrescentado que efectivamente aportarão para a organização, colocando de parte qualquer discriminação, positiva ou negativa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:22

Abril 29 2016

O texto que se seguirá, falará essencialmente da mulher. Todavia, pode ser lido independente do género. Por isso, quem assim o entender, onde está escrito mulher pode ler homem. Feito o aviso prévio à navegação, vamos à reflexão que hoje me anima.

As mulheres não se escolhem nas revistas ou em páginas dos jornais, isto apesar de saber que proliferam por esse vasto mundo da Web imensos sítios onde se podem catrapiscar. Mesmo que o mediatismo de determinada mulher possa gerar a ilusão de ser, automaticamente, e sem qualquer processo de comparação prévia com outras, aquela tal, a especial, não é conveniente ir por aí.

Conseguir a mulher dos nossos sonhos não é matéria fácil e, na maior parte das vezes, tal só acontece cirurgicamente e quando pensado ao detalhe, exigindo estudo, paciência e, sobretudo, assertividade elevada a um exponencial muito alto.

O desafio para o homem é ser seleccionado o melhor de entre os melhores. Focalização na beleza, ainda que esta seja relativa? Ser, simultaneamente, carinhoso e másculo? Estar orientado para a afectividade, para a visão do conjunto ou da parceria, para a criatividade e inovação, bem como para a resiliência? Bem, são muitos os factores a ter em conta e bastante complexos, tanto mais que não se podem comprar em qualquer farmácia.

Ora, sabendo que não vêm com livro de instruções, que cada uma é um ser especial, i.e., que de estandardização não têm nada, que se acham o centro do mundo, por esta pequena amostra se vê que é tarefa ingrata aquela que espera o homem.

Não há milagres, nem fórmulas de sucesso. Há, sim, muito trabalho e dedicação, abundante investimento de tempo e de espera. A empresa americana de pesquisa, Stanton Chase, identifica que a escolha da mulher certa implica considerar sempre, pelo menos, o conhecimento de 40 possibilidades. Desafortunado de mim, pois nem à quarta parte cheguei. Bem, como dizia em tempos alguém, “não é coisa de que me deva orgulhar”!!!

Por outro lado, as boas competências reveladas por um homem, “técnicas” e comportamentais, são relevantes, mas o fundamental é que saiba manter-se atractivo aos olhos dela. Dito de outo modo: não basta ter low prolife, mas sim com o ser reconhecido entre pares, ter consolidado prestígio em áreas de intervenção paralelas, como a responsabilidade social e possuir o “saber estar e ser” em qualquer circunstância. Sublinho qualquer circunstância!

Finalizo com uma máxima: um homem se tem razão deve calar-se; se não tem deve pedir desculpa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:58

Fevereiro 12 2016

Porque queres andar ou continuar a andar comigo? É a pergunta de ouro, sacramental até, que qualquer mulher faz a um homem. Parece demasiado óbvia, mas nem sempre lhe atribuímos a devida importância e muito menos há os que verdadeiramente sabem como responder.

Quer se trate de uma conversa olhos nos olhos, por telefone ou por outro meio qualquer não há como lhe escapar. O objectivo de quem indaga é tão básico quanto a questão parece ser a uma primeira análise – perceber o que leva o outro a querer andar com ela -, mas esta pode ser uma pergunta com “rasteira”.

Qualquer mulher sabe que um parceiro (ou candidato a tal) entusiasmado com a (eventual) relação, comprometido com os resultados, como hoje se costume dizer por tudo e por nada, é “produtivo” e, sobretudo, fiel. Na prática, e traduzindo isto por “miúdos”, um homem dedicado, “trabalhará” bem e será, o que é, certamente, a cereja em cima do bolo, muito pouco permeável à mudança para outra(s).

Ora, é isto tudo que um homem tem de demonstrar na resposta à questão acima formulada. Simples? Não, de todo. Dizem os entendidos que, para não parecer demasiado ansioso, genérico ou inócuo, a resposta exige sinceridade, destreza e rapidez, ainda que relativamente à primeira se possa ser o maior mentiroso do mundo. Mas como dizem que mais vale parecê-lo que sê-lo …

Fazer, nem que pela primeira vez, ou continuar a fazer uso dos tradicionais “chavões”, aludindo à beleza extraordinária, ao carácter excepcional, à postura de deusa é meio caminho andado para o desastre. Qualquer mulher gostará de perceber, antes de mais, que investiu e/ou investirá o seu tempo a conhecer aquela pessoa, a analisá-la e interpretá-la ao ponto de poder responder, com clareza, onde é que a interligação se traduz numa vantagem para si.

Neste processo deve, contudo, ter alguns cuidados da delimitação da informação que pode focar e naquela onde não deve entrar numa primeira abordagem. Nesta aponte, essencialmente, a questões ligadas à cultura geral, ao sector de actuação pessoal (o que faz, o que presta e o que cativa neles), a filosofia e a missão que o acompanha e as oportunidades de crescimento que oferece. Abordar questões como sejam, por exemplo, gestão de dinheiros, cuidado dos filhos e problemática de férias pode levar a mulher a pensar que está mais interessado na componente financeira do que nela propriamente. Deixe esses aspectos para ulteriores conversas ou para momentos antecedentes a uma efectiva ligação.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:49

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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