O meu ponto de vista

Fevereiro 19 2020

No ensino continua "tudo como dantes, quartel-general em Abrantes”. O não-ministro, Tiago Brandão Rodrigues, não dá a cara quase por nada, surgindo apenas quando convocado obrigatoriamente, como é o caso das audiências na AR, e apenas para dizer as banalidades do costume. As escolas, fazendo das tripas coração, lá vão empurrando o barco, mais ao sabor dos ventos do que por objectivos previamente traçados.

Os professores e auxiliares são agredidos, bem como a violência intra-discentes aumenta assustadoramente. É um facto relatado diariamente. E que diz o ME? Assobia para o lado, ou, quanto muito, manda dizer ter planos para combater tal flagelo, sem jamais revelar quais.

Por outro lado, os sindicatos, sempre na defesa dos direitos dos seus dirigentes, perdão dos professores, claro está, marcaram uma jornada de luta/greve às avaliações intercalares que, eventualmente, decorram durante a interrupção do Carnaval, leia-se dias 24 e 26 próximos. Não digo que não existam escolas que não tenham marcado aquelas actividades para estes dias, mas não tenho a menor dúvida que serão uma minoria dentro de uma escassíssima minoria. Aliás, ontem, em conversa na sala de professores, dezenas de colegas afirmaram desconhecer qualquer escola nessas condições, com excepção de uma – só confirma a regra – que apontou Vouzela. Já agora, a ser verdade é condenável.

Importa, por isso, reafirmar que gastar munições para nada, ou melhor, para quanto muito dar prova de vida, não é só sinónimo de incompetência, é também sinal de estupidez.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:19

Outubro 03 2018

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O grau de exigência crescente dos cidadãos deve ser considerado como a razão principal para que as instituições sejam estimuladas a responder eficazmente às expectativas e necessidades dos usuários.

Assim, a resposta das instituições, sobretudo as públicas, deve, pois, ser entendida como uma capacidade que estas devem ter no sentido de ir ao encontro, superando, se possível, as necessidades e expectativas que os cidadãos desenvolvem, felizmente cada vez maiores, relativamente a anteriores episódios de contacto com a realidade.

Contudo, este conceito deverá integrar também a capacidade de satisfazer as expectativas das organizações e da população residente, i.e., o meio envolvente, minimizando todo o tipo de impactos negativos que possam surgir ao longo do processo de desenvolvimento.

O anteriormente exposto, no meu modesto entendimento, assenta que nem uma luva na actual luta dos professores. Não basta encetar formas de luta para alcançar objectivos mais que justos. Há também, sem margem para dúvidas, que esclarecer a opinião pública e essencialmente a publicada – uma condiciona a outra e vice-versa - sobre os porquês de tal desiderato. Caso contrário, a derrota será, à priori, mais que certa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:26

Junho 19 2018

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Durante as últimas décadas, os sucessivos governos, mas sobretudo a sociedade, usaram e abusaram dos professores, assim como das respectivas mais-valias, sem se preocuparem com a degradação junto da opinião publicada - p.f., não confundir com opinião publicada. A preservação do património natural/científico/tecnológico, pertencente inequivocamente à docência, foi lançada “às urtigas”. Tempos não muito longínquos, senão mesmo agora, todos os agentes sociais se arvoravam no direito de ser leccionadores de tudo e mais alguma coisa. Mais: o métier de tal era perfeitamente desvalorizado, inclusive pelos próprios. Quem não se recorda de haver instrutores a gabarem-se de somente trabalhar uma dúzia de horas por semana e ter três meses de férias?

Portugal enfrenta, hoje-em-dia, os desafios de um ensino característico de qualquer país subdesenvolvido, por muito que os nossos governantes digam o contrário. A eficácia da resposta pressupõe profundas alterações no estilo de vida e nos modelos de desenvolvimento vigentes, o que implica uma mudança clara de atitudes e a adopção de comportamentos que permitam estabelecer uma relação mais saudável e equilibrada com a sociedade.

Cada um de nós representa uma peça do puzzle e, através de pequenos gestos diários, podemos desempenhar o papel que nos cabe: prevenção e minimização dos riscos quanto ao analfabetismo. Sim, porque nos dias que correm não basta ler e escrever. A interpretação de um simples mapa é uma dificuldade sentida e sinónimo daquele.

Por isso, a presente luta dos professores - apesar de não me tocar monetariamente, uma vez já estar no último escalão – deve ser uma batalha de toda a sociedade, i.e., alunos, pais e restante comunidade. Somente com docentes “presenteados” com um estatuto condigno – condições de trabalho, salário, respeito, força e dedicação – poderá elevar o país mais alto. Alguém tem dúvidas que se queremos ter bons médicos, engenheiros, advogados, gestores, etc., etc., temos que lhes dar mestres de bem consigo próprios e com o mundo que os rodeia?

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:05

Junho 12 2018

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Como já escrevi várias vezes, este governo prometeu tudo e mais alguma coisa. Umas vezes explicitamente, outras implicitamente e outras ainda dizendo nim, i.e., empurrando com a barriga o problema para a frente, facto aliás muito corrente nesta geringonça, na vã esperança que posteriormente surgisse uma solução ao fundo do túnel ou então que o mesmo se desvanecesse.

António Costa e o seu delfim Mário Centeno não se cansaram de proclamar aos quatros ventos que o fim da austeridade era um facto indesmentível, que havia dinheiro para a saúde, educação, justiça, etc, sem esquecer o aumento de pensões, descongelamento de carreiras na função pública e, como é óbvio, o consequente aumento dos salários. Em suma, esta era uma nova era e tínhamos um governo, acima de tudo, dialogante e pronto a estender a mão aos que dele se abeirassem.

O caso dos professores é paradigmático. Diálogo mensal, sorrisos a toda a hora, portas escancaradas do ME para as reivindicações há muito engavetadas e esperançosas de surgirem à luz do dia. Todavia, passada fase da empatia mútua, eis que surge a verdadeira face deste governo. Por isso, António Costa, à semelhança de Victor Gaspar, ex-ministro das Finanças de Passos Coelho, também disse com voz grossa “não há dinheiro”. Ponto final parágrafo.

Claro que os professores, até aqui amansados por uma Fenprof presa por rabos de palha, resolveram ir à luta. A greve às reuniões de avaliação em muitas escolas está na ordem do dia e a provocar mossa. Não admira, assim, que o ME, através de nota informativa (!!!) tenha deitado às malgas – diga-se, em abono da verdade, que é useiro e vezeiro em tal – toda a legislação que rege esta matéria.

Estou perfeitamente convencido que uma parte dos pais e encarregados de educação agradecem e aplaudem o gesto de Tiago Brandão (Lurdes) Rodrigues. Outra coisa, porém, é o caso dos directores de escolas seguirem os ditames da tutela mesmo sabendo que se trata efectivamente de uma ilegalidade. Pela amostra parece que têm a espinha muito curvada, para além de não terem frutos vermelhos muito apreciados em saladas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:51

Maio 28 2018

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De acordo com o aviso dos sindicatos de professores, estes farão greve às avaliações a partir do dia 18 de Junho. Apetece-me dizer: ide à merd@.

Então, as aulas do 9º, 11º e 12º ano - os mais importantes do percurso escolar - terminam no dia 6, iniciando-se logo a seguir as respectivas reuniões de avaliação e a greve é marcada para o dia 18? Estão a brincar connosco?

Ah, não me venham dizer que apenas poderia ser marcada para o dia 18, uma vez a lei estipular um determinado prazo, pois sabem há muito, para não dizer desde sempre, que o governo não quer ceder às justas reivindicações dos docentes. Ou será que ainda aguardam um milagre da reunião que está agendada para dia 4? Se sim, aconselho a que esperem sentados!

Uma greve que não afecta sequer uma pequena parte do imenso trabalho que os professores têm até ao final do ano, arrisca a ter algum impacto junto dos estudantes e respectivos pais?

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:59

Março 15 2018

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Os professores estão em greve. Bem sei que pouco se nota, não devido à inexistência de motivos fortíssimos para levar toda uma classe a aderir a tão drástica forma de luta, mas sobretudo por outros factores, entre os quais destaco: escassa mobilização, descrença da maioria dos docentes nos dinossauros que regem os sindicatos, consternação face às forças políticas que nos governam e/ou sustentam parlamentarmente estas, desânimo capitaneado por um nível etário muito elevado e, não menos importante, o momento escolhido, i.e., época de testes de fim-de-período.

Ora, o resultado no dia-a-dia das nossas escolas da presente luta, deve levar os sindicatos a ponderarem muito bem sobre a sua postura, principalmente nestes dois últimos anos. O companheirismo com o poder, para não dizer conluio – para muitos não tem passado de traição – tem levado muitos professores a descrerem totalmente das intenções daqueles, levando-os a dessindicalizarem-se, como, aliás, foi o meu caso. Por isso, o rejuvenescimento destas estruturas representativas é absolutamente necessário.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:20

Janeiro 15 2018

Apesar de muitas vezes se ouvir dizer a propósito de qualidade “… não se canse que não vale a pena. Isso é uma moda e como tal há-de passar”, a experiência, todavia, demonstrou-nos que tal assim não era e a qualidade, ao contrário do que muitos previam, foi-se afirmando progressivamente como uma abordagem capaz de dar resposta ás necessidades das organizações e das pessoas, contribuindo significativamente para a melhoria do seu desempenho.

Contudo, no sector de ensino, os docentes questionam-se, hoje-em-dia, se de facto a qualidade continua a ser este meio de diferenciação, esta forma de agregar valor, capaz de se constituir como uma resposta eficaz em termos de futuro. Olhando para o passado, é possível perceber que os vários estádios de maturidade pela qual a qualidade no ensino foi passando – entrega, dedicação, controlo e, sobretudo, garantia de progressão – foram também formas cada vez mais abrangentes e pragmáticas de dar resposta aos desafios instrucionais que ao longo do tempo se foram colocando.

Ora, quando o Ministério da Educação dá, muito recentemente, instruções às escolas afirmando «no dia 1 de janeiro de 2018 é retomada a contagem do tempo de serviço para progressão na carreira» e que «continuam a ser descontados os períodos compreendidos entre 30.08.2005 e 31.12.2007 e de 01.01.2011 e 31.12.2017» é evidente que não está nada interessado na qualidade do ensino. Bem pelo contrário.

Como é evidente, também os sindicatos com o emparelhamento que têm feito com a tutela contribuem - e não é pouco - para o desbaratar da dita qualidade. Aliás, adianto que a posição destes me surpreende muito mais que a do ME. Este, sem força e muito menos com garra, dobra o joelho às Finanças. De outra coisa não estávamos à espera. Os sindicatos, porém, por quem acham que dobram os sinos?

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:27

Novembro 16 2017

Tal como afirmei, ontem fiz greve. Acção maduramente pensada, com intuitos nobres, a pensar muito mais nos meus alunos que propriamente na subida imediata de escalão. Tanto mais que, apesar de me ser descontado um dia no vencimento, vou ter de repor as aulas dadas, porquanto se trata do 12º ano profissional.

Todavia, não é esse o assunto primordial que me trás à colação. O que me preocupa, em face das múltiplas declarações proferidas na hora, depois e até já no dia de hoje, é que esta justíssima luta parece não surtir o principal objectivo, uma vez que a mesma deixou de estar no plano sindical, para ser colocada a nível político. Ora, quando o PCP e o BE, assobiam para o lado, como se estas reivindicações não lhes dissessem nada, quando têm modos mais que suficientes para obrigar o governo a ceder, estamos falados.

Será que estas jornadas político-sindicais servem essencialmente para a sobrevivência de Mário’s e Silva’s? Não nos podemos esquecer que já em tempos, aliás não muitos recuados, foram os primeiros a quebrar, quase se podendo dizer que, nas costas da classe docente, cravaram bem funda uma longa faca.

Já agora, salvo raras e honrosas excepções, a maioria dos jornalistas fez um enorme favor ao governo e seus parceiros geringonciais, tanta foi a falsidade transmitida. Dou apenas um exemplo: todos os funcionários públicos são avaliados, enquanto os docentes progridem apenas por contagem de serviço, i.e., não são avaliados anualmente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:37

Novembro 14 2017

De modo algum desconheço que a greve dos professores de amanhã tem um forte cunho partidário. Depois das eleições autárquicas de Outubro p.p., em que o PCP sofreu uma das suas maiores derrotas, senão mesmo a maior, nada podia ficar como antes. Como é óbvio, os comunistas assimilaram que a sua sobrevivência passava pela reivindicação permanente, de modo que mantivesse em permanente alerta, para alguns objectivos comuns, a maioria dos seus fiéis.

Apesar disto, continuo a achar que a greve de amanhã faz todo o sentido. Valores mais altos se levantam que a questão da sobrevivência de Mário Nogueira ou de Jerónimo de Sousa. A questão da contagem de todo o tempo de serviço que esteve, nestes últimos dez anos, congelado, para todos os funcionários públicos, repito abrangendo todos, é de toda a justiça.

Se me disserem: bem, não há dinheiro para repor os direitos a todos, repito novamente a todos, os funcionários públicos e, por isso, há que negociar o respectivo faseamento, eu sou o primeiro a concordar. Agora, uns progredirem e outros ficarem a marcar passo é que não.

Como é óbvio, não necessito de dar explicações dos meus actos. Pelo menos, numa primeira análise. De qualquer modo, eis, sucintamente, as razões de amanhã fazer greve. Bem sei que serão cento e tal euros a menos no final do mês. Todavia, todos sabemos que aquele que luta pode ou não alcançar o que pretende; mas aquele que não luta jamais conseguirá o quer que seja.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:19

Outubro 23 2017

É do conhecimento geral que os professores, à semelhança de outras classes, possuem uma carreira própria, sendo, porém, avaliados de um modo bastante distinto, o que provoca uma progressão muito peculiar.

Assim, enquanto a maioria dos funcionários públicos são avaliados pelo SIADAP (Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública), i.e., através de pontuação, os docentes têm uma avaliação, repito, própria, ou seja, através de uma classificação quantitativa e qualitativa. Até aqui não se vê que venha grande mal ao mundo, como se costuma dizer.

O caso, contudo, muda de figura, quando a pontuação de uns é recuperada para efeitos de descongelamento de carreira, enquanto que a classificação que os professores obtiveram durante os dez anos de congelamento não contará para nada.

Neste sentido, fazer uma greve conjunta com os restantes funcionários públicos, como propõe a Fenprof, não faz sentido, já que o essencial do caderno reivindicativo dos docentes é, pelo exposto, diferente.

Por outro lado, mas não de somenos importância, sabemos todos muito bem que a aludida greve não passa de uma prova de vida do PCP. A enorme derrota nas recentes autárquicas a isso obriga.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:34

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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