O meu ponto de vista

Maio 03 2021

O governo, pela voz da ministra da Modernização Administrativa, Alexandra Leitão, anunciou a construção de residências universitárias em Lisboa – onde mais poderia ser? - para os filhos dos funcionários públicos.

Se relativamente à primeira parte nada a obstar, ou melhor até é de aplaudir a edificação de mais “habitação social” para os estudantes do ensino superior, já no que concerne à segunda estou totalmente contra. E, apesar de ser funcionário público, estou contra pois sempre me incomodaram, e de sobremaneira, os privilégios, a permanência de castas, a providência só para alguns, como se o sol quando nasce não fosse para todos.

É bom recordar que antes de 25 de Abril, a maioria dos funcionários públicos auferiam tarde e mal, muito abaixo do sector privado. Daí que só ia trabalhar para o Estado quem não conseguisse emprego noutro lado. Justificava-se, assim, algumas regalias. Todavia, após aquela data e, sobretudo, nos últimos anos a situação inverteu-se e de uma forma drástica. Sem desemprego, nem lay off e muito menos salários em atraso, serão, se encararem a actual situação de uma forma digna, os derradeiros a queixarem-se.

Aliás, estou plenamente convencido que a generalidade dos aludidos funcionários públicos rejeita veemente mais esta prerrogativa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:36

Março 07 2021

Vivemos tempos de algum constrangimento. Não me refiro propriamente à questão do confinamento, mas de algumas tentativas de cerceamento da liberdade. A comprovar atente-se no manifesto subscrito por uma série de “personalidades”, as quais se revoltam com o facto dos jornalistas das televisões generalistas se centrarem “apenas” nos casos negativos da pandemia, de relatarem os aspectos menos claros da vacinação contra o Covid-19, em suma de denegrirem constantemente a acção do PS e, sobretudo, do governo.

É evidente que existe no PS e não só, por muito que apregoem o extremo amor à liberdade, gente que ainda tem uma costela salazarista. Nada de números de infectados e/ou mortos, excluam-se as filmagens sobre as filas de ambulâncias às portas dos hospitais, bem como a pré-rotura destes, chegando a necessitar de ajuda estrangeiro, etc., etc. Somente notícias cor-de-rosa como, por exemplo, a excelente governação proporcionada por António Costa.

Tem muita razão Cavaco Silva quando vem criticar esta tentativa de amordaçamento da democracia. Não quer dizer que esteja isento de erros, bem pelo contrário. Contudo, tal como tinham razão quando em tempos lhos apontarem, ele, agora, tem todo o direito de os indicar. Como seria de esperar os “cães” de fila do PS – leia-se PCP e BE – vieram, de imediato, amesquinhá-lo, chegando ao cúmulo de Jerónimo de Sousa dizer que se tinha de lhe dar um desconto pois estava velho. É caso para dizer: Olha quem fala! Logo ele que é um poço de juventude.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:29

Fevereiro 14 2021

Em tempos de contínua luta com vista a salvar milhares e milhares de vidas, chegando ao cúmulo de necessitarmos de ajuda do estrangeiro, como são exemplos as equipas de saúde da Alemanha, França e Luxemburgo que estão entre nós, o que faz o nosso parlamento? A resposta está nos temas fracturantes: eutanásia e a possibilidade de mulheres poderem engravidar com esperma de maridos já mortos. Está bem visto, pois é isso que preocupa, sem margem para dúvidas, a esmagadora maioria dos portugueses.

É o que dá sermos governados por uma maioria de esquerda e extrema-esquerda.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:15

Fevereiro 09 2021

Os especialistas confirmam aquilo que todos já sabíamos, i.e., a curva de crescimento da pandemia do Covid-19 continuou interruptamente a subir desde inícios de Janeiro, só começando a achatar - duas semanas depois - após o encerramento das escolas. São dados concretos e indesmentíveis. Dizem mais: o aludido fecho só pecou por tardio, pois jamais deveriam as escolas terem aberto em Janeiro. Culpa, máxima culpa, do governo.

Todavia, durante duas ou três semanas o governo e sobretudo o ME negou o óbvio. Aliás, o primeiro-ministro, de forma desonesta, chegou a desmentir o intuitivo, ou seja, dizendo que foi no momento em que as escolas encerraram que o pico de transmissão foi alcançado. Estava-se a referir às interrupções de Natal, nas quais, devido à desbragada atitude governamental e não só, houve um criminoso desconfinamento (quase total). Tal foi a sua latitude que a maioria dos cientistas, já nessa altura, recomendavam a não reabertura das escolas, ou seja, a quatro de Janeiro.

Todavia, o governo, o ME e sobretudo o Ministério das Finanças – afinal, é quem manda – sabiam que estavam longe, muito longe de cumprir os objectivos que se propuserem, e proclamaram aos quatro ventos, desde Abril do ano transacto: apetrecharem as escolas e, principalmente, os alunos do material informático necessário a um mínimo digno de E@D. Daí o protelamento máximo. Muitas mortes teriam sido evitadas. Criminosa tal atitude.

Agora, sem qualquer despudor, o ME já começa a falar, contra todas as ideias defendidas pelos peritos, na reabertura das escolas. Volto a repetir: sabem muito bem porque insistem em tal medida. Essencialmente, por culpas no cartório. Principalmente, por existirem milhares de alunos sem as mínimas condições para continuar a seguir as aulas à distância.

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:54

Janeiro 19 2021

Não há direito. Isto, volto a dizer, não é confinamento. É uma farsa. O governo e, sobretudo, António Costa diz, mas não diz o que pensa, escreve mas com letra ilegível, legisla mas deixa tantos “buracos” que é como não houvesse lei nenhuma.

No fundo, o primeiro-ministro é um sabidão. Deixa as coisas correr. Se correrem bem, colhe os louros. Se a coisa der para o torto, a culpa é dos portugueses. Ora, se há coisa que caracteriza os portugueses é a fuga. Veja-se o caso paradigmático dos impostos. Só não fogem aqueles que não podem e a meia-dúzia para os quais a ética e a moral estão acima de tudo. Com este pseudo confinamento é a mesmíssima coisa.

Só com medidas duras, rígidas e seriamente levadas à prática, por via de um policiamento eficaz, o número de infectados por Covid diminuirá. Só que isso António Costa não quer fazer. Verão no próximo domingo em como a festa da democracia, como lhe chamam, se irá transformar no agravamento da nossa desgraça.

E Marcelo Rebelo de Sousa por precisar dos votos dos socialistas alinha e dança o tango. São necessários dois para ...

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:21

Dezembro 09 2020

O quê? O Estado, para além dos despedimentos, com os quais, infelizmente tenho de concordar, pois não podem ser tratados diferentemente de qualquer outro sector económico, vai injectar 3 200 milhões de euros na TAP? E ninguém diz nada? Onde está o PCP e o BE?

Já em 2018 e 2019, estranhamente, a transportadora nacional registou prejuízos na ordem dos 200 milhões. Isto apesar do enormíssimo boom de transporte de passageiros, por causa do aumento do turismo e não só. E o que fez o governo? Assobiou para o lado. Quando não o fez acusou os privados de tal e, numa sanha nacionalizante, assumiu a quase totalidade do capital da companhia.

Agora, em tempo de vacas magras, pagamos todos, como é timbre dos socialistas.

É, sem sombra para dúvidas, um “Novo Banco”. Só que agora branqueado à esquerda.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:29

Dezembro 04 2020

Um despacho do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que autoriza o recrutamento de 803 polícias e a abertura de uma reserva para recrutar, no próximo ano, mais 1200 agentes está a criar polémica. Isto porque o documento publicado, nesta sexta-feira, em Diário da República, dá orientações para que seja privilegiada a admissão de mulheres e de elementos oriundos de locais onde a PSP esteja responsável pela segurança. Também diz que deverão ser privilegiados candidatos "representativos da diversidade de contextos sociais e culturais em que atua a PSP".

Pronto, cá está mais uma jogada dos socialistas sem pés nem cabeça. Vejam apenas este caso: os habitantes dos concelhos de Oliveira do Bairro, Vagos, Cantanhede, Mortágua, Anadia e Mealhada, para apenas citar aqueles que geograficamente me são próximos, darão polícias com qualidades inferiores aos oriundos de, por exemplo, Coimbra, Aveiro, Porto ou Lisboa? Isto para não falar de sexo e etnia.

Depois queixem-se de continuar na senda do que ontem aqui anunciei: Assim, há hoje muita gente a desejar ser mulher e/ou pertencer a qualquer minoria gentílica. Já agora, esta é mais uma acha para a fogueira que o Chega! tanto almeja.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:27

Novembro 24 2020

É por demais sabido e todos já compreendemos que legalmente o PCP tem todo o direito de efectuar o seu congresso, juntando centenas de pessoas, senão milhares, no mesmo espaço. Ponto final parágrafo.

Todavia, uma coisa é a legalidade outra é a ética. Não é por acaso que também é do conhecimento geral que nem tudo o que é legal deve ser feito. Momentos, situações existem que levam a que o bom senso nos obrigue a não realizar ou adiar isto ou aquilo. É a experiência de vida que nos ensina tal.

Depois há a questão do exemplo. Quando a esmagadora maioria dos portugueses não pode sair de casa, existem uns tantos e quantos privilegiados que se podem movimentar, do Minho até às ilhas, a caminho de Loures. É evidente que o PS também não sai bem desta história. Se legalmente nada pode fazer, em privado (e não só) poderia e deveria dizer algo. No entanto, a aprovação do Orçamento de Estado falou mais alto. Não é verdade? Mas que parece, parece. E em política o que parece é!

Com isto procuro transmitir que não bato nem baterei no “ceguinho”. O PCP acha que deve realizar o dito evento? Que o faça e com bom proveito. A única atitude que exijo aos comunistas é o de arcar com todas e quaisquer responsabilidades, tanto mais que se trata de realizar um evento num dos concelhos com risco muito elevado, repito, muito elevado, de transmissão do Covid-19.

Façamos, agora, o seguinte exercício, a título meramente exemplificativo: A Igreja Católica decidia marcar uma celebração em Fátima onde eventualmente estariam o mesmo número de pessoas que irão encontrar-se em Loures, apesar de garantir, tal como aquela força política, as mesmas regras de sanidade pública. Uma coisa seria certa: cairia o Carmo e a Trindade. Não haveria jornalista/comentador e achista de vão-de-escada que não proclamasse aos quatro ventos cobras e lagartos, aludindo à inexistência de sentido de responsabilidade.

Por fim, o Chega!. Pode e tem alguma razão em determinados temas que aborda. O mais idiota dos homens, uma ou outra vez, é capaz de dizer uma verdade ou, vá lá, uma meia-verdade. Porém, neste campo é pleno populismo e completo aproveitamento político. Ainda há pouco tempo – não foi há meses, foi há poucas semanas - realizou um encontro/jantar (político) num hotel (de luxo) no Porto, onde estavam todos sem máscara e em pleno convívio social, portanto bem mais perigoso, em termos de contágio, que o próximo congresso do PCP. Quem tem telhados de vidro não atira pedras.

publicado por Hernani de J. Pereira às 12:59

Novembro 11 2020

Recordam-se do que, em tempos, os governantes nos disseram, sobretudo em Julho e em Agosto? Façam férias, desde que seja cá dentro. Não existem problemas alguns de contágio, desde que respeitem o distanciamento social. Ocupem hotéis e restaurantes. Salvem o turismo. É um dever patriótico.

É óbvio que os portugueses, ávidos de gozar o sol e o mar, não se fizeram rogados. Aliás, bem necessitados estavam. Todavia, todos sabíamos que a segunda vaga do Covid-19 não tardaria. Porém, também estávamos convencidos que o governo estava a fazer o trabalho de casa. Não é por acaso que continuam a dizer que não houve férias no combate à pandemia. Vê-se!!!

Agora, apanhados com as calças na mão, por muito que em entrevistas atrás de entrevistas, previamente muito bem combinadas e, por isso, extremamente fofinhas, queiram fazer passar o contrário, aqui d’El Rei há que fechar quase por completo a torneira. E não será completamente porque as escolas não irão fechar. Bem, fechar para quê? Os professores não são carne para canhão?

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:15

Outubro 14 2020

O governo, face ao forte aumento diário de novos casos de Covid-19, decretou o estado de calamidade. De entre as várias medidas destaca-se a proibição de ajuntamentos com mais de cinco pessoas, bem como o uso de máscara na via pública sempre que estiver em causa o distanciamento social.

Ajuntamentos com mais de cinco pessoas? Mas querem-nos atirar areia para os olhos? Caramba, é só ir à entrada das escolas pelas 08h30, 12h30/13h30 e 17h00 para verem dezenas de pais e alunos todos juntos e … fé em Deus.

Distanciamento social e uso de máscara? Não brinquem comigo. Dou aulas em salas onde os alunos se encontram a menos de um metro e as máscaras, na sua maioria, continuam a ser as mesmas todos os dias. Muitas eram brancas há um mês atrás, aquando da oferta. Agora, pouco falta para serem negras. Não calculam como me apetece oferecer-lhes descartáveis e trazer aquelas para casa com vista à respectiva lavagem. Não fosse o receio de ofensa e …

Culpados? Todos menos a gestão das escolas, já que fazem das tripas coração, assim como os docentes, os quais apesar de conhecerem muito bem os riscos que correm, diariamente se apresentam nos seus postos de trabalho com vista a fomentar o surgimento uma sociedade mais justa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:36

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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