O meu ponto de vista

Setembro 05 2019

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Para fugir à rotina do “ sempre perto” e “hoje não dá”, há cerca de vinte anos rumei ao Algarve. Por estas bandas, na primeira quinzena de Agosto, me refúgio, desde então, recarregando as “baterias”. A vantagem é de usufruir diariamente de sol, de mar ameno e quente – bem, tem anos – e, sobretudo, não poder argumentar com “hoje não se vai à praia, pois existe milho para regar, abóboras para apanhar, olival para fresar", isto para só citar algumas das muitas tarefas que a agricultura é pródiga. Depois de rumar ao sul, tudo fica para trás.

Todavia, sempre que posso regresso à mininha praia de infância. Foi o que aconteceu hoje e como já estamos em Setembro, local para estacionar não faltou. Dia de forte calor, com pouca gente, deu para usufruir de um belo dia de praia. Lido o Público, fui almoçar ao Arrais uma caldeirada à fragateiro. Sem deslumbrar, não desmereceu: bom peixe e bem confeccionado. De tarde, para além de concluir a leitura do Tatuador de Auschwitz, de Heather Morris, livro que recomendo, consegui, num mar quase chão, dar dois mergulhos.

Para o ano prometo voltar. Apenas um senão: o Gaucha encerrou e por isso já não é possível saborear o seu excelente bacalhau.

 

P.S. – Em meu redor não vi ninguém a ler um jornal e/ou um livro. Simplesmente lamentável

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:44

Junho 25 2019

A não ser cerveja ou água, fora das refeições muito raramente bebo algo que não seja acompanhado de petisco. De manhã, então, apenas leite, café e/ou sumo. Todavia, à tarde e/ou à noite, desde que acompanhado de umas tapas, conforme dizem os nuestros hermanos, um bom vinho ou um “fino”, dependendo da ementa, vem sempre a calhar.

Convívio, saúde, gosto pessoal, benefícios nutricionais … há muitas razões para beber, ainda que moderadamente, um bom vinho. Certo, certo é que os portugueses apreciam cada vez mais esta bebida. Então, num final de tarde de Verão, quando o calor aperta forte, numa esplanada qualquer à beira-mar plantada, acompanhada de uns caracóis, de uma salada de atum ou de polvo, de umas petingas ou de outro peixe de escabeche, entre tantos outros pratos extraordinários de que a nossa gastronomia é tão rica e que seria fastidioso aqui numerar, é sempre boa altura para um vinho verde ou branco maduro bem fresco. Isto para não falar de umas ostras, escoltadas por um espumante bem gelado, como são aquelas que se nutrem em Cacela Velha, concelho de Vila Real de Santo António.

Conhecem-se e apreciam-se muitos tipos de vinhos e descobrem-se continuamente mais propriedades e benefícios dos variados taninos que os compõem. Todavia, o mais consumido em todo o mundo continua a ser o vinho tinto. Rico em antioxidantes e polifenóis, substâncias que ajudam a prevenir doenças graves como as de coração e alguns tipos de cancro, têm, enquanto bebido moderadamente, repito, igualmente efeito benéfico na pele e no cabelo, pois contém peróxido de benzoila.

Há quem afirme que Deus criou uma planta para curar cada doença e, para os mais cépticos, a ciência também já comprovou que o vinho, enquanto hábito comedido e regulado, pode beneficiar a saúde e, segundo as propriedades da cada um dos vinhos, combate e previne muitos males.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:07

Maio 17 2019

Hoje almocei bacalhau com grão. Por cima um pouco de salsa e cebola migada, sem esquecer o ovo cozido. Quanto à batata, no que concerne a este prato, sempre a dispensei. Acompanhado com um bom vinho, ainda de minhas antigas colheitas, soube-me divinalmente.

O bacalhau, cozinhado de mil e uma maneiras, como só nós, os portugueses, sabemos fazer, é considerado, por agora, friso por agora, um alimento de origem selvagem e com evidentes vantagens ao nível do seu rendimento, pois tudo nele é aproveitado. Quem não aprecia um arroz de línguas, uma feijoada de sames ou de bucho, isto para não falar dos pastéis e/ou pataniscas, entre outras iguarias.

Por isso, não é novidade para ninguém quando se afirma que são os portugueses que, em termos de per capita, mais bacalhau consomem. Aliás, a actividade bacalhoeira em Portugal é, sem dúvida, uma marca da nossa cultura nacional. Outrora associada à pesca, esta actividade foi fomentada pelo desígnio de aceder a uma importante fonte de proteína para suprir as necessidades alimentares do país. Não é por caso que este foi, durante dezenas e dezenas de anos, o único peixe que os habitantes deste país, mais concretamente, os que viviam e ainda vivem no seu interior, puderam e podem comer. Daí não admirar que ainda hoje o melhor bacalhau se come, não no litoral, mas no mais recôndito deste rectângulo à beira-mar plantado.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:32

Março 25 2019

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Eu bem sabia que havia uma explicação científica. A culpa é das minhas narinas. Não há odor que lhes escape e depois o resultado nota-se na barriga.

Um estudo da Universidade de Berkeley, na Califórnia, publicado pela Sapo Lifestyle, assevera que o cheiro da comida atrasa o metabolismo, levando o organismo a absorver mais gordura.

Em suma, quando preparar as refeições terei que usar uma mola no nariz.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:56

Maio 08 2018

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Depois de meses e meses em que a chuva praticamente não nos abandonou nenhum dia, eis que a Primavera parece querer-se instalar com temperaturas amenas que convidam a um passeio pela natureza.

Observar aves, percorrer trilhos serra adentro, pedalar por salinas, mergulhar nas profundezas do Atlântico ou aprender a surfar são algumas das experiências que podemos desfrutar, por estes dias, num local bem perto. Isto sem olvidar a gastronomia tão rica. Por exemplo, degustar um robalo grelhado com migas, escoltado por um branco bairrada Casa do Canto, no “ Maré Viva”, ou umas petingas frescas acompanhadas por um arroz escorrido de tomate, seguidas por um “Colinas de S. Lourenço", no “Gafanhoto”, são prazeres inolvidáveis. E, ao final da tarde, à beira-mar, uma cerveja bem gelada, acompanhada de um prato de caracóis, existe melhor?

Sozinhos ou de companhia, de preferência, não faltam, por estes dias, alternativas, pois existem sugestões à medida de todos e a preços muito convidativos.

Descobrir o evento ideal, sustentável, natural e activo como é óbvio, é o objectivo. Acredito, porém, não ser tarefa fácil. Todavia, o mais fácil - é sabido –, na maior parte das vezes, não dá tanto prazer.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:27

Março 21 2017

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Esta coisa de pensar que não segue a norma estética e a consequente obrigação de ter uma “cintura de vespa” é uma grande chatice. Só quem alguma vez tentou perder uns quilitos, mesmo que poucos, sabe a verdadeira batalha, diria melhor, autêntica guerra que tem de travar. A esmagadora maioria sabe que ganhar peso é fácil. Cinco minutos de prazer na boca, umas gramas – muitas vezes não são poucas - a mais no corpo e meses para as perder.

Num momento em que a disponibilidade de informação é tão elevada, parece quase um contra-senso ver este problema aumentar. Como não somos todos iguais, não ingerimos as mesmas substâncias, não temos as mesmas actividades e sendo óbvio que os corpos reagem de modo distinto, o problema a jusante coloca-se em perspectivas diferentes. O que para uns é óptimo, para outros é nitidamente péssimo. O que não deixa de ser algo (in)justo.

Diz-se, à boca cheia – caramba, até os ditos populares atraiçoam -, que a solução só pode ser uma: apostar na prevenção! Os factores de risco têm sido amplamente estudados e podem ser “trabalhados” desde cedo. Sim, sabemos tudo isto. Todavia, não deixa de ser um contratempo e muito grande. Aquilo que mais nos dá prazer é o que nos está proibido. E não se trata da questão do fruto proibido é o mais apetecido. Trata-se do verdadeiro prazer da mesa.

Falam as más-línguas – bem, há quem as ache boas – que as modelos e outras figuras elegantérrimas (o dicionário diz que a palavra não existe) da nossa praça não comem, apenas lambem! Descontando o eventual segundo sentido, direi que o gastrónomo tem de salivar, saborear e comer, proporcionando, deste modo, às papilas gustativas a sensação verdadeira e o gozo de degustar um genuíno manjar dos deuses.

Não se trata de comer muito. Fundamentalmente a argumentação assenta em comer pouco de muitas e boas coisas em que a nossa culinária é tão rica.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:28

Outubro 04 2016

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Sou um apaixonado pela cozinha clássica. E tal como o Chef Leonard Pereira, também eu digo que “existem muitos ingredientes, muita complexidade, mas é como a música clássica: temos de entender os tempos e os ritmos”. Por isso, faço questão de manter uma ligação íntima à produção local e à terra, de modo a manter uma constante permacultura.

Serei sempre aquele aprendiz de cozinheiro – sim, não me atrevo a arvorar-me a categoria maior – que vai ali à horta ao lado buscar os produtos para confeccionar. Da forma mais simples possível. No fundo falo-vos de uma cozinha mais verde e mais directa. E mais diversificada e espontânea, respeitando os ciclos naturais da vida.

Quem tem a culinária como uma arte, sabe muito bem que é impossível cozinhar tudo de forma igual todos os dias. Por vezes, quando queremos levar a arte a patamares mais elevados, quando queremos caprichar mais, é quando o resultado é mais desastroso.

Se aceitarmos as flutuações dos alimentos ao longo do ano teremos mais possibilidades de êxito. Só com esta visão podemos esperar que quem olha e saboreia o prato diga apenas “isto está mesmo bom”!

Por último, um pensamento que um dia li algures: “quanto mais feliz se é melhor se cozinha”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:07

Julho 19 2016

Que se lixe a dívida. Estou-me marimbando para o BES, ou melhor, para a resolução do Novo Banco, bem como para a solução da CGD. Não quero saber de sanções da CE relativamente ao défice excessivo de 2015 e a falta de garantias de correcção para o corrente ano. Direi mais: apesar de poderem chamar-me de egoísta, incoerente e insensível, manda a verdade dizer que não quero saber de quaisquer problemas.

É que a partir de hoje, inclusive, estou de férias. Por isso, até 31 de Agosto, apenas me dedicarei a agricultura, praia e passeios. E já agora, na medida de possível, em boa companhia e degustando a excelente gastronomia que, de norte a sul, somos tão ricos.

Bem, abro parênteses, para dizer que o ano passado também pensava o mesmo e, a meio, fui obrigado a interrompê-las. Faço votos para que 2016 seja diferente. Vade retro Satana!!!

Nesta ordem de ideias, esta rúbrica – a não ser em casos excepcionais – também vai a banhos.

Boas férias para todos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:34

Maio 09 2016

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Ontem, ao visualizar, novamente, umas fotos tiradas há seis anos, recordei-me de uma visita inolvidável pelo Nordeste Transmontano. Sei que foi nos finais de Setembro, numa época em que o calor ainda se fazia sentir com alguma intensidade. Dizem os entendidos que esta é a melhor altura para visitar a região. A luz varia muito durante o dia, permitindo observações diferentes, mas sempre maravilhosas.

Relembrei paisagens deslumbrantes, onde o rio até atordoa, pelo declive das margens e as curvas apertadas que se sucedem. Cravado nas montanhas, é o terceiro maior da península Ibérica. Nas encostas a pique, que marcam indelevelmente a paisagem, encontramos as uvas mais preciosas, ou seja, nas vinhas em socalco, entre o xisto omnipresente. É o petróleo daquela terra: o Vinho do Porto, um dos melhores do mundo.

Por mais barragens e auto-estradas, este continua a ser um meio rural, que entra em rebuliço na época das vindimas, e de rituais, como as romarias. Território de gente franca e generosa, que vive em comunhão com a terra e a natureza. Assim é o Douro.

Rememorei, também, alguma da excelente gastronomia. Por exemplo, n’O Castas & Pratos, localizado junto dos antigos armazéns da CP de Peso da Régua, jantámos num dos dias. Degustámos um bacalhau em crosta de amêndoa de Vila Flor e presunto de Lamego, sobre brandade de bacalhau e camarão. Simplesmente delicioso. A acompanhar, de entre 700 escolhas – autêntica carta do Deus Dionísio -, veio D. Carla, tinto Douro, selecção de 2006.

E tu, que foste companheira, amante e amiga, o que sentes quando tudo isto perpassa pela tua mente?

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:40

Abril 14 2016

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Circunvagar pelo país, conhecer um pouco melhor todos os locais do mapa e verificar que há, em cada canto, sempre algo a descobrir pode ser muito retemperador.  Hoje é, também, muito mais fácil. Com a ajuda do computador e da internet podem-se construir itinerários, marcar alojamentos e repastos, aproveitar as muitas sugestões de turismo que existem em Portugal.

Afinal, somos um país com grande diversidade de norte a sul, de Caminha a Vila real de Santo António, e basta estar de mente aberta, à procura de algo familiar ou novo.

É isto, por exemplo, que oferece o noroeste do país, a região berço do vinho verde, uma cognominação que representa frescura, leveza, em suma, que é parceira para petiscar à mesa. No percurso, a cor que designa a região é dominante numa paisagem onde o relevo prevalece, contendo cursos de água refrescante, separando terras sedutoras como Melgaço, Monção, Amarante ou Ponde de Lima, entre outras, locais de excelente repasto, vistas maravilhosas e outros motivos de visita.

E foi por entre os rios e as pequenas elevações ladeantes, entre a paisagem luxuriante no meio de nenhures, entre o mil chilrear dos pássaros nas árvores e o sossego dos prados, que nos rimos, chorámos, conversámos muito seriamente e de seguida, quais doidos despegados, nos divertimos imitando este ou aquele conhecido, contando esta ou aquela situação caricata.

Importa, porém, o final. De ti me apoderei e, simultaneamente, teu escravo fui. Se passou alguém por nós, não demos conta e, para o caso, também é irrelevante. O êxtase - sim, porque nessa altura, Teresa, bem o sabes, por todos os poros exalávamos paixão - de nós se apoderou e nada mais contava.

Pernoitámos em Caminha, numa residencial bem perto das muralhas. Depois de um belo jantar – trutas grelhadas e entremeadas com tiras de presunto, acompanhadas com o alvarinho Via Latina – o passeio impôs-se. De braço dado percorremos algumas ruas e viela da velha vila, comentando este ou aquele episódio.

Cerca de duas horas depois, não sei bem, recolhermos à pousada onde o mundo ficou reduzido àquelas quatro paredes, onde a noite se fez dia, onde as estrelas, ainda que literalmente não as víssemos, ficaram mais brilhantes. Naquele quarto conquistámos o universo e fizemos promessas, as quais - mais eu que tu - não soubemos, ou melhor, não tivemos o engenho de concretizar.

Recordo com saudade. Uma coisa, Teresa, sabes que é verdade: a partir desse momento, fossemos para onde fossemos, jamais levei pijama. Contigo, uma t-shirt chega e sobra para passar a noite. E, propositadamente, não menciono a palavra dormir!

Naquele vasto anfiteatro que se eleva gradualmente a partir da orla marítima para o interior, de igual modo procedemos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:35

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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