O meu ponto de vista

Maio 18 2020

De modo algum quero subverter estereótipos e muito menos negar a história. Todavia, muito gostava de provocar uma percepção sintonizada mais com a intempestividade da imaginação do que com as consensualidades tradicionalistas. Bem sei que me falta jeito e arte, mas, por outro lado, muito adorava aprender dos caminhos que percorro a identidade e a alteridade, as quais, como é conhecido, se encontram mutuamente implicadas.

Também não é menos verdade que, por muito que grite, muito pretendo valorizar a vida silenciosa, a paciência subterrânea e a alternativa da contemplação, a alma invisível. Não sou, infelizmente, referência de um território geográfico e jamais serei definição histórica de uma comunidade, por muito que seja simbólica. Igualmente me faltam quesitos para uma plena cidadania activa, génese de originalidades múltiplas, cosmopolita e experimental, centro de atracção e irradiação. Não é por não tentar, é por não poder.

É precisamente pelo que no meu passado permanece activo e operante que continuo a crescer e a robustecer-me. Não à velocidade que desejaria, mas à possível. Todavia, o presente e sobretudo o futuro não irá dar sequência ao irrealizado no passado. Quanto muito tentará compreendê-lo, mas sem entrar em paranóia, género microcosmos denso e esclarecedor.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:41

Outubro 08 2019

Eleições realizadas, resultados não muito longe dos previstos, quase tudo como dantes, quartel-general em … De certo modo, poder-se-á dizer que vira o disco e toca o mesmo. Ou, por outras palavras, citando o escritor alemão do pós-guerra, Erich Marie Remarque, a oeste nada de nada.

Se politicamente não se anteveem grandes novidades, uma vez que apenas falta saber com quem o PS se coligará, no que concerne aos professores, então a esperança por melhores dias é completamente vã. A ideia de que os professores nada fazem, que são uns privilegiados em termos de vencimento, de trabalho e de férias é, infelizmente, um dado assente na opinião pública e até publicada. Aliás, foi de tal pensar que António Costa soube tirar enormes dividendos. Um dia o ensino em Portugal pagará, com língua de palmo, por estes desmandos concepcionais, bem como torcerá a orelha, mas esta não deitará sangue.

Já agora e a talhe de foice, para esclarecimentos dos mais incautos, direi a jornada semanal de um docente: 2ª feira – Reunião de equipa, através de inspiração com recurso à visualização de um filme, jogos de mesa, entre outros, todos intervalados com diversas bebidas e os mais variados acepipes; 3ª feira – Almoço com os colegas, debatendo um tema sempre aliciante sugerido pelo coaching; 4ª feira – Viagem de negócios, sendo que algumas semanas é de avião em classe executiva; 5º feira – Back to office, sendo importantíssimo a visualização dos emails e a eventual formação em regime de e-learning; 6ª feira – E o fim-de-semana a chegar … Na semana seguinte é, com toda a certeza, uma experiência a repetir.

O único senão: com tantos atractivos porque começam a faltar professores em quase todas as disciplinas e anos de escolaridade? Mas isso é outra questão que não interessa para nada

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:42

Maio 29 2019

Na medida do possível, fazendo, por vezes, quase o impossível, tento ser agradável, aquilo que é comumente designado por bom trato. Por feitio próprio e por achar que ganho mais pela simpatia demonstrada que pela má vontade. Por outro lado, no clima de incerteza que pauta o nosso dia-a-dia, quer em termos profissionais, quer nas relações familiares, é condição vital poder honrar os compromissos e capaz de assumir os riscos com um sorriso na cara. Quem discorda que isto é uma mais-valia e que não se esgota? Se consigo sempre, isso já é outra conversa. Que tenho essa auto percepção é verdade. Corresponde efectivamente à realidade? Vocês me dirão.

No tempo que levo tenho demonstrado estar no bom caminho. Os resultados aí estão para o demonstrar. Com um fracasso aqui, um desaire ali, um passo mal dado acolá – mas quem os não tem? -, o certo é que no computo geral sinto-me abençoado.

Todavia, para que o êxito (q.b.) não seja efémero, e porque todos sabemos que o saber baseado na experiência não é, por si só, condição bastante para o sucesso e para a concretização dos objectivos, continuo a aposta em novas estratégias, procurando as melhores ideias, pois a competência e a ambição continuam a fazer parte dos meus sonhos.

Correndo o risco de me repetir, sei que o valor reside não tanto nos activos físicos mas nas ideias e nas pessoas. Assim, como sei que é nestas que devo apostar, gerindo o melhor que sei e posso a sua colaboração. Estes últimos dez anos foram de grande lição. Aliás, digo e repito muitas vezes: se pudesse voltar atrás, a maior parte das coisas e o modo como sucederam seriam totalmente diferentes.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:52

Dezembro 19 2018

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A culpa não é totalmente deles. Aliás, a falha maior cabe-nos a nós, aqueles que os criaram, já que lhe demos tudo ou quase tudo. Assim, não admira encontrar homens e mulheres com trinta, quarenta anos, na sua maioria, impreparados para enfrentarem os sacrifícios que a vida, nesta idade, sempre acarreta.

Recordamos que foi a geração apelidada de “à rasca” e do “não pagamos”. Tudo ou quase tudo lhes foi consentido e permitido. Os pais, mercê de algum desafogo económico, proporcionado pelos governos cavaquistas, bem como da abertura proporcionada pelas administrações guterristas, tentaram dar o máximo aos seus rebentos, muitas vezes aquilo que tinham e o que não tinham, numa viagem mirabolante, como uma espécie de compensação por aquilo que não gozaram, quando não era autenticamente uma anti-ressecação de si próprios.

Como resultado, hoje-em-dia perante a menor dificuldade ou contrariedade viram costas, amuam e acham-se constantemente injustiçados. Não cresceram em termos de amadurecimento e, por isso, continuam a crer-se com direito a tudo e, sobretudo, sem expender energias. Vá lá, raras vezes, quanto muito despendem o mínimo dos mínimos dos esforços e, nessa ordem de ideias, afirmam-se permanentemente exaustos.

Pior, bastante pior, é que são estes que presumimos que um dia destes cuidarão de nós. Assim, o verbo presumir deve ser constantemente conjugado. Pensar que cuidarão é meio caminho andado para a desilusão.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:27

Março 19 2018

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Ano após ano, década após década, o número dos “resistentes” é cada vez mais baixo. Os jovens procuram outras paragens, sobretudo os grandes centros urbanos do litoral, deixando aldeias, solos e paisagens votadas a um abandono profundamente desertificador em termos humanos, económicos e ambientais.

São muito poucos aqueles que se podem classificar como instrumentos de futuro. Não são certamente muitos e nem os únicos, mas são uma garantia para aqueles que ficarem, uma aposta para os quiserem regressar e uma oportunidade para os que se vierem instalar.

Estas terras bairradinas são grandes e grande é também a vontade de crescer, razão pela qual tem vindo a recolher, junto da população, um forte desejo de concretização, uma concretização quantas vezes interrogada, tantos foram os avanços e recuos ao longo de décadas.

Hoje, porém, estamos em condições de reafirmar o que ficou dito há muitos anos atrás: a Bairrada - principalmente os seus vinhos - é irreversível. Hoje também começam já a revelar-se novas dimensões agrícolas e turísticas, duma região capaz de desenvolver num contexto de equilíbrio ambiental e social.

Neste momento quero deixar duas palavras de agradecimento. Em primeiro lugar aos meus pais, pois foram os pioneiros na estrutura do meu ser enquanto amante deste “sujo” que lava, que é a agricultura. Depois, uma palavra de esperança e de confiança num futuro certamente melhor. A criação de um espaço digno e com novos horizontes, onde os meus vindouros irão ter um papel decisivo naquilo que será o futuro. E não é muito diferente daquilo que queremos todos … uma vida digna, onde o “amanhã” deixará de ser uma incógnita e o “hoje” se viverá com maior intensidade.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:29

Fevereiro 19 2018

Costuma-se dizer que nada agora é como antes. Bem, umas vezes é verdade, outras nem tanto. A frase, tantas vezes repetida e escutada, “estuda, trabalha muito e terás uma vida melhor que a dos teus pais” é sinónimo do anteriormente escrito.

Estou convencido que na globalidade dos casos ainda é verdadeira. Contudo, as pessoas com que maioritariamente lido têm a percepção de que cada vez é menos assertiva. Pelo menos é o que diariamente me transmitem. E aí, sim, se situa o busílis da questão. Eles são o futuro, enquanto eu, senão sou passado, sou, quanto muito, presente.

A relação entre a experiência educativa da população jovem, o processo de procura de emprego e a situação actual é algo que, para muitos de nós, cinquentões/sessentões, nos escapa. Não é desfasamento, é realidade com que, muitas vezes, não compreendemos e muito menos sabemos lidar, por muito que demos ares do contrário.

Por isso, senão queremos deixar cicatrizes profundas - algumas deixaremos e ainda bem - nos adultos de amanhã, deveremos começar hoje a pensar mais à frente, utilizando a sua própria linguagem, e com planos concretos que perdurem consistentemente e apartidariamente no tempo.

Hoje, quando se fala tanto em pactos de regime, eis uma contribuição, ainda que diminuta, para tal debate.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:32

Fevereiro 05 2018

Desde 2012 que se reabriu a possibilidade de dominar os recursos vitais para a economia portuguesa, libertando-a de algumas dependências externas e permitindo-lhe assegurar uma utilização dos recursos ajustados a um modelo de desenvolvimento que leve em conta o seu capital físico e humano.

Justamente reclamado, por indispensável à sustentabilidade do país em domínios-chave da sua economia, aí está o fruto de tantos e tantos sacrifícios efectuados em anos muito recentes. Projecto simultaneamente mito e instrumento de progresso bem real.

Mobilizou previamente, sobretudo durante os anos da troyka, polémicas e confrontos de opinião como só os projectos e acções que marcam a História são capazes de gerar à sua volta. No meu modesto entendimento, não resultaram desses debates vencidos ou vencedores. Ou melhor, sobrou um digno vencedor: Portugal.

Trouxeram discussões e movimentos de contestação, principalmente, novas pistas de reflexão que permitem ainda hoje artificializar algumas das relações políticas. Envolveu-se neste projecto a esmagadora maioria dos portugueses, pois a quase ninguém tal desenvolvimento foi indiferentes. Nem sempre, infelizmente, se garantiu o pleno compromisso entre o desenvolvimento e a preservação dos nossos valores.

Agora, que a maior parte da tormenta já passou e se navega em águas mais calmas é fácil produzir afectos, distender sorrisos e apresentar obra feita. E até mesmo erros clamorosos, de palmatória até, são perdoados e esquecidos. Pudera. Há muito que aprendemos a pensar muito mais com a carteira do que com o coração.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:16

Janeiro 22 2018

Duas notícias, hoje dadas à estampa, despertaram o meu interesse. Ambas retiradas do DN. A primeira, dizia que 1500 soldados e cabos do exército pagaram para rescindir os respectivos contratos. A outra, afirmava que as competências pessoais são, cada vez mais, valorizadas pelas empresas.

Ora, é sabido que, na última década, Portugal enfrentou momentos particularmente desafiantes, marcados pela instabilidade económica, pelo aumento dos níveis de desemprego e por uma vaga sem precedente de emigração qualificada para o estrangeiro. Agora, porém, mercê do mercado de trabalho português, quando parece ter-se finalmente retomado o dinamismo pleno, importa atentar no que em cima é apontado, bem como fazer o balanço da herança deixada pelos anos de crise e definir uma estratégia para o futuro, que seja simultaneamente ambiciosa e concretizável.

Para isso é fundamental perceber quais as expectativas dos empregadores e dos profissionais. Nesta ordem de ideias, é absolutamente necessário que os profissionais qualificados (!!!) se sintam, per si, interessados em avaliar novos projectos de carreira. Como poderão as empresas ultrapassar esta crescente escassez de competências que ameaça colocar em causa os seus planos de crescimento?

Actualmente, a esmagadora maioria das organizações em Portugal afirma ter dificuldades em recrutar talento, um problema que, recorde-se, era há uns anos exclusivo da área das TIC.

A resposta a esta e a outras questões similares deverá obrigatoriamente passar por planos de atracção e retenção de talentos bem estruturados. O ensino profissional não pode continuar a ser – desculpem-me a expressão – a lixeira de todo o restante ensino secundário.  Não pode ser o vazadouro dos alunos com dificuldades cognitivas e/ou de integração. Junta-te aos bons e serás um deles; junta-te aos maus e serás pior que eles. Ditado muito antigo, mas ainda muito assertivo.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:21

Dezembro 17 2017

Infelizmente, no meu dia-a-dia, ouço, mais vezes que gostaria, a expressão que, no fundo, é uma interrogação de retórica: “para quê esforçar-me se vou acabar atrás de uma caixa automática de um supermercado?” E, em jeito de resposta, adiantam logo: “para tal, basta o nono ano”. Desfazer este e outros mitos é extremamente difícil. Isto, apesar de fazer referência aos múltiplos estudos que dizem perentoriamente que quanto maior é o grau académico e/ou de qualificação maior é a possibilidade de ingressar no mercado de trabalho e, sobretudo, ter um vencimento maior.

Ora, para além desta verdade irrefutável, sabemos que nos próximos dez anos muitas das profissões agora existentes irão desaparecer. Aliás, algo semelhante ao que aconteceu no séc. XVIII, quando a Revolução Industrial destruiu milhares de postos de trabalho. Não é novidade para ninguém que no século passado as inovações e a aceleração da mudança das sociedades despoletaram aumentos de produtividade que fizeram prosperar as pessoas a níveis de bem-estar nunca imaginados, mas simultaneamente lançaram no desemprego milhões de trabalhadores incapazes de se adaptarem às novas realidades.

Nos nossos dias a internet veio acelerar um processo de desemprego tecnológico, algo que Keynes já tinha previsto em 1930. Daqui a uns anos, ninguém duvide, as caixas automáticas, no retalho e nas portagens, a indústria através da robotização, as agências de viagem, os aviões, comboios, carros e outros meios de transporte, praticamente não necessitarão de qualquer pessoa. Aliás conta-se em jeito de graça que no futuro as grandes empresas terão apenas um funcionário e um cão. Este com o intuito de impedir que aquele faça asneira, i.e., (des)ligue algo completamente desnecessário.

Daí ainda apostar em determinadas profissões: eletricista, mecânico, canalizador, entre outras. É que não consigo descortinar um robot a reparar uma instalação eléctrica ou uma ruptura na canalização.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:14

Novembro 07 2017

Fernando Rosas em entrevista ao Expresso, de sábado p.p., afirmou que “houve um tempo recente em que quase era necessário pedir licença para dizer que uma pessoa era de esquerda” E, nesta ordem de ideias, perorava sobre a não estranheza da solução governativa actual, vulgo geringonça, uma vez que tal é fruto de uma certa refundação da dita esquerda e da manifestação de um orgulho em tal.

Evidentemente não tenho a pretensão que aquele político, hoje um quanto esquecido, por via da sua doença e posterior aposentação, mas que os media, em geral, tanto apreciam e a esquerda radical, em especial, tanto elogia, vá ler este poste inserido num modesto blogue. Todavia, tal não me inibe de dizer-lhe que como homem da direita, não radical e muito menos chique e/ou caviar, sem sombra de ultramontanismo, que, hoje-em-dia, também – e, sem dúvida, com maior acutilância –, é extremamente difícil afirmar-se como tal. Homem de direita, por acreditar na iniciativa individual e privada, expressando menos Estado, mas melhor Estado, adepto confesso da centralização, por saber da existência de muitos e muitos caciques locais, e, sobretudo, por saber o que esquerda, mesmo a classificada de democrata, fez e continua a fazer de mal. Abro um parêntesis, para dizer que basta ver que os três resgastes a que Portugal se submeteu o foram durante consulados do PS. Homem de direita por acreditar que História não mente e que esta jamais nos mostrou um país onde a ideologia professa pela esquerda fosse sinónimo de progresso. Homem de direita por acreditar na justiça social, a qual, de modo algum, é apanágio exclusivo da esquerda, como infelizmente, há muitos anos, nos querem fazer crer. Bem pelo contrário. Homem de direita por acreditar na família, como célula fundamental da organização humana, nos valores cristãos e, fundamentalmente, por observar que as causas fracturantes – homossexualidade, adopção, substâncias psicoactivas, equiparação da animalidade à humanidade, entre outras – não são causa de salvação mas, em muitos casos, de perdição.

Estou ciente e, por isso, não me iludo, pelo menos a curto prazo, de que muitos haverá que não me vão dar razão. Todavia, os vindouros dar-ma-ão. A frase “fica-te mundo muito cada vez pior”, já o sabemos, tem mais de dois mil anos e, assim, não a vou invocar. Apenas direi que o futuro dar-me-á razão. Infelizmente!

Ah, desenganem-se aqueles que acham que já estou a fazer jus àquela máxima que “o radical libertário da juventude se torna o conservador da meia idade e o reacionário ranheta da velhice”. Em termos físicos, todos o afirmam, aparento ter menos idade do que efectivamente tenho e em termos de espírito, então, nem se fale.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:59

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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