O meu ponto de vista

Fevereiro 24 2021

Senão todos, pelo menos a esmagadora maioria é pai e/ou mãe. Aliás, mesmo aqueles(as) que o não são sabem que o seguinte é verdade: Os filhos, mas também os netos, passam a vida a contrariar os mais velhos, sejam eles progenitores, avós e/ou outros. É aquilo que se costuma dizer: É a lei da vida.

É um dado adquirido e sem deixar a “coisa” em lume brando, o certo é que contestar sempre, por tudo e a todos os momentos, a maior parte das vezes é pura perda de tempo. Com o passar dos anos a excitação própria da juventude – em mecânica designa-se por vibração – acabará por passar. Não digo em todos e na mesma altura, mas que passa e eles assentam é uma verdade irrefutável.

Hoje-em-dia os professores, os quais fazem e são vistos inúmeras vezes como pais/mães, são motivo de contestação de uma forma veemente e continuada. Não fossem adultos e já experimentados e poder-se-ia dizer que se estava em presença de bullyng. Se o decente diz para fazer de um modo, os alunos tentam, por todas as formas, fazer de outro. Quando no final o resultado é manifestamente mau ou pior, a culpa é do docente: Ou porque não ensinou convenientemente, na versão dos alunos, ou porque não foi persistente – estou a ser benéfico nesta adjectivação – no entender dos pais.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:26

Março 19 2020

Bem sabemos que vivemos tempos extremamente difíceis. Se até aqui todos ou quase todos concordam, o problema levanta-se o que fazer com os filhos, principalmente aqueles que se encontram em idade escolar.

Pais existem que apenas estão preocupados com a protecção dos seus descendentes, enquanto outros pressionam e muito as escolas para que estes tenham mais e mais materiais de estudo. Assim, no seguimento do meu texto de ontem, confirmo não existir professor que não se sinta “apertado” para usar as mais variadas ferramentas com vista a que os seus alunos “acompanhem” a leccionação dos conteúdos em falta.

Ora, como o correio electrónico e/ou outros meios suportam o envio dos mais diversos materiais, toca a encher os “putos” e os mais crescidos com resmas de páginas em pdf, word, excelpowerpoint, entre outros. Depois toca a “chatear” os pais – espero que somente estes – para o envio dos trabalhos feitos, através das imensas plataformas, as quais muito poucos dominam. E, os mais crescidos, num verdadeiro espírito colaborativo – bem, não era precisamente disto que estávamos à espera? – resolvem os testes em conjunto. As redes sociais servem para alguma coisa!

Como já alguém disse, não tardará muito para que os pais suspirem pelas aulas e comecem a dar o verdadeiro valor aos professores.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:43

Junho 16 2019

O tema só é controverso para alguns. A larga maioria defende - e bem - que a formação de família é seu maior propósito. Cada vez mais, infelizmente, tal é adiado para idades mais tardias. As razões podem ser sociais, económicas ou de estabilidade amorosa e o mais frequente entre os jovens casais portugueses é ter o primeiro filho depois dos 30 anos.

O que todos bem sabemos – sim, eu sei que é algo à Lá Palisse – é que sem filhos não existem netos. E, como é óbvio, sem netos não existem avós. Falo, de um forma simples, mas igualmente muito interiorizada, por saber o quanto é bom ser avô e também por possuir igual certeza da imensa felicidade que os netos sentem quando têm os pais dos progenitores por perto.

Os avós não são apenas pais duas vezes e muito menos aqueles que tudo fazem para comprazer aos netos. Eles são, do mais profundo do seu coração, o elo que faz a ponte entre a autoridade natural dos pais e a benignidade e o carinho que as crianças, pelo menos os da mais tenra idade, necessitam para sobreviver no dia-a-dia, tantas vezes abespinhado. Sempre assim foi e ai daqueles que colocam esta verdade irrefutável em causa. Jamais se lamente o amor que os avós dedicam aos netos. O que se deve verdadeiramente deplorar são aqueles que, por um ou outro motivo, não usufruem deste importantíssimo calor filiar.

Não está apenas em causa uma relação familiar, tanto mais que por muito que ame a minha filha, adoro muito mais a minha neta. Há quem queira à luz da Ciência dilucidar tal fenómeno. Ora, jamais a Ciência pode explicar a relação entre netos e avós, tantas vezes incompreendida até pelos próprios pais. Aquela, aliás, não pode ser para aqui chamada uma vez que perante uma nova vida, por muito que a possa explicar, nunca alcançará o dom que possa traduzir por palavras o amor que une filhos e pais e, sobretudo, avós e netos.

Finalizo com um voto para a minha adorada neta. No dia do teu 4º aniversário um beijo do tamanho do mundo deste avô que te adora mais que tudo.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:04

Maio 21 2018

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Como costuma dizer, na sua sabedoria, o nosso povo, mais vale tarde que nunca. Andávamos e andamos ainda todos a clamar que assim não se podem educar os filhos, que não há civilidade, cortesia e bons hábitos na juventude que lhes valha. Isto caso continuássemos como até aqui, i.e., enquanto os pais e/ou educadores não pudessem estabelecer regras e, em face do respectivo incumprimento, pudesse haver lugar aos consequentes castigos. Sublinho particularmente castigos.

Sim, estejam descansados os mais puristas e aqueles que advogam que nem com uma flor se deve tocar numa criança, que recuso peremptoriamente recuar ao tempo em que as punições eram sinónimo de reguadas, de pauladas, de chapadas, de açoites com cordas e cintos – bem, parece que para os lados da Academia do Sporting ainda, hoje em dia, se utilizam estes métodos.

Não, mil vezes não. Todavia, não se pode passar do oitenta para o zero. Enquanto em tempos muito – o muito é relativo - distantes se exercia a violência por dá cá esta palha, hoje nem um simples ralhete se pode dar a um filho e muito menos a um aluno.

Felizmente, porém, já existem psicólogos e, sobretudo, psiquiatras a manifestarem-se ao arrepio de tudo o que durante as últimas décadas andaram (andámos) a defender. Por exemplo, Daniel Sampaio, por todos conhecido como uma das maiores sumidades nacionais neste campo, vem afirmar que “têm que ser definidas regras e implementados castigos”. Adianta e lamenta ainda que “o que se passa é que nas famílias não há regras”.

Convém, afirmar que muitos dos actuais pais já foram “formados” neste limbo a que chamavam de educação. Agora, agora, limpem as mãos à parede …

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:24

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