O meu ponto de vista

Julho 18 2019

Faltavam poucos minutos para as nove da noite. Tudo sossegado. As empresas têm, na sua esmagadora maioria, as luzes apagadas e, nas ruas, o trânsito circulava com relativa fluidez. A família jantava e o João conversava com os filhos, enquanto a Fernanda se ausentou, facto a que, como é lógico, ninguém deu importância. De repente um estrondo de uma porta a bater fortemente e gritos. Era a Fernanda, possessa de tanta raiva e com os olhos raiados de sangue.

- João, o que é isto? Cabelos louros no teu casaco e a camisa manchada de batom?

Filme? Não. É a realidade dos nossos tempos, possível em qualquer ponto do globo. E, embora haja casas onde estes eventos parecem longínquos, eles ocorrem onde menos se espera.

Dia seguinte. Por volta das oito da manhã, tudo ainda está meio sossegado. As famílias despedem-se à porta da escola ou de casa. Estudantes entram, pouco depois, nas aulas, profissionais vão para os seus escritórios.

Na empresa, o CEO desta, Miguel Santos de sua graça, liga o computador e … nada. Volta a tentar e mais uma vez não tem sucesso. Chama o Tozé, de certo modo o guru da informática, e este detecta que piratas informáticos conseguiram invadir o servidor e tomaram posse de todos os dados: pessoais, profissionais e outros que nem é bom falar. Assaltado repentinamente por uma fúria desmedida, grita a plenos pulmões

- Mas que merd@ é esta? Então e agora?

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:00

Fevereiro 10 2019

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(imagem retirada daqui)

Nas tuas diferentes projecções, modelo subtilmente um desenho, com um perfil variável deste o topo até à base, justapondo e fazendo variar estes elementos, obtendo a sugestão de um relevo suave e contínuo, onde distintos planos se insinuam de uma forma muito delicada.

Trato-o como se fosse um desenho mutável, que varia a todo o instante, reagindo ao movimento das coisas em redor: do sol que sobe, roda e desce, uns dias mais e outros um pouco menos, e tão lenta quanto inexoravelmente vai depositando sobre as tuas superfícies – e depois delas vai retirando – a luz, a penumbra e as sombras.

Eu próprio, enquanto observador, quando ainda te imagino, ora mais ora menos proeminente, mas jamais plana, consoante mudam os ângulos de visão - a não ser a quem tanto queres parecer opaca e misteriosa -, como totalmente transparente, revelando toda a vida pulsante que existe no teu interior.

Tudo em ti, são conceitos antagónicos: função e forma, técnica e poética, regra e liberdade. Apresentas-te como um ícone, imagem identificável e inconfundível. Mais que uma mera imagem, é nas possibilidades abertas por essa profundidade que reside o principal fascínio e a permanente capacidade de surpreender.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:44

Maio 16 2017

Perscruto pela janela e nada vejo. Aliás, o meu campo visual é reduzido. Para agravar, a rua e os passeios desertos limitam a minha imaginação. O ambiente exterior, quente e pegajoso, contagia o interior. A minha alma, porém, não se deixa confinar e procura locais longínquos.

Procura em vão. Não me consegues ouvir. Não sei onde estás. Chamo e volto a chamar e apenas ouço o eco da minha voz. Rouca, abafada e nada ritmada.

A paisagem, por vezes, parece-me vagamente familiar. No momento seguinte, porém, é-me totalmente estranha. Desconheço o traçado. Procuro a tua bússola, mas os olhos enovoados não me deixam ler. Não sei para onde ir. As dores atormentam-me e as pernas começam a fraquejar. Um grito de angústia sai-me da garganta. Começo a duvidar das minhas já escassas forças. Conseguirei chegar?

A desolação de mim se apoderou. Encosto-me a uma árvore. A respiração ofegante e o coração sobressaltado não me deixam continuar. Olho para o céu e faço uma prece.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:50

Maio 05 2017

Nas margens do rio, bem pertinho da foz e junto a Alfomelos, aldeia onde nasceu, Mariana vai salgando a conversa. Dá sede. O que, por sua vez, proporciona a vontade de saber mais e mais de uma vida que parece sempre nova a cada frase, a cada desafio, como naquele dia em nasceu.

Nunca pensou sair daqui. Aliás, nem gosta de pensar nisso. Vai vivendo a vida dia-a-dia. É um pé à frente do outro. E a vida não é uma metáfora. A maior parte do dia de Mariana, a mulher que quis mudar Alfomelos, é para se reconfigurar consigo própria.

É missão. Juntou-se a vários grupos e foi neles que encontrou a força para recomeçar todos os dias e é através deles que quer continuar a dar a mão a quem chega.

Gosta de ver os barcos. Não que sinta desejo de embarcar em qualquer um deles, mas simplesmente da beleza que o recorte das águas produz. Contudo, agora decidiu embarcar num. Não, não é contradição. Este é feito de esperança. É o barco do amor.

Mariana solta as amarras e nesses momentos deixa o rio, o sol, os amigos e a família, e parte para aquele cantinho só deles, lá longe, a norte.

Sabes o que andas a fazer? Responde com redobrada alegria:

- Ainda não sei bem. Ou melhor, até sei … vivo intensamente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:04
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Setembro 30 2016

Sim, é verdade, também sonho. Nem sempre, mas sonho. Umas vezes acordado, mas a maior parte das vezes a dormir. E o outro dia tive um sonho. Se é irónico, pretensioso, falacioso ou não, vocês, caros leitores, dirão melhor que eu. Em resumo, a aludida quimera pode contar-se do seguinte modo.

A direcção de um agrupamento de escolas aqui bem perto, do qual me abstenho de nomear, cansada das intromissões da autarquia, da “rebeldia” de alguns docentes, da displicência de outros, esgotada por ser criticada por tudo e por todos - apesar do suor, sangue e lágrimas derramadas -, apresenta a sua demissão.

Antes, porém, resolve ter um “bate-papo” com o je. E, nos intróitos, vem à baila os dissabores, as arrelias, os contratempos e, sobretudo, a incompreensão manifestada, principalmente, pelo corpo docente, o qual, apesar de terem feito vista grossa, i.e., terem deixado que este navegasse com mar à vista, se tem mostrado ingrato.

É certo que a direcção conhece mal ou nada mesmo sobre a realidade das várias unidades orgânicas que compõem a maior instituição do concelho (!!!) – as palavras não são minhas -, limitando-se, quanto muito, a aparecer nesta ou naquela, género visita de médico ou para almoçar. Todavia, no seu alto esplendor – aqui a lavra já é minha – acham-se uns verdeiros injustiçados.

O desenrolar da conversa continuou, afirmando aquela que se emana instruções, os docentes queixam-se de que são tratados como meros alunos; senão enviam é porque não fazem o trabalho de casa. É caso para dizer que tanto faz levar o burro – salvo seja – à água como não. Porrada é sempre certa! E deram um exemplo. Para as reuniões de avaliação do final do ano, a determinada altura, afirmam ser dever dos directores de turma “………”. Ora, logo um coro de críticas se levantou, dizendo estes que, de antemão, sabem – aliás, sempre o fizeram – que devem entregar todos os documentos devidamente em ordem. Mais: que não se pode dizer a docentes com vinte, trinta ou mais anos de serviço, o que devem fazer, tintim por tintim, como fossem autênticas crianças.

Por outro lado, os docentes da secundária queixam-se que, logo às 8:30 horas, o director se passeia pelos corredores, qual polícia, - onde é que eu já ouvi isto? – sem que faça o mesmo noutros estabelecimentos de ensino pertencentes ao agrupamento. Caramba, uma pessoa já não pode deambular por onde quer? Tem que ser por onde os outros querem?

Sei que se falou muito mais, num desfiar de rol de queixas e azedumes até mais não. Infelizmente não me recordo de tudo.

A verdade é que, de repente, acordo e observo que tudo, afinal, não tinha passado de um sonho.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:15

Setembro 23 2016

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Desde há muito que conhecia o local. Aliás, já por ali passara centenas, senão milhares de vezes. Porém, naquele dia algo houve que lhe despertou a atenção. Talvez um sol diferente a brilhar por entre farrapos de pequenas nuvens, talvez a sua felicidade, não sabe. Sim, o que percebeu é que aquele foi diferente dos demais.

À beira do rio Ledo, com cidade de Tafona no horizonte, ergue-se o emblemático Farol de Mar-Morto. Situado no terminal fluvial, junto a uma série de fragatas e a curta distância do velho submarino Lagedo, este património da marinha marca, de forma indelével, a imagem da frente ribeirinha de S. Cipriano. Assumindo-se como uma referência da história local, o Farol de Mar-Morto, que aqui funcionou entre 1856 e 1969, é um dos pontos mais bonitos.

Quem vem da zona ribeirinha, encontra à entrada da Rua Bendita, junto ao Largo do Timoneiro, o chafariz monumental da segunda metade do século XIX. Era aqui, neste sítio histórico, que aguadeiros, particulares e animais se abasteciam de água até meados do século passado, altura em que o fontanário foi demolido. Reconstruído recentemente dá novamente de beber a quem por ali passa.

Na pedra que delimita este património pode ler-se o poema de Mário de Sá-Carneiro “A Inigualável”:

Água fria e clara

Numa noite azul

Água, devia ser

O teu amor por mim!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:35

Maio 09 2016

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Ontem, ao visualizar, novamente, umas fotos tiradas há seis anos, recordei-me de uma visita inolvidável pelo Nordeste Transmontano. Sei que foi nos finais de Setembro, numa época em que o calor ainda se fazia sentir com alguma intensidade. Dizem os entendidos que esta é a melhor altura para visitar a região. A luz varia muito durante o dia, permitindo observações diferentes, mas sempre maravilhosas.

Relembrei paisagens deslumbrantes, onde o rio até atordoa, pelo declive das margens e as curvas apertadas que se sucedem. Cravado nas montanhas, é o terceiro maior da península Ibérica. Nas encostas a pique, que marcam indelevelmente a paisagem, encontramos as uvas mais preciosas, ou seja, nas vinhas em socalco, entre o xisto omnipresente. É o petróleo daquela terra: o Vinho do Porto, um dos melhores do mundo.

Por mais barragens e auto-estradas, este continua a ser um meio rural, que entra em rebuliço na época das vindimas, e de rituais, como as romarias. Território de gente franca e generosa, que vive em comunhão com a terra e a natureza. Assim é o Douro.

Rememorei, também, alguma da excelente gastronomia. Por exemplo, n’O Castas & Pratos, localizado junto dos antigos armazéns da CP de Peso da Régua, jantámos num dos dias. Degustámos um bacalhau em crosta de amêndoa de Vila Flor e presunto de Lamego, sobre brandade de bacalhau e camarão. Simplesmente delicioso. A acompanhar, de entre 700 escolhas – autêntica carta do Deus Dionísio -, veio D. Carla, tinto Douro, selecção de 2006.

E tu, que foste companheira, amante e amiga, o que sentes quando tudo isto perpassa pela tua mente?

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:40

Fevereiro 12 2016

Porque queres andar ou continuar a andar comigo? É a pergunta de ouro, sacramental até, que qualquer mulher faz a um homem. Parece demasiado óbvia, mas nem sempre lhe atribuímos a devida importância e muito menos há os que verdadeiramente sabem como responder.

Quer se trate de uma conversa olhos nos olhos, por telefone ou por outro meio qualquer não há como lhe escapar. O objectivo de quem indaga é tão básico quanto a questão parece ser a uma primeira análise – perceber o que leva o outro a querer andar com ela -, mas esta pode ser uma pergunta com “rasteira”.

Qualquer mulher sabe que um parceiro (ou candidato a tal) entusiasmado com a (eventual) relação, comprometido com os resultados, como hoje se costume dizer por tudo e por nada, é “produtivo” e, sobretudo, fiel. Na prática, e traduzindo isto por “miúdos”, um homem dedicado, “trabalhará” bem e será, o que é, certamente, a cereja em cima do bolo, muito pouco permeável à mudança para outra(s).

Ora, é isto tudo que um homem tem de demonstrar na resposta à questão acima formulada. Simples? Não, de todo. Dizem os entendidos que, para não parecer demasiado ansioso, genérico ou inócuo, a resposta exige sinceridade, destreza e rapidez, ainda que relativamente à primeira se possa ser o maior mentiroso do mundo. Mas como dizem que mais vale parecê-lo que sê-lo …

Fazer, nem que pela primeira vez, ou continuar a fazer uso dos tradicionais “chavões”, aludindo à beleza extraordinária, ao carácter excepcional, à postura de deusa é meio caminho andado para o desastre. Qualquer mulher gostará de perceber, antes de mais, que investiu e/ou investirá o seu tempo a conhecer aquela pessoa, a analisá-la e interpretá-la ao ponto de poder responder, com clareza, onde é que a interligação se traduz numa vantagem para si.

Neste processo deve, contudo, ter alguns cuidados da delimitação da informação que pode focar e naquela onde não deve entrar numa primeira abordagem. Nesta aponte, essencialmente, a questões ligadas à cultura geral, ao sector de actuação pessoal (o que faz, o que presta e o que cativa neles), a filosofia e a missão que o acompanha e as oportunidades de crescimento que oferece. Abordar questões como sejam, por exemplo, gestão de dinheiros, cuidado dos filhos e problemática de férias pode levar a mulher a pensar que está mais interessado na componente financeira do que nela propriamente. Deixe esses aspectos para ulteriores conversas ou para momentos antecedentes a uma efectiva ligação.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:49

Setembro 27 2015

Com uma simplicidade encantadora e um gracioso sorriso estampado no rosto, ela respondeu afirmativamente.

Ele, ao mesmo tempo que puxava a cadeira para se sentar, retorquiu:

- Podes não acreditar, mas é a primeira vez que tomo a liberdade de pedir a uma senhora, que não conheço, autorização para me sentar à sua mesa. Estou a dar esta explicação, uma vez não querer que fiques com má impressão a meu respeito e, sobretudo, pretendo que tenhas a certeza absoluta que não sou um conquistador de vão-de-escada ou que pretendo um flirt ocasional, ditado pelas circunstâncias de uma eventual solidão mútua.

Pelo seu lado, ela, continuando com um sorriso estonteante, afirmou:

- Não te preocupes, pois são raras as vezes que me engano - em termos de maus predicados, como é óbvio - sobre quem, pela primeira vez, dou autorização para se abeirar da minha mesa. E, mesmo que, mais tarde, venha a enxergar um acidental erro, podes crer que sou mulher que sabe ocupar muito bem o seu lugar e, nomeadamente, obrigar os outros a ocuparem devidamente o seu. Por outro lado, não te esqueças que, em qualquer momento, sou completamente livre de me levantar e, assim, acabar com a conversa se a mesma rumar por um caminho que não me agrade. Aliás, este raciocínio também o podes colocar a ti próprio!

Cada vez mais gosto desta garota, pensei para comigo próprio. Ainda por cima é muito gira. Possui um modo próprio de pensar e não pede autorização a quem que seja para dizer o que cogita.

E continuou:

- Também não deixa de ser verdade que nada de mal estamos a fazer e, presumo que tanto tu como eu, apenas, friso, apenas necessitamos de conversar com alguém.

Nesse momento, uma sensação de bem-estar inundou-me. O soutien via-se, agora, com mais nitidez, realçando o rego do belíssimo peito. Caramba, era extraordinariamente difícil não olhar. E, bem sei, que uma ou outra vez notou perfeitamente para onde se dirigia o meu olhar, sem que fizesse, porém, algo para que tal não voltasse a acontecer. Raio, até parecia que gostava de me provocar!

Por isso, ou pelas suas palavras, senti necessidade de intervir:

- Bem, quanto ao que me diz respeito, não é bem assim. É verdade que adoro conversar, mas…

 

(Continua num livro brevemente à venda numa livraria próxima de si)

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:17

Setembro 17 2015

A blusa azul clara que vestia, cujos primeiros botões, propositadamente, se encontravam desapertados, deixava entrever uma boa parte do soutien preto, o qual “protegia” – felizmente não necessitavam de ser segurados – dois belos seios. E, por mais esforço que denotasse, a verdade é que os olhos dele, após se fixarem no rosto, desciam, qual força gravitacional, até ao pronunciamento daquele sublime peito. Ainda que mal parecido, havia algo semelhante ao voo de uma águia que do alto dos céus mergulha rapidamente em direcção à sua presa. Bem pensava que o belo é para ser admirado, mas o moralmente correcto não deixava de o questionar. Impossível resistir, respondia ele para si próprio!

Não é que se considerasse um galanteador, digamos, num modo de expressão popular, de trazer por casa, e muito menos um predador de tudo o que à sua frente passasse, isto é, levando à letra aquele velho adágio de que “tudo o que vem à rede é peixe”. Longe disso. Por natureza tímido e até, de certo modo, algo introvertido, não era, de forma alguma, seu feitio meter-se com alguém sem haver uma apresentação prévia.

No entanto, naquele dia, ao contrário do que a razão lhe dizia, decidiu aventurar-se. Chamou o empregado, pediu a conta e depois de pagar, aproximou-se da mesa em frente. Num breve relance, ela viu-o chegar e, quase em simultâneo, ouviu um pedido de desculpa, seguido de uma pergunta:

- Perdão. Dás licença que me sente?

(Continua)

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:25

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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