O meu ponto de vista

Janeiro 31 2020

É um dado adquirido que cada vez as pessoas tendem a viver mais anos, tal como é por todos sabido que a proporção de jovens, relação a outros sectores geracionais, é cada vez menor. Abro um parêntesis para aludir ao que também é do conhecimento público: a língua é algo vivo e que com o decorrer do tempo vai mudando. Por exemplo, em tempos que já lá vão, uma pessoa com 70 ou 80 anos era designada de velha, passando depois a ser chamada de sénior e hoje-em-dia começa a tomar forma a denominação de geração 60+.

Ora, sendo cada vez mais é natural que surja toda uma “indústria” que acrescenta valorização ao bem-estar desta geração., tendo o foco em toda a sua multidimensionalidade, numa perspectiva 360º: vida (activa), pessoal e familiar. Daí não admirar o surgimento de metodologias e filosofias de gestão do capital humano centradas na felicidade e na criação de um ambiente amigável e positivo, razão pela qual se fala tanto em life-friendly organizations ou work-life balance.

Tal a importância deste tema que o Banco Mundial identificou quatro tendências centradas na sustentabilidade de uma vida activa:

- Combater o idadismo em todas as suas vertentes;

- Centrar as motivações das pessoas, promovendo a inteligência emocional;

- Criar um ambiente de trabalho flexível que permita a conciliação da vida pessoal e familiar;

- Tirar o máximo proveito do contributo das gerações para o desenvolvimento do capital do conhecimento

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:48

Dezembro 17 2019

Há quem continue a afirmar que a felicidade de cada um só depende do próprio. O seu grau de maturidade, a sua condição de “bom”, bem como os resultados palpáveis alcançados chegarão para alcançar o “el dorado “, o pináculo do nirvana constante. Aliás, defendem também que o granjear deste “prémio” decorre naturalmente do sucesso interno efectivo, e não da implementação de um conjunto de dogmas, os quais nos foram inculcados simplesmente com o fim único de apenas alguns atingirem tal estado.

É claro que esta forma de pensar é extremamente individualista, algo que não admira nos dias de hoje. Aliás, não foi e não é por acaso que foram e continuam a ser criados mecanismos para “premiar e reconhecer” para o exterior, repito, para o exterior, as pessoas que lograram executar estes modelos com “sucesso”.

O que importa a família, o próximo, o que acredita e intrinsecamente possui outra forma de pensar? Absolutamente nada. Acima de tudo está tu. Hoje-em-dia, num contexto económico em que cada um de nós se vê forçado, cada vez mais, a racionalizar recursos, a analisar cuidadosamente as suas finanças e de preferência no recanto mais rebuscado da nossa vivência, a obter ganhos em períodos cada vez mais curtos, dificilmente a partilha e a solidariedade subsistem.

Por outro lado, caso persista em implementar outro modo de existência com o fito de obter visibilidade, não diante dos homens, mas perante em quem acredita, é vilipendiado, senão mesmo crucificado na árvore mais alta que encontrem.

É altura de dizer que a nossa vida é feita de alegrias, tristezas e, algumas vezes, de lágrimas, bem como de ranger de dentes. Cada um terá que diariamente carregar a sua cruz. Não a carguejar é viver na mentira.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:30

Agosto 02 2019

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Sim, bem sei que não vos disse nada. Sim, confirmo que já estou de férias e por isso, de certa forma, vos abandonei. Mais: aviso, desde já, que assim vou continuar. Para alguns de vós será um alívio, enquanto para outros – poucos é certo – chorarão lágrimas de crocodilo por não terem de ler o que tanto mal-escrevo. Estou a ser modesto, mas hoje e sempre assim fui!

Já agora, a que propósito tinha de vos dizer que ia de férias? Acham que não tenho mais nada que fazer? Por amor da santa, já sou bem crescidinho para não dar satisfações a ninguém.

Aliás, pouco ou nada tenho a dizer. Dir-me-ão que é sempre assim! Peço-vos, porém, que não afiem já as facas. Ter a família e os amigos por perto – abro um parêntese para dizer que os inimigos ainda mais -, ter o contacto com a natureza, dizer não ao que costumo dizer sim e sobretudo procurar nas memórias de infância a paixão e dedicar mais tempo aos meus hobbies preferidos é o resumo. Por outras palavras, o descanso e bom trato, bem como a procura da felicidade estão assegurados.

Todos temos um jeito para sermos felizes. É só necessário aproveitar cada bocadinho da vida e olhar para o lado positivo, mesmo nas ocasiões em que não se vê a ponta dum c…

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:29

Maio 22 2019

Um dos maiores, senão o maior, poema de Florbela Espanca diz “Eu quero amar, amar perdidamente!/ Amar só por amar: Aqui... além.../ Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…/ Amar! Amar! E não amar ninguém!”, aliás cantado divinamente por Amália Rodrigues e Cidália Moreira. Com toda a franqueza não quero, nesta idade, amar tão profundamente como o descrito por aquela poetisa nos seus verdes anos. Todavia, contentava-me viver, sempre e bem, viver perdidamente, desfrutando de tudo o que vida tem para oferecer, recordando o que ficou para trás e ansiando pelo que se anuncia mais para a frente.

Vida colorida e deliciosa? Sim, é possível, desde que se saiba fazer algumas escolhas. Começando na alimentação, de que não sou exemplo para ninguém, a qual poderá fazer toda a diferença na nossa qualidade de vida e, inclusivamente, autonomia. Dormir melhor é outro atributo. Sei de experiência feita a sua enorme importância, uma vez não saber o que é uma noite bem dormida há muita, bem como todas as consequências daí inerentes como, por exemplo, a irritabilidade.

As pessoas felizes são mais optimistas e tendem a distribuir a sua energia e a espalhar boas vibrações a quem as rodeia. O segredo dessa felicidade? Por vezes, algo tão simples como rir alto e de modo sincero, o que provoca uma quebra nas hormonas de stress e o aumento das endorfinas, hormonas responsáveis pela sensação de felicidade. Ou, então, pensar positivo. Por que razão tem o corpo de estar meio cheio quando pode estar meio cheio? Parece que não, mas faz toda a diferença

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:10

Dezembro 01 2018

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Sou exigente, ou melhor, sou muito exigente. E apesar de nos últimos anos ter moderado este ímpeto, o certo é que ninguém me pode acusar de ser rigoroso com os outros sem o ser comigo mesmo. Dito por outras palavras: antes de impor aos outros dou o exemplo.

Sim, eu sei que a palavra é muito importante, mas mais ainda é o exemplo. Há quem fale muito e de forma extremamente eloquente, mas depois, na prática, professam como aquele ditado “bem prega Frei Tomás …”

A vida é dura e difícil? É verdade, independentemente da condição familiar, profissional e afectiva. Mais para uns que para outros, é verdade, mas, no geral e no cômputo do nosso modus vivendi, aquela premissa é totalmente verdadeira. Pensar que todos temos direito a sermos sempre felizes e, sobretudo, para sempre é pura falácia. Aliás, tal como a sorte, também a felicidade dá muito trabalho e carece de muitos sacrifícios.

Querer o melhor de amanhã já hoje não é honesto. Dar tudo sem mostrar o essencial, i.e., não denotar espírito de sacrifício, não ser exemplo de perseverança, não demonstrar que o amanhã será melhor que hoje, não revelar resiliência nas piores situações, não é NADA.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:02

Outubro 09 2018

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O sorriso é a forma de linguagem mais poderosa e universal. Todos concordamos com este pressuposto e, por isso, ninguém tem o direito de o esconder, salvo em ocasiões muito especiais, e assim denotar o bem-estar e o sucesso.

Em meados do século XIX Darwin publicou os primeiros estudos científicos acerca da expressão facial. Nestes desenvolveu a ideia de que o sorriso é uma expressão inerente à espécie humana e com um papel crucial na adaptação e evolução da nossa espécie ao longo dos tempos.

É verdade que com um sorriso nos lábios se manifesta a felicidade e se qualquer um de nós quiser sentir este estado, então deve sorrir.

E apesar da Natureza não ser pródiga para todos neste âmbito, uma vez que uns apresentam um sorriso estético e harmonioso outros nem tanto, não há nenhum tão defeituoso que não possa ser exibido.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:49

Outubro 20 2016

Todos ansiamos pela felicidade. Todavia, se sabemos qual a meta a alcançar, desconhecemos os caminhos, as estratégias e, sobretudo, com quem lá podemos chegar. São muitas as teorias em redor desta questão, a maior parte das quais colocam em dois pratos distintos da balança a motivação e a(s) personagem(s). Há ainda quem, agora, defenda a relevância de uma outra variável nesta equação: os mais felizes não são aqueles que dizem amar incondicionalmente, que trocam diariamente juras de amor, mas sim aqueles que enfrentam, quotidianamente, os maiores desafios que a vida acarreta.

Uma relação que não traga “chatices nem angústias não é, necessariamente, a que traz mais felicidade. Segundo estudos levados a cabo por Rosabeth Kanter, da Universidade de Harvard, “quando os parceiros sentem que estão a fazer a diferença no relacionamento e a contribuir para o seu crescimento de forma decisiva, são mais felizes e, principalmente, mais motivados”.  E a investigação vai mais longe, adiantando que “o factor salário e remuneração é relevante para a relação, mas não foi identificado como sendo determinante para a felicidade”. Aqui acrescento o velho adágio “o dinheiro não dá felicidade, mas que ajuda, ajuda”.

É, pois, na realização de tarefas ou funções desafiantes e capazes de mudar o destino da relação, que as sensações de felicidade mais se notam.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:20

Julho 03 2016

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Com a minha idade, bem posso dizer que já vi quase tudo e, por isso, pouco ou nada me admira. Todavia, à medida que a idade avança - é uma verdade insofismável – abrem-se novas oportunidades de experienciar o melhor da vida. Se bem que a idade traz algumas condicionantes diferentes de década para década, o saber viver é algo que se adquire e que revela o melhor de cada um, perante si próprio e perante os outros.

Na idade maior – adoro este eufemismo – há certezas que se fortalecem, relações que se alicerçam e uma vontade de continuar em frente no percurso de existência que já não só queremos melhor apenas para nós, mas sobretudo para todos aqueles que fazem parte do nosso quotidiano, como os nossos descendentes.

A responsabilidade de cada um saber cuidar de si e de tomar as opções certas para cada etapa da sua vida é, por isto, da máxima importância, pois está ligada a tudo, desde a saúde mental, passando pela emocional e física. Assim, vale a pena manter os sentidos bem apurados, uma alimentação equilibrada, exercício físico e o saber que para cada problema existe uma solução … afectiva!

Em suma: pontos de partida para esta etapa de vida, a que a definição de seniores confere o estatuto de maturidade. As razões do coração (!!!) e da razão falam, assim, mais alto, no sentido de cada um tornar a sua existência feliz, única e com a sua marca, que assinala a diferença. Já agora, parafraseando alguém, façam o favor de serem felizes.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:36

Maio 04 2015

Não somos máquinas ou autómatos para carregarem num botão e fazermos o que muito bem entendem. Dentro de cada um de nós existe um coração que palpita, gera sentimentos e alicia emoções. Jamais nos podem confundir com uma amálgama de fios e circuitos mais ou menos complexos que se podem comandar à distância de um clique.

De acordo com Pascuel Olmos, coautor do livro “A Vida Que Tu Mereces”, o mundo enfrenta uma crise que não é apenas económica, mas também institucional, política, de justiça e de padrões de comportamento. Este contexto, segundo os especialistas deu lugar ao desemprego, ao aumento dos níveis de corrupção e, o mais grave, à falta de confiança.

É absolutamente necessário encontrar um modelo alternativo de vida, tanto a nível profissional como societário, baseado no real valor de cada um e que integre, de entre outros, os campos da rentabilidade, e, por conseguinte, do bem-estar económico, da psicologia e, sobretudo, da espiritualidade. Em suma, uma nova via que nos permita atingir, a cada um de nós, repito, a realização pessoal.

No livro anteriormente citado é enfatizado que “é possível ser-se feliz no trabalho, criar motivação no trabalhador quando este já não tem esperança e promover uma harmonização entre o trabalho e a vida pessoal e familiar de cada um”.

A par com a felicidade, que todos merecemos, a competência mais determinante para o sucesso profissional é a atitude de evolução e a melhoria na igualdade de tratamento, algo que, sinceramente, vejo muito pouco.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:53

Dezembro 03 2013

Sim, ele sempre soube, que ela se queria dar a conhecer. E não esteve com meias medidas. Bateu à porta e foi convidada a entrar. No início, pensou que se tratava de uma brincadeira. Só que não estavam no Carnaval e muito menos era o primeiro de Abril.

Desde logo, demonstrou saber ao que vinha, uma vez ter tornado bem claro que a abordagem tinha sido preparada, quase que diria, ao mínimo pormenor. Personalidade, diferenciação e criatividade foram e são os seus pontos fortes.

Bem soube que, depois dos telefonemas e da troca de emails, podiam, primeiramente, terem-se encontrado em qualquer outro lugar. Ela, porém, preferiu a forma mais directa e eficaz de gerar e, sobretudo, rebustecer aquilo que começava a surgir entre eles. Aliás, dizias ela: “numa altura em que o mundo é gerido em contrarrelógio há que enfrentar a vida com originalidade e inovação”.

Ela foi, na verdade, igual a si mesma. Na sua identidade e na forma como se desnudou, mostrando toda a beleza feita de curvas e contracurvas, de rectas com princípio, meio e fim, contrariando, nestas formas, as leis da geometria.

No espelho da vida, para além dos traços bem vincados de personalidade, denotou igualmente os pontos fortes da sua filosofia vivencial e, como não podia deixar de ser, as pontuações nos vários eixos de sucesso.

No início apenas a representação do talento. Depois a reprodução da paixão e da ambição de ser amada.

Ele, pelo seu lado, apenas se deixou seduzir. O encantamento fez o resto. Longe ficou o passado, apenas contando aquilo que são hoje, onde querem chegar no futuro e, principalmente, o caminho que não querem voltar a percorrer. De uma coisa têm a certeza: sabem que não querem voltar por aí. Desconhecem, é certo, o percurso a fazer. Mas, como dizia o poeta, “o caminho faz-se caminhando”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:37

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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