O meu ponto de vista

Fevereiro 05 2024

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Com toda a sinceridade afirmo que muitas vezes os meus inimigos já tentaram abater-me. Não conseguiram. Não esqueci, mas o que lá vai, lá vai. Contudo, também é verdade que já fui assassinado um ror de situações por amigos. Estas situações, sim, é que custaram imenso. E não olvido.

Por outro lado, também em diversas circunstâncias desamores houve que tentaram trucidar-me. Felizmente não alcançaram esse objectivo. Porém, difícil, difícil foram as facadas dadas nas costas pelos amores. Como recordo de todos estes. E se aqui escarrapachasse os nomes?

Igualmente, em momentos distintos, familiares mais ou menos chegados já tentaram liquidar-me. Umas vezes de frente, outras pelas costas, mas, quer num ou noutro, sem sucesso. Posso não me lembrar de outros factos, mas destes memoro e bem.

Não pretendendo, independentemente das circunstâncias, qualquer forma de vingança, apenas direi que o anúncio da minha morte foi e continua a ser manifestamente exagerada.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:26

Abril 04 2019

Todos sabemos que governar é uma tarefa complexa, a qual exige rigor, profissionalismo, espírito de missão, sentido cívico e, sobretudo, uma profunda visão do futuro. Por isso, não admira que quem governe tente importar uma harmonização do pensamento político com as necessidades de desenvolvimento económico e social sustentado, numa óptica de realismo e pragmatismo face aos recursos disponíveis, aliás sempre e eternamente escassos.

Se todos ou quase todos estamos de acordo com o anteriormente exposto, também não é menos verdade que o actual governo imprimiu um sistema endogâmico, a todos os títulos nefasto, como já tive aqui e aqui oportunidade de referir.

Em todas as áreas de governo, coordenações, institutos públicos e fundos dependentes é um enxame de boys and girls de bradar aos céus. Um nomeia os familiares do colega; este por sua vez chama para o seu gabinete e afins os do outro, e assim por diante, sempre com a lógica de confiança, perfil e sentido de responsabilidade, algo que fica sempre bem na lapela de qualquer jovem turco - e não só - ansioso por ascensão social.

Serão apenas os familiares mais ou menos directos dos actuais governantes que possuem aquelas qualificações?

Por outro lado, há quem defenda este estado de coisas afirmando que quando o governo for “à vida” todos os nomeados serão também “despejados”. Em primeiro lugar, tal não é bem assim para todos e, em segundo, mesmo para aqueles que o forem, estes têm direito a um chorudo subsídio de reintegração. Sendo que os pagantes são sempre os do costume.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:20

Fevereiro 20 2019

A ética e a moralidade – não serão conceitos muito semelhantes? – sempre estiveram mais ou menos arredados do múnus político. Agora, fala-se um pouco mais, já que a acutilância e pertinência do tema estão na agenda diária, mercê de um acrescento, o qual não é despiciendo, bem como pelos alertas constantes da opinião pública.

Há umas boas dezenas de anos, um autarca do Minho foi vilipendiado, e bem, na praça pública por nomear como seu chefe de gabinete a própria mulher. Respondeu que sendo um lugar de extrema confiança, ele não depositava tal em mais ninguém que a própria esposa.

Hoje, mercê da banalização dos costumes, acentuada com a quase ausência de bons hábitos e, sobretudo, públicas demonstrações de interesse público, tal facto seria corriqueiro e não passaria de nota de rodapé de qualquer órgão de comunicação regional.

A recente remodelação governamental, prova acabada de fim-de-linha, acabou por meter à mesa do Conselho de Ministros marido e esposa, assim como pai e filha. Isto para não falar de assessores e demais quejandos. Afinal, só não entrou o cão, o gato e o periquito porque os estatutos do PS não permitem ainda, friso o ainda, a inscrição destes e de outros animais domésticos.

Bem sei que ninguém deve ser ostracizado de qualquer cargo por ser esposa/marido, pai/filha ou por outra relação de parentesco mais ou menos próxima. Porém, que é estranho é. Já agora, imaginam um governo constituído por pai, esposa, filhos, irmãos, sobrinhos, cunhados, primos e demais familiares directos? Possível é. A lei não o proíbe.

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:01

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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