O meu ponto de vista

Julho 16 2021

Não tenho a certeza absoluta, mas penso nunca ter tido tanto trabalho no final de um ano como neste. Bem sei que a nossa memória é curta, mas seja pelos já muitos anos de serviço, seja pelo excesso de trabalho, o que sei é que ando numa roda-viva, ou, como hoje se ouve dizer, percorro caminhos de enormíssimo stress.

São reuniões e mais reuniões, algumas delas apenas, segundo nos dizem, por a legislação obrigar, actas e outras actas, relatórios atrás de relatórios, cujo conteúdo repete quase na íntegra o teor daquelas ou vice-versa, são avaliações dos discentes e dos colegas docentes, são os trabalhos finais dos alunos do 12º ano, via profissionalizante, são documentos em suporte de papel e outros, obrigatoriamente, no Google Drive, isto para não falar nos exames.

Somos um país de burocratas e, sobretudo, de uma administração sempre desconfiada com a arraia-miúda. Daí pedir papéis e mais papéis. Tudo tem de ser confirmado e reconfirmado. O aluno efectua a avaliação sobre o professor, este diz de sua justiça sobre aquele e sobre os colegas. A direcção volta a dizer o mesmo, já mil vezes dito e … o mais importante fica para trás. Sim, não se aguenta tudo e o dia só tem 24 horas e há mais vida para além da profissão.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:27

Junho 21 2021

Quanto mais não seja, no calendário inicia-se hoje uma das estações mais apreciada por todos os portugueses: o Verão. Apesar de hoje se apresentar mais que envergonhado – já vi dias em pleno Janeiro bem melhores -, é tempo de férias, de odor a flores e a fruta, de longos e bons dias de sol, noites cálidas, lugar para conviver à sombra e diante de um bons petiscos e bebidas frescas, momentos para colheitas, algumas das quais se estenderão até ao Outono, no fundo circunstância e conjuntura que nos convida a momentos de lazer e prazer.

Não falei anteriormente de praia propositadamente, já que este é, sem dúvida, o lugar de eleição que me faz lembrar o Verão. Adoro ir para a praia cedo, sentar-me na cadeira e ler o jornal. Enquanto esta actividade não estiver concluída, ninguém me convide para outra coisa. Por volta das 11h00 é, então, tempo de um banho refrescante, a que segue uma hora depois o regresso a casa para grelhar um belo peixe, adquirido de manhã cedo no mercado respectivo. Depois do almoço, é altura para uma dormir uma sesta, regressando à praia por volta das 16h00, sempre acompanhado de um livro.

Estes dias repetem-se, um atrás de outro, sem me cansar. Dirão alguns que são férias minimalistas, sem graça e muito menos rasgo de ousadia. Respondo que, primeiro, cada um faz o que gosta; segundo, também nem sempre, nem nunca. Dias existem em que os passeios por outras paragens se impõem, sem esquecer de percorrer serras e vales sempre à procura da óptima gastronomia regional.

O único lamento é que são poucos dias – a disponibilidade e as finanças assim determinam -, e ainda faltar tanto tempo para o início de tal.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:12

Novembro 11 2020

Recordam-se do que, em tempos, os governantes nos disseram, sobretudo em Julho e em Agosto? Façam férias, desde que seja cá dentro. Não existem problemas alguns de contágio, desde que respeitem o distanciamento social. Ocupem hotéis e restaurantes. Salvem o turismo. É um dever patriótico.

É óbvio que os portugueses, ávidos de gozar o sol e o mar, não se fizeram rogados. Aliás, bem necessitados estavam. Todavia, todos sabíamos que a segunda vaga do Covid-19 não tardaria. Porém, também estávamos convencidos que o governo estava a fazer o trabalho de casa. Não é por acaso que continuam a dizer que não houve férias no combate à pandemia. Vê-se!!!

Agora, apanhados com as calças na mão, por muito que em entrevistas atrás de entrevistas, previamente muito bem combinadas e, por isso, extremamente fofinhas, queiram fazer passar o contrário, aqui d’El Rei há que fechar quase por completo a torneira. E não será completamente porque as escolas não irão fechar. Bem, fechar para quê? Os professores não são carne para canhão?

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:15

Julho 24 2020

Até enfim! Estou de férias. Hoje, com a apresentação das Provas de Aptidão Profissional do 12º ano (Curso de Mecatrónica), concluiu-se este ano lectivo. Foi um ano completamente atípico, o qual nos custou mais trabalho, sobretudo por ser alicerçado num desdobramento de múltiplos agentes: docente, técnico de informático, camaraman, telespectador e usurário de ferramentas digitais que há poucos meses nem sonhava que existiam.

Tudo isto acarretou um a créscimo de preocupações, com o consequente stress, muitas vezes a raiar o bornout. Se acrescentarmos o confinamento, acompanhado de um temor constante de contágio pelo novo coronavírus, então é fácil imaginar o quanto foi difícil o período desde Março até ao quotidiano.

Se o ensino me tem adicionado um cansaço imenso – bem a idade também não perdoa -, a agricultura, pelo menos nestes últimos tempos de vaga de calor, deixaram-me quase em estado de coma. Sim, eu sei que quem corre por gosto não cansa, mas …

Por isso é mais justo o gozo destes dias. O recarregar de baterias, através de muita praia, passeios por aqui e/ou por ali, o saborear da nossa rica gastronomia, dando especial enfoque ao maravilhoso peixe em que o nosso mar, repito, nosso mar é tão pródigo, é obrigatório.

Entretanto, de vez em quando darei notícias.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:34

Agosto 02 2019

20190705_205739.jpg

Sim, bem sei que não vos disse nada. Sim, confirmo que já estou de férias e por isso, de certa forma, vos abandonei. Mais: aviso, desde já, que assim vou continuar. Para alguns de vós será um alívio, enquanto para outros – poucos é certo – chorarão lágrimas de crocodilo por não terem de ler o que tanto mal-escrevo. Estou a ser modesto, mas hoje e sempre assim fui!

Já agora, a que propósito tinha de vos dizer que ia de férias? Acham que não tenho mais nada que fazer? Por amor da santa, já sou bem crescidinho para não dar satisfações a ninguém.

Aliás, pouco ou nada tenho a dizer. Dir-me-ão que é sempre assim! Peço-vos, porém, que não afiem já as facas. Ter a família e os amigos por perto – abro um parêntese para dizer que os inimigos ainda mais -, ter o contacto com a natureza, dizer não ao que costumo dizer sim e sobretudo procurar nas memórias de infância a paixão e dedicar mais tempo aos meus hobbies preferidos é o resumo. Por outras palavras, o descanso e bom trato, bem como a procura da felicidade estão assegurados.

Todos temos um jeito para sermos felizes. É só necessário aproveitar cada bocadinho da vida e olhar para o lado positivo, mesmo nas ocasiões em que não se vê a ponta dum c…

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:29

Janeiro 02 2019

images.jpg

Hoje falarei sobre a morte de Joaquim Bastinhas. Sim, falarei sem medo do novo politicamente correcto, sobretudo daquele tentativamente implementado pelo desmiolado PAN. Aquele cavaleiro, no fundo um cavalheiro no trato e no modo como privava com todos – lembro-me de ter estado com ele, há um bom par de anos, numa corrida em Monte Gordo -, digno de memória e, por isso, não me admirou os milhares de pessoas que estiveram neste dia, no seu funeral, na sua querida terra, Elvas, cidade onde lidou um touro pela primeira e última vez.

Igualmente hoje falarei de toda uma série de trabalhos agrícolas que, nesta época natalícia, mercê da interrupção lectiva, concretizei. Falo do fim do corte dos pinheiros no terreno, que após a manteação, a qual dentro de dias se seguirá, em Março será vinha, bem como a plantação das batatas do “cedo”, couves, nabiças, assim como o semear de favas.

Por fim falarei também do reinício de aulas, algo que, como é do conhecimento geral, acontecerá amanhã. Para quem acha que os professores durantes esta época, em que os alunos não estão na escola, nada fazem, direi que ainda hoje acabei de corrigir um teste do 12º ano, realizado no último dia de aulas do primeiro período, o qual amanhã entregarei e farei a respectiva correcção. O ensino profissional, ministrado por módulos, assim obriga e ainda bem.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:17

Agosto 31 2018

transferir.jpg

Gasto os últimos cartuchos. Hoje termina o bem-bom, que é como dizer acabam as minhas férias. Curtas, é certo, mas muito proveitosas. A companhia de pessoas amigas, os dias de praia com a minha neta, bem como os encontros com os familiares foram, sem dúvida, os momentos altos destas semanas tão importantes para o retemperar de esperanças. Instantes e ocasiões cada vez mais necessários para enfrentar os próximos onze meses.

Restam dois dias – fim-de-semana – para me preparar psiquicamente com vista a enfrentar o novo ano, já que segunda-feira, como se dizia antigamente, é dia de pica-boi.

Não é como à quarenta anos, mas ainda hoje existe alguma ânsia, emoção até, em saber quais os anos de escolaridade que se irá leccionar, as disciplinas que serão atribuídas, sem esquecer a característica dos alunos e, sobretudo, o horário semanal. Tantas incertezas que também dão um sabor especial aos dias de início do novo ano lectivo.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:46

Julho 26 2018

images.jpg

Enfim, de férias. Pouco ou nada tenho, neste momento, a dizer, a não ser ansiar por umas boas férias, bem como desejar o mesmo para todos os meus leitores.

Como é hábito, vou deixar de vos importunar com meus textos. Isto não quer dizer que de vez em quando não escreva algo. Sem obrigação, apenas por absoluta necessidade voltarei a este espaço até ao final de Agosto.

Até lá, fiquem bem e, com dizia alguém, “façam o favor de ser felizes”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 17:45

Julho 17 2018

images.jpg

Ainda que tímido – estou a ser benéfico na apreciação – o Verão chegou e com ele o sol. É lógico que depois de um ano inteiro a trabalhar a esmagadora maioria esteja ávida de férias. E quando se fala de férias, fala-se de pouco ou nada fazer, passear, apreciar a gastronomia, disfrutar da companhia daqueles que mais gostamos e, sobretudo, para aqueles que apreciam, de praia.

Então, para aqueles que, como eu, o final de ano lectivo tem sido uma verdadeira maratona em termos de trabalho – somente os que são ou foram directores de um curso profissional a nível do 12º ano conseguem dizer de sua justiça -, as férias até parece que nunca mais chegam.

Ora, tanto quanto me é dado a saber, em termos de praia, este ano, somente o Algarve satisfaz minimamente. Por este motivo, mas também por hábito, lá para o final deste mês rumarei a sul. Serão apenas quinze dias, mas estou certo de que virei com as baterias carregadas. Pelo menos assim espero.

Comer bom peixe, ler diariamente o jornal, estar horas e horas na praia sem quaisquer preocupações, saborear uma cerveja ao final da tarde, passear por trilhos, percorrer salinas, conviver com a família e amigos, muito haverá por descobrir em terras algarvias.

Por tudo isto, não embarco em loucuras de levar a greve dos professores até às últimas consequências. Fiz greve, colaborei na luta, mas agora chega. Estou cansado e, nessa ordem de ideias, quero colocar um ponto final nas actividades escolares do presente ano. Mereço e principalmente a minha família e amigos têm direito a granjearem da minha companhia.

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:51

Janeiro 17 2018

Todos sonhamos. Aliás é uma necessidade, pois um homem sem sonhos é alguém sem futuro. É nestes dias de imenso frio e abundante chuva, em que o Inverno - principalmente este - é pródigo, que digo, com toda a sinceridade, que me apetece falar de férias. E, para mim, falar de férias é, para além de nada fazer, calor e praia.

Bem sei que férias e escapadelas não são, pelo menos para já, para marcar na minha agenda. Não quero decidir o destino concreto e muito menos desejo iniciar os preparativos. Não estou minimamente preocupado com passaportes e vistos, guias de viagem, que roupa levarei ou, então, onde deixar o cão ou o gato. A questão das vacinas, caso o rumo me possa levar a um local mais exótico, também não se coloca.

Verdadeiramente, o que, neste momento, gostava era de gozar umas férias. Económicas, uma vez que o dinheiro está pela hora da morte, e bem acompanhado. Durante o dia, muito sol e o mar a banhar os pés. Saborear um peixe acabado de grelhar, acompanhado por um bom vinho branco fresco. A terminar o dia, um passeio tranquilo para apreciar a noite cálida, bebendo aqui e/ou ali uma cerveja gelada.

Careço de me perder num trajecto qualquer, deixando-me seduzir pela beleza da sua paisagem – todos os locais são belos -, de modo a conhecer o seu património natural e descobrir os seus locais pitorescos e a sua gastronomia.

Há quem afirme que sozinho ou acompanhado o bom é ir. Não comungo, de modo algum, desta opinião. Por isso, mais concretamente, por falta de companhia, é que não parto já amanhã.

publicado por Hernani de J. Pereira às 12:15

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
Outubro 2021
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


arquivos

Outubro 2021

Setembro 2021

Agosto 2021

Julho 2021

Junho 2021

Maio 2021

Abril 2021

Março 2021

Fevereiro 2021

Janeiro 2021

Dezembro 2020

Novembro 2020

Outubro 2020

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO