O meu ponto de vista

Fevereiro 14 2021

Em tempos de contínua luta com vista a salvar milhares e milhares de vidas, chegando ao cúmulo de necessitarmos de ajuda do estrangeiro, como são exemplos as equipas de saúde da Alemanha, França e Luxemburgo que estão entre nós, o que faz o nosso parlamento? A resposta está nos temas fracturantes: eutanásia e a possibilidade de mulheres poderem engravidar com esperma de maridos já mortos. Está bem visto, pois é isso que preocupa, sem margem para dúvidas, a esmagadora maioria dos portugueses.

É o que dá sermos governados por uma maioria de esquerda e extrema-esquerda.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:15

Fevereiro 18 2020

Já não de agora e muito menos original, mas que vivemos tempos difíceis ou, melhor, incompreensíveis, é verdade. Entidades e pessoas cuja matriz é o colectivismo, onde a propriedade e a liberdade individual não são admissíveis, mas no que respeita à eutanásia são os primeiros a colocar como prioritária a vontade de cada um, é de espantar. É o exemplo do BE e do Livre, sendo de bom-tom, ressalvar a atitude positiva do PCP.

Quando num dos poucos países europeus onde a morte assistida é permitida, como é exemplo a Holanda, se começa a discutir a possibilidade de dar um comprimido, a cada pessoa com mais de 70 anos, com o fim desta, se assim o entender, tomar e assim colocar fim à vida, é absolutamente necessário colocar travão, enquanto podemos, a esta deriva suicidária.

Que cada um pode terminar com a sua própria vida, é mais que sabido e acompanha o homem desde que é homem. Não aprovo, não compreendo, mas desde que não esteja na minha mão impedir nada posso fazer a não ser rezar. Uma coisa é certa, toda a pessoa é livre de cometer as maiores loucuras, como é o caso do suicídio. Todavia, se estiver na minha mão impedir tal, jamais respeitarei essa vontade, uma vez entender este meu gesto, não como um atentado à liberdade individual, mas como amor. Contudo, neste caso, não me posso rever somente no caso impeditivo, mas também no cuidado que devo ter para com o próximo. E o que falta são estes cuidados, estes gestos de amor.

Há que pensar nisto: algo vai mal, quando se passeia o cão diariamente na rua, onde este é tratado como se filho fosse, enquanto os progenitores são abandonados em suas casas, sujeitos a solidão atroz, ou encerrados em lares sobrelotados.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:27

Fevereiro 14 2020

Os partidos com assento na Assembleia da República, na sua maioria, preparam-se para aprovar o direito à morte assistida, sem haver lugar a debate público e muito menos referendo. Conforme disse no texto anterior, por muito que nada tenham dito aquando da campanha eleitoral para a actual legislatura, aqueles, com receio de que o povo chamado a referendo chumbasse a sua pretensão – não tenho a menor dúvida que assim seria -, preparam-se, agora e à socapa, para aprovar legislação sobre tal matéria.

Que os partidos da esquerda e extrema-esquerda o façam não me admira, uma vez que a democracia directa é para ser usada apenas e exclusivamente quando muito bem lhes interessa. Agora que o PSD, cuja matriz sempre foi moldada pela doutrina social da Igreja, bem como sabendo que a maioria dos seus militantes e, sobretudos, eleitores, professam a religião católica, vá atrás daqueles e também apoie a não realização de um referendo é que não compreendo e muito menos aceito. Respeito quem pense diferente e vote conforme muito bem entender num referendo, como é óbvio. Rejeito a clarividência de meia-dúzia de iluminados, bem sentados no Parlamento.

Estou e enquanto assim pensar estarei sempre contra este atentado à vida humana, por muito que respeite a liberdade, não qualquer liberdade, não as mais amplas liberdades e muito menos a libertinagem. Atrás da eutanásia outras “liberdades” virão. Isto é só o princípio.

Por último, acrescento: ou o PSD, no qual há muito milito, repensa a sua posição relativamente ao referendo, ou ver-me-ei, de acordo com a minha consciência, obrigado a desfiliar-me. Tenho dito.

publicado por Hernani de J. Pereira às 12:29

Fevereiro 12 2020

No próximo dia 20, a Assembleia da República (AR) irá, em princípio, aprovar do direito à eutanásia. Digo em princípio, uma vez que a esquerda e extrema-esquerda, hoje maioritária na Parlamento, já disseram que eram esses os seus propósitos. Para início de conversa, direi que não concordo com esta posição, uma vez que, senão toda a esquerda, pelo menos o PS não o declarou explicita nem implicitamente no seu programa eleitoral tal desiderato. Ora, caso o tivesse feito, i.e., de fora clara e concisa, sem tergiversações, estou perfeitamente convencido que o resultado eleitoral tinha sido diferente. Não votei PS, como muito bem sabem, mas conheço muitos socialistas que jamais teriam convertido o seu voto em cor-de-rosa caso soubessem destas nefastas intenções.

Se AR é soberana? Claro que sim. Isso é indiscutível. O problema é os deputados terem sido eleitos de acordo com um programa e, posteriormente exercerem o seu múnus em algo a que legitimamente não lhes foi dado mandato. Esclareço, desde já, que incluo neste rol o PSD, o qual, segundo as últimas notícias vindas a público, se prepara para dar liberdade de voto aos seus deputados, argumentando que se trata de uma questão de consciência. Votei PSD e, como militante li atentamente o respectivo programa - tanto mais que propaganda/aliciamento fiz – e nada vi escrito sobre tal tema.

Como católico e, sobretudo, cristão, acredito que apenas Deus é dono da vida humana, Assim, enquanto pensar deste modo, jamais imaginarei alguém, por muitos sacrifícios/dores que possa estar sujeita, a colocar fim à vida ou a solicitar a outros que o façam. O padecimento é algo, não fruto da criação Divina, mas dos males que o Mundo enferma. Como tal deve servir, independentemente do credo/situação, como expiação. Nascemos a sofrer e, na generalidade, da mesma forma havemos de perecer. No intermédio muitas alegrias temos, tendo sempre presente que estas são bem maiores que aqueles, e, como é lógico, as quais servirão de equilíbrio aos padecimentos. Quando quisermos uma vida apenas provida de felicidade então o nascimento é desnecessário.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:29

Maio 29 2018

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A eutanásia morreu. Pelo menos por agora. Para mim, “paz à sua alma” para sempre. Na mesa de operações – leia-se hemiciclo da AR -, foi aberto o seu corpo, esventrado até. De todas as formas e feitios foi visto e revisto, tendo-se chegado à conclusão que não necessitava de operação e por isso foi fechada a respectiva carcaça. Todas as investigações técnicas foram realizadas e tendo-se chegado ao diagnóstico esperado, fechou-se o ciclo. Amanhã é outro dia.

Já ontem o escrevi e volto a repetir: eis o meu testamento vital: EUTANÁSIA NUNCA. Deus deu-me a vida e apenas Ele saberá quando, como e onde me a tirará.

Sim, bem sei que existem caminhos, a nível da saúde, que são muito caros. Refiro-me, como é óbvio, aos cuidados paliativos. Todavia, não é por serem caros que não se devem implementar para assim serem percorridos por todos aqueles que sofrem desta ou daquela doença incurável. Apesar de ninguém, por puro sofisma, argumentar com o factor financeiro, também não desconheço que a eutanásia seria mais económico para o Estado. Porém, é para esse lado que durmo melhor!

Por outro lado, ajudar o outro no seu sofrimento, tanto no plano farmacológico, como social e sobretudo espiritual, deve ser o brasão de qualquer pessoa bem formada. Com as mãos se salva uma vida. Com uma palavra e um sorriso se saúda o coração.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:28

Fevereiro 25 2016

Como católico, praticante e convicto, acredito e defendo que Deus é o único detentor da vida humana. Daí não admirar a minha constante revolta contra quem atenta, sejam quais os motivos invocados, contra aquela. Seja o pior criminoso, seja o detentor do mais hediondo dos comportamentos jamais admitirei que outros se julguem donos da vida destes. E, last but not least, muito menos acolho a ideia de que o próprio seja livre por optar, seja em que circunstância for, pelo fim da sua existência terrena.

Vêm estas palavras a propósito de um último tema lançado para a opinião pública, objecto já de uma petição subscrita até por algumas personalidades que eu respeito, referente à eutanásia. E, sinceramente, estou cansado de ver, dia após dia, colocado na praça pública temas e temas fracturantes, como se o país não se visse confrontado com problemas muito mais graves.

Admito que a liberdade permite tal discussão e, por isso, não vou questionar tal facto, Porém, algum bom senso seria muito vantajoso.

Não nos chega já a despenalização do aborto, assim como a isenção das respectivas taxas, as quais temos que pagar quando efectivamente estamos doentes? O que faltará mais? Legalização do consumo de estupefacientes, da zoofilia, da necrofilia, do incesto, entre outras aberrações? Já agora, aproveitem, pois haverá sempre alguns anormais que hão-de bater palmas!

Quando estatisticamente está provado que cerca de 25% dos idosos sofrem de maus tratos por partes de familiares, seja por abandono ou mesmo por violência física e/ou psicológica, quando não existem instituições de rectaguarda que prestem dignamente cuidados paliativos, a aprovação da morte assistida será meio caminho para que a larga maioria dos que sofrem diariamente na pele, para além da doença, o desprezo dos familiares, bem como de uma sociedade individualista e, sobretudo, hedonista, solicitassem a aludida morte assistida. Não por convicção, estou certo, mas para terminar com o padecimento que quem mais lhe devia prestar apoio e que, pelo contrário, os acha um empecilho.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:49

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