O meu ponto de vista

Fevereiro 28 2018

Sabe, pelo menos a maioria que comigo mais de perto priva, o quanto gosto da agricultura. Tal como já escrevi, este sujar para nele me lavar, dá-me um prazer inaudito. Importará, assim, neste domínio da minha vida privada, que as expectativas geradas ao longo dos anos não venham a ser postas em causa pela ausência de uma atitude integradora que maximize as potencialidades que lhes estão inerentes.

Esta visão de macroleitura sobre uma realidade que não passa de microagricultura, associada a uma consequente implantação no terreno de medidas que estimulem a minha adesão, constituirá, estou certo, o garante indispensável a uma reprodução sustentada dos pesados investimentos que são e continuarão a ser canalizados para as novas realizações que pretendo concretizar.

Todavia, o que se observa, sobretudo por quem diariamente suja as botas e as mãos, é que, na maior parte das vezes, os apoios são canalizados para os que já muito têm e pouco necessitam, fazendo-me lembrar a canção que diz “os bancos só emprestam a quem não precisa”.

Se for ao contrário do que tem sido prática até aqui, então, ultrapassada esta etapa, o futuro da minha nova agricultura ganhará um novo instrumento favorecedor de desenvolvimento que, a ser aproveitado em articulação com outros investimentos em curso e a implementar no futuro próximo, possibilitará trilhar os caminhos do progresso e adoptar processos de convergência.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:44

Outubro 20 2016

Todos ansiamos pela felicidade. Todavia, se sabemos qual a meta a alcançar, desconhecemos os caminhos, as estratégias e, sobretudo, com quem lá podemos chegar. São muitas as teorias em redor desta questão, a maior parte das quais colocam em dois pratos distintos da balança a motivação e a(s) personagem(s). Há ainda quem, agora, defenda a relevância de uma outra variável nesta equação: os mais felizes não são aqueles que dizem amar incondicionalmente, que trocam diariamente juras de amor, mas sim aqueles que enfrentam, quotidianamente, os maiores desafios que a vida acarreta.

Uma relação que não traga “chatices nem angústias não é, necessariamente, a que traz mais felicidade. Segundo estudos levados a cabo por Rosabeth Kanter, da Universidade de Harvard, “quando os parceiros sentem que estão a fazer a diferença no relacionamento e a contribuir para o seu crescimento de forma decisiva, são mais felizes e, principalmente, mais motivados”.  E a investigação vai mais longe, adiantando que “o factor salário e remuneração é relevante para a relação, mas não foi identificado como sendo determinante para a felicidade”. Aqui acrescento o velho adágio “o dinheiro não dá felicidade, mas que ajuda, ajuda”.

É, pois, na realização de tarefas ou funções desafiantes e capazes de mudar o destino da relação, que as sensações de felicidade mais se notam.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:20

Dezembro 09 2010

Gosto de percorrer os grandes centros comerciais, tal como adoro frequentar o pequeno comércio e os micro-serviços. Quem já se imaginou sem a sua florista, a sua cabeleireira ou o seu barbeiro, o seu sapateiro, a sua peixeira ou, até, o seu cauteleiro? São homens e mulheres que, sem denotarem grande visibilidade, nos fornecem relevantes préstimos.

Estes profissionais, grande parte deles, com perfil empreendedor, capacidade para gerir um negócio – maioritariamente sozinhos, isto é, sem ajuda de especialistas e/ou empregados –, demonstram, ainda, um sentido de responsabilidade bastante assinalável. No fundo, sabem que o sucesso depende muito mais de si do que da conjuntura, pelo que a vida desregrada, a ausência de hábitos de trabalho e as dificuldades de relacionamento são palavras que não existem no seu dicionário.

Por outro lado, a sua formação, infelizmente, assenta muito mais num saber empírico do que didáctico, tanto mais que aquela, em termos de oferta pública, é quase inexistente ou mesmo nula.

E como começaram? A maioria das pessoas não faz a mínima ideia de como e em que circunstâncias aqueles iniciaram a sua labuta. Se não é fácil iniciar uma profissão, independentemente do seu métier, encetar um negócio por conta própria é, sem sombra para dúvidas, um autêntico “Cabo das Tormentas”.

O arranque do projecto – falo de experiência feita - depende do profissional ter ou não um bom plano de negócios, assim como um report devidamente estruturado. Na posse destas ferramentas, começa verdadeiramente o calvário. Logo que aquelas sejam aceites pelas instituições oficiais - são tantas (!) -, e a não ser que tenha fundos próprios, facto raríssimo nestes casos, há que contactar com os bancos, pois é necessário algum (!!!) investimento para iniciar a actividade.

Impressionado o gerente do banco, os trabalhos não se concluem por aqui. O local, já edificado ou a construir, com todas as licenças e vistorias, é algo para fazer perder a paciência a um santo. A perseverança é o melhor antídoto. Deve recordar-se diariamente de que pode perder uma ou outra batalha, mas que, no final, há-de ganhar a guerra.

Concluída esta fase, há que produzir - bem e ao menor custo possível -, assim como angariar clientes, o que, nos tempos que correm, não é fácil, e esperar algum retorno do dinheiro investido, facto que, na maior parte das vezes, só acontece ao final de dois ou três anos, senão mais. Até lá, há que trabalhar, trabalhar e … ter fé.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:28

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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