O meu ponto de vista

Janeiro 18 2018

Relativamente às regras propostas pelo governo relativamente ao descongelamento da progressão na função pública (FP), confesso que tenho um mixed feelings. Se, por um lado, as regras existentes são de difícil entendimento e não reflectem a meritocracia, impondo restrições à possibilidades e vontade de reter os melhores profissionais, podendo perder, deste modo, novos colaboradores, mais habilitados e, fundamentalmente, com maior potencial, o certo é que o critério de uns progredirem, apenas porque foram avaliados de uma forma, enquanto outros não avançam remuneratoriamente, uma vez que a sua actuação foi analisada segundo outro sistema, me parece completamente estapafúrdia.

Sim, eu sei, que a classe docente representa um número extraordinário de funcionários relativamente aos outros corpos da FP e, por isso, qualquer alteração na sua tabela salarial consubstancia um grande valor em termos orçamentais. Então, sendo certo este pressuposto, o que importa é assumir verdadeiramente a questão.

O governo, de uma vez para sempre, tem que assumir, sem derivas ou capotamentos e, sobretudo, sem meias palavras, do género, hoje pode ser, amanhã talvez e depois logo se verá, se pretende igualar os docentes aos restantes funcionários públicos. Coloque as cartas na mesa e seja sincero. Há dinheiro e este vai para todos, ou, então, diga frontalmente que não existe dinheiro para que todos os professores possam ser reintegrados no escalão a que, por tempo de serviço e avaliação – repito, avaliação –, têm direito.

A partir deste esclarecimento tudo será mais fácil.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:13

Setembro 28 2015

Desde que o Homem pré-histórico descobriu a capacidade de se expressar culturalmente através da fala, bem como de outras formas, tal como foram as pinturas nas paredes de cavernas, o ser humano nunca mais deixou de se fascinar consigo próprio.

Naturalmente, o grau de sofisticação dessa fascinação foi evoluindo desde esses tempos imemoriais, e, actualmente, as formulações que deveriam visar não só embelezar o dia-a-dia, mas também conferir propriedades de entendimento entre as pessoas, andam, por vezes, pelas ruas da amargura.

Para ilustrar o anteriormente dito veja-se a presente campanha eleitoral. É tal o despudor, a falta de ética, a inexistência de princípios balizadores e, sobretudo, moralizadores, que há uma parte substancial de portugueses que rejeitam qualquer abordagem, por mais breve que seja, sobre o nosso panorama político. Outro exemplo: em princípio, à medida que a campanha avançasse deveria, à luz do bom senso, diminuir o número de indecisos. Bem, o efeito é precisamente o contrário, uma vez que, segundo as sondagens mais recentes, os portugueses que não sabem onde votar ou se vão ou não, no próximo domingo, às assembleias de voto está exponencialmente a aumentar. É caso para pedir, principalmente ao PS, que parem imediatamente com o (pseudo) esclarecimento dos eleitores.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:38

Julho 11 2013

Por terem levantado alguma polémica, aliás completamente desnecessária, pois as pessoas que me conhecem deveriam ser as primeiras a entender tal, esclareço, para bem da nação e dos meus caros leitores, que os escritos aqui postados e considerados mais intimistas são pura ficção e nada têm a ver com a realidade. Parafraseando alguns escritores, também eu direi que se o teor daqueles se aproxima da realidade isso será mera coincidência. Agora, porém, não podem é querer coartar a minha imaginação, a qual, sem falsas modéstias, é pródiga.

Mais: tais textos não passam de excertos de um livro que, pouco a pouco, vou escrevendo e que, se Deus quiser, brevemente há-de ser dado à estampa.

Reafirmo que se coisa existe que me causa repulsa é a exposição pública da vida íntima, tal como abomino o modo de vestir não adequado à idade, apesar destes conceitos conterem um grau de subjectividade nada despiciendo. Não é por acaso que, por exemplo, no Facebook só excepcionalmente coloco uma ou outra foto, como foi o caso da adopção dos cachorrinhos, facto que, como é do conhecimento geral, ocorreu recentemente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:12

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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