O meu ponto de vista

Maio 18 2021

O ensino, como é do conhecimento geral, é absolutamente necessário para o desenvolvimento do país, bem como para a alavancagem social dos jovens. Por isso, deve maximamente eficaz. Ora, para atingir tal desiderato deve ser o menos burocratizado possível, uma vez que, somente deste modo, as energias serão canalizadas para a instrução e respectivas aprendizagens.

Todavia, não é isso que vemos diariamente nas escolas. Os docentes são atulhados de papéis e mais papéis, grelhas e mapas em formato digital, etc., etc., a maioria dos quais completamente desnecessários, servindo apenas para parecer relevante a presença de determinados burocratas que se (des)ocupam daqueles.

Por exemplo, a Avaliação de Desempenho Docente (ADD) é um caso paradigmático. Para além da existência de normas travão, da exigência de formações atrás de formações, muitas delas ministradas das 18h30 às 21H30 – depois querem que os docentes ainda preparem aulas? -, isto para não falar da ausência da mínima razão para alguma vez terem visto a luz do dia, a não ser pagar e bem a meia-dúzia de apaniguados, ditos formadores, há o caso das aulas assistidas.

Por amizade, tenho ajudado colegas nesta última situação. Após a preparação das ditas aulas, divulgação e ministração, pergunto sempre qual o feedback do colega assistente, o qual vem obrigatoriamente de outra escola. A resposta é invariavelmente a mesma: “É pá não diz nada. Entra mudo e sai calado, sem proferir uma palavra amiga ou desamiga, sem um comentário abonatório ou desfavorável”. Desculpem o termo: ora porra, para que servem, então, estas aulas? Para fazer figura de corpo presente e no final dar uma classificação. Se é para isto, gravem-se as aulas – depois de devidamente autorizados pelos EE – e após a visualização classifique-se. Poupava-se tempo e dinheiro.

publicado por Hernani de J. Pereira às 09:34

Fevereiro 24 2021

Senão todos, pelo menos a esmagadora maioria é pai e/ou mãe. Aliás, mesmo aqueles(as) que o não são sabem que o seguinte é verdade: Os filhos, mas também os netos, passam a vida a contrariar os mais velhos, sejam eles progenitores, avós e/ou outros. É aquilo que se costuma dizer: É a lei da vida.

É um dado adquirido e sem deixar a “coisa” em lume brando, o certo é que contestar sempre, por tudo e a todos os momentos, a maior parte das vezes é pura perda de tempo. Com o passar dos anos a excitação própria da juventude – em mecânica designa-se por vibração – acabará por passar. Não digo em todos e na mesma altura, mas que passa e eles assentam é uma verdade irrefutável.

Hoje-em-dia os professores, os quais fazem e são vistos inúmeras vezes como pais/mães, são motivo de contestação de uma forma veemente e continuada. Não fossem adultos e já experimentados e poder-se-ia dizer que se estava em presença de bullyng. Se o decente diz para fazer de um modo, os alunos tentam, por todas as formas, fazer de outro. Quando no final o resultado é manifestamente mau ou pior, a culpa é do docente: Ou porque não ensinou convenientemente, na versão dos alunos, ou porque não foi persistente – estou a ser benéfico nesta adjectivação – no entender dos pais.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:26

Janeiro 01 2021

Não me considero desprovido de inteligência - antiga designação de burro -, mas também não sou um suprassumo de intelectualidade. Sou aquilo que sou, sem ponto final, e, quase que me atreveria dizer que, se assim foi, tal se deve inteiramente à minha custa. Isto sem desprimor para os meus progenitores, os quais, com escassíssimas posses, me colocaram a estudar. Foi no melhor local? Não, não foi. Foi o possível para eles e mesmo assim com imensos sacrifícios, de tal modo que, por muitos anos que viverei, jamais lhes poderei agradecer. Muitos outros, nas mesmas ou em melhores condições, colocaram os descendentes a trabalhar na agricultura, a servir cimento e tijolos e/ou em outra profissão. Aliás, não menos dignas. Bem pelo contrário.

Acontece, porém, que sei, e todos aqueles que de mais próximo privaram e privam comigo sabem, que aquilo que então se designava por ensino industrial, hoje pomposamente chamado de profissional, não era, para mim, o mais adequado. Todavia, entre um ensino gratuito, a via escolhida, e a colegial, paga a peso de ouro, não havia alternativa.

Se por via desta opção ou por culpa própria existem lacunas no meu percurso académico, o que ressalta é de que existem. A aprendizagem das línguas é uma delas, sem esquecer que as manualidades, caminho que acabei por enveredar, com toda a sinceridade, não é o meu forte.

Adiante. Importa agora registar o que tenho visto e lido muito recentemente. Há quem não resista a assinalar como livros, filmes, documentários e outros textos, escritos sobretudo em inglês, como o que de bom conseguiu reter de 2020, por todos designado como annus horribilis. E não pensem que se trata de académicos de alta estirpe. Não, trata-se, no seu dizer, de homens comuns.

Logo, eu é que sou analfabeto.

publicado por Hernani de J. Pereira às 17:36

Outubro 20 2020

A grande maioria das pessoas não faz a mínima ideia do que se passa no interior das escolas. Umas porque não têm qualquer familiar, seja filho, neto ou outro, naquelas ou porque simplesmente não querem saber e têm raiva a quem saiba. A única coisa que lhes desperta alguma curiosidade é saber se existe ou não, na escola das suas redondezas, caso positivo à Covid-19. Como se evita o respectivo contágio e as medidas tomadas nesse sentido, se existem ou não ajuntamentos, se os docentes e funcionários fazem das tripas coração a cada dia que se apresentam no seu posto de trabalho, prontos, apesar de tudo, a darem o seu melhor, se são distribuídas ou não máscaras e se estas se apresentam nas condições ideais, isso nada lhes diz.

Todavia, no interior das ditas escolas há toda uma série de vivências, despercebidas ao comum dos mortais, mas importantíssimas no dia-a-dia destas. A criação do conceito de bolha, i.e., em que cada turma representa um casulo, de onde os alunos não podem sair e poucos são os que devem entrar, passou a fazer parte do conceito diário do mundo escolar. Ora, este novo conceito trouxe à tona aquilo que há muito está legislado, mas que com o decorrer dos anos se foi desvanecendo. Falo, concretamente, das aulas de substituição/ocupação.

Ora, é sobre esta última acepção que a “porca torce o rabo”. Havendo necessidade, de hora a hora, os docentes com horas destinadas a este efeito se deslocarem a esta ou aquela turma, cujo colega está a faltar, tudo fazem para contrariarem este desiderato. Uns não aparecem, outros queixam-se disto e daquilo e ainda outros argumentam que já foram muitas vezes, etc., etc. Como todos sabem os que bem me conhecem, não é difícil saltar-me a tampa. Foi o caso de hoje. Fui substituir um colega, mas lavrei antecipadamente o meu protesto. Exigi, alto e em bom som, que aos ausentes lhes fosse marcada a respectiva falta. Responderam-me os colegas presentes: "é assim mesmo. Ou há moralidade ou comem todos".

Instala-se um mau ambiente? É natural que sim. Porém, a Covid-19 é democrática. Pelo menos aquando do contágio.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:21

Setembro 22 2020

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Apesar de haver pessoas que acham que dar aulas é muito fácil, o certo é que nunca foi e, nos tempos que correm, ainda menos. Para além da indisciplina, motivada pela falta de educação dos jovens – os pais devem fazer constantemente mea culpa -, temos agora a continuação da pandemia do novo corona vírus, a qual nos obriga a andar de máscara durante um dia inteiro.

Em salas extremamente mal ventiladas, uma vez que as janelas somente abrem uma pequena fresta inferior a dez centímetros – recordo que a Parque Escolar foi uma festa no dizer de uma ex-ministra do PS -, colocam-se vinte e muitos alunos com idades bem perto dos vinte anos, não porque a direcção assim o queira, mas por falta de alternativa, cuja distância social ronda o meio metro. Resultado: um ambiente abafado, a rasar o claustrofóbico e saturado de tanto incómodo. Os alunos, por um lado, abanam-se com os cadernos e/ou livros, enquanto por outro, as suas colegas, hoje já mais prevenidas, tentam com leques refrescar-se.

O ar condicionado não pode ser ligado. Para além do efeito de ar reciclado, reconhecidamente proibido, não existe dinheiro para pagar a energia que tal sistema consome. Estamos a falar de mais de uma centena de salas, gabinetes e outros espaços. Assim, há que aguentar. Só pedimos que a temperatura não aumente.

Após a primeira aula, a voz vai-se, esfuma-se mais parecendo que estamos a falar do fundo de um túnel. O esforço que é necessário colocar para nos fazermos ouvir, aliado à falta de oxigénio, leva a um cansaço extremo, náuseas e dores de cabeça. Disfarçamos com a beberagem de água, o que nos permite tirar a máscara durante algum tempo. Abeiramo-nos, mais vezes que seria desejável, da porta sempre aberta, ouvindo os colegas na sala contígua e vice-versa. Nos intervalos, em vez da sala de professores, procuramos ansiosamente o parque automóvel, pois dentro dos nossos carros podemos tirar, por uns minutos, a maldita máscara. Sim, bem sabemos que é absolutamente necessário o seu uso e dar o exemplo, mas que a odiamos não deixa de ser também uma grande verdade.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:20

Julho 24 2020

Até enfim! Estou de férias. Hoje, com a apresentação das Provas de Aptidão Profissional do 12º ano (Curso de Mecatrónica), concluiu-se este ano lectivo. Foi um ano completamente atípico, o qual nos custou mais trabalho, sobretudo por ser alicerçado num desdobramento de múltiplos agentes: docente, técnico de informático, camaraman, telespectador e usurário de ferramentas digitais que há poucos meses nem sonhava que existiam.

Tudo isto acarretou um a créscimo de preocupações, com o consequente stress, muitas vezes a raiar o bornout. Se acrescentarmos o confinamento, acompanhado de um temor constante de contágio pelo novo coronavírus, então é fácil imaginar o quanto foi difícil o período desde Março até ao quotidiano.

Se o ensino me tem adicionado um cansaço imenso – bem a idade também não perdoa -, a agricultura, pelo menos nestes últimos tempos de vaga de calor, deixaram-me quase em estado de coma. Sim, eu sei que quem corre por gosto não cansa, mas …

Por isso é mais justo o gozo destes dias. O recarregar de baterias, através de muita praia, passeios por aqui e/ou por ali, o saborear da nossa rica gastronomia, dando especial enfoque ao maravilhoso peixe em que o nosso mar, repito, nosso mar é tão pródigo, é obrigatório.

Entretanto, de vez em quando darei notícias.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:34

Maio 29 2020

O debate político tem sido uma miséria confrangedora. Então a nível de educação nem é bom falar. A pandemia tem destas coisas. Ataca também a nível das ideias e, consequentemente, o nível baixa assustadoramente.

Veja-se, por exemplo, o que se passa a nível da Comissão Parlamentar da Educação. Salvo raríssimas e honrosas excepções, a esmagadora maioria dos deputados daquela, em termos de conhecimento real das questões candentes da educação, é de uma pobreza aterradora. Uns, meros políticos, mais ou menos de carreira, formados nessa grande escola que é a “Jota…”, outros “simples” professores seguidistas, os quais nem na sala de professores das escolas por onde passaram alguém deu por eles e os demais de igual ou pior jaez. Não admira que até Tiago Brandão Rodrigues, sem dúvida um dos piores ME do pós 25 de Abril, faça um figurão quando vai a uma sessão da aludida Comissão.

Mas não são apenas os políticos que são devastadoramente maus. Os jornalistas não lhes ficam atrás. Novamente ressalvando uma ou outra excepção, a generalidade arrasta-se pelos corredores dos poder, bajulando tudo o que lhes cheira a poder manter o tacho. Jornalismo de investigação está morto e enterrado. O Sexta às 9, a Ana Leal e outros casos servem para nos mostrar o quanto isto é verdade.

Viram os Prós e Contras da noite da segunda-feira p.p., na RTP? Não? Também não perderam nada. Como se pode organizar uma discussão – revolução digital no ensino - sem a presença daqueles que efectivamente estão no terreno, i.e., os professores? Convidam-se duas directoras de escolas, as quais não dão aulas, um secretário de estado e outro membro, todos desligados da realidade do E@D. Resultado: muitos sorrisos, alusões a sucessos inauditos, imensas loas mútuas, para concluírem que vivemos no melhor dos mundos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:49

Maio 06 2020

O nosso jornalismo, salvo raras e honrosas excepções, anda pelas ruas da amargura. Redige-se mal, cometem-se as maiores loucuras gramaticais e, sobretudo, coloca-se todo o gato-pingado, mal saído dos bancos da escola, a escrever sobre tudo e sobre nada. Querem dois exemplos: o DN e o Observador de hoje, copiam de uma circular do ME – culpa, máxima culpa - e ditam que a reabertura de aulas presenciais, a ocorrer no próximo dia 18, será com “um aluno por secretária e …”. Ora, é por demais sabido que, hoje em dia, nas salas de aulas não existem secretárias, mas sim mesas, incluindo a do docente, a qual, e muito bem, é igual à daqueles.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:30

Maio 04 2020

A vida dá muitas voltas! Esta é uma das frases que mais comummente se ouve. Vem esta prosa a propósito uma vez que, em tempos não distantes, houve um professor contratado, de seu nome César Israel Paulo, o qual, aliás, chegou a dirigente máximo da sua organização, tendo incomodado a nada saudosa MLR, bem como o ex-ME, Nuno Crato. Daí para cá, não dando aulas, mas sem deixar de ser contratado – não é desprimor algum –, aproximou-se vertiginosamente do PS e, pasme-se ou não(!!!), foi agora nomeado, em regime de substituição, como sub-director da DGAE. Sem concurso, apenas por confiança política (dixit). Mas todos sabemos como são estas coisas, i.e., quando a CRESAP abrir efectivamente concurso contam os meses/anos de experiência no cargo, ainda que provisoriamente.

Claro que não se trata de uma nomeação género job for the boys. Caramba, trata-se de uma pessoa com créditos firmados e, sobretudo, com o cartão cor-de-rosa. É claro que os obtusos sempre gostaram de se rodear de gente da mesma espécie. Nada de admirar. Apenas uma indagação, como fim de uma crónica de enojar: ir para um ministério destes é um limite louvável? Se sim, a 5 de Outubro cai abaixo de zero.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:51

Abril 21 2020

Nunca os professores trabalharam tanto como agora. Desdobram-se entre reuniões por videoconferência, as quais são marcadas por tudo e por nada, manuseiam plataformas, muitas das quais jamais tinham sequer ouvido falar, e outras pafernálias que, segundo se diz de confidencialidade nada têm, descobrem truques e malabarismos para melhor chegar a palavra e a imagem aos seus alunos, algumas vezes até parecendo líderes as novas seitas religiosas, (re)inventam formas de inovar com o fim de “malsinarem” os seus saberes, quase à semelhança de qualquer vendedor de banha da cobra.

A intenção é excelente. Damos o litro e mais alguma coisa. Transpiramos tecnologia por todos os poros. A qualquer hora do dia marcamos aulas e enviamos os respectivos convites. É com toda a sinceridade que o digo. O pior é o resultado. Se não é nulo, pouco mais é. Tanto sacrifício para depois morrer na praia.

Relativamente aos discentes, então nem é bom falar. Sempre sonolentos, esfregando constantemente os olhos e afirmando que ainda estão em jejum. Quando se descuidam nota-se o pijama ainda vestido e a desordem do quarto é soberana. Alguns, os mais espertos, longe de serem inteligentes, apresentam-se sempre de câmara desligada. Quando lhe pedimos para a ligar a resposta é pronta: “este computador não tem ou está danificada”.

Acreditem que há dois meses jamais me passaria pela cabeça dizer isto: que saudades das aulas presenciais!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:41

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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