O meu ponto de vista

Agosto 31 2020

Vamos avançando nos estudos, a pesquisa não tem fim e a ciência alarga-se para além dos limites. Para uns é óptimo, uma vez que novas perspectivas se abrem, para outros, porém, é algo que apenas vem confundir o que é simples, ou melhor pretende-se que seja descomplicado: o amor.

Agora, com o (des)norte dos ecologistas, discute-se o amor circular, no seu conceito lato. E como tal deve ser encarado como uma ferramenta preciosa, uma vez mostrar-nos um modelo de desenvolvimento emocional, i.e., que nos permite preservar os recursos naturais, optimizar a produção e minimizar os riscos sistémicos eliminando, deste modo, as ineficiências. É um modelo apelidado por muitos de idealista, mas, defendem os seus progenitores, se falássemos aos nossos antepassados do conceito de telemóvel, também esse seria idealista.

Aduzem aqueles que o crescimento afectivo, baseado no modelo linear de emoções, assenta na dependência de recursos finitos, já que não somos ilimitados, e todos sabemos que, para as comunidades – familiar, grupal, profissional, entre tantas outras –, a palavra dependência gera pânico. Numa amizade circular, as pessoas garantem a sua autonomia através do controlo de cada passo/caminho ao longo das suas vidas. Obviamente que isto representa uma mudança radical na forma como nos relacionamos e nunca será fácil de imediato. No entanto, adiantam, se começarmos a aplicar conceitos de circularidade na escolha dos relacionamentos, no desenho dos nossos objectivos e no reaproveitamento dos nossos carismas, a transição para este novo modelo acontecerá de forma orgânica.

Quanto a mim, que não vou facilmente em cantigas, o elemento-chave, impossível de dissociar deste modelo ou de qualquer outro, é aquele que me tem orientado desde que me conheço: Amar a Deus acima de todas as coisas e Amar o próximo como a mim mesmo. Ponto final!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:51

Julho 03 2020

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O "Óscar", o qual nada tem a haver com texto abaixo

 

Nem sempre é assim, mas por vezes sinto uma corrente, não sei se eléctrica ou de outra espécie, que se liga sozinha, mesmo que esteja a repousar. Em suma, o meu corpo continua a trabalhar sem necessidade e, como corolário, quando me levanto a energia não é a desejável. Todavia, o pior é o cérebro. Então, este não tem sossego. Trabalha e trabalha, parecendo, em certos dias, que trabalha mais enquanto “descanso”.

Ainda bem que outras pessoas existem que neste e noutros âmbitos são extraordinárias. Nada lhes acontece e tudo se resume a uma vida fácil. Aparentemente as portas abrem-se à sua frente e a mesa está sempre disponível. Em princípio, não existem dias difíceis, a força de vontade não é necessária e é suficiente o deixar passar as horas do dia. Aliás, nada as preocupa e o relaxamento é rei.

Não fazem maratonas de 20 quilómetros. Também, para quê? Porém, andam 100 metros e já se sentem felizes e realizadas. É raro dar por elas, mas jamais dão ar de solidão. O ar despreocupado que ostentam - afirmam que isto não as define - é mais uma causa que um proveito, apesar de este não ser tão diminuto quanto isso. Vá-se lá saber do porquê! Estão sempre a pensar que merecem uma segunda, terceira, quarta e … oportunidade, cada uma mais importante que a anterior, mas nada fazem por isso.

A luta diária nada ou pouco lhes diz. A palavra superação não faz parte do seu dicionário. A felicidade é já ali e não existem esquinas que não se possam dobrar, nem que seja por “baixo da mesa”. A força de vontade é algo que apenas se proclama da boca para fora, tal como um mero desabafo.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:29

Março 28 2019

A dor, o sofrimento, a tristeza e a preocupação são sintomas virtualmente impossíveis de calcular e jamais podem ser colocados em pratos de balança para determinara um custo. Qualquer um de nós, directa ou indirectamente envolvido por aqueles indícios ou sinais, quer mesmo a família, os amigos e os colegas de trabalho, sem esquecer as organizações onde estamos inseridos, é afectado pela situação.

Muitas destas ocorrências afectam a vida quase para sempre, sendo que algumas delas se carregam até à cova. Os resultados são realmente graves, não só pelo efeito em si, mas também pelo estigma que acaba por se desenvolver em toda a latitude vivencial, deteriorando relações, cultura e imagem.

O grau de (in)consciencialização dos implicados aumenta e daí a forte pressão no sentido de lhes ser garantido elevados padrões de protecção, obrigando ao repensamento e melhoria das práticas existentes.

Historicamente as ditas melhorias decorrem da implementação de medidas ligadas a requisitos legais. Porém, não é de legitimidade, no sentido estrito da justiça dos homens, que estamos a falar. É sim de valores morais e éticos, os quais devem ser exercidos proactivamente e não como forma de reacção.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:27

Novembro 13 2015

Emoções existem que duram mais que uma vida. Atravessam gerações. Emoções que ligam objectivos únicos a momentos especiais, nos quais estiveste presente. Alguém muito importante para um resultado perfeito e duradouro.

Todavia, também não deixa de ser verdade que existem assuntos que são férteis em dúvidas. E não é por isso que deixo de gostar deles. Bem pelo contrário e ainda bem! Jamais gostei de tudo certinho e, sobretudo, de quem tem certezas absolutas!

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:33

Abril 08 2014

Olhava o ecrã vazio do computador, uma vez já serem muito poucos aqueles que escrevem directamente em folha de papel, e, com toda a sinceridade, apetecia-lhe escrever sobre o amor, seja ele relativo a uma pessoa especial, ao próximo ou seja lá quem for. Contudo, era impossível!

Com toda a franqueza, o que sobrava em ideias faltava palavras para tal. Não há dúvidas que necessitava de crescer neste campo e, para tal, teria de investir, o que não tinha feito nos últimos tempos, diga-se em abono da verdade. Outras preocupações recentes tinham-no obrigado a trilhar outros caminhos, pelo que só existia uma solução: pedir a Deus para lhe dar forças para não criar, ainda mais, fossos entre a felicidade e o mal-estar, isto para utilizar uma expressão muito soft.

É a construção deste equilíbrio, aliás muito difícil, podem crer, que ele designava por audácia de mudar. A reflexão que tem vindo, paulatinamente, a fazer, demanda, antes de mais, soluções concretas, portos onde ancorar, de preferência com “mar-chão”, bem como terra onde possa cavar o dia de amanhã.

Dizia o outro dia, convictamente, para consigo próprio: há que me (re)conhecer nesta recente fase e, sobretudo, (re)apreender o novo eu para, posteriormente, (re)compreender os outros. A drenagem dos recursos tem sempre um fim e a tentativa de inverter, não digo os flagelos, mas os desaires é algo a encetar sem demora.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:21

Abril 07 2014

O assunto que domina este texto não é, deforma nenhuma, a continuação do anterior, apesar de parecer. Este é, antes de mais, um aviso prévio à navegação, principalmente para aqueles que não gostaram do antecedente, de modo a que não desistam da leitura deste.

Afinal, a segurança não é sinónimo de ausência de risco, mas antes a necessidade de, por nós próprios ou através do amparo proporcionado por terceiros, nos acautelarmos face aos eventuais perigos, sinistros ou infortúnios que a todo o momento podem espreitar. No entanto, e tendo em conta que é limitada a capacidade de, pelos nossos próprios meios, nos precavermos das ameaças a que naturalmente estamos expostos na vida, em matéria de saúde, de emprego, no que toca à habitação, aos veículos ou às finanças pessoais, e ainda no que diz respeito ao desempenho nos negócios – compras, alugueres, acções em tribunal, etc. – é necessário, nos dias que correm, uma preocupação acrescida.

Como se costuma dizer “cuidados e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém”. Por isso, valorizada tanta pelas famílias como pelos que vivem sós, a garantia de estabilidade é, não obstante os privilegiados, ainda mais premente em conjunturas de crise como aquela com que o país se debate nos mais variados quadrantes. Não é difícil perceber porquê: é nestes momentos de incerteza que os cidadãos ficam mais vulneráveis e, por isso mesmo, mais necessitam de um abraço amigo.

Se em determinados casos, pelo menos aparentemente, os cenários de maior instabilidade económica, social e, sobretudo, emocional, abonam a favor da relação conjugal, há, porém, o reverso da medalha, i.e., não se deve esquecer o que tal panorama pode acarretar. Dito por outras palavras, outras consequências negativas existirão, às quais o bom senso não poderá ficar imune.

A redução do poder de compra, a diminuição dos rendimentos disponíveis, o aumento dos encargos, a pressão fiscal, a precariedade laboral e social, a retracção da economia e o receio perante a ameaça de maior austeridade são obstáculos inequívocos para determinadas atitudes, levando a que as pessoas – tanto individualmente como corporativamente – tenham maior propensão para alterarem os seus valores e padrões de vida.

Contudo, sendo certo que, em determinada medida, estes pressupostos sejam mais ou menos verdadeiros, também não deixa de ser verídico que as pessoas fazem escolhas e adoptam, por vezes, comportamentos incompreensíveis, já que se aqueles são válidos para uma postura, igualmente o devem ser para todo o modo de vida.

Se a desconfiança pode ser mãe de toda a segurança, é correcto também afirmar que certas estratégias e mudanças bruscas no modo de ser e estar, fazendo tábua rasa de todo um passado em que usufruíram muito mais do que deram, levam ao afastamento, à degradação das relações e a perspectivar novos horizontes.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:28

Abril 02 2014

Sim, ele sabia que, mais cedo ou mais tarde, ela haveria de aparecer. Mulher curiosa, capaz de reflectir sobre as suas experiências e extrair aprendizagens relevantes, orientadas para o bom senso e uma partilha a dois. Por outro lado, a capacidade analítica e a resolução de problemas, uma comunicação encantadora, eficaz e, principalmente, capaz de estabelecer pontes onde os outros apenas vêm margens em forma de penhascos, são outros dos seus predicados.

Não se conheciam pessoalmente, apesar de ambos, ao longo do tempo, terem mantido contacto e interesse em se encontrarem. Isto não quer dizer indecisão, demora na aproximação, mas apenas fruto de circunstâncias várias, aguardando por melhores dias, pois as exigências profissionais, quer de um, quer de outro, assim o ditavam.

Ele, pelo seu lado, exigente não só quanto às suas actuais preocupações, mas tendo também em atenção o potencial de crescimento que a relação denotava, o sim não foi difícil, antes pelo contrário.

Independentemente do que se seguir, uma coisa têm a certeza: os passos serão dados em terra firme, uma vez que a urgência há muito deixou de fazer sentido.

O entendimento no cumprimento, o olhar cúmplice, o carinho, a ternura de um abraço forte e o sabor do beijo molhado de novo experimentado foram actos que substituíram, no momento do encontro, as palavras já algo “gastas” por muitas horas de conversa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:27

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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