Há muitos anos que advogo e já o escrevi imensas vezes. A escola ensina e a família educa. Por isso, e pedindo desculpa de me repetir, sou de opinião que o Ministério da Educação se devia designar por Ministério da Instrução. Bem sei que este nome é bafiento e cheira a tempos de outrora, i.e., dos idos do Estado Novo. Todavia, já é tempo de passarmos para trás das costas estes pruridos e avançarmos …
Começam felizmente, hoje-em-dia, a ouvirem-se vozes de outros intervenientes no ensino a defenderem igual postura. Acho bem e folgo por ver tal. Os alunos vão para a escola para aprenderem e para isso lá estão os professores. De todo estes jamais se encontrarão entre as quatro paredes daquela para darem educação. Esta deve vir de casa e os pais jamais se poderão demitir de tal prerrogativa ou delegar noutros aquilo que é, sem margem para dúvidas, sua inteira responsabilidade.
E, falando da obrigação que os pais têm em educar os filhos, há muito tempo que defendo que o não é não – não estou a falar de política, entenda-se – e deve ser mantido por muito que custe a uns e a outros. Bem sei que é muito mais fácil dizer que sim que não. Contudo, este educa enquanto, na maior parte das vezes, o sim derroga e conduz ao desleixo. Por outro lado, não sendo adepto de qualquer agressão física, admito – lá se vão levantar os wokistas com o Carmo e a Trindade – que uma palmada no rabo é, por vezes e em determinadas idades, mais eficaz que o pão que lhe colocamos na boca.



