O meu ponto de vista

Novembro 29 2025

Há muitos anos que advogo e já o escrevi imensas vezes. A escola ensina e a família educa. Por isso, e pedindo desculpa de me repetir, sou de opinião que o Ministério da Educação se devia designar por Ministério da Instrução. Bem sei que este nome é bafiento e cheira a tempos de outrora, i.e., dos idos do Estado Novo. Todavia, já é tempo de passarmos para trás das costas estes pruridos e avançarmos …

Começam felizmente, hoje-em-dia, a ouvirem-se vozes de outros intervenientes no ensino a defenderem igual postura. Acho bem e folgo por ver tal. Os alunos vão para a escola para aprenderem e para isso lá estão os professores. De todo estes jamais se encontrarão entre as quatro paredes daquela para darem educação. Esta deve vir de casa e os pais jamais se poderão demitir de tal prerrogativa ou delegar noutros aquilo que é, sem margem para dúvidas, sua inteira responsabilidade.

E, falando da obrigação que os pais têm em educar os filhos, há muito tempo que defendo que o não é não – não estou a falar de política, entenda-se – e deve ser mantido por muito que custe a uns e a outros. Bem sei que é muito mais fácil dizer que sim que não. Contudo, este educa enquanto, na maior parte das vezes, o sim derroga e conduz ao desleixo. Por outro lado, não sendo adepto de qualquer agressão física, admito – lá se vão levantar os wokistas com o Carmo e a Trindade – que uma palmada no rabo é, por vezes e em determinadas idades, mais eficaz que o pão que lhe colocamos na boca.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:29

Maio 05 2025

É muito habitual, hoje-em-dia, ouvir perorar-se aos quatro ventos sobre a falta de autoridade sentida na escola, da qual os professores tanto se queixam. Todos têm opinião, desde o gato ao periquito, todos emitem juízos de valor, sendo a mais comum a que é assacada à educação, ou melhor, à falta dela, que os pais exercem junto dos seus rebentos.

Todavia, desengane-se quem pense que o problema é de hoje. Já em 10.10.2006, numa entrevista dada por Daniel Sampaio ao suplemento Educação do JL, se podia ler: “Na minha geração, os pais eram bastante autoritários, impondo demasiados limites. A partir dos anos 80, as gerações aproximaram-se muito. O generation gap (intervalo de gerações) estreitou-se e há muita camaradagem entre pais e filhos, o que é muito bom em múltiplos aspectos. Mas há um contra: a dificuldade de estabelecer limites e regras, comum em pais que têm hoje 30 anos. A pior consequência é a de termos crianças que são muito exigentes. Comandam a vida familiar, determinam a hora de deitar e invadem a vida dos pais e dos amigos dos pais. O que vai ter consequências na adolescência. Quando têm 15 e 16 anos são fisicamente poderosos e podem tornar-se agressivos com os próprios pais.”

Mais à frente afirmava: “em relação aos professores passa-se o mesmo. E neste momento há um problema de autoridade. Mas é preciso ter cuidado porque há muita gente a dizer que é preciso regressar aos pais e professores autoritários. Não concordo.”

Agora, caríssimos leitores, passados que são quase dezanove anos, digam se não há razão quando comumente se afirma “fica-te mundo cada vez pior”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:01

Agosto 30 2024

O que era previsível há pelo menos meia dúzia de anos tornou-se hoje-em-dia notícia diária. Refiro-me concretamente à falta de professores. O ataque extraordinariamente brutal a que a classe foi sujeita desde a famigerada Maria de Lurdes Rodrigues, com o consequente abaixamento do prestígio social dos docentes, bem como a desvalorização dos respectivos ordenados e sem esquecer os anos de serviço congelado, levaram a que os alunos após a conclusão do ensino secundário não optassem pelos cursos superiores via-ensino E aqueles que ainda escolhiam esta via eram, quase sempre, os de menor classificação.

Parece que actualmente as coisas estão a mudar e as vagas do ensino superior para esta área foram, na primeira fase, todas preenchidas. Congratulo-me por tal.

Todavia, até que estes estejam em condições para dar aulas, vamos erguer ao céu lamentos flamejantes e haverá por alguns anos muitos alunos do ensino básico e secundário – e os pais - a perorar pela falta de professores.

Ora, sem colocar em causa a formação pedagógica, sou de opinião de que se deve abrir a possibilidade de lecionação a indivíduos com boa habilitação científica e adequada às diferentes disciplinas. Tal fica-se a dever a ser de opinião que mais vale um aluno, p.e., do 7º ano, ter aulas com um licenciado em Física, mas sem a aludida formação pedagógica, do que passar meses e meses “a ver navios”. Mais tarde haverá certamente possibilidade de lhes ministrar a tal formação. Aliás, existem ainda no ensino imensos docentes cujo percurso profissional assim foi. Eu sou um desses casos e conheço inúmeros outros.

A recente abertura do ME à possibilidade de doutorados, investigadores e professores aposentados pode resolver casuisticamente esta ou aquela situação. No entanto, a questão de fundo não será resolvida, uma vez não estar a ver, p.e., um professor aposentado voltar à escola, sabendo que a maioria estão muito cansados e o que irão receber poderá ser quase todo absorvido pelo IRS.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:42

Setembro 22 2020

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Apesar de haver pessoas que acham que dar aulas é muito fácil, o certo é que nunca foi e, nos tempos que correm, ainda menos. Para além da indisciplina, motivada pela falta de educação dos jovens – os pais devem fazer constantemente mea culpa -, temos agora a continuação da pandemia do novo corona vírus, a qual nos obriga a andar de máscara durante um dia inteiro.

Em salas extremamente mal ventiladas, uma vez que as janelas somente abrem uma pequena fresta inferior a dez centímetros – recordo que a Parque Escolar foi uma festa no dizer de uma ex-ministra do PS -, colocam-se vinte e muitos alunos com idades bem perto dos vinte anos, não porque a direcção assim o queira, mas por falta de alternativa, cuja distância social ronda o meio metro. Resultado: um ambiente abafado, a rasar o claustrofóbico e saturado de tanto incómodo. Os alunos, por um lado, abanam-se com os cadernos e/ou livros, enquanto por outro, as suas colegas, hoje já mais prevenidas, tentam com leques refrescar-se.

O ar condicionado não pode ser ligado. Para além do efeito de ar reciclado, reconhecidamente proibido, não existe dinheiro para pagar a energia que tal sistema consome. Estamos a falar de mais de uma centena de salas, gabinetes e outros espaços. Assim, há que aguentar. Só pedimos que a temperatura não aumente.

Após a primeira aula, a voz vai-se, esfuma-se mais parecendo que estamos a falar do fundo de um túnel. O esforço que é necessário colocar para nos fazermos ouvir, aliado à falta de oxigénio, leva a um cansaço extremo, náuseas e dores de cabeça. Disfarçamos com a beberagem de água, o que nos permite tirar a máscara durante algum tempo. Abeiramo-nos, mais vezes que seria desejável, da porta sempre aberta, ouvindo os colegas na sala contígua e vice-versa. Nos intervalos, em vez da sala de professores, procuramos ansiosamente o parque automóvel, pois dentro dos nossos carros podemos tirar, por uns minutos, a maldita máscara. Sim, bem sabemos que é absolutamente necessário o seu uso e dar o exemplo, mas que a odiamos não deixa de ser também uma grande verdade.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:20

Setembro 03 2020

O que entendemos por educação? A primeira ideia que nos vem à mente é algo que mais diz respeito ao ensino do que à educação propriamente dia. Assim, não obstante o ambiente mediático que rodeia o tema, este continua embrenhado numa terminologia um tanto ou quanto opaca e, por vezes, pouco acessível. Dizem-nos os estudiosos que na sua génese estão os sistemas ciberfísicos, compostos por elementos emocionais com o intuito de controlar o conhecimento.

Todavia, mesmo antes do “produto”, tal como hoje o conhecemos, existir, já havia educação e esta, de modo mais ou menos autónomo, sempre geriu a sua construção, comunicando através de sistemas “inteligentes”. Conseguiu-se, desta forma, “fabricar”, com a flexibilidade e eficiência necessárias, a educação cada vez mais personalizada que os “clientes” exigem.

Vem este arrazoado a propósito da frequência da “disciplina” de Cidadania e Desenvolvimento. O ME através do seu ideólogo de serviço, de sua graça João Costa, secretário de Estado da Educação, argumentando que aquela faz parte do currículo do ensino básico e secundário é, por isso, obrigatória, tal como Matemática, Inglês ou outra. Adianta que não é permitido a escolha de um currículo, género à la carte, e que de outro modo, abrir-se-ia um precedente, chegando-se ao cúmulo de um dia destes, um discente dizer que não queria o ensino de, por exemplo, Português, História, etc.

Falaciosamente, aquele governante esquece-se de que a leccionação de Matemática, Físico-Química, entre outras, quer seja por um docente de direita ou de esquerda, terá de ser sempre da mesma forma. Não há volta a dar-lhe. Outra coisa bem diferente é a ministração de Cidadania e Desenvolvimento. Qualquer pessoa sabe, sem margem para dúvidas, que a leccionação de tal pode ser ideologicamente enviesada, pois o próprio exercício da cidadania é distinto para um docente do BE e do Chega!

Chegados aqui só resta uma solução: revisão do currículo, retirando esta pseudo-disciplina ou, então, conferindo-lhe carácter facultativo.

Os pais e encarregados de educação devem ser completamente livres na escolha da educação que querem para os seus filhos e educandos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:19

Fevereiro 11 2020

Quem me conhece sabe que sou um optimista nato e, por isso, acredito num futuro melhor. Porém, talvez devido à idade, tenho sentido o dosear de entusiasmo, o que me deixa algo constrangido. De modo algum tal sintoma descarrilará para depressão, mas que é, por vezes, angustiante não deixa de ser verdade.

Presumo que uma das causas do crescente mal-estar se deva à profissão que abracei há mais de quarenta anos. O ensino, se não anda pelas ruas da amargura, para lá caminha. Não porque haja docentes e não-docentes a não darem o seu melhor, mas sim pelo lado da educação. Os maus hábitos, a falta de princípios, os baixos valores que em casa são transmitidos levam a um estado calamitoso dentro e fora da sala de aula.

A linguagem de carroceiro, o uso intenso de toda uma pafernália de novas tecnologias, a começar (e acabar!) no telemóvel, o não se interessar por nada, por muito que os mestres tentem pintar diariamente o céu de azul, o recusar-se a aprender e, pior ainda, não deixar que os outros aprendam, é o pão-nosso de cada dia das escolas.

Sim, bem sei que existem umas escolas melhores que outras, tal como não desconheço que professores existem em que o respeito é muito lindo e que todos ficam a ganhar. Falo da generalidade e do que ouço constantemente. E não se pense que os discentes anteriormente descritos pertencem a estratos sociais desfavorecidos, vítimas de um feroz capitalismo. Não, mil vezes não. Alguns dos alunos nestas condições até são filhos de professores e, infelizmente, muito protegidos por parte destes.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:29

Maio 23 2019

É do conhecimento geral que nos países industrializados e no caso concreto de Portugal, o desenvolvimento que assistimos nos últimos anos originou um aumento exponencial de oferta de produtos e serviços, provocando uma evolução do perfil do consumidor, sobretudo no que concerne à juventude.

Por isso não nos admiramos que hoje-em-dia, é certo que mais rapazes que raparigas, sobretudo entre os 15 e os 17 anos, existam situações de comportamento social incontrolável e indisciplinado, bem como consumos de álcool, estupefacientes e adição às novas tecnologias. Só quem não contacta com os jovens, quem não os vê nas esplanadas e/ou outros lugares de diversão, principalmente os nocturnos, se poderá surpreender.

Rastrear a educação dos jovens – atenção que não falo de ensino -, controlar e controlar, por muito que possamos ser apelidados de “bota-de-elástico”, ter constantemente iniciativas proactivas, já que as reactivas há muito que perderam validade, observar com quem andam, pois já lá diz o ditado “diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”, ter um cuidado acrescido com substâncias proibidas. Não, não me estou a referir apenas ao tabaco ou outras drogas, mas também hormonas e outros pseudomedicamentos sintéticos.

Numa sociedade cada vez mais global, os produtos alimentares têm uma importância acrescida, pelo que contrariar o fast food é um grau de confiança na confirmação positiva do crescimento dos jovens. É difícil? Claro que é, mas não é impossível. Não digo que, uma vez por outra, não abasteça a dispensa/frigorífico com estes produtos, mas de modo algum pode ser prática quase diária.

publicado por Hernani de J. Pereira às 12:02

Dezembro 19 2018

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A culpa não é totalmente deles. Aliás, a falha maior cabe-nos a nós, aqueles que os criaram, já que lhe demos tudo ou quase tudo. Assim, não admira encontrar homens e mulheres com trinta, quarenta anos, na sua maioria, impreparados para enfrentarem os sacrifícios que a vida, nesta idade, sempre acarreta.

Recordamos que foi a geração apelidada de “à rasca” e do “não pagamos”. Tudo ou quase tudo lhes foi consentido e permitido. Os pais, mercê de algum desafogo económico, proporcionado pelos governos cavaquistas, bem como da abertura proporcionada pelas administrações guterristas, tentaram dar o máximo aos seus rebentos, muitas vezes aquilo que tinham e o que não tinham, numa viagem mirabolante, como uma espécie de compensação por aquilo que não gozaram, quando não era autenticamente uma anti-ressecação de si próprios.

Como resultado, hoje-em-dia perante a menor dificuldade ou contrariedade viram costas, amuam e acham-se constantemente injustiçados. Não cresceram em termos de amadurecimento e, por isso, continuam a crer-se com direito a tudo e, sobretudo, sem expender energias. Vá lá, raras vezes, quanto muito despendem o mínimo dos mínimos dos esforços e, nessa ordem de ideias, afirmam-se permanentemente exaustos.

Pior, bastante pior, é que são estes que presumimos que um dia destes cuidarão de nós. Assim, o verbo presumir deve ser constantemente conjugado. Pensar que cuidarão é meio caminho andado para a desilusão.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:27

Novembro 05 2018

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É um tema de percepção, que tem a ver com a nossa cultura de humildade e de descrição, a que, de resto, a nossa educação obriga. Não temos o hábito de comunicar publicamente as nossas vitórias, embora as celebremos privadamente.

O nosso papel não é de protagonistas. No entanto, até porque os êxitos são do conhecimento geral é fácil verificar que os outros continuam a reconhecer a qualidade nos distintos domínios onde actuamos.

Adicionalmente e tendo em conta a informação que é conhecida através de múltiplas manifestações, o volume do trabalho desenvolvido continua a dar-nos motivos para estarmos orgulhosos do nosso posicionamento e do caminho que temos vindo a seguir.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:22

Maio 21 2018

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Como costuma dizer, na sua sabedoria, o nosso povo, mais vale tarde que nunca. Andávamos e andamos ainda todos a clamar que assim não se podem educar os filhos, que não há civilidade, cortesia e bons hábitos na juventude que lhes valha. Isto caso continuássemos como até aqui, i.e., enquanto os pais e/ou educadores não pudessem estabelecer regras e, em face do respectivo incumprimento, pudesse haver lugar aos consequentes castigos. Sublinho particularmente castigos.

Sim, estejam descansados os mais puristas e aqueles que advogam que nem com uma flor se deve tocar numa criança, que recuso peremptoriamente recuar ao tempo em que as punições eram sinónimo de reguadas, de pauladas, de chapadas, de açoites com cordas e cintos – bem, parece que para os lados da Academia do Sporting ainda, hoje em dia, se utilizam estes métodos.

Não, mil vezes não. Todavia, não se pode passar do oitenta para o zero. Enquanto em tempos muito – o muito é relativo - distantes se exercia a violência por dá cá esta palha, hoje nem um simples ralhete se pode dar a um filho e muito menos a um aluno.

Felizmente, porém, já existem psicólogos e, sobretudo, psiquiatras a manifestarem-se ao arrepio de tudo o que durante as últimas décadas andaram (andámos) a defender. Por exemplo, Daniel Sampaio, por todos conhecido como uma das maiores sumidades nacionais neste campo, vem afirmar que “têm que ser definidas regras e implementados castigos”. Adianta e lamenta ainda que “o que se passa é que nas famílias não há regras”.

Convém, afirmar que muitos dos actuais pais já foram “formados” neste limbo a que chamavam de educação. Agora, agora, limpem as mãos à parede …

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:24

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