O meu ponto de vista

Março 16 2021

Costumo criticar o governo de António Costa. Há muito que se apresenta sem rumo definido, surfando apenas na crista da onda e ondulando ao sabor do vento, qual folha de almo. Limita-se a gerir a crise, não se vislumbrando um rasgo de energia suplementar e muito menos indicando um caminho com princípio, meio e fim. E se num dado momento tem uma ideia digna de nota, é bem certo que a mesma precipitar-se-á no abismo mais profundo no dia seguinte, senão mesmo no próprio dia. Não chegámos ainda ao pântano, mas já estivemos mais longe.

Todavia, verdade seja dita, não está só. A Comunidade Europeia (CE), como se costuma dizer, ultimamente não dá uma para a caixa. Veja-se a questão da tão afamada “bazuca” que tarda chegar e se chegar será talvez uma mera vitamina. Vá lá, dou de barato que seja, quanto muito, um antibiótico. Mas, o mais grave é a questão da vacina contra a Covid-19. Um autêntico desastre, uma completa desarmonia. É mesmo pura incompetência. Fizeram acordos, mas como não avançaram previamente com o “pilim” as farmacêuticas fazem dela (e de nós) gato-sapato.

Por exemplo, os USA, para além de uma injecção brutal de capital, sem demoras e/ou burocracias, na carteira de cada americano, tem neste momento quase metade da população vacinada, nós vamos nuns míseros 3% (com as duas tomas). Resultado: enquanto o consumo nos Estados Unidos dispara e faz acelerar exponencialmente a economia, nós marcamos passo e continuamos a discutir o sexo dos anjos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:37

Outubro 09 2019

Queremos combustíveis o mais baratos, se possível ao preço da chuva – bem, talvez não seja o melhor exemplo, já que esta, ultimamente, está pelas ruas da amargura -, pois de outro modo as nossas deslocações diárias são extremamente onerosas. Contudo, nada de explorar petróleo em qualquer zona – terrestre ou marítima – já que poderá contribuir para a desfiguração da nossa paisagem.

Igualmente ansiamos por conduzir veículos eléctricos, mais ecológicos e, a longo prazo, mais económicos, mas jamais explorar o lítio neste rectângulo à beira-mar plantado, algo fundamental para o aumento da duração das baterias daqueles, bem como dos telemóveis, tablets e afins. É que as paisagens protegidas, assim como os nossos montes e vales, lobos, caracóis e minhocas, seriam dizimado(a)s.

Todavia, senão somos nós, alguém o terá de fazer, i.e., continuar a explorar as jazidas petrolíferas, bem como a extração do lítio das entranhas terrestres, na maior parte das vezes em muito piores condições ambientais que aquelas que poderíamos oferecer.

Responderão: tudo bem, desde que seja longe do nosso belo e amado país. Fazem-me lembrar a velha questão da reciclagem dos resíduos tóxicos do tempo de Sócrates. Todos estavam a favor desde que não fosse perto do seu quintal.

No fundo, aqueles que mais lutam contra esta evolução da economia, são os hipócritas que jamais prescindem do seu carro e dos bens materiais adquiridos nas lojas mais finas. Autênticos comilões de caviar com discursos de ingestão de batata cozida com pele

publicado por Hernani de J. Pereira às 15:05

Fevereiro 12 2019

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(imagem retirada daqui)

É neste Sul da Europa que nós, os portugueses, pertencemos e com toda a nossa alma mediterrânica nos vemos gregos. Se não todos, pelos menos a maioria. Por outro lado, não podemos comparar, de forma absoluta, os salários médios e/ou mínimos que se praticam nos países do Norte, sem um estudo que avalie e compare o poder de compra nestes últimos.

Importa muito pouco que em determinado país o salário mínimo ou médio possa ser três vezes superior ao de outro, se naquele os preços forem quatro vezes superiores aos praticados no segundo. O relevante é saber o que se compra com o salário hora. Isto para não falar em saber se se consegue um trabalho condigno na designada economia formal.

É neste ponto que nós, a Sul, por exemplo, precisamos de mais tempo para comprar um Big Mac, ou seja, vendemos mais tempo do nosso trabalho para obtermos o dinheiro necessário à aquisição deste hambúrguer da gastronomia global.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:11

Outubro 06 2016

São milhares de milhões de euros e nós, pelo menos a maioria, continuamos impávidos e serenos, diria até adormecidos. Enquanto esperamos o anúncio da morte anunciada de mais um banco, ficamos a saber que vamos, de imediato, financiar outro. Somos, na verdade, um povo de brandos costumes e, por isso, lá acabaremos por o fazer, assim como em compasso de espera até virem as próximas sanções dos nossos credores, senão mesmo de um novo resgate. Então, só na banca tem sido uma sangria descomunal!

Em termos financeiros são números. Todavia são números com rosto e com vida própria, sobretudo daqueles que mais directamente sofrem com a crise económica, que, ao contrário do que se apregoa aos quatro ventos, continua a vergastar tantos e tantos portugueses.

É um facto que os media falam mais dos problemas económicos que dos sociais, esquecendo que um deriva do outro e vice-versa. Por exemplo, porque é que no serviço público não existe assim como uma pirâmide de Maslow? Na base, estariam as necessidades primárias como o emprego, saúde, habitação e educação – a ordem é arbitrária. Satisfeitas estas, passávamos ao patamar seguinte e, então, já nos poderíamos “dar ao luxo” de investir dinheiro em tantas outras coisas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:36

Setembro 27 2016

A História permite-nos analisar os erros de modo a evitar repeti-los. Todavia, não podemos ficar presos a uma análise desenquadrada da realidade quotidiana. Antes de agir e de “botar faladura” devemos estudar minuciosamente todos os indicadores para verdadeiramente compreender quais os caminhos a percorrer.

Não tenhamos, porém, ilusões: a chave do problema está no Estado que temos, ou, se quisermos, na forma de organização política e administrativa engendrada ao longo dos anos, nas disfunções que a descaracterizam, na teia de interesses que a moldam e na ineficácia e improdutividade em que caiu.

O problema é muito antigo, mas recentemente parece atingir, uma vez mais, o ponto de ruptura. Nessa ordem de ideias, é preciso, independentemente do canto das sereias, trilhar o longo e penoso caminho da cura. Bem sei que, até lá, poderão ocorrer melhorias pontuais, em função de ciclos ou nichos de mercado. Contudo, infelizmente, o modelo estrutural, no essencial, permanecerá. Há muito tempo se espera por um modelo ou paradigma que contivesse a definição para a reforma do Estado.

Mais: que os orçamentos, em articulação com outras leis, fossem dando passos graduais e seguros no sentido da sua concretização. Mas não é isso que se constata. Sem margem para dúvidas, somos uma país eternamente adiado, i.e., em que as ideias gerais que encobrem a incapacidade de assumir com eficácia e pragmatismo um rumo colectivo.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:27

Maio 18 2016

As decisões que o Colégio de Comissários da CE hoje tomou relativamente a Portugal não apanharam ninguém de surpresa. Todos sabíamos que iriam e irão ser necessários ajustes ao nosso modo de viver quotidiano. O Presidente da República, na continuação de muitos outros comentadores, incluindo este vosso pobre escriba, ontem mesmo, começou a desbravar o terreno. De mansinho, docemente, se vai preparando o “Zé Povinho” para o aumento da dureza do nosso viver.

Todos o sabem, mas ninguém o quer afirmar de viva voz e muito menos em bom som. Aliás, em artigo anterior já referi que o governo tem algo preparado e pronto para levar à acção. Bem sabemos que a culpa jamais será assumida por este (des)governo, fruto das suas medidas inapropriadas, mas sim da má conjuntura internacional, das condições impostas pela CE, da meteorologia, etc., etc.

Ah, já agora, de nada vale António Costa dizer que não vai aplicar as medidas hoje preconizadas por Bruxelas. Ai vai, vai!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:47

Abril 18 2016

Dizer que o petróleo é a maior fonte de energia do planeta, excluindo, como é óbvio, a nuclear, e a mais importante para a economia de todos os países não é exagero. As empresas do sector espalharam-se por todos os continentes. Embora, é certo, fonte de enorme poluição, também não é menos verdade que a procura do combustível perfeito é incessante, i.e., que, ao mesmo tempo que alimenta o motor, lhe dê o maior rendimento e melhores funções de limpeza.

Abro um parêntesis, para esclarecer do porquê da apelidação do petróleo por ouro negro. Esta designação foi criada em meados do século XVI por Georg Bauer, um mineralogista alemão. Resulta da união das palavras grega petros, que significa pedra, e da latina oleum, que se traduz por óleo. Aliás, a oriente, a descoberta ocorreu muitos anos antes, ou seja por volta de 347 a.C., ano em que há registo da construção do primeiro poço de petróleo na China, o qual era feito de canas de bambu e tinha 240 m.

Fechado aquele, é altura de voltar ao tema. Diz a Agência Internacional de Energia, organismo da ONU, que se a produção actual se mantiver, as reservas convencionais e não convencionais fornecerão petróleo por mais 45 anos. Daí não admirar a procura de novos poços, bem como do desenvolvimento de energias alternativas, as quais, infelizmente, ainda tardarão uns bons anos a serem perfeitamente rentáveis.

Ora, basta olhar para Angola e Venezuela, retirando a corrupção e o compadrio, para observar como o petróleo é deveras importante. Para não ir mais longe, bastou a enorme queda no preço do crude para aqueles países, os quais essencialmente e estupidamente viviam à sombra das respectivas receitas, se colocarem na lista da bancarrota.

Em Portugal, desde há muito que se procura o aludido ouro negro. Tanto na plataforma continental como no mar. Infelizmente sem resultado. Agora, mercê de novas tecnologias, novas pesquisas irão ser encetadas e o seu enquadramento legal está assegurado. Porém, como não podia deixar de ser – o contrário é que seria de estranhar -, levantam-se, para além dos ambientalistas mais ou menos radicais, a indústria hoteleira, principalmente a algarvia, que, “aqui d’El Rei”, vão matar a galinha de ovos de ouro, leia-se turismo.

Reconhecendo que algum turismo seria afectado, também sei que todo o país sairia a ganhar e muitíssimo. E sei igualmente que 90% dos portugueses não podem ficar reféns dos interesses turísticos algarvios, por muito que eu e muitíssimos outros adoremos esta região.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:12

Março 16 2015

Pois é. Trata-se de uma grande realidade, mas comumente muito esquecida. A riqueza que constitui o património de cada um não pode e muito menos deve servir para evitar o triste destino de recurso fácil para salvar situações de aperto financeiro.

A necessidade de liquidez, tão necessária à maioria das famílias não pode, de modo algum, passar, repito, pela liquefação do respectivo património. Isto tem de ser compreendido, em primeira linha, por quem deveria e deverá assegurar o financiamento da economia, impedindo, deste modo, soluções emocionais que a ninguém, em boa verdade, aproveita

Na hora de certos apertos, quem venha a ser forçado a olhar para o seu património como última tábua de salvação, do género vão-se os anéis, mas ficam os dedos, corre o risco de agravar a situação vivida sem sequer se salvar.

A tentação de negócios rápidos, fruto dos aludidos apertos, e que parecem aliviar situações difíceis de momento, tem retornos de médio e longo prazo que se revelam, muitas vezes, irreversíveis e nada atractivos.

Sobre este tema, o outro dia li que Getúlio Vargas, nos anos trinta do século passado, comprou e mandou queimar – e assim travar a quebra abrupta de preços – 18 milhões de sacas de café que estavam em stock na cidade de S. Paulo, revelando coragem e lucidez, apesar da enorme polémica que tal medida gerou.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:10

Fevereiro 03 2015

Quem tem acompanhado as primeiras medidas do novo governo grego, comando por esse timoneiro e, no dizer da nossa extrema-esquerda, novo pai dos pobres, Alexis Tsipras, pensará que foram descobertas minas de ouro ou apareceu petróleo no mar da Grécia.

Aumento do salário mínimo em mais de 200 euros, luz e saúde grátis para todos os desempregados, subsídio social para os mais carenciados, os quais não são assim tão poucos como isso, reintegração na função pública de milhares de pessoas, independentemente da sua necessidade, fim das privatizações, são algumas das medidas já tomadas. Ora, como se sabe, estas e outras medidas de igual teor custam dinheiro, algo que aquele país não tem. Por alguma coisa apresenta uma dívida descomunal, apesar de já ter sido contemplado com dois perdões.

Altos ordenados e emprego total é a pedra filosofal, o Santo Graal, de qualquer governo. Todavia, em democracia, tal como o ocidente a preconiza, e, sobretudo, nos dias de hoje, é uma quimera, isto porque as máquinas cada vez mais substituem o homem. Veja-se que mesmo em ditadura, como é o exemplo de Cuba, o desemprego é uma realidade.

De qualquer modo, estamos todos ansiosos para ver como terminará tal caminho. Uns na esperança que o novo governo grego “dê com os burros na água”, outros, porém, torcendo para que a sua política obtenha êxito. A ver vamos!

Uma questão é certa: as declarações dos governantes gregos têm vindo, como já se esperava, a suavizarem-se. Por exemplo, já não falam de perdão de dívida, mas de pagar em função do crescimento do PIB. Faz lembrar a entrada de leão de José Sócrates, quando assumiu a governação do nosso país em 2005: prometeu atacar todas as corporações – farmácias, obras públicas, etc. – e outros interesses instalados, como os juízes, que viviam à sombra do Estado e dele retiravam grandes regalias. Bem, foi o que se viu: enorme saída de sendeiro!

As circunstâncias actuais não contribuem para que haja um debate sereno e, por isso, os objectivos são vistos através de lentes embaciadas. Tanto para uns, como para outros. Num país pobre, onde existem enormes desigualdades, onde a evasão fiscal atinge 70% dos gregos – e não os 100% porque os restantes são desempregados - arriscam-se, citando Mia Couto, a continuar a produzir ricos em vez de criar riqueza. É que os ricos acabarão sempre por sair por cima! Ou para o estrangeiro!

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:43

Novembro 04 2014

Pois é, andamos todos um tanto ou quanto com os olhos em bico. Uns por dormir mal e a crise ser tão madrasta que não os deixa dormir, outros, porém, por saberem que a maior parte das nossas jóias de coroa estão a ser vendidos aos chineses.

Bem sei que todos ansiamos por investimento estrangeiro, por saber que sem este, por ausência de investimento nacional, não existe aumento do PIB e, sobretudo, a criação de postos de trabalho os quais são tão necessários, perdoem-me a expressão menos prosaica, como o pão para a boca.

Se até aqui nada de novo há a assinalar, quando reflectimos mais profundamente chegamos à conclusão que os chineses não dão ponto sem nó. Não quer dizer tudo, mas quando constatamos que dos muitos milhares de chineses que estão, há décadas, no nosso país e jamais um deles aqui foi enterrado, somos levados a pensar que jamais se adaptarão à cultura ocidental e, por isso, nunca aqui criarão raízes, pelo que tudo que aqui auferirão será para deter no seu país natal.

Não se trata de racismo, mas de algo diferente, em termos de negócios, e como tal não pode ser tratado por igual. Serem donos da principal companhia de electricidade, de uma das principais companhias de seguros, de clínicas e hospitais, preparando-se para entrar na banca, através da eventual aquisição do ex-BES, e falando-se até da aquisição da TAP e da PT, não nos pode deixar tranquilos. Perguntar-me-ão: e se fossem americanos, ingleses, brasileiros, entre tantos outros, eu pensaria de igual? Talvez não!

É evidente que devido à inexistência de outros investidores e necessitando nós de capital estrangeiro, não nos resta alternativa, tanto mais que, como se costuma dizer, o dinheiro não tem pátria. Mas que nos preocupa, isso é verdade!

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:50

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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