O meu ponto de vista

Maio 18 2021

O ensino, como é do conhecimento geral, é absolutamente necessário para o desenvolvimento do país, bem como para a alavancagem social dos jovens. Por isso, deve maximamente eficaz. Ora, para atingir tal desiderato deve ser o menos burocratizado possível, uma vez que, somente deste modo, as energias serão canalizadas para a instrução e respectivas aprendizagens.

Todavia, não é isso que vemos diariamente nas escolas. Os docentes são atulhados de papéis e mais papéis, grelhas e mapas em formato digital, etc., etc., a maioria dos quais completamente desnecessários, servindo apenas para parecer relevante a presença de determinados burocratas que se (des)ocupam daqueles.

Por exemplo, a Avaliação de Desempenho Docente (ADD) é um caso paradigmático. Para além da existência de normas travão, da exigência de formações atrás de formações, muitas delas ministradas das 18h30 às 21H30 – depois querem que os docentes ainda preparem aulas? -, isto para não falar da ausência da mínima razão para alguma vez terem visto a luz do dia, a não ser pagar e bem a meia-dúzia de apaniguados, ditos formadores, há o caso das aulas assistidas.

Por amizade, tenho ajudado colegas nesta última situação. Após a preparação das ditas aulas, divulgação e ministração, pergunto sempre qual o feedback do colega assistente, o qual vem obrigatoriamente de outra escola. A resposta é invariavelmente a mesma: “É pá não diz nada. Entra mudo e sai calado, sem proferir uma palavra amiga ou desamiga, sem um comentário abonatório ou desfavorável”. Desculpem o termo: ora porra, para que servem, então, estas aulas? Para fazer figura de corpo presente e no final dar uma classificação. Se é para isto, gravem-se as aulas – depois de devidamente autorizados pelos EE – e após a visualização classifique-se. Poupava-se tempo e dinheiro.

publicado por Hernani de J. Pereira às 09:34

Março 23 2020

Eis que está a chegar o que alguns pretensos gurus já prediziam e outros ansiavam: a dispensa física dos professores no sistema de ensino e aprendizagem. Hoje, tal como referi em crónica anterior, alguém veio proclamar de que após esta quarentena, a qual, na melhor das hipóteses, durará pelo menos três meses, tudo ou quase tudo será diferente, incluindo, como é óbvio, o ensino.

Como se tem visto, não existe docente, desde o pré-escolar (!!!) até ao secundário, neste rectângulo à beira-mar plantado que não tente - a isso são obrigados pelas mais diversas “tutelas” - usar uma ou mais ferramentas de comunicação visual à distância. Ora, a utilização de tais instrumentos, os quais dão uma falsa ideia de que os discentes continuam em aulas, dá também ao país uma falsa noção de que é possível ensinar sem a presença física do docente. Aliás, ainda hoje, na Rádio Renascença, pelas 08h25, uma das locutoras ufanamente dizia que o filho estava a concluir o pequeno-almoço, pois daí a pouco ia ter aula de Matemática.

Não escrevo por motivo do meu emprego, pois estou numa fase em que mais ano, menos ano estarei reformado. Falo pela ausência de humanização e sobretudo pela possibilidade de excessiva robotização da vida, começando pelo ensino, princípio básico da nossa existência.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:06

Janeiro 26 2020

Na vida de um docente, ao contrário de que muita gente pensa, há momentos em que por muito que queira não consegue progredir na carreira, independentemente de ser muito bom ou excelente. É o caso de acesso ao quinto e sétimo escalão, uma vez estarem sujeitos a quotas. Explicitando: poderão haver, por exemplo, 30 docentes excelentes nos aludidos escalões, mas se o percentil apenas permitir que passem ao seguinte 20, os restantes ficarão a marcar passo.

Se até aqui tal emana da lei, outra coisa totalmente diferente são os critérios que cada escola estabelece para, nestes casos, se progredir ao escalão seguinte. Hoje, chegou-me ao conhecimento que uma escola estabeleceu como prioridade de desempate o docente pertencer ou não aos quadros.

Ora, tal quer dizer que um docente destacado, cujo desempenho é excelente e, por isso, com uma avaliação superior, numa escala de 0 a 100 %, fica postergado em relação a outro colega com valor mais baixo desde que este pertença aos quadros da escola/agrupamento.

Não tenho a menor dúvida que esta tomada de posição é ilegal, tal como em tempos foi considerado ilegítimo o facto de um indivíduo a um lugar público ver diminuído o seu valor só porque não residia no concelho para o qual se tinha apresentado.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:14

Novembro 21 2019

A sério. Quase me passo como a demagogia e o aproveitamento político que os nossos políticos, tanto de esquerda como de direita, diariamente fazem, atirando-nos areia para os olhos ou se não o fazem é porque acham que somos autênticos ceguinhos.

Hoje deparamo-nos com uma utilização inaceitável por parte de André Ventura, do Chega!, relativamente às mais que justas reivindicações das forças de segurança. Até subida ao palanque, com direito a discurso e corredor de protecção teve.

O desplante, porém, não fica por aqui: também o BE solicitou a contagem, até 2026, de todo o tempo de serviço dos professores que não foi contado.

Ora, relativamente a esta última questão bem sabemos que tanto o BE como o PCP foram, sem margem para dúvidas, coniventes com a (má) prática política de António Costa. Já escrevi, e muitos outros também o fizeram, que durante a última legislatura se quisessem que a luta dos docentes tivesse bom fim bastava não terem aprovado os orçamentos de Estado. Será que agora terão “tomates” para impor tal medida? É evidente que não. De imediato o governo demitia-se e vitimizando-se provocava novas eleições onde aqueles seriam fortemente penalizados.

Portanto, vamos ser sérios e deixar de brincar a reivindicações balofas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:28

Novembro 12 2019

Devo ter uma costela estranha, já que me sinto um tanto e quanto diferente daqueles e daquelas, muito mais estas, como é óbvio, que diariamente me acompanham na árdua tarefa de ensinar. Ouço amiúde que não têm tempo para filhos, para passear, para ir ao cinema ou simplesmente para ver televisão. Depois de dar aulas apenas lhes sobram momentos para preparar novas aulas e testes, corrigir estes, preencher mil e umas grelhas, entre múltiplas outras tarefas. Aliás, quem estiver mesmo atento ficará convicto que nem dormem.

O que é certo é que quando estão em sala de alunos, de tarefas, de apoio, de disciplina, só para citar alguns dos locais onde preenchem a componente não lectiva a nível de estabelecimento, não fazem outra coisa que não seja corrigir testes e preparar novas aulas. Não o(a)s vejo perguntar o que quer que seja e/ou levantar o rabo da cadeira para atender um aluno que necessita de algo.

Mundo de hipocrisia. Se o fazem na escola não fazem em casa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:10

Setembro 02 2019

O que era bom acabou. Mais um ano lectivo se iniciou. Reuniões atrás de reuniões, preparação e aprestação de dossiers, ouvir este e aquele, atender novos paradigmas, blá, blá e blá. É o pão nosso de cada recomeço e não vale a pena dizer mais, pois caso contrário é como chover no molhado. Só para quem passa por elas é que sabe.

Vestir a camisola da casa, enfrentar os dias dos próximos onze meses de sorriso na cara e prestar o melhor serviço possível são propósitos que ficam bem a cada um. Sentir orgulho de uma vasta equipa profissional e dedicada é algo que conta e muito para o sucesso. Como costumo dizer são palavras bonitas e ficam bem a quem as profere. Todavia, contrariando o que o nosso primeiro-ministro disse outro dia, o trabalho docente não é uma missão. Senão houverem as condições físicas, financeiras e sociais minimamente aceitáveis só excepcionalmente se alcançará o que anteriormente descrevi.

Por isso, BOM ANO LECTIVO para todos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:47

Julho 10 2019

Só Deus sabe o que se sofreu – então, eu, particularmente nem se fale – por causa da avaliação de desempenho docente, vulgo ADD. Em tempos que já lá vão, tudo se contestava, tudo era negativo, e o sol jamais brilharia com tal medida. As pessoas mal esclarecidas e, sobretudo, acicatadas pelos sindicatos tudo deturpavam. Pura e simplesmente, não queriam e não aceitavam sequer a mínima discussão. Pouco importava que pessoas houvesse que tinham de obedecer a ordens superiores. Sim, bem sei que outros, hoje-em-dia muito bem posicionados, nada ligaram a isso. Nunca foi e jamais será a minha ideia de serviço público. A não ser que seja algo que fortemente se interponha entre o dever de lealdade e os meus valores éticos/morais, nunca vacilarei sobre o caminho a seguir, mesmo que isso me crie uma auréola de impopularidade. Aliás, foi o que aconteceu.

Deixemos, porém, a luta de 2007 e 2008. É algo que já lá vai e como o nosso povo costuma dizer “águas passadas não movem moinhos”. Importa o dia de hoje. E actualmente a maioria dos docentes está, nesta altura, a ser avaliada e, de certo modo, pelos mesmos parâmetros e tendo por base a incidência em idênticos percentis.

Assim, é engraçado - ou, melhor, até nem tem graça nenhuma – verificar a passividade em como que se aceita a avaliação docente. Mais: quotidianamente todos se submetem e não se verifica qualquer relutância em aceitar o resultado final. Eu que o diga como avaliador.

Passados dez/onze anos a mansidão é total, o que me leva a perguntar: para quê tantos vitupérios, tanta maledicência, tanto enforcamento em praça pública, tanto azedume e grito de revolta? Afinal, soçobraram uma vez que a razão não os assistia. Poderão dizer que a idade os alquebrou. Todavia, a verdade é que não quiseram ouvir, naquela altura, a voz da razão. O canto das sereias falou mais alto. Infelizmente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 15:40

Abril 23 2019

transferir.png

A capa de hoje do CM é simplesmente vergonhosa. É um autêntico despautério, para não dizer que é também uma infâmia ao bom nome dos professores. Propalar apenas o salário bruto, o qual, ainda por cima, é irreal, sem ter em linha de conta os respectivos descontos, é ignomioso.

Estou no 10º e último escalão e o que trago para casa ronda os 1900 euros. E como é lógico posso prová-lo a qualquer momento.

Uma coisa é certa: o governo sabe muito bem como levar a água ao seu moinho. Os fins justificam todos os meios. Obscena a sua atitude.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:22

Março 21 2019

Toda a vida me regi pela fórmula de que se proceder assim ou assado, deste ou de outro modo, então, sem margem para dúvidas, tenho obrigatoriamente de assumir a respectiva responsabilidade e, sobretudo, não me queixar, uma vez a culpa ser totalmente minha. Com toda a certeza teria várias opções e se não segui a melhor ou a mais correcta o problema foi e é meu.

Agora, quando se passa precisamente o contrário, i.e., quando me deparo com actos que não me podem ser assacados, ou quaisquer comprometimentos e/ou encargos me podem ser exprobrados, pergunto indignadamente: a que propósito tenho que sofrer pelas atitudes dos outros, por muito que os mesmos sejam totalmente legítimos, éticos e morais?

Sim, bem sei, que, dito desta forma, é uma matéria problemática e muito questionável. Porém, acompanhem o meu raciocínio. Hoje, por exemplo, registou-se greve dos funcionários auxiliares das escolas - algo que posso testemunhar como extremamente legítimo - e que na maioria, incluindo a minha, originou o consequente encerramento. Até aqui tudo bem. Nada a apontar.

Todavia, enquanto que para a maioria dos docentes esta greve não trouxe quaisquer consequências, sendo um dia sem ministração de aulas, outros existem, como sejam aqueles que leccionam os cursos profissionais – é o meu caso, como já compreenderam -, que, para além de terem estado na escola, tal como todos os seus colegas, terão, até ao final do ano, de dar estas aulas em falta. A legislação diz textualmente que «a estes alunos só será reconhecido o curso se lhes tiverem sido dadas todas as aulas constantes do “cardápio”». Isto independentemente de motivo: doença do próprio e/ou de familiares, greve (dele ou dos funcionários), ou mesmo de catástrofes.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:53

Junho 07 2018

images.jfif

Não gosto de ter razão antes do tempo. Todavia, a notícia de hoje afirmando que “a França se encontra a um passo de proibir os telemóveis nas escolas” avivou-me a memória sobre aquilo que há muito venho pugnando. As últimas novidades em TIC (smartphones, iphones, tablets, entre outras) à mão de semear, se, por um lado, têm contribuído para estarmos quase constantemente em contacto com o mundo mais próximo e o mais longínquo, têm, por outro, a enorme desvantagem da (extrema) dependência. Aliás, não é por acaso que existem psiquiatras a proclamarem que o telemóvel é a droga dos tempos de hoje. Imensas pessoas existem que, antes de dormir, a última coisa que sentem é o “carinho” do telemóvel, tal como ao acordar é a primeira sensação que registam.

Todos sabemos que a esmagadora maioria da sociedade sofreu, nos últimos anos, as agruras da crise económica. Contudo, a referida adversidade não atingiu todos por igual. Por exemplo, alguns sectores, muito poucos, aliás, passaram entre os pingos da aludida crise, ou sejam foram imunes à aludida crise. Falo do sector que vive à conta dos telemóveis. Pode não haver dinheiro para comer, estudar ou até vestir. Porém, possuir um telemóvel de última geração e usá-lo quase 24 horas por dia é norma indispensável.

Como anteriormente dizia, imunes à crise e em total contraciclo com a conjuntura económica, as TIC que operam em Portugal, ou a partir de Portugal para o mundo, continuam em alta e têm já metas muito bem definidas para os anos vindouros: sempre a crescer e acima do que mais imaginamos.

Nas escolas, sendo impossível ter Net zero - basta lembrarmo-nos que os sumários e grande parte das aulas são impossíveis de decorrer sem recurso a esta ferramenta – há que implementar, sem margens para dúvidas, o uso nulo daqueles dispositivos por parte dos discentes, não só durante as aulas como durante todo o tempo que passam na escola. E há dispositivos electrónicos, não muitos caros, que impedem isso. A questão de uma urgência não se coloca já que não há escola sem comunicações externas e internas. Mais: como era há trinta, quarenta ou mais anos?

Não basta estar escrito no RI a proibição do telemóvel na sala de aula. É absolutamente necessário dizer-se que o uso da mencionada Net é uso exclusivo dos docentes, ao contrário do que hoje acontece em que os uns e outros têm acesso às mesmas passwords, com todos os inconvenientes daí advenientes e que me escuso de enumerar.

Em tempos que já lá vão, quando nos encontrávamos uns com os outros falávamos, discutíamos e, por vezes, irávamo-nos. Hoje, os nossos jovens, teclam. Sozinhos, é claro!

 

publicado por Hernani de J. Pereira às 15:42

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
Outubro 2021
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


arquivos

Outubro 2021

Setembro 2021

Agosto 2021

Julho 2021

Junho 2021

Maio 2021

Abril 2021

Março 2021

Fevereiro 2021

Janeiro 2021

Dezembro 2020

Novembro 2020

Outubro 2020

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

pesquisar
 
blogs SAPO