O meu ponto de vista

Fevereiro 27 2018

Pode não ser verdade, mas que parece, parece. Isto é, parece que o PSD – não falo só a nível nacional, mas também ao local – quando não é poder transforma-se num autêntico saco de gatos. É com tristeza que constato. Que me perdoem se exagero.

Foi nestes dois últimos anos com Passos Coelho e é agora com Rui Rio. Com efeito, urge que o aludido conceito volte a ser visto, pelos principais intervenientes e sobretudo por este último, como uma abordagem obrigatória pelo valor que acrescenta e não como algo de supérfluo e não prioritário que é apenas um capricho a ter em conta quando uma conjuntura favorável o permitir.

Correndo o risco de ser acusado de pessimista, é minha convicção que a qualidade das novas propostas só não passará efectivamente de ser uma moda se for capaz de se libertar de alguns dogmas ou de metodologias apelidadas de “boas práticas”, cuja aplicação, na maior parte dos casos, se revela totalmente ineficaz e ineficiente e em que o único resultado visível é o esforço da aplicação desses mesmos dogmas e metodologias.

De um discurso extremamente rígido, consubstanciado nestes dois últimos anos, coloca-se assim o desafio de simplificar. Torna-se necessário voltar à essência e retomar velhos temas como quantificar e custear, ou, dito de outra forma, não passar a fazer as coisas que são moda fazer. Utilizando um conhecido slogan, o futuro do PSD vai ter de provar novamente que “vale a pena fazer”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:33

Outubro 20 2015

Saber o que nos distingue faz toda a diferença. Não ser mais um entre a multidão é sinónimo de querer e ambição de ir mais longe. E, atenção, não há nada de mal nisto, bem pelo contrário. Se possuímos garra, pretensão de sermos alguém na vida e ascender a voos mais altos, daí não advém qualquer mal ao mundo, repito, bem pelo contrário, desde que tal não seja à custa dos outros, i.e., pretendendo atingir determinados fins sem olhar a meios.

E, nesta ordem de ideias, quantas vezes nos interrogamos seriamente sobre o qual o valor profissional que transmitimos. E o que nos diferencia dos que nos rodeiam? A construção de uma marca indelével, seja ela familiar, afectiva ou profissional é um processo longo e que deve ser construída metodicamente. Todos bem sabemos que passar, perdoem-me o plebeísmo, de bom a besta é num instante e muito fácil. O contrário, porém, leva anos, senão décadas e “dá muito trabalho”.

Uma outra questão: como comunicamos? Usamos uma boa e eficiente rede de contactos, a qual seja vista pelos outros como um forte elo de ligação? Hoje, quem não é “encontrado” não é lembrado. Ora, para isso é absolutamente necessário, e de forma continuada, concreta e criteriosa “trabalhar” a rede de influências, no bom sentido, entenda-se.

Por outro lado, existem outras formas de abordagem. Organizar ou marcar presença em eventos são acções que geram empatia e funcionam na criação de relações de confiança preponderantes neste mundo em constante mutação.

Crie a sua marca. Seja, acima de tudo, um amigo, um profissional desejado e não apenas necessário.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:03

Setembro 23 2015

Bem sei que existem escolas e escolas. Todavia, subsistem aquelas empenhadas em desenvolver novas formas de trabalho e, sobretudo, dispostas permanentemente a implementar uma postura de coluna vertical, jamais se subjugando a interesses locais, regionais ou centrais, de modo a tornar o futuro uma realidade.

As que estão do outro lado da barricada, as quais, aliás, se encontram bem perto de nós e frequentamos diariamente, além de não conseguirem estimular a produtividade e melhorar a sua margem competitiva, arriscam-se, como se verifica na prática, a perder os seus colaboradores mais importantes para a “concorrência” ou, o que será muito mais grave, a nem sequer possuírem qualquer importância no futuro.

Depois existem dirigentes que fazem a diferença. Os mais sensíveis à gestão do risco, como uma forma de lhes permitir um planeamento detalhado dos riscos para a gestão e uma reflexão sobre as medidas a tomar, e os outros que se limitam a gerir o status quo.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:24

Maio 06 2015

Dizem os especialistas que confiança é a palavra que se impõe. Aliás o Economist afirma, num estudo recente, que entre os executivos a expressão que mais se ouve é exactamente aquela.

Ora, com a concorrência ao rubro, destacar-se entre resmas – como diria o outro – de pessoas é tarefa ingrata. Ter um currículo forte e cuidado, bem como uma apresentação certeira e, sobretudo, assertiva, pode fazer toda a diferença.

Evidenciar-se entre os outros, sobressair do designado “rebanho” exige trabalho e postura. Todavia, existem algumas regras que, seguidas mais ou menos à risca, nos fazem dar nas vistas: apresentar sempre, pessoalmente e/ou online, uma postura profissional e diplomática; transmitir através da atitude presencial e/ou online o reflexo do que escreve e/ou diz; utilizar as redes sociais para anunciar a presença em conferências e eventos, quer os mesmos sejam de carácter profissional, social ou cultural; manter uma presença activa no Linkedin; manter as competências e evoluções permanentemente actualizadas; estipular metas profissionais, afectivas e sociais e tudo fazer para as alcançar.

Agora, é comigo e, como é óbvio, também consigo, caro leitor. Seguir o plano e ... mãos-à-obra.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:45

Setembro 19 2011

Nem sempre a conseguimos encontrar, é certo, mas diz-nos a experiência que a melhor opção, tanto na vida familiar como profissional, é aquela que antecipa e previamente supera os problemas, ainda que estes, muitas vezes, nem se sonhe que estão em vias de surgir.

Esta regra, válida para qualquer actividade e/ou situação, deve estar permanentemente presente e, por maioria de razões, em momentos como o actual, o qual exige o melhor de todos nós. Num mundo globalizado, a capacidade de acautelar e superar as adversidades faz toda a diferença, chegando, inclusive, a evitar a linha fatal da sobrevivência.

O que hoje se aceita com naturalidade, indo ao cúmulo de criticar quem não o faz, como sejam a racionalização e rentabilização dos escassos recursos humanos e materiais – fotocópias, iluminação, aquecimento, higiene e limpeza, entre tantos outros gastos -, procurando fazer mais e melhor como menos, em tempos passados, mas não muito distantes, pessoas houve, felizmente não todas, que se “levantaram com o santo e com a esmola” contra tal política, numa nítida atitude de oposição pela oposição, sem olhar ao estado do país, sem quererem saber o que o mais ignorante em matéria de finanças diria, diz e dirá: “não poderá haver investimentos – leia-se construção de anfiteatros, apetrechamento de meios técnicos, contratação de pessoal, etc. – se não houver poupança”.

Ressalvando algumas diferenças, que, como é óbvio as há, qualquer organização em geral, e a escola em particular, deve ser gerida como a nossa casa. Se ganhamos 100 e gastamos a totalidade em alimentação, em futebóis, em cafés e restaurantes, em roupa de marca, e em demais futilidades, numa óptica de quase puro consumismo, como é bem de ver, jamais conseguiremos comprar uma nova TV, fazer esta ou aquela obra de reparação, ir de férias aqui ou acolá e muito menos comprar um carro. A mais elementar lição de economia diz-nos que só podemos almejar um nível de vida superior se pouparmos. A não ser que tenhamos uns progenitores ricos ou uns tios sem herdeiros directos.

E se, naquela altura, em vez de obstaculizarem, tivessem tentado disseminar a ideia, não tenho a menor dúvida que hoje o país não estava no “buraco” em que se encontra ou, pelo menos, não era tão grande, não necessitando, por isso, de cortes em vencimento e subsídios, bem como dispensaria o aumento de impostos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 15:18

Novembro 23 2010

Todos ou quase todos temos, ultimamente, abordado a questão da intervenção do Fundo Monetário Internacional no nosso país. E a forma como o temos feito é, sem margem para dúvidas, manifestando o repúdio completo ou, pelo menos, patenteando um modo muito receoso. E, com toda a franqueza, o caso não é para menos. A intervenção daquela Agência iria agravar ainda mais as nossas já míseras condições de sobrevivência.

Entretanto, continuamos a ouvir, e a maioria dos portugueses está convencida disso, que somos diferentes da Grécia e da Irlanda, pelo que o risco de contágio e assunção de medidas semelhantes não se justifica.

Até aqui, eu que não sou analista e muito menos comentador da vida política, quanto muito pessoa atenta e interessada na res publica, contra os factos apresentados por estes, não me atrevo a retorquir.

Todavia, de uma coisa tenho a certeza: para termos um tratamento diferenciado, necessitamos, acima de tudo, de mostrar que não somos “farinha do mesmo saco”. Por isso, uma vez que os actos valem consideravelmente mais que as palavras, a preconização de atitudes e, sobretudo, práticas distintas serão factores a ter em conta.

Não basta dizer que somos diferentes. Temos de o demonstrar e de uma forma inequívoca. Por um lado, é evidente que o nosso sistema bancário/financeiro necessita de uma outra ética e de uma postura mais consentânea com o bem público. A fuga de capitais, o pagamento antecipado de mais-valias bolsistas, de modo a fugir a impostos mais pesados, ou o uso de offshores por tudo ou por nada, mesmo que seja legal, não pode acontecer. Nem tudo o que é legal se deve fazer. Por outro, nós, os cidadãos comuns, parafraseando um grande político norte-americano (JFK), precisamos, diariamente, de nos consciencializar e de nos questionar sobre o que estamos a fazer pelo país, em vez de “gritar” constantemente que este pouco ou nada faz por nós.

Fácil, muito fácil, é reivindicar esta e aquela benesse, este e aquele direito. Reclamar por educação, saúde, justiça, etc., gratuitas, ou, dito por outras palavras, mais e melhor estado social, à semelhança do que existe em qualquer país rico e enormemente produtivo. Difícil, extremamente difícil, é descortinarmos de onde virá o dinheiro para tal. Esquecemos, ou melhor, fazemo-nos esquecidos de que “não existem almoços de graça”. Estou de acordo com Ramiro Marques quando afirma a alternativa é simples: ou mais serviços gratuitos prestados pelo Estado e menos dinheiro no bolso dos portugueses ou menos serviços gratuitos prestados pelo Estado e mais dinheiro no bolso dos portugueses. Eu prefiro a segunda opção. É a única que promove o crescimento da economia e do emprego (http://www.profblog.org/2010/11/uma-agenda-para-educacao-em-tempos-de.html).

Ora, se estivermos bem conscientes de todas estas questões, seremos os primeiros a dar o exemplo e, simultaneamente, exigir bons governantes, os quais, como é óbvio, dirigirão a sua acção em prol de uma sociedade mais justa e solidária.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:50

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