O meu ponto de vista

Novembro 03 2014

A bravura é uma qualidade que se deve medir ao longo de uma vida e não durante breves lapsos de tempo. É fácil, quando assumimos um cargo e querendo impressionar os que nos rodeiam e, sobretudo, a turba, dar um ar de valente, dar o peito às balas e, se necessário for, até rasgar as vestes e gritar “agarrem-me senão dou cabo deles”.

O Sporting CP, pela grandeza demonstrada ao longo dos seus muitos anos de história, deveria, ninguém o nega, ter tido outro tipo de dirigentes. Homens duros, com fibra, resilientes e principalmente com dinheiro ou com facilidade de o angariar. Ora, se não tinham as primeiras qualidades, sobre a questão do “pilim” então nem se fala. E à falta de resultados o clube foi-se afundando em dívidas e em credibilidade.

Quanto às dívidas, as últimas administrações bem tentaram resolver o assunto e não haja dúvida que o SPC foi o clube, de entre os designados três grandes, o que mais diminuiu o défice. Porém, como não se fazem morcelas sem sangue, o plantel ressentiu-se e os resultados foram aqueles que todos conhecemos.

Bruno de Carvalho, rapidamente percebeu a situação. Não tendo dinheiro para reforçar a equipa tanto quanto queria e os adeptos solicitavam, houve que jogar noutro campo: o de falar grosso. É uma estratégia há muito usada, a qual raramente termina bem. Nesta ordem de ideias, todos sabíamos que, mais cedo que tarde, aqui também não daria certo. Contudo, parece que ainda não aprendeu a lição.

E, foi isso que aconteceu neste fim-de-semana. O Sporting veio de Guimarães qual leão completamente domado e até com o rabo entre as pernas. Jogou mal e acabou por levar “na pá” três golos sem resposta.

Qual o comentário do presidente? Toca de bater nos mais frágeis, i.e., nos jogadores. A culpa não é da direcção, nem do treinador, mas da falta de garra dos atletas. E não faz a coisa por menos, pois escreve que “ao nível do futebol sénior este fim-de-semana jamais poderá ser esquecido. Quer a equipa principal quer a equipa B brindaram os sportinguistas com péssimas exibições que não dignificaram o nosso clube e a nossa camisola. Não demonstraram garra nem vontade de vencer e isso é lamentável, só nos restando pedir desculpa por não termos sido dignos do clube que representamos (…) Agora não é tempo de levantar a cabeça, é tempo de nos mostrarmos dignos deste clube e demonstrar que não são apenas os nossos sócios e adeptos que se esforçam ao limite das suas forças durante os jogos, mas que nós profissionais também somos capazes de o fazer em todos os jogos".

No entanto, resta saber como: ninguém gosta que lhe batam, chamem nomes e, simultaneamente, lhe peçam para dar mais do que habitualmente dá. 

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:51

Maio 19 2013

 

Somos os maiores.

Campeões! Campeoooooões! Campeoooooooooooooões!

 

 

P.S. - Como me apetecia falar dos "mouros", mas recuso-me a dar "porrada" em quem está, neste momento, tão fragilizado, apesar de saber que se o contrário acontecesse o que não ouviria!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:45

Junho 27 2012

Relembrando Sérgio Godinho, jamais as anteriores ministras de educação – a propósito da Parque Escolar, recordam-se? -, foi bonita a festa, pá! Na verdade, foi bonito de se ver. Eu, à semelhança de muitos portugueses, que em tempos bem recentes tanto criticámos e preparação da nossa selecção, não acreditando que passasse da fase de grupos, o certo é que, felizmente, tivemos que nos render à evidência e reconhecer que, afinal, por mérito do treinador/seleccionador ou dos jogadores – afinal isso importa? – somos uma das melhores equipas da Europa e que, sem sombra para dúvidas, merecíamos estar na final.

Não tenho possibilidades de estar em Lisboa aquando da chegada da nossa selecção, mas se isso me fosse permitido, não hesitaria em juntar a minha voz, a todos os que, no Aeroporto da Portela, de cachecol e bandeira desfralgada, irão gritar, bem alto, PORTUGAL.

Concretamente, é verdade, que não trouxemos o “caneco”, mas também não deixa de ser uma certeza absoluta que trazemos a nossa honra intacta e a certeza de que no futebol, como tudo na vida, há injustiças gritantes. Hoje foi uma delas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:35
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Junho 26 2012

Bem podia escrever sobre mil e uma coisas. Nos dias que correm, assunto para comentar ou reflectir não falta.

Aliás, não foi por acaso que, hoje, foi um dos dias em que de manhã pensei uma coisa e à tarde fiz outra. Contradições? Sim, reconheço que é verdade! Mas pergunto: quem não as tem, nem que seja uma vez ou outra?

Todavia, é verdade que foi um belo dia. Dos dias em que podemos afirmar que amamos com o coração, mas que também desejamos com os olhos.

Voltando, porém, ao cerne da questão, não quero reverberar sobre este ou aquele aspecto, nem sequer sobre a vaga de calor que, de repente nos abrasa e nos abafa.

Unicamente, reafirmo a certeza de que, amanhã, vamos continuar na caminhada da conquista do “caneco" Euro 2012, ou seja, vencendo os nuestros hermanos, os quais, se têm vangloriado que até nos “comem vivos”.

Coitados, esquecem-se da Padeira de Aljubarrota!

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:29
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Junho 18 2012

Hoje não quero falar sobre soluções para a economia ou efectuar qualquer alusão a conceitos de empreendorismo. Aliás, também pretendo ignorar a aversão ao risco que afecta a maioria dos portugueses, esquecer o mau desempenho e a consequente falta de produtividade, algo que nos é tão característico, bem como rejeitar todas as menções ao desemprego que assola drasticamente uma parte substancial da população e, sobretudo, os mais jovens.

Hoje quero apenas falar da selecção de todos nós. À semelhança de grande parte dos portugueses, também eu, ontem, sofri, gritei e exultei de alegria, como, aliás, já o tinha feito nos jogos anteriores. Bem, contra a Alemanha foi só sofrimento, já que alegrias nem vê-las. Já agora diga-se em abono da verdade que, ultimamente, os jogos de Portugal, como se costuma dizer, têm sido impróprios para cardíacos. E digo mais, a sofrer assim, um dia destes arrisco-me a ter uma úlcera tantas são as dores e preocupações sentidas desafio após desafio.

Por isso, que se lixe – perdoem-me a expressão menos prosaica -, pelo menos enquanto estivermos no Euro 2012, o empreendorismo, a abertura de novos alicerces, a articulação entre os interesses privados e públicos, a ausência de cooperação institucional, a falta de estratégia empresarial, já que o importante é que o CR7 ou outro qualquer marquem golos à República Checa na próxima quinta-feira e, como é óbvio, que a nossa defesa saiba cumprir a sua obrigação.

Por estes dias, o que quero é continuar a sonhar que o “caneco” pode ser nosso. E viva Portugal!

O resto, depois se verá.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:55
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Maio 31 2012

Conheci-o uma hora antes de um jogo entre a Académica e o Porto, num domingo à tarde, numa altura em que, como sócio da Briosa, não faltava a um único jogo, ainda no velho Estádio Municipal. Já nesse tempo ocupava a função que ainda hoje ocupa, i.e., o de Presidente da Académica. Já lá vão cerca de catorze anos, mas recordo-me como se fosse hoje.

Por distracção, por ir atrasado ou outro motivo qualquer, o certo é que bateu no meu carro. Como é evidente, a minha primeira reacção foi dizer que era necessário chamar a polícia para que a ocorrência fosse registada oficialmente. Identificou-se, tendo eu dito ao que ia. De imediato, teve apenas uma palavra: “mande reparar a viatura que tudo pagarei”. Trocámos números de telefone e cada um foi à sua vida.

Passados quinze dias, desloquei-me ao seu escritório, tendo-lhe apresentado a factura de reparação, bem como o custo do aluguer de outra viatura. Limitou-se a sacar do livro de cheques e a pagar. De uma correcção inexcedível, no final, dirigiu-me um agradecimento pela compreensão.

Sendo verdade que nunca mais nos voltámos a cruzar, também não deixa de ser menos verdade que sempre ficou em mim a impressão de ter lidado com um academicista de primeira água e, sobretudo, com um homem de palavra.

Hoje, ao saber que o Tribunal da Relação de Coimbra tinha agravado a pena para seis anos de prisão efectiva, uma vez ter ficado provado que beneficiou empreiteiros em troca de donativos para a Académica, quando ocupava, na Câmara Municipal, o cargo de director de urbanismo, entristeci-me e lamentei o facto.

Sem querer, de modo algum, desculpar o “crime”, mas ao mesmo tempo vendo noticiado que Fátima Felgueiras foi ilibada, que Isaltino Morais nunca mais é preso, que Duarte Lima se encontra em prisão domiciliária e ninguém acredita que vá ser condenado, que Sócrates não é julgado no caso Freeport, isto para não falar de muitos outros casos, estes sim em que o enriquecimento foi pessoal, não posso deixar de sentir uma grande revolta, por alguém ser condenado apenas porque quis ajudar o seu clube de coração. Que o fez à margem da lei, ninguém duvida, mas também se sabe que tais proventos não foram para o seu bolso.

Todos sabemos que se a Académica tivesse, ao menos, a décima parte dos apoios que usufruem o Benfica, Sporting e o Porto não necessitava destes expedientes, os quais, repito, são condenáveis.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:04

Abril 29 2012

Apesar do tempo chuvoso e do ar soturno que estes últimos dias nos têm brindado, hoje o céu adquiriu uma nova tonalidade, isto é, ficou mais azul.

 

Campeão, campeeão, campeeeão, campeeeeão

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:35
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Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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