O meu ponto de vista

Setembro 26 2018

 

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Para cada um de nós, o bem-estar tem um significado, mas existem pressupostos comuns: a hereditariedade, o meio ambiente, o cuidado com a saúde e o estilo de saúde. Alguns destes elementos não dependem, como é óbvio, da nossa vontade, mas podemos tomar algumas decisões que nos ajudem a alcança-los, nomeadamente: escolher um bom local para morar, fazer exercício físico (zelar pela aparência), criar laços de amizade, conseguir um bom emprego, seguir uma alimentação equilibrada, entre muitos outros aspectos.

As necessidades mudam com o tempo. A qualidade de vida tem a ver com três componentes fundamentais que, por vezes, se confundem entre si: níveis de vida, condições de vida e a qualidade do ambiente. A primeira tem a ver com o acesso a bens de consumo, serviços e com a cultura de cada um. As condições de vida estão relacionadas com a organização da sociedade em termos de transportes, saúde, educação e se eu gosto ou não de viver aqui, se sou ou não capaz de viver aqui, se sou não capaz de me envolver com a minha família, numa construção da própria sociedade e com os grupos com quem gosto de trabalhar na defesa de valores comuns. Por fim, a qualidade de ambiente, porque o Homem é destruidor-mor deste bem precioso, facto que deve ser alterado.

Estas três componentes, anteriormente abordadas, constituem um desafio permanente pois é muito difícil construir um equilíbrio. Por exemplo, quando se constrói uma escola, um hospital ou outra estrutura similar melhora-se as condições de vida mas, por outro lado, agride-se as condições ambientais com o ruído e com a libertação de gazes tóxicos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:30

Julho 16 2018

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Por muito que os profetas da desgraça se manifestem, o certo é que estamos cada vez melhor. Não reconhecemos? É verdade, mas isso deve-se ao nosso constante queixume. Aliás, eu pecador me confesso.

Por exemplo, de 1900 a 2000, o mundo encheu-se de acontecimentos e de pessoas que lha alteraram, em definitivamente, a rota. Cem anos em que o homem, o qual deu corpo a duas guerras mundiais e muitas outras regionais, foi capaz de alcançar a Lua, descodificar o genoma humano, descobrir a Net e alguns mistérios que envolvem a origem do Universo, iniciar o processo de clonagem, e a realizar, com relativa facilidade, testes de ADN visando descobrir relações de parentesco. Um século que demonstra que o Homem é capaz do melhor e do pior.

É claro, para todos, que não restam dúvidas que esta imensa panóplia de descobertas científicas/históricas constituem o resultado explícito daquilo que designamos por globalização. Todavia, estas conquistas pressupõem, infelizmente, a exclusão, o desinteresse, o individualismo, a apatia e, pior ainda, o egoísmo. Como todas as grandes revoluções da Humanidade, a designada globalização arrasta esperanças e receios, mas sobretudo incertezas. Sabemos, sim, que constitui um terreno fértil para mudanças e que é apenas mais uma fase de desenvolvimento moderno, com privilégio do mercado, redução do papel do Estado na economia e desforço da integração.

Não é por acaso que se ouve, a cada momento, alguém dizer que não tem quaisquer problemas em viver sozinho e mesmo aqueles(as) que possuem um casamento “estável”, desde há muitos anos, não se coíbem, mais vezes que esperaríamos, de proclamar, alto e em bom som, que adorariam viver sós.

Aqui para nós, que ninguém nos escuta, não sabem o que dizem. Só que isso são contas de outro rosário.

 

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:08

Junho 11 2018

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Numa sociedade cada vez mais exigente, mas infelizmente com cidadãos menos responsáveis, a consciencialização para a problemática do estar, independentemente do ser, da preservação ambiental e das condições do emprego – p.f. não confundir com trabalho -, tornou-se premente. Assim, impõe-se uma tomada de decisão, no sentido de encontrar soluções adequadas e cujos resultados sejam visíveis.

A gestão dos recursos naturais está na ordem do dia, dado que a sua escassez se acentua e compete às gerações actuais deixar às vindouras os meios suficientes para uma vida de nível, senão melhor, pelo menos tão elevado quanto o presente.

O modo de ser é um desafio que se constrói dia-a-dia, é um estímulo para o desenvolvimento do conhecimento, é um factor de competitividade para todos. Estes são aspectos fundamentais para a melhoria do bem-estar dos cidadãos, suportando a definição de uma nova política, nesta fase de transição para uma economia e uma sociedade baseada no conhecimento.

A melhoria da vida dos cidadãos, que se traduz em melhores serviços de saúde, melhor educação, melhor ambiente, melhor justiça, melhores transportes é, nos nossos dias, um factor de importância vital para o desenvolvimento do nosso país.

É evidente que quando falamos em melhoria, estamos, como é lógico, a servirmo-nos de padrões comparativos, ou seja, confrontando-nos com a realidade das sociedades mais desenvolvidas, onde os serviços, a segurança e a protecção ambiental, sempre aliados a uma constante evolução tecnológica constituem factores que o Homem procura incessantemente melhorar. Aliás, é esta procura permanente que possibilita um progressivo desenvolvimento de um país.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:26

Janeiro 23 2018

Todos clamamos por mudanças. Uns apenas na sua vida familiar, outros no âmbito profissional, enquanto outros existem que as clamam no que concerne à política. O elevado ritmo de transformação das sociedades modernas e consequente necessidade de conhecimento e prospectiva da sua evolução, trouxe para o centro das preocupações actuais a questão da renovação.

Com efeito, um dos aspectos estruturantes do desenvolvimento das sociedades tem sido o aperfeiçoamento da mudança. Hoje, em plena era da globalização, uma sociedade moderna e desenvolvida reconhece-se por um modelo de desenvolvimento social e económico onde os processos de aquisição, processamento e disseminação da renovação conducente à criação de alterações societárias, desempenham um papel central na actividade económica, na criação de riqueza e na definição da qualidade de vida dos cidadãos.

A produção e, sobretudo, a utilização de ferramentas de mudança, devem assentar tanto na atenção às necessidades presentes de mudança, como na antecipação de novas práticas e modos de ser-estar. A constituição e posterior desenvolvimento de redes de mudança, as quais podem e devem começar por ser do género micro, são o melhor antídoto contra a exclusão de mutação, exigindo, assim, de cada um de nós uma postura activa e atenta, um papel facilitador e exemplificador dos modos organizativos adequados.

Nos dias que correm quem não tentar prosseguir um período de profunda (re)organização, modernização e inovação, no sentido de encontrar as competências, capacidades, dinamismo e espírito de competitividade que lhe permita responder com qualidade e oportunidade aos desafios que o meio envolvente exige, não alcançará, de modo algum, os referidos níveis de renovação.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:36

Maio 30 2017

Será desta que o malfadado destino dos portugueses se inverterá?

Acorados a uma jangada de pedra virada para o Atlântico, é longa a tradição que tem lançado os portugueses em busca de novas oportunidades de expansão por esse mundo fora, aproveitando a boleia da globalização de que foram um dos povos pioneiros.

Desde a era dos Descobrimentos portugueses, em que a partir do séc. XV um novo capítulo na história mundia se abriu, muita tinta tem corrido. Mais de cinco séculos decorridos, já não é a exploração marítima e a conquista de outras latitudes que traçam os desígnios estratégicos – os económicos, pelo menos – desta nação europeia.

A braços com uma crise económica-financeira interna que encontrou também ecos no bloco europeu como um todo, colocando entraves à evolução tanto no mercado nacional como no espaço comunitário. Parte de Portugal partiu, mais recentemente e também agora, à descoberta de um mundo novo de emprego. Um direcionar de atenções para o exterior que, apesar de ter sido ultimamente mais vincado pela conjuntura deficitária que atravessamos, já tinha sido muito impulsionada pela aludida globalização.

Ora, segundo palavras de António Costa, a propósito da saída de Procedimento por Défice Excessivo, esta nova situação do país deve ser aproveitada para, fundamentalmente, tudo fazer com vista a trazer de volta as centenas de milhares de jovens que se viram na contingência de procurar além-fronteiras o sustento que a mãe-pátria lhes negou.

Desígnio certo, apesar de saber que muitos não quererão, de todo, regressar, a não ser de férias, ao torrão natal. Aproveitar a folga económica, como pretendem o PCP e o BE, para voltar a engordar os de sempre é que não lembra ao mais pintado.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:03

Janeiro 20 2017

Todos temos as nossas paixões. Para muitos o mar, de Inverno e sobretudo no Verão, é insubstituível. A paixão pelo mar foi, desde sempre, um símbolo e uma fonte de inspiração. O mar encanta e desafia, testa os limites, a coragem e a capacidade de qualquer um. Aliás, não é por acaso que, ao longo da história, o mar criou em todos nós, os portugueses, valores de respeito, dinamizou fontes de conhecimento e se fez familiar.

Portugal está a crescer. Por um lado, temos empresas dinâmicas, financeiramente sólidas, que se afirmam pelas suas estratégias de inovação e capacidade de internacionalização. Por outro, temos tido governos que têm sabido capitalizar o melhor que temos cá dentro e a sagacidade de mostrar ao mundo o nosso valor. Estes, sem excepção, têm tido o cuidado de ouvir o povo e tudo têm feito para criar ou remodelar serviços com vista a facilitar-lhe a vida.

Não menos importante é termos cidadãos bem formados e informados, os quais levam a imagem de Portugal e de tudo o que fazemos além-fronteiras - e não só … -, contribuindo para o desenvolvimento do país.

Eis uma pequena resenha do que penso e do que não penso. Adianto, ainda, que em alguns aspectos qualquer semelhança com a realidade não passa de mera coincidência.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:37

Dezembro 18 2015

O regresso à ruralidade, aproveitando e valorizando os produtos endógenos, sempre fez todo o sentido para mim. Contribuir, na medida das minhas possibilidades, para o desenvolvimento desta micro-região, incrementar medidas contra os factores que, ano após ano, fustigam este território é algo que, em mim, é intrínseco.

A falta de cinema, de teatro, de espectáculos musicais e outras fontes de cultura, propicia a vontade de fugir. Porém, o apelo das raízes, a valorização daquilo que são as potencialidades desta região, ainda que alguns achem escassas, impelem-me a pensar que vale a pena aqui viver. Como costumo dizer, aldeão nasci, aldeão hei-de morrer!

Os fantasmas são imensos, começando pela falta de visão, o que consubstancia horizontes curtos. Por outro lado, igualmente os constrangimentos são muitos e há quem os defina muito bem, apesar de preferir enfrentá-los do que filosofar sobre eles. Porém, a identidade aponta-me um caminho, não muito promissor, é certo, mas seguro. O grande óbice é que poucos são aqueles que o querem trilhar.

Ideias não faltam. A ambição, mesmo nesta idade, ainda é competitiva e, presumo, de valorizar. A dicotomia entre o urbano e o rural nunca esteve tão esbatida como agora. Por isso, acredito que sozinho não ficarei.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:05

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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